Minha madrasta decidiu que não ia mais esperar
Helena se levanta do sofá sem soltar sua mão. Puxa você com suavidade, obriga você a ficar de pé e o convida a segui-la escada acima, procurando não fazer barulho enquanto as meninas brincam trancadas no quarto. Ela o conduz até o quarto dela, fecha a porta atrás de si e o empurra sobre a cama até você cair de costas. Há um brilho novo em seus olhos, uma determinação que você não tinha visto antes.
Apesar do rímel borrado pelas lágrimas, é difícil imaginar uma mulher mais linda do que ela naquele instante.
—Você está linda, Helena —sussurra enquanto ela começa a se despir, revelando para você o corpo sem a menor pressa.
Ela tira o suéter pela cabeça e o deixa cair no chão. Por baixo, não usa sutiã, e seus peitos ficam à mostra diante de você, pesados, com os mamilos já duros de pura antecipação. Desabotoa o jeans, abaixa-o devagar e o tira junto com a calcinha num só puxão, como se estivesse com pressa de se livrar da roupa o quanto antes. Aí está ela: nua, de pé à beira da cama, com a boceta depilada já brilhando de umidade entre as coxas.
—Meu Deus, eu não aguento mais —responde ela, e sobe na cama para se colocar sobre você.
Ela desabotoa sua calça e puxa tudo para baixo, arrastando a roupa íntima no mesmo gesto. Seu pau salta contra o ventre, duro, inchado, com a ponta já molhada. Helena solta um arquejo quando o vê. Morde o lábio, pega-o com a mão firme e aperta da base até a glande, medindo você, conferindo o quanto está duro por causa dela.
—Olha só como você está… —murmura, meio para si mesma—. Tudo para mim.
Ela se inclina para a frente e cospe um fio quente sobre a glande, e com a mão espalha, deslizando o punho para cima e para baixo até encharcá-lo por inteiro. Esfrega a ponta contra a entrada da sua boceta para umedecê-lo com a dela também e, quando decide, senta sobre você centímetro a centímetro, deixando você entrar no interior quente e apertado. Você sente a carne dela ceder, se abrir para engoli-lo, apertar à medida que desce. Ela geme de olhos fechados, jogando a cabeça para trás, até tê-lo inteiro dentro.
—Eu te desejo, Marcos. Este é o nosso momento. Não vou voltar a te afastar de mim —diz, sustentando seu olhar enquanto começa a se mover.
Ela balança no início devagar, desenhando círculos com os quadris, esfregando o clitóris no seu osso púbico. Depois sobe e desce inteira, deixando que você quase saia dela antes de se empalar de novo até o fundo. Toda vez que se deixa cair, o traseiro dela bate contra suas coxas com um estalo seco que ecoa pelo quarto.
Você se surpreende com essa firmeza dela. Depois de tudo o que vocês passaram nessa semana, depois da visita dos pais dela e de tudo o que foi dito naquela sala, você não entende como ela pode se entregar assim, com tanta fome. Mas então você também sente: um desejo áspero que nasce em algum ponto do peito e desce. Você acaricia os seios dela, aperta, belisca os mamilos, e ela solta um rosnado rouco que você jamais tinha ouvido. Você agarra o bumbum dela com as duas mãos e a empurra com mais força contra si, marcando o ritmo por baixo.
—Me fode, Marcos, não para —arqueja, se balançando com uma violência terna que o acende—. Me enche como na primeira noite. Quero sentir você até a garganta, quero que me dê tudo.
Vocês estão esperando por isso há sete dias. Não era só o corpo que tinha secado, era todo o resto. Eram duas pessoas com muita sede bebendo depressa demais, engasgando, sem se importar. Você a invade de baixo para cima, cravando-se nela em cada descida. Ela começa a arfar mais rápido, se agarra aos seus ombros, morde o lábio, e você nota como a boceta dela aperta seu pau em ondas, como pulsa ao redor dele como se tivesse vida própria.
—Vou gozar, vou gozar —geme ela, e as coxas tremem.
E ela goza sobre você com um espasmo longo, mordendo a própria mão para não gritar por causa das meninas. Você sente como ela se derrama por dentro, como encharca a base do seu pau, como aperta e relaxa em ondas. E essa contração tão cerrada puxa você junto. Você goza dentro dela antes do que gostaria. Quase não consegue se conter. Sente a primeira descarga subir pelo pau e explodir dentro da boceta dela, e depois outra, e outra, esvaziando-se inteiro nela. Helena percebe o exato momento em que você se solta e goza com você, com o seu prazer, se apertando contra si para não perder uma única gota. Você rosna com os dentes cerrados porque hoje é ela quem manda, quem marca o ritmo, e se entrega aos desejos dela como se não existisse mais nada no mundo. Ela se move sobre você mesmo depois que você termina, ordenhando-o com a boceta, arrancando as últimas gotas, até começar a doer de tão sensível.
Finalmente ela se compadece de você. Para, se inclina e o abraça, ficando enfiada em você, sentindo o seu sêmen começar a escorrer por dentro dela. Beija sua testa, sua mandíbula, sua boca, como se quisesse consolar você de alguma coisa. Você se deixa levar por esse carinho que o envolve numa calma que já não lembrava. Ela ri baixinho, sem se importar com as manchas escuras sob os olhos, quando vê os seus ainda turvos.
—Você está bem? —pergunta em voz bem baixa, acariciando seu rosto, ainda unida a você—. Agora estamos aqui, juntos. —Ela se aperta um pouco mais contra o seu corpo, aproveitando o calor, o batimento ainda acelerado—. E eu prometo que não vou deixar ninguém tirar isso da gente. Nunca, Marcos.
Nunca. Como soa fácil dito assim, na penumbra do quarto dela.
—Você é tão jovem, tão intenso… —murmura antes de tirar o peso de cima de você e se deitar ao seu lado. Quando finalmente se desprende de você, um fio espesso de sêmen escorre pela parte interna da coxa, e ela o recolhe com dois dedos e os leva à boca sem parar de olhar para você—. Com você, cada momento se torna inesquecível.
Vocês continuam se beijando por mais um tempo, fazendo carinhos bobos um no outro, e por alguns minutos conseguem esquecer que existe um mundo lá fora cheio de comentários cruéis e olhares de reprovação. É o território de vocês, e ninguém tem permissão para entrar.
Então, claro, alguém bate na porta.
***
Helena se ergue de um salto, procura o robe às cegas e o amarra enquanto você se encolhe debaixo dos lençóis. Ela se certifica de que você desapareceu por completo antes de tirar a tranca. Quando abre, faz isso com uma naturalidade que o surpreende.
—Olhem quem veio hoje! Duvido que vocês esperassem essa, hein?
—Marcos, Marcos! Vem brincar! —gritam as meninas em coro.
Elas entram correndo, riem com uma timidez adorável e sobem na cama enquanto você continua escondido e um pouco envergonhado sob os lençóis. Helena não as repreende; ao contrário, acha graça da situação comprometedora em que deixou você.
—Vamos, meninas, não importunem ele. Esperem na sala, que a mamãe e ele vão tomar banho, tá bom?
As pequenas assentem, confusas mas contentes, e se retiram deixando vocês sozinhos outra vez. Helena fecha a porta, tranca e se apoia na madeira com meio sorriso nos lábios.
—Vem tomar banho comigo —diz, e a insinuação sai natural, sem esforço.
Ela tira o robe e o corpo nu volta a se revelar diante de você. As coxas ainda brilham com a sua gozada, e ela não faz nenhum gesto para se limpar: quer que você a veja assim, marcada por você. Você não se cansa de olhar para ela.
—Você é linda —repete, saindo de debaixo dos lençóis tão nu quanto ela. Seu pau, ainda meio duro, balança contra a coxa quando você se põe de pé.
Helena o observa sem disfarçar, morde o lábio e solta uma risadinha rouca.
—Nossa. Não baixa nem por um tempo, é?
—Com você na minha frente, impossível.
Debaixo da água quente, vocês se ensaboam um ao outro e voltam a se beijar. Os beijos ficam melhores com a água correndo pelo rosto. Vocês brincam como adolescentes roubando a esponja um do outro, suas mãos escorregam pelas costas dela, pelos seios, pelo bumbum firme. Você passa os dedos entre as nádegas ensaboadas e ela solta um arquejo, apoia as palmas nos azulejos e arqueia o traseiro para trás, oferecendo-o.
—Continua —ela sussurra—. Me toca.
Você enfia dois dedos na boceta dela por trás e sente que ela continua quente, que o seu sêmen e a água se misturam escorrendo pelo seu punho. Ela geme e empurra para trás, fodendo seus dedos com vontade. Com o polegar, você brinca no clitóris dela e, com a outra mão, belisca um mamilo. Helena treme, geme mais forte, e os joelhos dela fraquejam.
—Enfia em mim já, Marcos, por favor, enfia em mim já.
Você agarra o quadril dela com uma mão, pega o pau com a outra e o enfia de uma só vez até o fundo. Ela solta um grito abafado e pressiona a testa contra o azulejo. E ali, contra a parede, você começa a fodê-la sem piedade, cravando-se uma e outra vez, com os golpes secos do corpo molhado contra o dela. A água cai sobre vocês, escorre por suas costas, entra entre os dois e deixa tudo mais escorregadio, mais obsceno. Você agarra o cabelo molhado dela e joga a cabeça para trás para poder morder o pescoço, e ela se deixa, abre mais as pernas para você penetrá-la mais fundo.
—Isso, assim, não para, não para…
Você a fode até ela gozar de novo, mordendo o próprio antebraço para não gritar, e, ao sentir como ela se aperta por dentro, você quase goza também. Mas aguenta. Tira o pau pingando e a vira para ficar de frente para você.
—De joelhos —você pede, com a voz rouca.
E ela obedece, se ajoelha debaixo do chuveiro, levanta o rosto e abre a boca. Você enfia o pau e ela o recebe até o fundo da garganta, com os olhos cravados nos seus. Ela o chupa com vontade, sugando da ponta à base, brincando com a língua, deixando um fio de saliva cair pelo queixo e escorrer entre os seios. Você segura a cabeça dela com as duas mãos e fode a boca dela no ritmo que quer, e ela aguentando tudo, gemendo ao redor do seu pau toda vez que você o empurra até o limite.
—Vou… vou gozar, Helena.
Ela tira seu pau da boca, o agarra com a mão e o masturba rápido, apontando-o para os lábios e a língua.
—Goza na minha boca, me dá tudo.
E você se deixa ir. A primeira descarga acerta a língua dela, a segunda espirra no lábio e no queixo, e as seguintes ela recebe abrindo bem a boca para que se acumulem dentro. Quando termina, ela olha para você de baixo, com a boca cheia de sêmen, fecha os lábios, engole e mostra a língua limpa com um sorriso perverso que você nunca tinha visto nela.
—Caralho, Helena…
—Vamos para a cama —diz, se levantando—. Ainda não terminei com você.
Vocês saem, se enxugam como podem porque você já volta a ficar excitado só de olhá-la, e retornam para a cama para uma segunda rodada, dessa vez mais calma, mais paciente. Vocês vão com calma, se permitem tudo, experimentam tudo. Ela senta no seu rosto e você lambe a boceta dela até ela gozar na sua boca; ela desce e volta a chupá-lo por mais um tempo, agora brincando, chupando seus ovos, lambendo tudo; e, no fim, você a põe de quatro e a fode por trás, segurando-a pelos quadris, vendo o traseiro dela tremer a cada investida e a carne dela ricochetear contra a sua. Tudo tem gosto bom até você terminar dentro dela de novo, gozando outra vez em jorros na boceta encharcada, e ela desabar sobre os lençóis gemendo seu nome. Depois vocês se vestem, arrumam um pouco o quarto e descem para a sala com a respiração finalmente tranquila.
***
Enquanto você brinca com as meninas e pergunta o que elas fizeram, Helena prepara chocolate quente para todos. Quando traz, vocês distribuem as canecas fumegantes e molham nelas uns biscoitinhos. É então que as pequenas, com aquela inocência que desarma, fazem a pergunta.
—Vocês vão ser namorados? —solta Daniela, a mais velha.
A pergunta o deixa sem palavras. Você olha para Helena incapaz de responder, cedendo a vez enquanto algo se aperta dentro de você. Você sabe o que acabou de acontecer lá em cima. Talvez por isso a resposta lhe dê tanto medo.
—Sim, querida —responde a mãe, para sua surpresa—. Marcos vai ser meu namorado.
Você sente que pode voltar a respirar e o coração se solta, aliviado. Lucía, a pequena, grita de emoção; Daniela, mais consciente do que aquelas palavras implicam, franze a testa, pensativa.
—E isso vai mudar alguma coisa? —pergunta a pequena.
Helena pega sua mão e entrelaça os dedos de vocês.
—Significa que o Marcos vai ficar mais tempo com a gente, que vai ajudar mais e que ele… bom, que ele me faz muito feliz —diz, e a voz falha antes de terminar a frase.
Você a abraça e vocês se beijam na frente das meninas, sem se esconder desta vez.
—Chega de segredos, Helena —sussurra no ouvido dela, consciente de tudo o que isso arrasta.
—Chega de segredos, Marcos —responde ela, se aninhando no seu abraço.
As meninas recebem a notícia com o mesmo entusiasmo avassalador de sempre. Como já está tarde, vocês decidem colocá-las na cama. Dão um beijo em cada uma, como todas as noites, e desejam bons sonhos antes de sair do quarto sem soltar as mãos.
***
Hoje mais do que nunca vocês precisam de outra bebida. Descem para a sala e, enquanto ela serve, você prepara algo para beliscar: um pouco de queijo, frios e uns palitinhos, tudo distribuído em pratinhos. Quando volta, deixa a bandeja na mesinha em frente ao sofá e se senta ao lado dela. Helena lhe entrega sua taça e segura a dela.
—Bom, acho que agora somos oficialmente papai e mamãe. Que loucura, né? —diz sorrindo.
Enquanto assimila isso, você percebe o tamanho do que ela acabou de dizer. Ela ri baixinho, balança a cabeça e ergue a taça.
—Por “papai e mamãe” —você propõe, oferecendo um brinde.
As taças se encontram no ar com aquele tinido limpo do cristal bom.
—Isso soa tão surreal… —murmura ela, levantando os olhos para você com uma expressão mais suave—. Sim, é uma loucura. Mas uma loucura linda, não acha? —Baixa o olhar e brinca com a base da taça—. Pela primeira vez desde que você chegou a esta casa, eu sinto de verdade que podemos ser uma família. Uma família de verdade. E isso, para mim, vale mais do que qualquer coisa que nossos pais possam dizer.
—Eu também já sinto vocês como parte da minha família —você responde.
E, ainda assim, não pode negar que está apavorado com o que vem pela frente. Embora também pense que, com ela ao lado, poderá enfrentar tudo.
—Sua mãe foi muito dura comigo —continua—. Ela me perguntou como eu pretendia sustentar você e as meninas. Tenho pensado nisso. Falta um ano para eu terminar a faculdade, e depois quero fazer um mestrado que vai me levar mais um ou dois anos antes de eu poder trabalhar de verdade. Até lá, não vou conseguir cuidar de vocês financeiramente.
Helena acaricia seu cabelo, tentando aliviar a tensão dos seus ombros.
—Não liga para ela, Marcos. Minha mãe nunca vai facilitar para você. Se encontra um ponto fraco, aperta até esgotar você. Ela é assim e não consegue evitar. Eu passei pela mesma coisa quando terminei de estudar: não entrei direto na empresa, passei dois anos rodando porque meu pai queria que eu me quebrasse antes de me pôr à frente. Você não é o primeiro nem será o último a ter que lutar pelo próprio futuro. —Ela suspira e aperta sua mão—. E, enquanto isso, eu te ajudo. É para isso que eu estou aqui.
Você sabe que ela fala sério, que fará o que estiver ao alcance dela. Mas a situação pode se complicar muito se os pais dela cumprirem a ameaça de afastá-la da empresa da família.
—Por enquanto meu pai paga meus estudos —você diz com um nó na garganta—. E, sinceramente, não sei como ele vai reagir quando contarmos o que temos. Imagino que vá ficar furioso, e a partir daí não sei o que vai acontecer. Não quero magoá-lo, ele é meu pai. Mas eu não vou abrir mão de você, Helena. Você importa demais para mim.
O pulso dela acelera ao ouvir você. Ela consegue imaginar o quanto será difícil para você enfrentá-lo. Pega sua mão entre as dela e a aperta para lhe dar força.
—Eu entendo, de verdade. Ele é seu pai, e isso nunca vai mudar. Mas você não precisa escolher entre ele e a gente. Só espero que, quando ele souber, encontre alguma coisa dentro dele que o impeça de perder a cabeça. Afinal, você é o único filho dele.
Ela olha por um instante para as escadas, onde as meninas dormem, e volta para você.
—Não vai ser fácil, mas nós temos um ao outro. Já sabíamos que era hora de botar a cara a tapa. Por mim, por você, por elas… pela nossa família. Não dá para nos escondermos para sempre. —A voz dela soa firme, decidida, igual àquele primeiro dia em que vocês ficaram sozinhos depois que seu pai foi embora—. Eu vou te ajudar a preparar essa conversa. Não só porque eu te amo, mas porque quero que você esteja pronto para qualquer reação. Tudo bem?
É a mulher de gelo e fogo que o atravessou com o olhar naquela primeira tarde, quando pensou que seria fácil de controlar e você lhe provou o contrário.
Você se pergunta quanto tempo passou desde então. Apenas duas semanas, e já parece uma eternidade.
—Ele disse que voltava em três semanas, não foi? —você se lembra de repente—. Isso é na sexta que vem, Helena. Temos quatro dias para nos preparar.
Quatro dias parecem muito, mas o tempo corre depressa quando há algo que você teme no fim do caminho. Você se pergunta se vão conseguir se preparar de verdade, pensar numa estratégia para que a coisa não acabe como aconteceu com os pais dela. Ela aperta sua mão, sustenta seu olhar, e por um momento isso basta para você acreditar que sim.