O verão na casa do meu tio me mudou para sempre
Eu vinha fingindo há semanas que não o olhava. Naquela noite, com duas doses a mais e a casa vazia, parei de fingir e desci as escadas procurando por ele.
Eu vinha fingindo há semanas que não o olhava. Naquela noite, com duas doses a mais e a casa vazia, parei de fingir e desci as escadas procurando por ele.
Quando ela entrou no táxi de confiança com um vestido curto e sem nada por baixo, nem ela nem o motorista imaginavam até onde o jogo diante do retrovisor iria chegar.
Com a maquiagem borrada de tanto chorar, ela pegou minha mão e me guiou escada acima, decidida a fazer o que sentíamos deixar de ser segredo.
Disse a ele que só queria praticar umas fotos. Era mentira. O que eu queria era que ele me olhasse de uma vez como eu vinha olhando para ele há semanas.
Eu estava de quatro, tremendo, com o cu empinado e meu próprio pau pingando sozinho. Ele mal tinha enfiado a ponta e eu já implorava para ele me arrebentar inteira.
Quando Valeria me disse que as três primas dela me esperavam para comemorar, eu não imaginei que a comemoração fosse descobrir se eu servia para algo além de cuidar das contas delas.
Naquela noite eu não levava camisinha na bolsa nem intenção de pedir que ele colocasse uma. Só queria sentir até onde éramos capazes de ir.
Entrei no carro pensando no meu voo. Três dias depois, ao descer do avião, ele já me esperava com uma proposta que me deixou suando antes de fechar a porta.
Eu a desejava em segredo havia meses. Naquela tarde, durante a aula, ela ergueu os olhos do livro e me disse: você precisa ser mais cuidadoso com a porta do banheiro.
Ninguém naquela casa sabia o que eu escondia sob o vestido preto. Ninguém, exceto ele, o desconhecido de máscara a quem eu entreguei isso num corredor escuro.
Quando abri a pasta de arquivos recentes, elas apareceram em miniatura. Quis fechá-la rápido, mas ela já estava olhando a tela comigo, em silêncio.
Tinha vinte e sete anos e ainda era virgem. Naquela tarde, sozinha numa casa alheia, encontrei algo que me obrigou a me olhar no espelho e reconhecer o que escondia.
Na primeira tarde em que fui ajudá-lo, achei que faria apenas os exercícios dele. Não imaginei que acabaria descobrindo com ele tudo o que me negavam em casa.
Desde que fiquei viúvo, minhas sobrinhas se dedicaram a cuidar de mim. Naquela tarde, ficamos sozinhos na piscina e eu soube que nada voltaria a ser como antes entre nós.
Eu vinha protegendo as costas dele entre a pior matilha do presídio. No dia em que me contou quem era de verdade a mulher das visitas, tudo mudou.
A campainha tocou depois das duas. Eu ainda estava com a camisa amarrotada da festa, e ele entrou sorrindo, como se me conhecesse a vida inteira.
Ela fechou a porta da sacristia, pôs a mão gelada sobre a minha e me disse que já não era uma criança. O vento uivava lá fora e eu soube que estava perdido.
Faltavam dias para minha viagem quando ela me ligou pedindo um favor inocente. Nenhum dos dois imaginava que terminaríamos trancados, no escuro e sem roupa.
Quando o iate afundou, Renata achou que o mar era o pior que podia acontecer. Não imaginava que a verdadeira tempestade a esperava naquela noite, numa caverna, ao lado do filho.
Baixei o vidro, troquei duas palavras com ela e a convidei para subir. Não imaginava que aquela morena da esquina sem luz me esperava com uma surpresa entre as pernas.