Aceitei a troca sem imaginar o que sentiria
Queria ver outro homem dentro da minha namorada. O que eu não calculei foi o que eu sentiria, deitado na cama ao lado, enquanto ela gemia e não era por mim.
Queria ver outro homem dentro da minha namorada. O que eu não calculei foi o que eu sentiria, deitado na cama ao lado, enquanto ela gemia e não era por mim.
Abri os olhos com a cabeça prestes a explodir. Ao meu lado dormia uma mulher que não era só minha esposa, e eu não lembrava absolutamente nada de como tinha ido parar ali.
Pedi uma única coisa para a última noite: dançar. O que aconteceu depois, na cabine no fim do corredor, eu não contei a ninguém.
Quando eles entraram de novo, Noa já vinha nua e Andrés a segurava por trás. Eu soube que nenhum dos cinco dormiria sozinho na própria cama naquela noite.
Três homens, uma única mulher no centro da cama e uma regra que todos respeitavam. Nessa noite, Noelia descobriu algo que a uniu a um deles para sempre.
Um cano estourado nos obrigou a dormir juntos, os homens no mesmo quarto. Toni de um lado, eu do outro, e entre nós, Sergio... que não dormia tão profundamente quanto pensávamos.
Ter uma rola no cu e outra na boca não era meu plano para um sábado. Mas entrei na sauna, cruzei dois olhares e tudo mudou.
Atravessamos o oceano para celebrar nossos vinte e um anos com eles. Quando descemos para a sala vestidos, os dois nos esperavam de pé, e entendi que nada seria como antes.
O ar do quarto já estava irrespirável quando Ele nos olhou e disse que naquela noite precisávamos provar até onde éramos capazes de ir pelo prazer dele.
Passamos a noite inteira nisso, mas vê-la de costas, prestes a entrar no banho, me lembrou que a manhã também tinha suas regras.
Nunca aceitei um pedido assim: ele só queria sentar e assistir enquanto outros me usavam, e guardar para o fim o que eles deixavam dentro de mim.
Me maquiei diante do espelho, sorri e voltei para a cozinha com um plano que nenhum deles imaginava. Nessa noite, o cardápio fui eu quem escolheu.
Eu não queria que ela fosse de mais ninguém. E, ainda assim, toda noite eu fechava os olhos e a imaginava se entregando a homens que nem sequer me olhavam.
Ela me disse que nunca havia contado isso em voz alta, que durante anos foi só uma fantasia guardada. Nessa tarde, enfim, deixou um desconhecido fazer o que quisesse com ela.
Despertei nua entre os dois, o corpo moído da noite anterior, e soube pelo roçar daquela régua verde nas minhas costas que ainda não tinham terminado comigo.
—Eu ponho as regras, vocês seguem — disse ela, e nenhum dos quatro ousou contradizê-la. Três meses de isolamento nos deixaram à mercê dela.
Havia uma porta fechada ao lado do quarto de Bárbara. Abri por curiosidade, sem saber que naquela mesma tarde eu terminaria amarrado lá dentro.
Ela me pegou vendo aqueles vídeos às escondidas. Em vez de ficar com raiva, sorriu e perguntou: «Você realmente quer que outro me coma na sua frente?».
Nós tínhamos falado mil vezes em sussurros e eu nunca achei que aconteceria. Mas naquela noite ela se ajoelhou no meio do quarto e eu só pude me sentar para olhar.
As correias apertavam quanto mais eu puxava. Eu estava amarrada, vendada e encharcada na minha própria cama quando a porta do quarto se abriu e ouvi duas vozes.