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Relatos Ardientes

A primeira vez do meu filho caçula foi comigo

Aquela tarde voltei para casa antes do previsto. Meu marido tinha reunião até tarde, e Diego, o caçula dos meus filhos, supostamente estaria na casa de um colega até a noite. Entrei com a chave sem fazer barulho, deixei a bolsa sobre a cômoda do hall e avancei pelo corredor em direção à sala.

O primeiro que vi foi suas costas.

Diego estava de pé diante da janela da sala, completamente absorto em algo que havia do outro lado da rua. Tinha a calça e a cueca abaixadas até os tornozelos, e sua mão direita se movia de maneira lenta e rítmica sobre um pau duro, grosso, que despontava entre seus dedos com a glande brilhante e exposta. A luz da tarde o iluminava de perfil. Ele não me tinha ouvido entrar.

Segui seu olhar. No prédio em frente, terceiro andar, havia uma sacada sem cortinas. No fundo do apartamento, uma mulher de uns quarenta e poucos anos caminhava completamente nua de um lado para o outro, sem pressa, sem olhar para fora, sem se importar — ou talvez sabendo perfeitamente — que tinha meio bairro olhando para seus peitos e sua boceta depilada.

Ou talvez soubesse perfeitamente.

Mas o que me fez parar não foi ela. No momento em que meus olhos se pousaram no meu filho, compreendi algo que no dia a dia eu não tinha tido tempo nem ocasião de notar: Diego já não era nenhum menino. Tinha diante de mim um homem jovem, com o corpo de homem, com a rola de homem, fazendo o que os homens fazem.

Eu devia ter me virado. Sair em silêncio para o patamar, esperar alguns minutos no carro, fingir que ainda não tinha chegado. Qualquer mãe razoável teria feito isso.

Eu não fiz.

Aproximei-me devagar, passo a passo, sem respirar muito forte, até ficar bem ao seu lado. Ele continuava sem perceber minha presença. Observei-o por alguns segundos — o tempo justo para confirmar o que já sabia, para gravar a imagem daquele pau duro se mexendo entre seus dedos — e então pus minha mão sobre a dele.

Ele se virou tão rápido que quase perdeu o equilíbrio. O rosto ficou vermelho até as orelhas, um vermelho que desceu pelo pescoço e demorou muito para desaparecer.

—Mãe… — foi tudo o que conseguiu dizer.

—Vem —disse, com mais calma do que eu sentia.

Ele não ofereceu resistência. Com a calça ainda enroscada em torno dos tornozelos e a rola ainda dura apontada para mim, deixou que eu o conduzisse pela mão pelo corredor até o quarto dele. Sentamos juntos na beira da cama. Eu não soltei sua mão. Ele não soube onde olhar.

—E então? —perguntei, sem tirar os olhos dele—. A vizinha da frente?

Ele não conseguiu sustentar meu olhar. Assentiu, quase imperceptivelmente.

—É normal —disse—. Tem corpo de mulher e vive numa sacada sem cortinas. Qualquer garoto da sua idade bateria uma punheta olhando para ela.

—Eu não devia ter… — começou a dizer.

—Para. Não estou te repreendendo.

Apertei sua mão. Ele me olhou então, confuso, sem saber o que esperar. Estava preparado para um castigo ou para uma bronca longa, e em vez disso encontrou algo que não sabia como interpretar.

—O que me surpreende —disse, baixando um pouco a voz— é que eu nunca tinha me dado conta de como você cresceu.

O silêncio que se seguiu foi breve, mas denso. Então fiz algo que não tinha planejado: desci a mão até o colo dele, deslizei-a sobre sua coxa nua e envolvi seu pau com os dedos. Estava quente, duro, mais grosso do que eu imaginava. Ele inspirou de repente, entrecortado, e a pele toda se arrepiou.

—Mãe, o que…?

—Shhh. Você já ficou com alguma garota? Alguma vez?

Comecei a mover minha mão para cima e para baixo, bem devagar, sentindo-o pulsar entre meus dedos. Uma gota de líquido pré-seminal brotou da ponta e eu a espalhei pela glande com o polegar.

Ele negou com a cabeça. A voz saiu pequena, como se lhe custasse admitir:

—Nunca. Não fiz nada com ninguém. Nem um beijo.

Virgem. Algo se moveu dentro de mim, algo que eu não sei nomear sem que pareça errado. Mas não era errado. Não naquele momento. Não com ele. Senti a boceta umedecendo sob a roupa, aquele calor surdo que fazia anos que eu não sentia subir tão rápido.

—Então —disse, sem parar de mover a mão no pau dele— deixa que eu seja a primeira.

***

Ajoelhei-me diante dele, entre suas pernas abertas.

Enquanto o olhava de baixo, com a rola dura a um palmo do meu rosto, lembro de ter pensado que queria ir devagar. Que não queria que fosse desajeitado nem apressado. Diego tinha as mãos apoiadas no colchão, agarradas à beirada, e a respiração vinha em rajadas curtas e superficiais.

—Mãe, isso não devia… — disse, embora sem muita convicção.

—Não me olha como sua mãe —eu lhe disse, olhando-o de baixo com a boca já aberta a um centímetro da ponta—. Me olha como uma mulher que quer chupar sua rola.

Ele não protestou mais.

Passei a língua por todo o comprimento, de baixo para cima, seguindo a veia grossa que corria pela lateral. Diego se retesou inteiro, cerrou os dentes e não conseguiu sufocar totalmente um gemido. Lambuzei a glande com pequenas voltas, saboreando a gota salgada que havia surgido, e só então o coloquei na boca.

Ter ele na boca pela primeira vez tinha algo que eu não sei explicar se você não viveu: essa certeza de que ninguém tinha estado ali antes, de que eu era a primeira. Que cada reação dele — a maneira como cerrou os dentes, o suspiro que escapou sem querer, a mão que acabou no meu cabelo sem que ele mesmo soubesse como tinha chegado ali — era genuína e sem aprendizado.

Fui descendo pouco a pouco, engolindo-o mais fundo a cada vai e vem, até que a ponta tocou o fundo da garganta. Engoli em seco, respirei pelo nariz e comecei a chupá-lo de verdade: subindo e descendo a cabeça, apertando os lábios em torno do tronco, deixando a saliva escorrer até a base e os ovos. Com uma mão, peguei sua sacola e massageei devagar; com a outra, envolvi a base para bombeá-lo no mesmo ritmo da boca.

—Porra, mãe, porra —ele arfou, e assim que disse isso me olhou com os olhos pedindo desculpa, como se tivesse acabado de falar uma barbaridade na minha frente.

Eu sorri com a rola na boca. Continua dizendo porra, filho. Me diz o que você sente.

Durou menos do que eu esperava. O corpo dele estava carregado demais, entre a excitação acumulada diante da janela, a surpresa do que estava acontecendo e a total falta de prática. Comecei a sentir seu pau inchar um pouco mais, os ovos se tensionando contra minha mão, e quando chegou ao limite ele veio com um gemido que tentou sufocar e não conseguiu totalmente.

—Eu vou gozar, eu vou gozar, mãe, eu…

Enfiei a rola até o fundo e cravei as unhas na coxa dele. A primeira descarga me atingiu a garganta, quente e espessa, e eu a engoli sem tirar os olhos dele. Veio um segundo jato, um terceiro, e fui bebendo todos, chupando a glande sensível enquanto ele continuava se sacudindo. Quando finalmente o deixei sair, havia um fio de sêmen no canto da minha boca que recolhi com o dedo e lambi sem parar de olhar para ele.

Quando terminou, me encarou com a cara de quem acabou de entender algo importante e não sabe o que fazer com isso.

—Desculpa —disse ele—. Não queria tão rápido.

—Não peça desculpas —respondi, sorrindo—. Isso quer dizer que você é jovem e tem muita energia. As duas coisas são muito boas.

Sentei-me de novo ao seu lado. Minha mão repousou sobre seu joelho.

—Você está bem?

Ele assentiu. Depois me olhou com aquela cara que só ele tinha — a de entre ansioso e inseguro, a que usava quando criança quando queria pedir algo mas não sabia como — e por fim disse:

—Eu vi em vídeos que os caras também fazem isso com as garotas. Com a boca. Na boceta. Você quer que eu…?

Que pergunta ele precisa fazer.

—É claro que sim —respondi.

***

Tirei a saia e a calcinha sem parar de olhar para ele. Diego ficou com os olhos cravados no meu púbis, como se nunca antes tivesse visto uma boceta de verdade, de carne e osso, a um palmo do rosto. Provavelmente não tinha visto. Abri as pernas sobre a cama e ele se colocou lentamente entre elas, com o cuidado de quem está aprendendo algo que sabe que importa.

—Me diz o que fazer —pediu, com a boca perto, sem ainda se atrever—. Me guia você.

—Começa devagar —disse—. Me beija aí primeiro. Como se estivesse beijando minha boca.

E fui guiando. Senti seus lábios fecharem sobre os meus de baixo, a língua surgindo timidamente. Agarrei sua nuca com a mão e lhe disse onde colocar a língua, quando ir mais devagar, quando parar de testar e entrar de verdade. Ensinei-o a encontrar meu clitóris — “mais pra cima, aí, aí, isso, não perde” — e a chupá-lo com os lábios sem usar os dentes. Ensinei-o a meter a língua dentro da boceta e a movê-la em círculos. Ensinei-o a subir dois dedos e curvá-los para cima enquanto continuava me chupando.

Ele seguia cada instrução com aquela seriedade de aluno aplicado que o caracterizava em tudo o que fazia. Diego sempre foi assim: se ia fazer algo, fazia bem.

—Assim, filho, assim —arfei sem conseguir evitar—. Não para. Isso, assim.

Em dez minutos ele tinha passado de hesitante a concentrado. Em quinze eu tinha os dedos afundados no lençol e os quadris se movendo contra a boca dele sem que eu conseguisse parar. Ele me chupava com fome, com aquela avidez virgem de quem acaba de descobrir a que sabor uma mulher tem e não pensa em desperdiçar nem uma gota.

Não era o melhor que eu já tinha tido, obviamente. Não conhecia os atalhos que a experiência acumulada ensina. Mas havia algo em saber que era ele — que estava aprendendo isso em mim, comigo, do zero, que minha boceta era a primeira boceta que ele provava na vida — que fazia cada momento imperfeito parecer dez vezes mais intenso do que o habitual.

—Enfia mais, dois dedos, curva pra cima —pedi, com a voz já quebrada—. Aí, aí, não para, não para.

Senti que ia gozar. Apertei a cabeça dele contra a boceta com as duas mãos, enrosquei os dedos no cabelo dele e gozei na boca dele sacudindo os quadris, mordendo o lábio para não gritar alto demais. Ele não se afastou. Continuou me chupando enquanto eu tremia, engolindo tudo o que caía na língua, até que precisei afastar sua cabeça porque eu não aguentava mais.

Quando finalmente me soltei por completo, com os dedos enroscados em seu cabelo e sem tentar mais moderar a voz, ele ergueu a cabeça com aquela expressão entre orgulhosa e surpresa que lhe surgia quando fazia algo melhor do que esperava. Tinha o queixo brilhando com meus fluidos.

—Bom? —perguntou.

—Muito bom —respondi—. Muito, muito bom.

Ele sorriu. Um sorriso de verdade, daqueles que saem quando você fez algo que realmente importou.

***

Ficamos quietos por um momento, recuperando o fôlego. A tarde ainda entrava pela janela. Lá fora, o bairro soava como sempre.

Notei que Diego estava pronto de novo — a juventude tem essa vantagem indiscutível, o pau dele tinha voltado a endurecer contra minha coxa quase sem que ele percebesse — e algo dentro de mim tomou uma decisão que eu não tinha planejado em palavras.

—Vem aqui —eu disse—. Quero que você me foda.

Deitei-me de barriga para cima e o puxei para mim. Ele entendeu sem que eu precisasse explicar mais nada. Coloquei sua mão na minha cintura, agarrei seu pau com a outra e o conduzi até a entrada da boceta, encharcada e pronta. Senti a ponta me roçar, escorregar, ajustar-se no ponto exato, e esperei que ele terminasse de entender o que eu estava pedindo.

—Devagar —disse—. Mete sem pressa. Sinta.

Ele empurrou. Na primeira vez que entrou em mim, quando a glande passou pelo primeiro anel e afundou até a metade, o som que fez foi involuntário e completamente honesto, um suspiro longo e partido, como se a realidade daquilo superasse de longe tudo o que ele tinha imaginado que poderia ser.

—Mãe… porra… mãe… —ele sussurrou, sem terminar a frase.

—Isso —respondi eu, sem encontrar outras palavras também—. Mete tudo. Até o fundo.

Ele empurrou outra vez e desta vez me enterrou até a base. Senti seus ovos contra minha bunda, seu púbis contra o meu, e soltei um gemido tão honesto quanto o dele. Envolvi sua cintura com as pernas e o apertei.

No começo deixei que ele marcasse o ritmo por conta própria, embora fosse irregular e rápido demais. Ele metia como se tivesse medo de que fosse tirar dele, com aquela urgência virgem de quem nunca tinha estado dentro de nada antes. Depois coloquei as mãos em seus quadris e o desacelerei suavemente.

—Assim —eu disse—. Sente o que está acontecendo. Sente-se dentro de mim. Não apressa.

Ele obedeceu. A respiração dele mudou. Começou a se mover com mais intenção e menos urgência, tirando a rola quase toda para voltar a me afundá-la até o fundo, prestando atenção ao que sentia em vez de ir apenas atrás do resultado. Acariciei seus braços, ombros, costas; cravei as unhas quando uma investida me acertou em cheio; sussurrei em seu ouvido o quanto eu gostava de tê-lo dentro de mim.

—Você está dentro da sua mãe, filho —eu disse, porque soube que ele precisava ouvir aquilo—. Você está me fodendo.

Aquilo o colocou no limite de repente. Senti seu pau inchar dentro de mim.

—Vou… mãe, vou…

—Fora —pedi—. Tira e goza em mim.

Ele tirou a tempo e gozou sobre meu ventre em jatos longos, com o corpo inteiro tremendo e um gemido gutural que não tentou controlar. Não durou muito — o corpo dele ainda era novo em tudo isso — mas quando terminou, sua testa caiu sobre a minha e ficamos um momento sem dizer nada, com o sêmen dele grudado entre nós.

—Você está bem? —perguntei, como sempre perguntava.

—Melhor que bem —respondeu, com voz baixa—. Muito melhor que bem.

***

Descansamos um pouco. Diego ficou de barriga para cima com um braço sobre os olhos, calado, processando tudo. Eu fiquei ao seu lado olhando o teto e pensando no que tinha acabado de acontecer, sem me arrepender de nada.

—Por que você fez isso? —perguntou depois de um tempo, sem se mexer.

—Porque eu quis. E porque é você.

Ele se virou para me olhar.

—E o papai?

—O papai não precisa saber. Isso é entre nós.

Ele absorveu aquilo em silêncio. Depois algo em sua expressão mudou, aquela cara que fazia quando lhe vinha uma ideia e queria pedir, mas não sabia muito bem como formular.

—Posso te pedir mais uma coisa?

—Depende do que é.

—Quero tentar de outro jeito. Dessa vez quero ficar por cima.

Não consegui deixar de sorrir para ele.

—Claro que sim.

***

Essa segunda vez foi completamente diferente. Diego tomou a iniciativa desde o começo, com mais confiança e muito menos medo. Abriu minhas pernas ele mesmo, colocou-se entre elas e enfiou o pau de uma única investida firme, sem pedir permissão. Aquilo me arrancou um gemido de surpresa que o fez sorrir.

—Assim? —perguntou, meio brincando, meio sério.

—Assim, filho, assim.

Começou a me foder de cima a baixo com investidas longas e controladas, sustentando o peso nos braços, olhando no meu rosto sem desviar os olhos. Ainda tinha coisas a aprender — o ritmo exato, o momento preciso, ler os gestos do outro corpo — mas a vontade estava ali por inteiro. E com vontade se aprende rápido.

Agarrei sua bunda com as duas mãos e o puxei contra mim para que me penetrasse mais fundo. Ele entendeu e acelerou um pouco. Fui deixando que ele descobrisse do seu jeito, corrigindo-o só quando achava necessário: “um pouco mais devagar”, “assim, sem sair toda vez”, “me beija os peitos enquanto me fode”. Eu gostava de observar seu rosto: era o rosto de alguém que acabou de entender que algo que existia só na imaginação pode ser real, e que o real é infinitamente melhor.

Ele chupou meus mamilos sem parar de me estocar, um e outro, mordendo-os com cuidado. Pus a mão em sua nuca e disse para continuar. Sentia o pau batendo no fundo a cada vai e vem, o barulho úmido da minha boceta encharcada ao redor dele, seus ovos batendo na minha bunda. Comecei a me sentir perto também.

—Mais rápido, filho, mais rápido, não para.

Ele acelerou. A cama começou a bater na parede com um ritmo obsceno. Gozei de novo, apertando o pau dele com a boceta, gemendo seu nome contra o ombro dele.

Quando ele chegou perto do limite, pedi com um gesto que saísse, e ele entendeu sem necessidade de explicação. Colocou-se sobre mim, de joelhos em cima do meu peito, bateu duas vezes com a mão e se deixou ir por completo. Jatos caíram nos meus peitos, no meu pescoço, um chegou até meu queixo. Ele ficou me olhando com o pau ainda na mão, escorrendo, com aquela cara de absoluto espanto.

Depois desabou ao meu lado, com a respiração agitada e os olhos fechados.

—Mãezinha —disse, com uma voz que misturava a criança que ele ainda era em parte com o homem em que estava se tornando—. Isso é a melhor coisa que já me aconteceu.

—Você exagera —disse.

—Não exagero nada.

Eu ri. Ele também riu.

Talvez ele não exagerasse.

***

Antes de levantarmos, Diego me pediu algo com a mesma cara de antes: a de querer algo sem saber bem como formular.

—A gente pode fazer de outro jeito? Eu li sobre…

Ele parou. Eu esperei, sem dizer nada.

—Por trás —terminou, com o rosto vermelho de novo, como se de repente voltasse a sentir a mesma vergonha do começo—. Pelo cu.

Olhei para ele por um instante antes de responder. Ele estava sério. Tinha aquela curiosidade limpa que só quem ainda não acumulou experiência suficiente para temer ou tomar tudo como garantido possui.

—Sim —respondi—. Mas bem devagar, com muita saliva, e você me escuta o tempo todo. Se eu disser para parar, você para.

Ele assentiu sem hesitar.

O que veio depois foi mais longo e mais lento do que tudo o que havia acontecido antes. Fiquei de quatro sobre a cama, com a bunda levantada para ele, e o guiei com a voz e com as mãos. Disse para ele me lamber primeiro, e ele o fez: senti sua língua abrindo caminho pela fenda, brincando com o buraco, me deixando bem molhada. Disse para ele cuspir no pau e em mim, e ele me besuntou toda de saliva até ficar escorregadio.

—Agora, bem devagar, encosta a ponta aí e empurra aos pouquinhos.

Senti a pressão, a glande forçando o anel, e respirei fundo para relaxar. Ele foi cuidadoso desde o primeiro segundo, atento, perguntando sem palavras, lendo os sinais do outro corpo em tempo real. Quando a ponta entrou de vez, nós dois gememos ao mesmo tempo. Ele ficou parado.

—Você está bem, mãe?

—Estou, filho. Continua. Devagar.

Foi entrando centímetro por centímetro, afundando aos poucos, até sentir suas coxas contra minha bunda. Estava todo dentro. Corrigi-o quando precisou e dei espaço quando não.

—Agora se mexe. Suave.

Ele começou com investidas pequenas, sem sair quase nada, deixando meu corpo se acostumar. Levou um tempo para entender o ritmo, mas quando entendeu não largou mais. Me fodia o cu com uma lentidão reverente, quase religiosa, segurando minhas ancas com as duas mãos. Passei uma mão entre minhas pernas e comecei a esfregar o clitóris no mesmo compasso.

Aquela lentidão tinha algo que o entusiasmo da primeira vez não tinha: a sensação de que os dois estávamos prestando atenção, de que nenhum dos dois ia a lugar algum.

—Mais forte, filho. Já está. Me fode mais forte.

Ele acelerou. O quarto se encheu de um novo barulho, mais grave, o de seus quadris batendo na minha bunda e sua respiração arfando sobre minhas costas. Eu me esfregava na boceta com dois dedos, apertando-me contra ele, sentindo como seu pau me abria por dentro a cada investida. Gozei pela terceira vez, longa e fundo, apertando a bunda dele ao redor da rola até ouvi-lo soltar um gemido de surpresa.

Quando finalmente chegou ao fim — de verdade, desta vez sem volta — ele caiu sobre minhas costas e gozou dentro de mim, com a rola enterrada até o fundo, arfando junto à minha orelha. Senti cada descarga quente dele por dentro. Ele ficou ali um momento sem se mover, com a respiração difícil e os músculos completamente soltos, esmagado contra mim.

—Meu Deus —disse, a única frase que parecia se ajustar ao que sentia.

—Eu sei —eu disse.

Quando finalmente a tirou, devagar, senti um fio morno do sêmen dele escorrendo por dentro da minha coxa. Não me importei. Virei-me, beijei-o na boca pela primeira vez em toda a tarde, e ele me devolveu o beijo como se fosse a coisa mais natural do mundo.

***

Tomamos banho separadamente. Nos vestimos em silêncio, mas não era um silêncio incômodo. Era o silêncio de duas pessoas que compartilharam algo que realmente importa e não precisam preencher tudo com palavras.

Quando Diego apareceu no batente da cozinha, vestido e com o cabelo ainda úmido, me olhou como se me visse de uma distância um pouco diferente da de sempre. Não era um olhar incômodo. Era o olhar de alguém que acabou de ver algo novo em um lugar conhecido.

—Você está bem, mãe?

—Estou bem. E você?

—Sim —disse. E acrescentou, olhando diretamente para mim—: Não me arrependo. Se é isso que você está pensando.

—Eu não estava pensando isso.

Ele se sentou diante de mim. Serviu-se de um copo d’água.

—Vai acontecer de novo?

Olhei para ele um momento antes de responder. Ele não perguntava com urgência nem com culpa. Perguntava do jeito que sempre perguntava as coisas: direto, querendo uma resposta honesta e não uma resposta tranquilizadora.

—Não sei —respondi—. Hoje aconteceu porque aconteceu. Não sei o que vai acontecer amanhã.

Ele assentiu devagar, como se essa resposta lhe bastasse.

—Tudo bem —disse—. Acho justo.

E assim ficou. Meu filho caçula, que naquela tarde tinha entrado em casa batendo punheta olhando para uma mulher nua do outro lado da rua, a deixava sendo um homem de fato. Eu não sabia com certeza se o que havíamos feito estava certo ou errado, e naquele momento eu não era capaz de me importar.

Aconteceu. Nós dois, cada um à sua maneira, escolhemos aquilo. E isso era a única coisa que eu sabia com total certeza.

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