Quando o corno da academia me pediu a namorada
Fazíamos semanas de olhares e roçadas na academia quando Bruno me convidou para jantar. Eu não esperava o que ele ia me pedir sentado na minha frente, com Nadia esperando no quarto.
Fazíamos semanas de olhares e roçadas na academia quando Bruno me convidou para jantar. Eu não esperava o que ele ia me pedir sentado na minha frente, com Nadia esperando no quarto.
Quando Valeria perguntou quando a gente começava com aquele sorriso, entendi que a noite não teria volta. E eu já não queria que tivesse.
Rebeca começou a dançar no centro da sala e eu parei de pensar no jantar. Marcos nos observava do sofá com os olhos acesos.
Eu os conhecia desde a época em que saía com a filha deles. Anos depois, reencontrei o casal na costa, e algo no olhar de Valeria me disse que aquele verão seria diferente.
Meu marido vinha sussurrando aquilo tantas vezes na cama que já não parecia fantasia. Naquela noite, o professor entrou pela porta e tudo se tornou real.
As flores de Nora chegavam toda segunda ao escritório de Carla. Eu dizia a mim mesmo que era admiração. Na noite em que a convidamos para jantar, parei de me enganar.
Quando eu os vi se aproximando no balcão do bar, soube que a noite não terminaria como eles imaginavam. Eu já tinha tocado os dois antes de eles se roçarem.
Baixei o olhar ao ver minha saia mais curta do que o prudente. Cruzei as pernas no banco e, antes mesmo de o coquetel chegar, sentia dois pares de olhos cravados no meu decote.
Cruzei a soleira do palácio com a máscara dourada e o coração disparado. Naquela noite, várias mãos mascaradas me esperavam enquanto ele observava das sombras.
Chegamos ao nono andar quase sem paciência, ela bêbada de desejo e eu pronto para tudo. O que eu não esperava era encontrar a mãe dela acordada, com a tela acesa.
Cheguei com a camiseta colada ao corpo por causa do calor, e ela abriu a porta com aquele sorriso que fingia não ter há anos.
Quando cruzei a porta da sala entendi que a surpresa do meu sogro tinha nome, vestido vermelho e um sorriso experiente demais para ser inocente.
Quando atravessei a ponte e vi a mulher do sobretudo preto me esperando, soube que nada do que eu escrevesse na minha matéria poderia contar a verdade daquela semana.
Uma proposta entre risadas, diante da TV da cabana, abriu uma porta que minhas irmãs e eu nunca mais conseguiríamos fechar.
Quando chegamos à casa do meu sogro, achei que a despedida seria como qualquer outra, até ver minha sogra descendo as escadas com aquele olhar que eu já conhecia.
O robe mal cobria as pernas dela quando se aproximou do sofá. Tobías já não fingia dormir, e em mim transbordava tudo o que eu vinha calando há meses.
Quando sussurrei no ouvido dele o que vinha imaginando havia meses, o silêncio durou segundos. Depois ele sorriu. E eu soube que naquela noite cruzaríamos todos os limites.
Quando Carolina saiu do banheiro, a mãe dela ainda tinha minha mão debaixo da saia. Não retirou a dela. Só fechou os olhos e me olhou de algum lugar muito mais escuro.
Eu era namorado da Camila havia dois anos. Nessa noite, a irmã dela, Antonella, fez dezoito anos, e eu entendi que naquela casa nada era proibido.
Passei anos acreditando que diversão era livro e documentário. Até ela trancar a porta do quarto e começar a se despir diante dos dois.