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Relatos Ardientes

O garanhão da praia e minha amiga mais tímida

O avião tocou o chão com um tremor suave, apenas um suspiro de metal que separava as três amigas de sua primeira manhã no Brasil. Renata olhou pela janela o horizonte rosado que anunciava o começo das férias com que elas sonhavam havia um ano. Ao seu lado, Camila retocava os lábios no reflexo do celular, enquanto Marisol se inclinava para a frente, impaciente, como se cada segundo naquele assento fosse um obstáculo.

— Vamos, meninas, já! — disse Camila, acendendo a faísca que as arrastaria pelas próximas semanas —. Hoje começa o resto de nossas vidas.

Renata soltou uma risada baixa. Marisol revirou os olhos com aquele sorriso controlado que usava quando não queria admitir que estava tão animada quanto as outras duas.

O aeroporto de Florianópolis era um caos vibrante, mas nem a fila da migração conseguiu apagar a euforia delas. Do lado de fora, o calor tropical bateu no rosto como uma carícia insistente. O ar cheirava a sal e umidade, um lembrete de que estavam a milhares de quilômetros de Rosário e de suas rotinas cinzentas.

A casinha que tinham alugado ficava a poucas quadras do mar. Ao entrar, o cheiro de madeira velha e cítricos as recebeu como um abraço. As malas se empilharam na entrada enquanto Marisol já estava descalça, abrindo as janelas para deixar entrar o ar marinho.

— O que a gente faz primeiro? — perguntou Renata, hesitante, enquanto alisava a barra do vestido de linho, seu gesto de sempre para não chamar atenção.

— Primeiro largamos isso — disse Camila, apontando para a bagagem —. Depois, areia nos pés e água na pele. Tem que começar direito.

— Começar direito pra você é acabar no mar antes do meio-dia — respondeu Marisol, rindo.

— Exato. E se vocês não vierem comigo, eu vou sozinha.

***

Um pouco mais tarde, a casa era um enxame de energia. Elas desfaziam as malas entre risadas e música que saía de uma caixinha pequena, ritmos brasileiros que se misturavam com a brisa salgada das janelas. Camila tirou um biquíni vermelho, minúsculo, tão vibrante quanto ela. Marisol escolheu um preto, igualmente pequeno, mas com uma elegância que combinava com seu ar sereno.

Renata, diante do espelho, se observava com uma mistura de dúvida e curiosidade. Seu biquíni azul era o mais comportado dos três, mas não conseguia esconder a linha limpa da silhueta: cintura fina, pele pálida que refletia a luz como porcelana, peitos firmes que o tecido mal continha, uma sensualidade silenciosa que ela mesma parecia não notar.

— Você está linda, Rena. Mais do que imagina — disse Camila, inclinando-se ao lado dela —. Se eu tivesse esse corpo e essa bunda, não me cobriria nem um centímetro.

— Deixa ela em paz — interveio Marisol, prendendo o cabelo em um rabo de cavalo alto —. Cada uma vai no seu tempo.

— Já vou, já vou! — respondeu Renata, ficando de pé e pegando uma camiseta larga para se cobrir ao menos até a areia.

Quando saíram, o sol já estava alto. Camila ia à frente, as coxas se movendo com um ritmo natural que capturava todos os olhares. Marisol vinha atrás em passos calmos, mas firmes; havia algo magnético em sua postura, uma maturidade que se destacava mesmo na informalidade da praia. Renata fechava a fila, tímida, apertando a camiseta entre as mãos como se ainda duvidasse se deveria deixar à mostra o que apenas insinuava.

— Por que não tira isso? — perguntou Camila, virando-se —. Se você tem esse corpo, por que esconder?

Renata sorriu sem responder. Era difícil competir com a segurança de Camila ou com o magnetismo de Marisol. Mas algo no ar, talvez o sol ou a sensação de estar longe de tudo, começava a amolecer suas inseguranças.

Ao chegar à beira da água, largou a camiseta. O vento fresco a envolveu de repente e, por um instante, fechou os olhos e deixou a brisa reunir a coragem de que precisava.

— Você está divina! — gritou Camila da água, espirrando para que ela se juntasse.

Renata correu em direção à espuma. A água estava fria no começo, mas quando acariciou seus tornozelos, ela sentiu que tudo valia a pena.

***

Depois de um tempo se banhando, Camila voltou para a canga com um coco na mão e um sorriso malicioso.

— Viu aquilo? — disse a Marisol, molhando os lábios.

— Aquilo o quê? — respondeu a outra, sem tirar os óculos escuros.

Camila apontou com a cabeça para três rapazes que caminhavam pela beira da água, a pele morena brilhando sob o sol. Corpos esculpidos, ombros largos, e no volume das bermudas molhadas se adivinhava a promessa do que havia por baixo. O mais alto, com o cabelo cacheado ainda molhado e um sorriso atrevido, prendia olhares com uma facilidade quase ofensiva.

— Eles — disse Camila, sem disfarçar —. Acho que acabei de encontrar nossa atividade de boas-vindas. E olha o volume do mais alto, por favor. Esse cara tem o que mostrar.

Os três se aproximaram com confiança despreocupada. O mais baixo foi o primeiro a falar.

— Oi, meninas. Vocês não são daqui, né? — perguntou num português feito para seduzir.

— Dá pra notar tanto assim? — respondeu Camila, inclinando-se o bastante para que o biquíni fizesse o resto e os seios quase escapassem do tecido.

— As três chamam atenção — interveio o mais alto, os olhos cravados em Renata, que baixou o olhar sem conseguir sustentá-lo —. De onde vocês vêm?

— Argentina — respondeu Marisol, levantando-se com uma elegância que contrastava com o atrevimento da amiga.

— Tem uma festa ao pôr do sol, perto das pedras — disse o de cabelo cacheado —. Música boa, bebida boa. Tranquilo.

— Perfeito — respondeu Marisol, assumindo o controle com um sorriso travesso —. Nós vamos estar lá.

***

Quando chegou a hora, o quarto encheu-se de risadas e cumplicidade. Camila escolheu um vestido branco curto que grudava nela como uma segunda pele. Marisol, um conjunto preto justo que desenhava suas curvas com elegância provocante. Renata, num canto, segurava um vestido prateado que a amiga tinha emprestado.

— Isso é demais — sussurrou, tentando se cobrir com as mãos.

— Não é. Fica perfeito em você — disse Camila, ajudando-a a vestir enquanto Marisol ajustava as alças.

O vestido, curto e amarrado atrás do pescoço, deixava as costas à mostra e abraçava sua forma de um jeito que no começo a fez se sentir exposta. O brilho do tecido acentuava o contraste com a pele clara.

— Você é um espetáculo — murmurou Marisol, dando um passo atrás para admirar —. Aquele brasileiro da praia vai te foder como se não houvesse amanhã. Se prepara.

— Marisol! — Renata ficou vermelha, mas riu.

— É a verdade. Aquele cara te olha como se já estivesse te despindo. E você, boba, sem calcinha por baixo, hein? Faz ele se molhar por você.

Camila jogou a calcinha na cara dela entre gargalhadas, e Renata a vestiu de novo, mas ficou pensando nas palavras da amiga mais do que queria admitir. Olhou-se no espelho, ainda insegura. Mas a aprovação das amigas e o toque suave do tecido foram lhe dando uma confiança nova. Endireitou-se, ergueu o queixo e deixou um sorriso tímido, mas seguro, aparecer nos lábios. Pela primeira vez, a ideia de atrair a atenção de alguém — daquele homem alto com o sorriso atrevido — não pareceu tão intimidante.

***

A festa entre as pedras parecia saída de um sonho. Luzes quentes pendiam de um palco improvisado, a música vibrava em cada canto e o ar estava carregado de uma tensão elétrica. Renata se movia no ritmo, sentindo o vestido se ajustar ao corpo a cada passo. Os olhares começavam a pousar nela, mas ela procurava apenas um entre a multidão. E quando os olhos do mais alto cruzaram com os dela, soube que a noite estava apenas começando.

Camila desapareceu logo com um dos rapazes; Marisol se deixava levar pela paquera do cacheado. Renata ficou mais afastada, segurando uma caipirinha que mal tinha provado, até ele aparecer ao seu lado, a presença dele preenchendo o espaço.

— Por que tão longe de tudo? — perguntou, inclinando-se com um sorriso de lado.

— Só estou olhando — respondeu ela, com a voz trêmula.

— Talvez você precise de algo mais interessante do que olhar — disse ele, estendendo a mão —. Vem?

Antes que pudesse responder, Camila apareceu, suada mas radiante, e lhe deu um empurrãozinho.

— Vai, Rena. É sua primeira noite, não fica aqui. E usa a boquinha, não seja tímida.

À distância, Marisol ergueu seu copo num gesto de aprovação. Com o coração batendo no peito, Renata aceitou a mão do homem.

***

A praia estava tranquila, mas não vazia. Alguns turistas passeavam pela faixa de areia enquanto a água quebrava com um ritmo hipnótico. As luzes da festa piscavam ao longe como uma promessa. Ele a conduzia sem parar de olhar para ela, e Renata sentia cada passo como um eco no peito.

Ele era enorme, um homem cuja pele morena ainda brilhava por causa da dança. Ombros largos, braços que pareciam capazes de levantar qualquer coisa. Cada movimento seu era deliberado, uma exibição de força que a fazia se sentir pequena e, estranhamente, segura.

Pararam ao lado de umas pedras grandes que ofereciam um pouco de privacidade. Quando ele a pegou pelas coxas, as mãos cobriram boa parte de sua silhueta. O toque não era suave: era direto, exigente. Ele a empurrou contra a pedra morna e apertou sua bunda com as duas mãos, erguendo-a um pouco para que ela sentisse o volume duro do seu pau contra o ventre. Renata engoliu em seco. Já podia adivinhar, através do tecido fino da bermuda, que aquilo seria muito maior do que ela jamais tinha provado.

— Mais devagar… — sussurrou Renata. Não era uma recusa, e sim um pedido.

Ele sorriu, e as mãos voltaram às coxas com um ritmo mais controlado. Inclinou-se até roçar o pescoço com os lábios e morder o lóbulo da orelha dela.

— Confia em mim, pequena. Vou te fazer gozar como nunca.

Desatou o nó atrás do pescoço sem parar de beijá-la e o vestido prateado caiu até a cintura, deixando seus seios à mostra sob a luz da lua. Os mamilos estavam duros de excitação e do ar frio. Ele parou um instante para olhá-los, de boca entreaberta, como quem admira algo que não esperava encontrar.

— Nossa… — murmurou, e se abaixou para chupar um mamilo enquanto o polegar e o indicador apertavam o outro.

Renata arqueou o corpo contra as pedras, abafando um gemido. A língua quente traçava círculos, mordiscava com os dentes o suficiente para doer um pouco, e depois sugava forte, como se quisesse deixar marca. Quando passou para o outro seio, ela já estava tão molhada que sentia a umidade escorrer pela parte interna da coxa.

Ele a levou para um canto sombreado, onde a lua mal desenhava os contornos dos corpos. Sem dizer mais nada, ajoelhou-se diante dela e deixou as mãos percorrerem suas pernas, subindo devagar, como pedindo permissão a cada centímetro. Renata observava, a respiração entrecortada, os dedos agarrados à barra do vestido como quem busca uma âncora.

Ergueu a saia até a cintura e baixou a calcinha pelos tornozelos com uma lentidão de pura tortura. O tecido caiu na areia, encharcado. Ele a cheirou sem disfarçar, sorriu e guardou a calcinha no bolso da bermuda.

— Isso eu levo pra mim — disse, abrindo as pernas dela.

Quando a boca dele tocou a pele da coxa, ela prendeu o fôlego. Não tinha pressa: os beijos traçavam um caminho lento, deliberado, até o centro dela. Ele mordiscou a parte interna das coxas, deixando marcas rosadas na pele pálida, até que o nariz roçou os cachos escuros que cobriam sua boceta. Soprou devagar e Renata sentiu um arrepio subir até a nuca.

— Por favor… — ofegou, sem saber ela mesma o que pedia.

Ele sorriu contra a vulva dela e deu uma lambida longa, de baixo para cima, que a partiu ao meio. Renata soltou um grito abafado e se agarrou às rochas para não cair. A língua quente do brasileiro se instalou entre os lábios molhados e começou a trabalhá-la com paciência: círculos lentos em volta do clitóris, depois chupadas fortes que faziam seus joelhos tremerem, depois dois dedos grossos entrando de uma vez até o fundo.

— Ai, meu Deus… — gemeu Renata, a cabeça jogada para trás —. Ai, não para, por favor não para…

Os dedos iam e vinham com um estalo úmido que se ouvia por cima do barulho do mar. Ela estava tão molhada que escorria pelo pulso dele. A língua não largava o clitóris, sugando-o, brincando com ele, dando um ritmo que a deixava louca. Renata levou as mãos ao cabelo cacheado dele, agarrando-se sem hesitar, movendo os quadris contra o rosto dele sem nenhuma vergonha.

— Assim, assim, aí mesmo, não para, eu vou gozar, eu vou gozar…

O orgasmo a atravessou como uma onda quente e implacável. As pernas falharam, a boceta se contraiu em torno dos dedos dele com tanta força que ele soltou um gemido de aprovação lá de baixo. Um jorro de fluido morno sujou seu queixo e a barba, e Renata sentiu escapar um gemido longo, obsceno, que rebateu nas rochas.

— Por favor… já… — murmurou, com a voz quebrada entre a vergonha e o prazer.

Ele se ergueu devagar, lambeu os lábios brilhantes dela e a beijou profundamente. Renata se provou em sua boca e, em vez de lhe causar nojo, isso lhe deu outra onda de calor entre as pernas. Depois ele terminou de desatar as alças do vestido, e o tecido caiu por completo no chão. Ele deu um passo para trás para olhá-la, nua contra a pedra, iluminada pela lua.

— Você é linda — disse, com a voz carregada de sinceridade —. E agora eu quero que você chupe meu pau, pequena. Aguenta isso?

Renata baixou os olhos por um instante, mas quando ele voltou a beijá-la, seu corpo respondeu por instinto. As dúvidas desapareceram.

— Agora é sua vez — disse ele com um sorriso de lado, pegando a mão dela.

Ela entendeu. Ajoelhou-se na areia morna enquanto ele desabotoava a bermuda e a deixava cair. Quando o pau saltou diante do seu rosto, Renata prendeu o fôlego. Era enorme: grosso, comprido, a pele morena esticada sobre veias saltadas, a cabeça brilhante e já úmida na ponta. A mão dela tremeu ao redor e descobriu que nem sequer conseguia fechar os dedos por inteiro em volta dele.

— Meu Deus… — sussurrou.

— Com calma — disse ele, acariciando seu rosto —. Usa a língua primeiro.

Renata pôs a língua para fora e a passou devagar pela ponta, recolhendo a gota espessa de líquido pré-ejaculatório que escapava. O gosto salgado encheu sua boca e algo em seu ventre se apertou de desejo. Deu um beijo úmido na cabeça e depois começou a lamber todo o tronco, de cima a baixo, desenhando o comprimento inteiro com a língua, molhando-o até brilhar sob a luz da lua.

Quando finalmente levou a ponta à boca, ele soltou um gemido grave, rouco, que a fez querer mais. Ela foi descendo devagar, apertando os lábios em volta da carne quente, sugando com força. No começo se engasgou quando tentou levar mais do que conseguia e precisou se afastar, tossindo, com os olhos marejados. Mas tentou de novo, mais devagar, e conseguiu que o pau chegasse ao fundo da garganta.

— Isso, pequena, assim… — ofegou ele, com as mãos enterradas com delicadeza no cabelo dela —. Bem devagar, sim…

Renata começou a mover a cabeça, deixando que o pau entrasse e saísse da boca com um ritmo cada vez mais seguro. A mão direita rodeava a base, bombeando o que não cabia; a esquerda acariciava os testículos pesados. Cada reação dele despertava nela uma sensação de poder que ela não conhecia: alguém tão confiante, tão imponente, agora completamente entregue à sua boca. Ela podia sentir o pau inchando ainda mais entre os lábios, marcando a língua.

Atreveu-se a mais. Passou a língua por baixo, colocou um dos ovos na boca e o chupou com cuidado, depois o outro. Ele soltou um palavrão em português e ela sorriu de boca cheia. Quando voltou ao pau, já tinha prática: levou-o até o fundo e segurou ali por alguns segundos, a garganta apertando em torno dele, o nariz enterrado nos cachos ásperos do rapaz.

— Pequena… — murmurou ele entre suspiros —. Já quase… você vai me fazer gozar…

As palavras a incentivaram em vez de freá-la. Acelerou o ritmo, chupando com mais força, ordenhando-o com a mão e com os lábios. As mãos dele pousaram no cabelo dela, mas sem forçá-la: guiavam-na com delicadeza. Quando ele chegou ao fim, todo o corpo se tensionou e ele soltou um gemido longo que ecoou na noite.

— Ah, porra, porra, toma, toma tudo…

O primeiro jato de sêmen explodiu contra o palato dela, quente e espesso. Renata se surpreendeu, mas não se afastou. Engoliu, e continuou engolindo cada descarga, sentindo o pau pulsar entre seus lábios uma e outra vez. Quando finalmente ele ficou quieto, ela continuou chupando devagar, limpando-o com a língua, até ter certeza de não deixar nada. Depois ergueu o olhar, os lábios um pouco inchados e brilhantes, e havia algo novo em seus olhos: orgulho.

— Você é incrível — murmurou ele, plantando um beijo em sua testa —. Engoliu tudo, minha safadinha.

***

Ele a ajudou a se levantar e a envolveu nos braços, deixando-a sentir o calor do seu corpo. A noite ainda era jovem e, embora os ecos da festa ainda ressoassem ao longe, para Renata o mundo se reduzira àquele canto da praia. Sentiu, com surpresa e um pouco de desejo, que o pau que acabara de esvaziar em sua boca já tornava a endurecer contra seu ventre.

— Quer continuar? — perguntou ele em seu ouvido —. Ainda não te fodi como você merece.

Ela não respondeu com palavras; um movimento de cabeça bastou. Ele se deitou na areia, o corpo musculoso sob o céu noturno, e com um sorriso entre divertido e provocador disse:

— Sobe em mim. Quero te ver cavalgar.

A ordem, simples e carregada de intenção, mandou uma descarga pela sua coluna. Vê-lo assim, o pau ereto e ainda brilhante de saliva, apontando para o céu, a intimidava, mas também despertava algo primitivo: a necessidade de assumir o controle, de domar aquele homem que parecia um garanhão.

Com a ajuda da mão firme dele, ela se posicionou por cima. Apoiou a mão na base do pau e o guiou até sua boceta encharcada. Começou a se esfregar contra a ponta, molhando-a com o próprio fluxo, sentindo a glande separar seus lábios. Desceu devagar, sentindo o corpo se ajustar aos poucos ao tamanho dele. Os primeiros centímetros já arrancaram dela um gemido: sentia o estiramento, a carne dura abrindo caminho, a sensação intensa de ser preenchida pouco a pouco. Desceu mais um pouco e parou, respirando forte.

— É… é muito — ofegou.

— Calma — sussurrou ele, com as mãos em suas coxas, sem empurrar —. Você manda. Desce quando puder.

Renata fechou os olhos, apertou os dentes e continuou descendo. Um puxão doce a atravessou quando a metade já estava dentro. Mexeu-se só um pouco, para frente e para trás, deixando o corpo se acostumar, e a cada oscilação recebia um pouco mais. Quando finalmente o recebeu por completo, quando sentiu as bolas dele contra suas nádegas, um lampejo de orgulho a percorreu por dentro. Tinha conseguido o que momentos antes parecia impossível. Estava enterrada até o fundo, sentia a ponta pressionando seu útero, e ainda assim queria mais.

— Já está — disse quase sem voz —. Já tenho tudo dentro.

— Boa menina — gemeu ele —. Agora me fode, pequena. Se mexe.

Ela começou a se mover, no início com lentidão, apoiando-se com as mãos no peito dele. Subia quase até a ponta e voltava a descer, sentindo cada centímetro entrar e sair. Os suspiros de ambos se misturavam ao som do mar. Os quadris de Renata ganharam confiança e logo entrou num ritmo natural, cavalgando-o com a bunda batendo contra as coxas dele, os seios quicando diante dos olhos famintos dele.

Ele ergueu as mãos e segurou seus seios, apertando-os, beliscando os mamilos, e ela soltou um gemido que escapou do fundo. O prazer crescia onda após onda, arrastando-a mais fundo. Cada vez que descia, o pau tocava um ponto lá dentro que a fazia ver estrelas.

— Assim, assim, não para — pedia ele —. Essa sua bunda é uma maravilha.

Renata se inclinou para a frente, procurou a boca dele e o beijou enquanto continuava se movendo sobre ele. Agora era ele quem empurrava por baixo, cravando os quadris contra os dela, fazendo-a quicar sobre seu pau a cada investida. O estalo úmido do sexo se misturava ao rumor das ondas.

— Vira de costas — disse ele de repente, pegando-a pela cintura —. Fica de quatro. Quero te comer por trás.

Ela desmontou com um suspiro ofegante, sentindo o vazio repentino, e se pôs de quatro sobre a areia. Baixou o peito, ergueu a bunda e esperou. Ele se acomodou atrás e deu uma palmada que ecoou na noite. Renata soltou um gritinho, meio surpresa, meio prazer, e ele deu outra na outra nádega.

— Que bunda gostosa, pequena…

Ele voltou a enfiá-lo de uma só vez, até o fundo. Renata gritou de imediato. Nessa posição, sentia ainda mais fundo, tocando lugares que nem sabia que existiam. Ele segurou seus quadris com as duas mãos e começou a foder de verdade, num ritmo brutal, chocando a pelve contra a bunda dela repetidas vezes.

— Ai, sim, sim, assim, me fode forte, me fode…

As palavras saíam sozinhas, sem filtro. Nunca tinha falado assim na cama, nunca tinha se permitido ser tão puta, mas naquela noite tudo era diferente. Ele agarrava sua bunda, puxava seu cabelo, apertava seus seios por trás enquanto continuava a estocá-la. Renata sentia o orgasmo se aproximar, implacável, subindo desde as solas dos pés.

— Eu vou gozar de novo, eu vou gozar…

— Aguenta, aguenta, quero acabar com você — rosnou ele, acelerando o ritmo até o impossível.

Ela não aguentou. O orgasmo a partiu ao meio e a fez afundar na areia, a boceta apertando em torno do pau em espasmos violentos. Um grito abafado escapou de sua garganta. Ele continuou a estocar por mais alguns segundos, segurando seus quadris para que ela não escapasse, e então, com um rugido grave, mergulhou até o fundo e se derramou dentro dela. Renata sentiu os jatos quentes enchendo-a, um após o outro, enquanto seu corpo ainda tremia em ondas do orgasmo.

Quando o clímax os alcançou, foi como se o tempo parasse. As ondas quebraram ao longe e o mundo pareceu desaparecer por um instante.

Ele se retirou devagar e Renata sentiu o sêmen escorrendo entre as coxas, morno, abundante. Deixou-se cair sobre a areia, de barriga para cima, a respiração irregular. Ele se deitou ao seu lado e a envolveu com os braços, sustentando-a com cuidado. Renata, pela primeira vez em muito tempo, se sentiu completamente segura, completamente saciada, completamente fodida.

***

O caminho de volta para a festa foi marcado pelo som das ondas e pelo eco dos passos na areia molhada. Renata ia à frente, o vestido mal ajeitado, mechas coladas ao rosto, sem calcinha porque o brasileiro tinha guardado a dela, e com as pernas ainda tremendo um pouco. Sentia o sêmen espesso escorrendo devagar pela parte interna da coxa a cada passo e, em vez de lhe dar vergonha, isso lhe arrancava um sorriso secreto. Havia algo a mais em seus olhos: uma faísca nova, uma segurança que nunca tinha sentido.

Logo atrás, ele a seguia com o peito nu e um sorriso atrevido, a mão pousada sem pudor na sua bunda, marcando uma posse que já não a envergonhava.

Camila foi a primeira a notá-los.

— Aí estão vocês! — gritou, correndo até elas —. Bom, bom, parece que a nossa Rena teve uma noite interessante. E olha como ela anda, foi partida no meio!

— Contem tudo! — emendou Marisol, com sua calma habitual, mas com o olhar cheio de curiosidade —. Ele era tão grande quanto parecia?

Renata tentou manter a compostura, alisando inutilmente as dobras do vestido.

— Não foi… nada — murmurou, com um tom que traía a verdade.

— Nada? — riu Camila, cruzando os braços —. Você está com sêmen escorrendo pela perna, boba. Não parece que “nada” acabou de acontecer.

O homem, longe de se intimidar, chegou por trás, rodeou a cintura dela com um braço e enfiou a mão por baixo da saia para acariciar sua bunda na frente das amigas.

— Sua amiga é uma safadinha — disse, piscando —. Chupa como uma deusa e fode como uma louca. Vai voltar pra mais, vocês vão ver.

Renata soltou um leve suspiro de surpresa, mas não se afastou. Em vez disso, ergueu o queixo, tentando projetar uma segurança que só começava a descobrir.

— Acho que a nossa Rena está aprendendo rápido — disse Marisol, com a voz suave, mas carregada de significado.

As risadas das amigas se elevaram acima da música, mas com um tom de respeito. Renata havia cruzado um limiar, e todas sabiam disso. Sua natureza tímida não desapareceria por completo, mas naquela noite, numa praia longe de casa, ela tinha provado que podia ser muito mais do que sempre acreditou.

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