O desconhecido do fórum me ensinou a obedecer
Havia meses que eu publicava fantasias anônimas num fórum. Quando ele me escreveu pedindo para me conhecer, soube que obedeceria muito antes de aceitar o encontro.
Havia meses que eu publicava fantasias anônimas num fórum. Quando ele me escreveu pedindo para me conhecer, soube que obedeceria muito antes de aceitar o encontro.
Quando vi a mensagem na bandeja, não sabia que aceitá-la me levaria a uma tarde com dois desconhecidos no parque e à noite mais intensa da minha vida.
A primeira era minha professora de física. A segunda, de francês. As duas me chamaram a sós antes de partir de Valência, e descobri que despedidas podem ser muito diferentes.
Quando pedi que ele amarrasse meus pulsos com o lenço de seda, não sabia que o verdadeiro jogo começava com uma palavra de três letras: vermelho.
Desci para pegar um café no meio da tarde. A porta entreaberta, os gemidos ao fundo e a decisão que eu não devia ter tomado: empurrar a madeira mais alguns centímetros.
Quando o aviso chegou, liguei a tela achando que seria mais uma reunião. Não imaginava que veria minha cunhada ajoelhada diante do sócio do meu sogro.
Ela morava dois andares acima e, toda vez que eu a encontrava no elevador, eu pensava a mesma coisa: você vai ser minha. Naquela tarde, com uma rosa na mão, pedi que ela descesse para tomar um café comigo.
Eram três da manhã quando me esgueirei até o quarto dos meus pais e vi meu pai diante da televisão. Não fui embora. Fiquei olhando.
Dezenove anos, uma tarde de 38 graus e minha tia por afinidade limpando meu quarto de jeans justo. Naquele dia, eu não aguentei mais.
Às onze, desligamos o filme. Às doze, me aninhei no peito dele. À uma, ele me beijou como nunca deveria ter me beijado. E eu, virgem, soube que era dele.
Quando ela deixou o suéter cair no chão e tirou os sapatos diante de mim, entendi que aquela tarde eu não sairia da casa do meu sogro sendo o mesmo homem.
Minha mãe se inclinou na minha frente para tirar uma fita velha da caixa e, quando ajustou o robe bem devagar, soube que tinha visto o que eu não queria que visse.
Quando eu os vi se aproximando no balcão do bar, soube que a noite não terminaria como eles imaginavam. Eu já tinha tocado os dois antes de eles se roçarem.
Ao completar dezoito anos, ele foi atrás da mulher que o pai lhe arrancara. Não imaginava que, naquela tarde no café, ela viria com um plano diferente.
Quando voltei do banheiro com a peça dela guardada no bolso, não imaginava que ela me esperaria naquela mesma tarde com um trato que mudaria tudo.
Esteban dormia quando me levantei para tomar banho. Quando ele voltou a acordar, eu já tinha decidido quem mais queria naquela cama antes do meio-dia.
Quando o encontrei atrás de mim na cozinha, com o corpo colado ao meu e a respiração quebrada no meu pescoço, soube que ia me render antes de lutar.
Ele voltou do trabalho cansado e, quando viu as duas linhas na minha mão, não me deixou terminar a frase. A boca dele já estava na minha antes que eu reagisse.
Baixei o olhar ao ver minha saia mais curta do que o prudente. Cruzei as pernas no banco e, antes mesmo de o coquetel chegar, sentia dois pares de olhos cravados no meu decote.
Eu havia prometido a ela um presente de aniversário diferente. O que ela não imaginava era que minha surpresa a esperava do outro lado de um buraco na parede.