Três estranhos e um vibrador que desencadeou tudo
Marcos a controlava da sua mesa, um dedo no app e os olhos fixos nela. Cada vez que apertava o botão, Clara tinha que morder o lábio para não gemer.
Marcos a controlava da sua mesa, um dedo no app e os olhos fixos nela. Cada vez que apertava o botão, Clara tinha que morder o lábio para não gemer.
Marcos quase engasgou quando contei o que fiz. O que veio depois superou qualquer fantasia que tivéssemos imaginado em seis anos juntos.
Valeria se sentou entre Matías e eu sem pedir licença. Quando virou o rosto para mim com aquele sorriso, entendi que passávamos anos evitando o inevitável.
Estava prestes a fechar o app quando veio o tap. Trezentos metros. Perto. Perto demais para ignorar num domingo sem planos.
Eu fantasiava há meses em vê-la com outro homem. Quando propus a Valeria a viagem, nós três já sabíamos que algo mudaria para sempre.
Quando o vi olhando para ela assim, em vez de ciúme senti algo que eu não esperava. Naquele primeiro dia no resort, já não éramos o mesmo casal que chegara pela manhã.
O uniforme de líder de torcida, cinco jogadores e cerveja demais. Naquela noite perdi algo que achava importante e descobri que não era tanto assim.
Colocamos a TV no mudo para ouvi-los melhor. Não sabíamos que eles também nos ouviam do outro lado do teto.
Quando Marcos me disse que queria me dividir com outro homem, eu não recusei. Sentia curiosidade, nervosismo e algo que nunca tinha sentido: vontade de verdade.
Diego me olhou naquela noite e me disse sem rodeios: queria me ver com o melhor amigo dele. Não me escandalizou. A curiosidade venceu.
Quando minha irmã sussurrou no meu ouvido o que queria de verdade, eu soube que nenhum dos dois conseguia mais fingir que isso não existia.
Éramos o tipo de pessoas que nunca quebrava as regras. Até fazermos quarenta anos e decidirmos que, por uma noite, podíamos permitir tudo.
Ela desceu do carro com a saia levantada e o marido dela, do banco do motorista, me perguntou com calma se eu gostava do que via.
No restaurante, pedi que ela se comportasse como minha namorada. Ela mudou de cadeira devagar. Nenhum de nós falou sobre o que isso significava.
Quando Elena abriu a porta, encharcados e sem saída, seu olhar disse tudo antes mesmo de ela oferecer a noite em palavras. Mãe e filha, preço fixo.
Fiquei sozinho no quarto enquanto ela atravessava para o quarto ao lado. Duas horas de espera, imaginação e silêncio através da parede.
Quando propus a Valeria compartilhar meu namorado e meu irmão, ela ficou sem palavras. O que veio depois no porão foi impossível de esquecer.
Valentina disse que ia fazer as compras. Naquela tarde, Nicolás cancelou a reunião e voltou para casa mais cedo. A jaqueta de Marcos estava no cabideiro.
Cheguei sozinho ao hotel e disse a mim mesmo que aquela semana seria diferente. Não imaginava que a mulher do bar me ensinaria coisas que eu nunca tinha sentido.
Quando vi o brasileiro atravessar a pista na nossa direção, soube que minha companheira de apartamento já não era a garota tímida que tinha chegado a Madrid há um mês.