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Relatos Ardientes

A primeira vez que minha esposa atravessou aquela porta

Eu passava anos fantasiando com a ideia de ver Adriana com outro homem. Tinha imaginado aquilo tantas vezes que quase me parecia uma obsessão particular, algo que nunca se tornaria real. Mas as coisas mudam. As pessoas mudam. E, às vezes, a fantasia encontra um jeito de se materializar num quarto de hotel em Valência.

Vou contar desde o começo, porque essa história merece ser bem contada.

Adriana e eu nos conhecemos aos quinze anos, no colégio. Ela era quieta, dessas que se sentam na segunda fila e escutam mais do que falam. Levei três meses para reunir coragem de me aproximar. Desde aquele primeiro dia, soube que ela não seria apenas mais uma pessoa na minha vida: havia algo no jeito como inclinava a cabeça quando pensava, na pausa que fazia antes de responder, que me pareceu irresistível desde o começo.

Ficamos separados por alguns anos, quando ela foi estudar fora. Foi difícil, mas também necessário. Cada um teve suas experiências, conheceu pessoas, aprendeu coisas sobre si mesmo. Quando nos reencontramos, éramos duas pessoas diferentes que continuavam querendo exatamente a mesma coisa. Casamos aos vinte e oito anos. Não nos apressamos, mas também não esperamos demais.

Adriana é bonita de um jeito que não exige esforço. Morena, de curvas acentuadas, com peitos grandes e firmes que cabem inteiros na mão, uma bunda redonda que aparece em qualquer calça e um olhar direto que intimida quem não a conhece. Ela tem quarenta e dois anos agora e está melhor do que nunca. Isso não é clichê: é que a experiência lhe deu uma segurança em si mesma que ela não tinha aos vinte, e essa segurança também vai para a cama.

***

Nossa vida sexual nunca foi entediante. Desde o começo, houve muita comunicação, muita confiança. É isso que faz funcionar: não é que não tenhamos inibições, é que as escolhemos conscientemente. Decidimos quais limites cruzar e quais não. Adriana fode como poucas mulheres que conheci: sem vergonha, pedindo o que quer, chupando o pau com fome de verdade, gozando de boca aberta e sem pedir permissão.

Foi num desses momentos de conversa honesta, tarde da noite, depois de termos fodido duas vezes seguidas e com meu sêmen ainda escorrendo entre as coxas dela, que contei pela primeira vez que me excitava a ideia de vê-la com outro homem. Eu esperava uma reação de surpresa, talvez rejeição. Em vez disso, ela me olhou por um instante, mordeu o lábio e perguntou:

— Só me ver ou participar também?

Aquela pergunta abriu uma porta que vínhamos rondando havia anos sem saber.

Começamos devagar. Criamos um perfil discreto num site de encontros e postamos algumas fotos que ela mesma escolheu: uma de lingerie preta, com os mamilos marcados, outra com a bunda quase toda de fora. A resposta foi imediata. No começo, eu administrava as mensagens, mas Adriana tinha mais paciência e melhor critério para filtrar. Logo ela começou a conduzir as conversas com vários candidatos, e fui percebendo que aquilo a excitava quase mais do que a mim. Em mais de uma noite, encontrei-a com o celular numa mão e a outra enfiada entre as pernas, a boceta ensopada de ler putarias de desconhecidos.

Um deles se destacou dos demais. Chamava-se Rodrigo, morava em Sevilha, tinha trinta e dois anos e trabalhava com alguma coisa relacionada a design gráfico. O que começou como uma troca de mensagens foi evoluindo para videochamadas, conversas longas nas quais nós três nos conhecemos de verdade. Havia algo genuíno nele: um jeito de tratar Adriana que não era apenas apetite, mas também respeito, e isso fez toda a diferença. Numa dessas videochamadas, ele nos mostrou o pau: grosso, comprido, com as veias saltadas. Adriana ficou olhando para a tela em silêncio, e eu vi quando ela engoliu em seco.

— É muito grande — murmurou depois que desligamos. — Maior que o seu.

— Eu sei — respondi.

Naquela noite, fodemos como animais. Ela por cima, cavalgando-me de olhos fechados, e eu sabia perfeitamente em que pau ela estava pensando enquanto gozava, apertando o meu dentro da boceta.

Vários meses se passaram assim. Quase um ano de sexo virtual, fantasias compartilhadas e construção gradual de uma confiança que nenhum dos três queria forçar.

— E se a gente tornasse isso real? — Adriana me disse certa manhã, enquanto tomávamos café da manhã.

Ela falou com a mesma calma com que poderia ter sugerido jantarmos num lugar novo. Gostei disso.

***

Escolhemos Valência para o encontro. Estávamos de passagem por lá por causa de um assunto de trabalho, e Rodrigo podia viajar sem problema. Reservei dois quartos no mesmo hotel, lado a lado, separados apenas por uma parede e uma porta que nenhum de nós mencionou explicitamente, mas que os três sabíamos estar ali.

Na véspera do que aconteceria, mal dormi. Não exatamente por medo, mas por algo mais difícil de nomear: aquela mistura de expectativa e vertigem que sentimos quando sabemos que algo vai mudar e não podemos prever exatamente como. Eu tinha sentimentos contraditórios se atropelando uns aos outros. A fantasia era uma coisa. A realidade seria outra.

No carro, a caminho do hotel, Adriana mantinha a mão apoiada na minha coxa e olhava pela janela com uma expressão tranquila. Vestia um vestido preto curto e, por baixo — tinha me mostrado antes de sairmos —, um conjunto de renda que deixava a boceta quase à mostra.

— Você está bem? — perguntei.

— Estou ótima — disse ela. — Bem demais. Estou molhada desde ontem.

Eu ri. Isso me ajudou.

Chegamos e nos instalamos. O quarto era espaçoso, com uma cama enorme e uma luz suave entrando pelas persianas. Conversamos sobre as regras que havíamos combinado durante semanas: ela iria sozinha primeiro, para conhecê-lo pessoalmente, para que os dois tivessem aquele momento sem a pressão da minha presença. Eu esperaria. Se em algum momento quisesse parar, me ligaria.

— E você? — ela perguntou. — O que faz enquanto isso?

— Espero — respondi.

— E se você se arrepender?

— Não vou me arrepender. — E eu acreditava nisso.

Vinte e cinco minutos depois, bateram à porta do nosso quarto. Adriana abriu. Era Rodrigo.

Eu o cumprimentei e apertamos as mãos. Ele era como havíamos imaginado: sereno, sem artifícios, com aquele tipo de presença que não precisa ocupar espaço demais. Nós três ficamos conversando por quase meia hora, tomando alguma coisa do minibar e aliviando a tensão com uma conversa normal. Rodrigo perguntou sobre a viagem e sobre o hotel. Adriana fez uma piada sobre o ar-condicionado estar forte demais. Aos poucos, fui baixando a guarda, embora não conseguisse evitar olhar para o volume na calça dele sempre que se mexia.

Depois ele voltou para o quarto dele. E Adriana me olhou.

— Eu vou — disse.

— Vá — respondi.

Antes de sair, levantou o vestido até a cintura, abaixou a calcinha e a colocou na minha mão.

— Guarde para mim — disse. — Para você cheirar depois.

E eu fechei a porta.

***

As duas horas seguintes foram as mais longas de que me lembro.

Coloquei alguma coisa no laptop, mas não acompanhei enredo nenhum. Levantei para beber água três vezes. Dei uma espiada no corredor uma vez, sem motivo, apenas para fazer alguma coisa com o corpo. A parede entre os dois quartos devia ser dupla ou algo assim, porque não se ouvia absolutamente nada, e isso era ao mesmo tempo um alívio e uma tortura. Eu segurava a calcinha de Adriana, úmida, e a levei ao rosto. Cheirava a ela, à sua boceta limpa e excitada, e só de pensar que, naquele mesmo momento, outro homem estava abrindo aquela boceta, meu pau ficou duro na hora.

Liguei para ela uma vez, quase uma hora depois. Atendeu no terceiro toque.

— Você está bem? — perguntei.

— Muito bem — disse. A voz estava diferente, mais baixa, com a respiração entrecortada. — Fique tranquilo. Ele está dentro de mim.

Desliguei. Fiquei sem ar.

Continuei esperando. Imaginei-a de quatro na cama ao lado, com os peitos pendendo e aquele pau enorme entrando até o fundo. Imaginei-a chupando-o de boca aberta, olhando para ele de baixo enquanto ele segurava seus cabelos. Imaginei-a abrindo as pernas e implorando para que ele a metesse mais fundo, com mais força, mais.

Pensei em tudo. Em estar cometendo um erro. Em aquilo mudar alguma coisa entre nós de um jeito que não pudéssemos desfazer. Depois pensei no que devia estar acontecendo do outro lado da parede e senti algo que não era exatamente ciúme: era desejo. Um desejo estranho, misturado, que eu não sabia muito bem como administrar.

Era isso que você queria, eu disse a mim mesmo. É exatamente isso que você queria.

Baixei a calça e tirei o pau para fora. Estava tão duro que doía. Bati uma punheta devagar, com a calcinha de Adriana na outra mão, imaginando cada detalhe: o som dos quadris dela batendo contra os dele, o jeito como gemeria quando gozasse, a gozada quente que ele devia estar despejando dentro dela. Gozei em dois minutos, com uma intensidade que me deixou tremendo na beirada da cama.

Não tenho vergonha de dizer isso.

***

Quando ouvi a batida suave na porta, levantei num salto. Abri.

Adriana estava no corredor, com o cabelo despenteado, o vestido amarrotado, o rímel borrado sob um dos olhos e uma expressão que eu nunca tinha visto antes. Não era culpa. Não era euforia fingida. Era algo muito mais genuíno: satisfação completa, sem fissuras. A cara de uma mulher que acabara de ser fodida profundamente.

Ela entrou e fechou a porta com suavidade.

— O que aconteceu? — perguntei. Minha voz saiu mais rouca do que eu pretendia.

— Tudo — respondeu, simplesmente.

Ela foi me contando enquanto eu a ouvia sem interromper e desabotoava seu vestido pelas costas. No começo, tinham ficado conversando em pé junto à janela. A tensão foi crescendo devagar, ele a tocou com cuidado, primeiro na cintura, depois no pescoço, e lhe deu um beijo longo, com a língua bem dentro da boca, que a desarmou completamente. Ele levantou o vestido dela e, ao descobrir que não usava calcinha, riu contra sua boca e enfiou dois dedos na boceta dela ali mesmo, contra o vidro.

— Eu estava ensopada — disse. — A mão dele ficou toda molhada.

Ele a levou para a cama e se ajoelhou entre suas pernas. Comeu sua boceta devagar, chupando o clitóris, enfiando a língua, até ela gozar agarrada aos cabelos dele. Depois tirou o pau para fora e aquele pau, disse ela, era tão grosso quanto parecera na tela. Ela o chupou por um bom tempo, chupando também suas bolas, sentindo-o inchar dentro da boca.

— Quase não cabia — sussurrou. — Eu babava pelo queixo.

Primeiro, ele a colocou por cima. Ela se sentou lentamente sobre o pau, encaixando-o centímetro por centímetro, sentindo-o abrir seu interior de um jeito novo. Cavalgou até gozar de novo, com as mãos dele em seus peitos e os mamilos tão duros que doíam. Depois ele a deitou de costas, colocou suas pernas sobre os ombros e a fodeu até o fundo, muito fundo, com estocadas longas e lentas que chegavam ao útero.

— Ele me dobrou — disse. — Eu estava quase com os joelhos nas orelhas.

Depois, ele a colocou de quatro. Segurou seus quadris, enfiou o pau de uma vez, sem avisar, e meteu com força durante muito tempo, dando tapas na bunda dela até deixá-la vermelha. E, no final, depois de colocá-la em todas as posições, ela mesma pediu o que nunca havia me pedido com aquela urgência:

— Eu disse para ele meter no meu cu. Fui eu que pedi.

Ele enfiou ali com paciência, cuspindo, empurrando aos poucos, e, quando finalmente entrou inteiro, ela se agarrou ao travesseiro e não parou de gemer. Gozou com o pau no cu. E ele, quando estava prestes a gozar, perguntou onde, e ela disse que na boca. Ela se ajoelhou diante dele, e ele despejou toda a gozada no rosto e na língua dela, e ela engoliu tudo olhando para ele de baixo.

Enquanto falava, eu a deitava na cama, já completamente nua. Não para interromper a conversa, mas porque precisava me aproximar dela fisicamente, verificar pelo tato aquilo que meus ouvidos já tinham recebido.

Abri as pernas dela. A parte interna das coxas estava avermelhada, a boceta inchada, os lábios volumosos e brilhantes. O cu também estava marcado, com a pele um pouco irritada ao redor do ânus. Ela cheirava diferente, a ele e a ela misturados, a sêmen e suor, a algo que não pertencia apenas à nossa intimidade habitual. Inclinei-me e a lambi devagar, sem pressa, concentrado em cada sensação. Passei a língua inteira do cu até o clitóris, saboreando a mistura, sentindo o rastro dele em cada dobra. Ela colocou a mão na minha cabeça e não a moveu em nenhum momento.

— Continue — murmurou. — Não pare.

Chupei seu clitóris com os lábios fechados, a ponta da língua trabalhando em círculos, enquanto enfiava dois dedos na boceta, que continuava aberta e molhada. Ela gozou na minha boca poucos minutos depois, arqueando as costas, apertando minha cabeça contra ela, soltando um gemido longo e grave que nascia do ventre.

Foi a vez mais intensa de que me lembro.

Depois, enfiei meu pau nela. Ela continuava aberta e molhada, e quase não precisei empurrar no começo: meu pau afundou inteiro de uma só vez, e a sensação era diferente, mais escorregadia, mais quente, mais dela e dele ao mesmo tempo. Ela ficou por cima de mim durante um tempo, cavalgando-me com os peitos balançando diante do meu rosto, e eu chupei um por um, mordendo seus mamilos enquanto ela se apoiava no meu peito com as palmas abertas. Depois eu a virei, coloquei-a de quatro no mesmo lugar onde ele provavelmente a tinha colocado uma hora antes e meti com força, segurando-a pelos cabelos, dando tapas em sua bunda, fodendo-a como não fazia havia muito tempo. Ela empurrava para trás a cada estocada, gemendo meu nome, pedindo que eu metesse com mais força.

— Goze dentro de mim — pediu. — Encha-me você também.

Gozei dentro dela com um grunhido, despejando-me durante o que pareceu uma eternidade, sentindo meu sêmen se misturar ao dela dentro da boceta. Depois ficamos imóveis, com meu pau ainda enterrado, respirando um contra o outro.

— Tudo bem? — ela perguntou.

— Muito bem — respondi. E era completamente verdade.

***

O que aconteceu depois não tínhamos planejado. Foi uma decisão espontânea dos dois, tomada em voz baixa, com as testas encostadas e sem necessidade de muitas palavras.

— Quer voltar para ele? — perguntei.

Adriana me olhou por um segundo, procurando alguma coisa no meu rosto.

— Você está perguntando de verdade ou está me pedindo isso? — disse.

— As duas coisas — admiti.

Você precisava ter visto a expressão dela. Ela se levantou, limpou por cima a gozada que escorria pelas coxas, vestiu o vestido sem calcinha e pegou o telefone para avisá-lo. Não levou nem trinta segundos para ligar. Ficou lá por quase mais uma hora.

Fiquei com as mãos na nuca, olhando para o teto, escutando o silêncio da parede, e dessa vez não me angustiei. Eu sabia o que estava acontecendo: sabia que ele estava enfiando o pau outra vez numa boceta já cheia do meu sêmen, sabia que voltaria a fodê-la em todas as posições, sabia que ela desfrutaria ainda mais porque já não havia nenhuma barreira a romper. Eu tinha aceitado tudo completamente. Havia algo quase meditativo naquela espera, depois que o medo desapareceu.

Quando voltou, entrou direto na cama comigo, nua outra vez, com o corpo ainda quente e o cheiro dele por toda a pele. Ficamos algum tempo sem dizer nada. Passei a mão por sua barriga, desci devagar e encontrei a boceta novamente encharcada, com a gozada dele escorrendo para fora.

— Ele gozou dentro de mim duas vezes — sussurrou. — Não conseguia parar.

— Você está bem? — ela perguntou depois, com cuidado.

— Sim — respondi. — Completamente.

Beijei-a na boca, sentindo ainda o gosto dele, e acariciei seus cabelos até que adormecesse. Dormimos juntos, enroscados como sempre, com o quarto na penumbra e o ruído abafado do trânsito de Valência entrando pela janela entreaberta.

***

Na manhã seguinte, antes que o sol entrasse completamente pelas persianas, Adriana se levantou em silêncio. Eu estava acordado, mas mantive os olhos fechados. Ouvi-a ir ao banheiro, pentear o cabelo e sair.

Ela voltou quarenta minutos depois, com o cabelo úmido e cheirando a gel de hotel.

— Você estava acordado? — perguntou.

— Desde o começo — respondi.

Ela riu, entrou na cama e me deu um beijo na têmpora. Eu a virei, abri suas pernas e comi sua boceta outra vez, já limpa, mas ainda marcada por dentro, até que gozasse pela terceira ou quarta vez nas últimas horas, agarrada à cabeceira com as duas mãos.

Uma hora depois, tomamos café da manhã os três no restaurante do hotel. Ovos, torradas, café com leite. Rodrigo precisava pegar um trem ao meio-dia. Conversamos sobre coisas normais: o tempo, se Valência merecia mais visitas, uma série que os dois tinham visto e que eu ainda precisava assistir. Foi uma manhã tranquila e sem artifícios, o que me pareceu o melhor sinal possível de que tudo tinha acontecido como deveria. Apenas uma vez, enquanto ele passava a geleia para ela, os dedos dos dois se tocaram por um segundo a mais, e eu vi aquilo sem me incomodar nem um pouco.

Quando se despediu na entrada do hotel, deu um abraço longo em Adriana, com a mão bem apoiada na parte baixa das costas dela, e apertou minha mão com as duas.

— Foi um prazer conhecer vocês — disse, e falava sério.

Vimos quando ele se afastou em direção ao ponto de táxi. Adriana continuou olhando para a rua por um momento depois que o carro arrancou.

— Repetimos algum dia? — perguntou, sem se virar para mim.

— Depende — respondi.

— De quê?

— De você encontrar alguém que mereça.

Ela se virou para mim e sorriu de um jeito que me custou decifrar. Depois entrou novamente no hotel para pegar as malas.

***

Já se passaram vários meses desde aquela tarde em Valência. Nosso relacionamento não mudou da maneira que eu temia: não se rompeu, não esfriou, não criou distância. Se alguma coisa aconteceu, foi o contrário. Há algo em se mostrar completamente, em compartilhar algo que a maioria dos casais nem se atreve a mencionar, que gera um tipo de confiança difícil de construir de outra forma. E transamos mais e melhor do que antes: Adriana chupa meu pau com mais vontade, se abre com menos pudor, pede putarias que antes nem mencionava.

Adriana e eu continuamos sendo os mesmos. O mesmo café da manhã de domingo, a mesma série que assistimos tarde demais à noite, o mesmo silêncio confortável quando não é preciso falar. Só que agora também temos isso: aquela noite no hotel, a parede entre os quartos, nós dois esperando do outro lado, com o coração acelerado e o pau ou a boceta encharcados.

Não sei se vamos repetir. Mas sei que, se um dia fizermos isso, saberemos exatamente como fazer. E sei que Adriana também sabe.

Eu recomendaria isso a qualquer casal que tenha essa fantasia rondando em silêncio: conversem. Não sobre como fazer, mas sobre por que isso os excita. Muitas vezes, a conversa já é metade do caminho.

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