Minha tia me encontrou inconsciente naquela caverna
Quando abri os olhos sobre a pedra úmida e a vi tirando o maiô, soube que aquela pancada na cabeça me levara a um lugar de onde eu não sairia o mesmo.
Quando abri os olhos sobre a pedra úmida e a vi tirando o maiô, soube que aquela pancada na cabeça me levara a um lugar de onde eu não sairia o mesmo.
Minha prima tinha ido à praia com as amigas. Quando toquei a campainha, minha tia abriu a porta com o avental no corpo e um sorriso que eu nunca tinha visto antes.
Quando Marcos fechou a porta do apartamento e perguntou se iam dormir com a “nova parceira”, o silêncio dos quatro disse tudo.
Eu o desejava desde meus primeiros amantes e nunca tive coragem de dizer. Naquela tarde, diante da câmera dele, descobri que meu irmão também vinha aguentando o mesmo desejo havia anos.
Ele apareceu na porta sem avisar, com cara de briga e uma garrafa debaixo do braço. Às três da madrugada, nada do que eu sabia sobre ele era verdade.
Quando as escovas do lava-rápido apagaram o mundo de fora, minha irmã se inclinou sobre o banco, afastou meu cabelo da testa e sussurrou algo que eu já não podia ignorar.
Eu estava em coma havia um mês quando uma mão quente ergueu o lençol no meio da madrugada. Só ao abrir os olhos descobri quem tinha decidido me despertar.
Às duas da madrugada desci descalça para pegar um copo d’água e os ouvi discutir baixinho sobre mim, com aquela voz de casais que já não precisam terminar as frases.
Saí do banheiro com a imagem da minha cunhada Renata, recém-saída do banho, presa na cabeça. Uma hora depois, ela bateu à minha porta envolta num roupão.
Quando Lucía saiu da água e os olhou da beira da praia, os dois souberam que aquela tarde não terminaria nas espreguiçadeiras.
Passei anos pensando naquele momento: Valéria na sala vazia, o dedo apontando para minha virilha e aquele sorriso que prometia tudo o que não aconteceu.
Fui à casa dele achando que ia fazer uma boa ação. Encontrei minhas fotos no celular dele, e o que fiz depois não contei a ninguém até hoje.
Nove meses de independência fracassada a trouxeram de volta à casa do pai, às regras de Carmen e ao olhar de Marcos, que desde o primeiro dia fazia ela sentir coisas que não devia.
Fui sozinha a essa festa pensando em dançar um pouco e esquecer. Não esperava que Diego nem o que veio depois mudassem minha noite por completo.
Ela usava meias de rede e uma sainha preta. Fiquei a dois metros fingindo ser um desconhecido enquanto ele a devorava com os olhos do chão.
Assim que a porta do táxi se fechou, as mãos dele já estavam debaixo da minha blusa. O que veio depois o motorista viu pelo retrovisor, sem perder um detalhe.
Eu tinha esperado meses por aquele sábado. Saltos altos, lingerie de renda, a chácara só para mim. Ninguém devia me ver. Então Roberto apareceu da chácara da frente.
Marcos a controlava da sua mesa, um dedo no app e os olhos fixos nela. Cada vez que apertava o botão, Clara tinha que morder o lábio para não gemer.
Eu tinha ido só cumprimentar, mas Matías não tirava os olhos de mim. Quando o pai saiu, aquele garoto mostrou que tinha muito mais iniciativa do que parecia.
Lucía subiu com quatro mulheres e fechou a porta. Eu fiquei no bar com os homens delas. Ninguém imaginava o que ia acontecer naquela cabine.