Pular para o conteúdo
Relatos Ardientes

Aquele viagem de ônibus mudou tudo com meu filho

Quando Lorena descobriu o marido segurando a mão da própria irmã debaixo da mesa da sala de jantar, em pleno aniversário do avô, soube que a vida acabara de se partir em dois. Houve gritos, lágrimas, uma travessa de frango arremessada contra a parede. E depois, durante meses, uma sucessão interminável de advogados, papéis, divisão de móveis e noites em claro olhando para o teto. Seu filho Diego, de vinte e quatro anos, foi o único refúgio que encontrou.

No começo, tudo foi inocente. Abraços longos ao voltar das sessões com a psicóloga. Filmes no sofá em que ela acabava com a cabeça apoiada no peito dele. Mãos que ficavam um instante a mais da conta sobre a cintura, dedos entrelaçados no cabelo enquanto passava um episódio sem que nenhum dos dois reparasse na tela.

Diego era alto, atlético, com a mandíbula firme do pai quando ainda era um homem decente. Lorena tinha dificuldade em reconhecer nele o menino que criara. O primeiro arrepio estranho nasceu numa tarde de março, debaixo da água do chuveiro. Como ele ficou bonito, pensou, e mordeu o lábio, assustada com o próprio pensamento. Tinha quarenta anos, os seios pesados, os quadris largos e um mapa de estrias claras que contava suas duas gestações. Não se reconhecia na mulher que a olhava do espelho embaçado, com uma pulsação entre as pernas que não sabia explicar.

***

A viagem a Rosario foi o estopim.

O ônibus saiu com todos os assentos ocupados e obrigou metade dos passageiros a viajar em pé. Diego se colocou à frente dela, como um escudo, para que o resto da multidão não a esmagasse. Ficaram frente a frente, separados por apenas alguns centímetros, segurando-se na mesma barra. O motorista freou bruscamente ao cruzar uma avenida e o corpo de Diego foi projetado contra o de Lorena. A virilha dele bateu na dela.

Lorena sentiu a ereção imediatamente. Grossa, dura, mal contida pelo tecido da calça, pressionando justo o púbis através do vestido fino de verão. O ônibus continuou andando, balançando em cada buraco, e cada movimento era uma fricção lenta, deliberada, impossível de deter. Diego cerrava a mandíbula e olhava pela janela com cara de circunstância. Ela cravava as unhas na barra e fingia ler um anúncio publicitário ao fundo do corredor. Os dois sabiam o que estava acontecendo. Nenhum dos dois se mexia.

Quando desceram no terminal, Lorena mal conseguia ficar de pé. A calcinha estava encharcada. Diego lhe ofereceu a mão para ampará-la e ela a afastou como se queimasse.

Naquela noite, no quarto do hotel, Lorena entrou debaixo do chuveiro. Queria se tocar. Queria terminar o que aquela viagem tinha começado. Seus dedos desceram, encontraram o clitóris ainda inchado, o contornaram devagar. E então ela parou. É meu filho. Meu Deus, o que está acontecendo comigo? Saiu do chuveiro tremendo, com o desejo apertado no ventre como um nó.

***

De volta para casa, tudo mudou. Os olhares deixaram de ser de mãe e filho e passaram a ser de mulher e homem. Diego a observava cozinhar de shorts curtos, detendo-se no balanço dos quadris. Ela o via sair do banheiro com a toalha frouxa sobre o quadril e sentia um vazio úmido entre as pernas. Os toques “inocentes” da cozinha — as mãos que se cruzavam ao passar o sal, os abraços que duravam um segundo a mais, os beijos na bochecha que aterrissavam cada vez mais perto do canto da boca — ganhavam uma eletricidade que os dois não sabiam nomear.

Lorena tentava se convencer de que o episódio do ônibus tinha sido um acidente. Diego não acreditava. E passou a esperar o momento certo.

***

O momento chegou na festa de quinze anos de uma sobrinha. Houve salão, dança, vestidos longos e uma piscina iluminada na chácara dos padrinhos. Lorena usava um vestido preto justo que marcava cada curva do corpo. Diego a tirou para dançar a música lenta e a colou contra si mais do que um sobrinho deveria colar na mãe. Ela sentiu a ereção contra o ventre e não se afastou. As mãos dele desceram pelas costas até onde as costas perdiam o nome.

Quando o salão fechou e o último casal de velhos foi embora, os poucos convidados que restavam se espalharam pela chácara. Alguns roncavam nos sofás da sala, outros dormiam sobre toalhas no gramado. Só Diego e Lorena continuavam acordados, metidos até a cintura na piscina iluminada, com a música baixa ainda saindo das caixas de som.

Lorena usava um biquíni preto que Diego nunca tinha visto: dois triângulos minúsculos que mal continham seus seios e uma calcinha que se enterrava entre os grandes lábios como uma segunda pele. Diego não conseguia parar de olhá-la. Seu sunga formava um volume evidente sob a água.

Começaram a dançar entre risos e respingos, mas a distância foi diminuindo até desaparecer. Ele se posicionou atrás dela. A ereção dele se cravou entre suas nádegas como um ferro quente, grossa, longa, pulsando através do tecido molhado da sunga. Cada movimento, cada balanço suave no ritmo da música, era uma fricção lenta, obscena, deliberada.

Diego baixou a cabeça e começou a beijar-lhe o pescoço. Lábios quentes, língua desenhando um rastro úmido do ombro até a nuca.

—Diego… não faz isso, amor —murmurou ela, tentando soar leve. A voz saiu rouca, trêmula de desejo.

Ele não parou. Apoiou o queixo no ombro dela e continuaram “dançando”, balançando só um pouco, sem sair do lugar. Lorena sentia a dureza daquele pau jovem empurrando entre suas nádegas macias. Diego sentia a elasticidade daquela bunda madura envolvendo-o. É meu filho, o que estamos fazendo?, pensava ela uma e outra vez, enquanto movia os quadris para trás quase imperceptivelmente para intensificar o atrito.

Diego virou o rosto dela com a mão no queixo. Os lábios ficaram a um suspiro de distância. Roçaram-se lentamente, apenas um contato morno e úmido, sem chegar a se fechar num beijo. Era algo mais íntimo que um beijo: uma promessa, uma espera, uma tortura compartilhada.

Então ouviram os passos cambaleantes e o som inconfundível de alguém vomitando no canteiro. Lorena virou a cabeça e rompeu o quase-beijo. Não se afastou do abraço. Era a irmã dela, bamboleando, com a cara esverdeada.

—Lore… acabei de vomitar —gemeu —. Quero ir dormir. Você vem?

Lorena engoliu em seco e se obrigou a respirar devagar.

—Já vou. Vai indo na frente.

Diego a soltou a contragosto. Ela saiu da piscina devagar, sentindo o olhar do filho cravado no corpo molhado. Antes de se enrolar na toalha, ajeitou a calcinha com dois dedos e deixou uma das nádegas exposta por um segundo. A pele morena brilhou sob a luz turquesa da água. Diego cerrou os punhos sob a superfície.

Nessa mesma noite, trancada no banheiro que dividia com a irmã, Lorena se masturbou com dois dedos enfiados e o polegar girando em círculos sobre o clitóris inchado. Pensou nele, naquele pau pressionado contra suas nádegas, no quase-beijo. Gozou duas vezes seguidas mordendo uma toalha para não gritar o nome proibido.

***

De volta para casa, o ar parecia denso, elétrico, como se uma tempestade invisível estivesse prestes a desabar entre as paredes. Nenhum dos dois voltou a mencionar a piscina. Mas os olhares falavam por eles.

Diego já não disfarçava. Os olhos dele percorriam o corpo de Lorena com uma lentidão descarada: o balanço dos seios ao caminhar, a curva dos quadris sob a roupa de ficar em casa, a forma como o short se ajustava quando ela se abaixava para tirar algo do forno. Eram olhares indecentes, famintos, possessivos, e ela os sentia como se fossem carícias físicas. Toda vez que aqueles olhos escuros se pousavam nela, o calor líquido voltava a se acumular entre suas pernas.

Eu devia dar um basta nisso, pensava enquanto lavava a louça. Eu devia sentar com ele e dizer que isso está errado, que sou a mãe dele. Mas as palavras não saíam. No fundo, ela não queria que aquela tensão acabasse. Era a primeira vez em anos que se sentia viva e desejada.

Suas sessões de masturbação ficaram mais longas, mais desesperadas, mais culpadas. Ela se trancava no quarto, apagava a luz e se tocava pensando nele. Gozava uma e outra vez, mordendo o travesseiro, mas o alívio durava pouco. O desejo voltava mais forte a cada vez.

***

Até que chegou aquela noite.

Lorena saiu do banho, se enxugou devagar e vestiu um robe de seda preto: o mesmo que usara na noite da piscina. O tecido deslizou sobre a pele ainda úmida como um sussurro.

A porta do quarto se abriu sem que ela ouvisse. Era Diego. Ele entrou sem pedir licença, tremendo visivelmente. Lorena também tremia, mas por outro motivo. Os olhares se cruzaram na penumbra. Sem dizer uma palavra, ele fechou a porta, girou a chave e apagou a luz. Restou apenas um filete claro filtrando por baixo da porta.

Diego se aproximou com passos lentos e a tomou pela cintura com as duas mãos. Ela apoiou as palmas no peito firme dele. Nenhum dos dois falava. Só se ouviam as respirações agitadas. Diego procurou os lábios dela. O primeiro contato foi doce, suave, cheio de amor proibido. Depois as bocas se abriram. Línguas, mordidas, suspiros abafados.

Ele desfez o nó do robe. A peça se abriu. Os seios de Lorena apareceram nus: grandes, redondos, com as estrias claras marcando a curva superior e os mamilos escuros já endurecidos. Diego os olhou como se fossem a coisa mais bonita que já tinha visto. Amassou-os devagar, pesou-os nas palmas.

As mãos de Lorena desceram trêmulas até a calça do pijama dele. Contornaram a ereção. E então tudo se quebrou. Ela abriu os olhos, transtornada, como se só então percebesse que corpo estava tocando.

—Isso está errado. Eu sou sua mãe —sussurrou com a voz partida.

Soltou-o. Deu um passo para trás.

—Vai embora, Diego. Por favor.

Ele tentou beijá-la de novo. Ela permaneceu firme, embora por dentro o corpo gritasse o contrário. Diego ajeitou a calça com as mãos trêmulas e saiu sem dizer nada. Lorena trancou a porta e ficou encostada na madeira, com os lábios ardendo e as têmporas latejando de culpa.

***

O café da manhã do dia seguinte foi um desastre. Diego buscava os olhos dela, e ela os desviava. Trocaram apenas monossílabos. Quando ele tentou dizer algo, Lorena o cortou com um gesto. Na cabeça dela, não era uma rejeição, mas um “ainda não, preciso pensar”. Só que Diego não podia ouvir o que ela não dizia. Ferido, decidiu recuar e parar de forçar.

Passaram-se vários dias tensos. Mal conviviam. Lorena arranjava desculpas para não ficar em casa: cafés com amigas, caminhadas longas, idas desnecessárias ao supermercado. A amiga Susana sugeriu que ela baixasse um aplicativo de encontros. Lorena fez isso na mesma tarde, sentada num banco de praça. Começou a deslizar perfis. Logo percebeu que só escolhia homens jovens, altos, atléticos, de cabelo escuro, com a mandíbula firme. Fechou o aplicativo e atirou o celular no fundo da bolsa.

Naquela noite apagou a luz do quarto e se preparou para se masturbar de novo. Acariciou os seios, beliscou os mamilos, desceu uma mão até o clitóris. A imagem de Diego não ia embora. Ao contrário, ficava mais nítida a cada minuto. E ele dormia a uma parede de distância.

Frustrada, excitada além do razoável, ela se levantou, amarrou o robe de seda preto e saiu em silêncio pelo corredor.

***

Diego dormia de barriga para cima, só de cueca justa. A luz tênue do corredor desenhava os abdominais e o volume evidente sob o tecido. Lorena ficou parada no batente, olhando-o com fome. Já tinha decidido.

Ele acordou como se tivesse sentido o peso do olhar. Sentou-se devagar, sem falar. Lorena fechou a cortina. O quarto ficou quase no escuro. As mãos de Diego percorreram suas coxas para cima e desfizeram o robe com dedos desajeitados. A seda caiu ao chão com um sussurro e ela ficou completamente nua diante dele.

Diego aproximou o rosto de seus seios e os beijou com devoção. Lambia ao redor dos mamilos grandes e escuros com círculos lentos. Sugava-os, amassava-os, puxava de leve com os dentes. Lorena gemia cada vez mais alto, arqueando as costas, afundando a cabeça dele contra o peito.

—Ai, meu amor… você vai fazer eu gozar assim —murmurou.

Ele se deitou na cama. Ela subiu em cima dele, montando. Pegou o pau com a mão e o esfregou contra sua entrada encharcada. Desceu devagar. Quando ficou totalmente dentro, soltou um gemido longo, profundo, trêmulo. Começou a cavalgar sem pressa, saboreando cada centímetro. As mãos de Diego procuravam seus seios e suas nádegas sem saber o que tocar primeiro. Ela pegou os pulsos dele e os colocou com firmeza sobre os peitos.

—Assim, aperta eles forte —pediu com a voz em fio.

Ele obedeceu. As tetas pesadas quicavam a cada investida. O som úmido da boceta engolindo o pau enchia o quarto. Lorena gozou com força, contraindo-se ao redor dele, mordendo o ombro para abafar o grito.

Diego a virou sem sair de dentro. Penetrou-a fundo e devagar, olhando-a nos olhos. Chupou-lhe os seios com uma violência terna, mordeu seu pescoço, marcou a clavícula com chupões vermelhos. Depois desceu pelo ventre e a fez oralmente com fome: língua dentro, clitóris na boca, dois dedos curvando-se sem trégua sobre o ponto interno. Lorena estava à beira outra vez.

Antes que ela gozasse, ele a virou e a pôs de quatro. Penetrou-a de uma só vez, bruto. Comeu-a com força selvagem, invadindo-a com tanta potência que os quadris batiam contra as nádegas dela com um som seco e úmido ao mesmo tempo. Deu tapas que deixaram marcas vermelhas. Puxou-lhe o cabelo, arqueou suas costas.

—Caralho, como você tá gostosa, mãe —rosnou no ouvido dela.

A rudeza a levou ao limite. Lorena gozou de novo, tremendo, convulsionando ao redor do pau, apertando-o como um punho quente. Era o sexo mais intenso que já tinha tido na vida: uma mistura explosiva de prazer, culpa, perversão e amor proibido.

Diego não parou. Investiu mais fundo, mais rápido. Finalmente gozou dentro dela em jatos quentes e abundantes, enchendo-a até o sêmen começar a escorrer e descer por suas coxas.

Lorena soltou um grito gutural que provavelmente acordou o vizinho. Desabou sobre o colchão vibrando sem controle, as pernas se movendo em espasmos, o cabelo colado no rosto como um pano molhado. Sentia-se cheia, completa, amada, saciada como nunca.

Ele a puxou contra o peito como se ela não pesasse nada e a abraçou forte. Ficaram assim, suados, pegajosos, com o sêmen ainda escapando entre as pernas dela. Dormiram pele com pele, respirações sincronizadas, no silêncio da escuridão do quarto.

Ver todos os contos de Tabu

Avalie este conto

Comentários(2)

Felipe

nossa, que história!! esse começo no ônibus me prendeu de cara

MadrugadaQuente

precisa de uma continuação!! nao da pra parar assim no melhor momento

Deixe um comentário

Entrar ou criar conta

Escolha como quer continuar.