A vizinha madura que gravei do sétimo andar
—Olá, filha —disse olhando para a câmera, com o cursor ainda tremendo na minha mão—. Hoje vou te contar uma coisa que ficou me obcecando durante semanas. Não foi uma fantasia qualquer nem uma aventura inventada para te excitar. Foi uma daquelas coisas que a gente descobre olhando tempo demais para a vida alheia, até que a curiosidade deixa de parecer um jogo e vira fome.
Já te falei antes de como comecei a me excitar espionando os outros. No começo era puro morbidez: um casal discutindo na cozinha, uma mulher andando descalça depois do banho, um homem se masturbando na frente da tela do laptop. Depois começou a me acontecer algo pior. Já não me bastava olhar corpos; eu queria descobrir segredos.
Trabalhava revisando câmeras de segurança para uma empresa privada instalada em vários prédios de luxo. Oficialmente eu monitorava corredores, elevadores, acessos e áreas comuns. Na prática, também tinha acesso a outras câmeras escondidas que não deveriam ter existido e que, no entanto, estavam ali, silenciosas, perfeitas, esperando que alguém como eu as usasse.
Durante um tempo, me propus a encontrar uma família adulta que cruzasse uma linha proibida. Não porque eu defendesse nada daquilo, mas porque queria saber se aquilo realmente acontecia fora dos relatos, atrás das portas fechadas, em apartamentos onde as pessoas tomam café da manhã, discutem, transam e dormem achando que ninguém as observa. Essa mistura de nojo e tesão foi o que me empurrou.
Revisei centenas de trajetos de elevador. Demais. Pais que pareciam carinhosos demais. Irmãos que se olhavam o cu sem pudor. Mães que acariciavam o peito de um filho adulto mais do que deviam. Nada acabava sendo conclusivo. Tudo podia ser explicado como um gesto ambíguo, um hábito estranho, um acidente.
Até que ela apareceu.
Ela usava um vestido vermelho justo, o cabelo liso tingido de mogno e aquele jeito de andar de algumas mulheres que não precisam mostrar nada para todo mundo ficar olhando para a bunda delas. Devia ter uns quarenta e tantos, uma idade que nela não era decadência, e sim autoridade. Não tinha peitos enormes nem curvas exageradas; o dela era mais perigoso: classe, uma bunda redonda e um rosto tão bem desenhado que obrigava a olhar duas vezes.
Vinha acompanhada de um homem jovem, já adulto de sobra, alto, de ombros largos e expressão debochada. Consultei o registro. Ela era Mara. Ele, Iván. Mãe e filho. Adultos os dois. E, assim que entraram no elevador, entendi que tinha encontrado o que estava procurando.
Ele esperou só as portas se fecharem. Então ficou atrás dela e a abraçou pela cintura com uma naturalidade que não tinha nada de inocente. As mãos dele ficaram abertas sobre o ventre dela, mas a pelve foi direto para a bunda. Ele colou o corpo inteiro nela. Sem pressa. Sem desajeito. Como quem repete um costume.
Mara nem se sobressaltou. Não o afastou. Não se enrijeceu. Só segurou as sacolas de compras e respirou mais fundo.
—Quer que eu te ajude? —ele sussurrou, com a boca a um dedo da orelha dela.
—Não precisa.
—Então você comprou algo que não quer me mostrar.
—Não começa.
O sorriso dele ficou visível até no reflexo metálico da porta. Depois apertou um pouco mais o corpo contra o dela. Eu não podia tocar, claro, mas reconheci de imediato o formato de uma ereção endurecendo a calça. Mara abaixou o olhar, como se também a sentisse entre as nádegas, e ainda assim não disse nada.
Naquele momento a boca secou. Não por surpresa, mas por certeza. Havia tolerância. Havia confiança. Havia história por trás daquele roçar. E eu soube que aquele apartamento iria receber todos os recursos que eu conseguisse reunir.
Gastei quase todos os meus créditos ativando gravação contínua em cada ambiente onde eu podia fazer isso sem levantar suspeitas internas. Sala. Cozinha. Corredor. Quarto dele. Quarto principal. Também deixei monitoramento ao vivo enquanto seguia com o resto do trabalho. Não queria perder nada.
Nessa mesma tarde, por acidente, confirmei outra coisa. Na câmera do quarto de Iván, vi ele se trocar sem perceber o ângulo. No começo não estava nu por completo, só de camiseta, mas quando baixou a calça apareceu um pau grosso, venoso, já meio duro. Ele o segurou por alguns segundos como se estivesse pesando e depois começou a se masturbar devagar, olhando para o nada.
Fiquei imóvel diante da tela. Não por ele, mas pelo que imaginei que passava pela cabeça dele. A forma como cerrava a mandíbula. Como puxava o prepúcio com a mão fechada. O ritmo curto, contido, como quem se excita lembrando de algo próximo e repetido. Quando gozou sobre o abdômen com um gemido breve, pensei no tecido daquele vestido vermelho e na bunda contra a qual ele tinha estado se esfregando minutos antes.
A gravação realmente importante chegou duas manhãs depois.
Era cedo. Eu tinha café na mão e uma tela dividida na frente de mim. Na cozinha do apartamento, o marido de Mara tomava café da manhã absorto no celular, de terno, com cara de homem que sai de casa mas nunca termina de estar ali. Ela estava de pé ao lado da bancada, com uma camiseta preta larga e uma tanguinha branca minúscula. Só isso.
Me chamou atenção na hora. Não era roupa casual de quem está sozinha. Era provocação. Talvez para o marido, talvez para si mesma. Ou talvez para o homem que entrou na cozinha descalço e de calça de pijama, e ficou parado olhando para a bunda dela como se tivesse encontrado o centro do mundo.
Iván contornou a bancada e ficou atrás dela. A câmera baixa, camuflada no rodapé, me deu uma visão perfeita: as nádegas apertadas pela tanga, a borda do tecido enfiada entre os lábios da boceta, e o volume dele crescendo sob a calça de pijama até se marcar como uma cunha tensa.
Ele a abraçou por trás como no elevador. Dessa vez sem a desculpa das sacolas.
—Quer ajuda no café da manhã? —perguntou, enquanto deslizava as mãos pelo ventre da mãe.
—Não, já termino —respondeu ela, e sorriu. Sorriu de verdade.
O marido se levantou, beijou Mara por cima da bancada e se despediu. Nem percebeu que a mulher estava quase seminua nem que o filho a segurava por trás. Quando saiu do apartamento e a porta se fechou, o clima mudou de repente. Até eu senti através da tela.
Iván empurrou a pelve para a frente. A ponta endurecida do pau, presa pela calça, afundou o tecido da tanga entre os lábios dela. Mara soltou um suspiro curto, quase involuntário.
—Já vi o que você comprou —disse ele.
—Você não devia ficar mexendo nas minhas coisas.
—Não me arrependo. Esse conjunto vai ficar do caralho em você.
Ela ficou quieta. Não ofendida. Quietíssima.
—Não fala assim.
—Assim como? Como um homem que tem olhos? Papai nem percebe o que você tem em casa. Eu percebo. Eu vejo tudo.
Uma das mãos desceu do ventre até a cintura. A outra subiu e acariciou por baixo da camiseta a parte de baixo de um seio, só um toque, suficiente para arrepiar a pele dela. Vi ela endurecer. Vi ela fechando as coxas com força, como se tentasse conter alguma coisa.
—Iván…
—Fala a verdade —insistiu ele, esfregando a ereção na bunda dela—. Você comprou essa lingerie para ele ou para se sentir desejada de novo?
Mara engoliu em seco.
—Não fala bobagem.
—Não é bobagem. Você é gostosa, mãe. Muito. E ele age como se não percebesse.
Me arrepiei ao ouvi-lo dizer assim, direto, cru, com a boca colada no pescoço dela. Ela não o interrompeu. As costas dela, ao contrário, arquearam-se um pouco para trás, entregando mais bunda, mais roçadura, mais espaço.
—Tenho vergonha de você falar disso comigo —disse ela, mas a voz não soava firme.
—Você tem vergonha porque sabe que eu tenho razão.
A mão dele desceu outra vez. Dessa vez não ficou na cintura. Entrou pela frente da tanga e apertou o monte de Vênus por cima do tecido. Mara deu um pequeno salto contra o corpo dele. Depois mordeu o lábio e olhou para a porta, embora não houvesse mais ninguém no apartamento.
—Você está molhada —murmurou ele.
—Não fala isso.
—Eu tô sentindo.
Eu também via. A tanga estava afundada entre os lábios e um brilho escuro começava a marcar o tecido. A calça de pijama de Iván já não disfarçava nada; aquele pau parecia prestes a rasgar o tecido de tão duro. Ele esfregou com mais intenção, deslizando o volume entre as nádegas da mãe enquanto enfiava dois dedos pela borda da tanga.
Mara abriu a boca. Não falou. Só soltou ar, um gemido quase mudo. Quando ele encontrou a boceta dela, ela já estava encharcada.
—Porra —disse Iván, e chupou o lóbulo da orelha dela—. Tá pingando.
—Não… não continua.
Mas ela não se afastou. Nem um centímetro.
—Me diz para parar e eu paro.
Ela demorou demais para responder. Tanto que a resposta já era óbvia. Enquanto hesitava, ele enfiou um dedo inteiro dentro dela, depois dois, abrindo-a devagar. Mara apoiou as mãos na bancada e deixou a testa cair para a frente. A bunda dela começou a se mover para trás por conta própria, fodendo aqueles dedos com necessidade.
Eu estava com a virilha encharcada diante do monitor. Me apertava por cima da saia sem perceber, respirando no ritmo daquela cozinha.
—Meu Deus… —murmurou ela.
—Não fala Deus. Fala meu nome.
—Iván…
O tom com que ela disse isso acabou de confirmar o que eu já suspeitava: aquilo não começara naquele dia. Aquele nome saiu fácil demais, carregado demais. Ele continuou enfiando os dedos enquanto com a outra mão erguia a camiseta dela até deixar os seios à mostra. Eram firmes, maduros, com mamilos grandes e escuros que endureceram em segundos. Ele os amassou por trás, beliscando com fome, e Mara se deixou fazer com um tremor de pernas abertas.
—Quero ver você com o que comprou —disse ele.
—Vai ficar ridículo em mim.
—Vai ficar de enlouquecer. Vai colocar. Quero olhar direito.
Ela virou um pouco a cabeça, o suficiente para buscar o olhar dele de perfil. O que vi nos olhos dela já não era só vergonha. Era excitação entregue. Necessidade de aprovação. Fome de ser desejada. Ela assentiu e saiu da cozinha com as pernas desajeitadas.
Iván ficou sozinho na sala. Baixou o pijama sem nenhuma pressa e o pau dele saltou para cima, grosso, avermelhado na ponta, pesado. Começou a se masturbar com força, cuspindo na mão para lubrificar. Eu não tirei os olhos por um segundo. A carne dele pulsava enquanto ele dizia entre os dentes:
—Que bunda… porra… que loucura…
Quando Mara voltou, quase derrubei a xícara.
Ela usava um conjunto preto de renda, meias 7/8 e uma cinta-liga simples, elegante, feita para uma mulher que sabia que ainda podia incendiar um quarto. Não era uma garota fingindo ser sexy. Era uma mulher de verdade, adulta, linda, carregada de fome acumulada. Mal cruzou a soleira e viu o pau nu do filho, ficou pregada no lugar.
—Iván…
Ele nem a soltou.
—Vem cá.
—Isso é errado.
—E, mesmo assim, você não foi embora.
Ela deu dois passos. Ele a percorreu com os olhos, devagar, dos peitos erguidos pelo sutiã até o vão entre as coxas. Depois se aproximou e enfiou a mão entre as pernas dela. Os dedos afundaram na renda encharcada.
—Você está ensopada.
—Não me humilha.
—Não tô te humilhando. Tô falando a verdade. Você veste isso e qualquer um quer te foder. Eu queria faz tempo.
Ela fechou os olhos. Os lábios tremiam antes de se abrirem.
—Não fala essas coisas.
—Por quê? Porque eu sou seu filho? Nós dois já somos adultos. E eu passo anos olhando sua bunda, imaginando como você geme, me perguntando se papai sabe o que tem ou se é um idiota.
Mara ficou congelada. Um segundo inteiro. Depois, em vez de se afastar, ergueu a mão e acariciou a bochecha dele. Foi um gesto lento, devastador.
—A gente não devia…
—Mas você quer.
Ela abriu os olhos e assentiu de leve. Uma rendição mínima. Suficiente.
Iván a beijou com violência contida, segurando a nuca e puxando-a contra a boca. Não foi um selinho sem jeito nem uma dúvida. Foi um beijo de homem quente, língua entrando, dentes roçando o lábio, a mão cravada na bunda dela por cima da lingerie. Mara respondeu quase de imediato, abrindo a boca para ele, gemendo dentro da boca dele, apertando o braço dele com força.
Ele a fez recuar até o sofá. Sentou-a e se ajoelhou entre as pernas dela. Afastou a parte de baixo do conjunto e ficou olhando a boceta aberta, inchada, brilhante. Vi como Mara tentava se fechar por pudor e como ele segurou as coxas dela para impedir.
—Não se cobre.
Então enfiou o rosto entre as pernas dela. A primeira lambida foi longa, da entrada da boceta até o clitóris. Mara soltou um grito seco e agarrou o encosto do sofá. Iván a comeu com uma devoção obscena, abrindo os lábios dela com os dedos para meter a língua bem fundo, lambendo a mistura de fluido e umidade com fome animal.
—Porra… assim… assim… —ela arfava.
Ele não afrouxava. Chupou o clitóris, sugou, enfiou dois dedos e depois três, empurrando-os no ritmo da língua. Cada vez que os tirava, voltavam molhados até os nós dos dedos. Mara já não fingia resistência. Tinha as pernas abertas ao máximo, a pelve se erguendo sozinha, as coxas tremendo ao redor da cabeça do filho.
—Vou gozar…
—Goza na minha boca.
Foi o que ela fez. Todo o corpo se contraiu e ela gozou com um gemido rouco, longo, prendendo o rosto dele entre as coxas enquanto a boceta pulsava contra a língua dele. Ele continuou lambendo durante o orgasmo inteiro, engolindo tudo, até deixá-la mole e ofegante.
Não a deixou se recuperar. Levantou-se, puxou-a do sofá por uma mão e a virou para deixá-la inclinada sobre o braço do móvel. Baixou totalmente a parte de baixo do conjunto e separou as nádegas dela com as mãos. A boceta de Mara brilhava aberta, úmida, sensível. Iván cuspiu na palma da mão, passou no pau e o acomodou na entrada.
—Me diz que não —murmurou ele.
Ela jogou a cabeça para trás, olhando por cima do ombro, com o rosto vermelho de vergonha e desejo.
—Me fode.
Ele entrou de uma só investida. Mara gritou. Não de dor, mas pelo choque de plenitude. Aquele pau grosso abriu a boceta dela devagar só no começo; depois afundou até o fundo e ficou ali um instante, cravado, enquanto os dois respiravam como se o ar tivesse ficado escasso.
—A porra da tua mãe… —ele arfou, e a frase soou brutal, doentia e excitante ao mesmo tempo—. Porra… que apertada você está.
Então começou a foder de verdade.
As primeiras estocadas foram profundas e medidas, como se quisesse memorizar cada centímetro. Depois perdeu o controle. Agarrou as coxas dela e a cravou repetidas vezes, fazendo a pele do púbis bater nas nádegas dela com um som úmido que encheu a sala. Mara gemia sem pudor, com uma mão agarrada ao sofá e a outra enfiada entre as pernas, esfregando o clitóris enquanto deixava a boceta ser arrebentada.
—Assim… continua… não para…
—Me diz quem te fode melhor.
Ela demorou meio segundo. Só meio.
—Você… você… porra, você…
Ele soltou uma risada rouca e aumentou o ritmo. O pau entrava inteiro, saía quase até a ponta e voltava a afundar com violência. A boceta de Mara estava tão molhada que cada estocada soava obscena, aberta, desavergonhada. Eu tinha uma mão entre as pernas e a outra apoiada na mesa, mordendo o lábio para não gemer junto.
Iván se inclinou sobre ela, agarrou um seio por cima e mordeu o ombro. Depois falou no ouvido dela:
—Aposto que faz anos que ninguém te come assim.
—É… é… faz anos…
—Porque papai não pode.
—Não fala dele… por favor… continua…
Ele obedeceu da forma mais indecente possível. Ergueu-a e a sentou em cima dele no sofá, enfiando nela sem sair totalmente. Mara ficou montando nele de frente, com a lingerie desarrumada e os peitos quicando soltos. Iván segurou a bunda dela e começou a descer e subir sobre o pau, olhando para a cara dela enquanto a boceta se abria e engolia cada centímetro.
Ela acabou montando nele por conta própria, cavalgando com fome, o cabelo colado às bochechas, gemendo cada vez mais alto. Vi ela olhar para baixo, ver o pau sumindo dentro dela e morder o lábio com uma mistura de culpa e fascínio. Depois se inclinou e o beijou de novo, mais suja, mais entregue.
—Quero gozar de novo —disse ela.
—Goza. Vai.
Iván esfregou o clitóris dela com o polegar enquanto a empurrava por baixo. Mara ficou rígida, soltou um gemido longo e gozou sobre ele tremendo, apertando o pau dele com espasmos visíveis. Ele a segurou pela cintura, enterrado até o fundo, curtindo o modo como ela o apertava.
—Vou gozar —rosnou ele.
—Dentro não…
A frase saiu tarde demais e sem convicção. Ele a ergueu de repente, girou-a outra vez e a pôs de joelhos diante do sofá. Enfiou o pau nela mais duas vezes, profundas, brutais, e o retirou justo antes do orgasmo. Se masturbou freneticamente sobre a bunda de Mara até gozar em jatos grossos nas nádegas, na parte baixa das costas e em parte da renda preta. O sêmen caiu espesso, abundante, e ela soltou um gemido ao senti-lo quente escorrendo pela pele.
Iván respirou fundo, ainda tremendo, e com dois dedos recolheu uma parte da porra para espalhar mais entre as nádegas dela. Mara não protestou. Ao contrário. Levou a mão à boceta e se acariciou olhando para o chão, como se essa sujeira acabasse de tornar real aquilo que ela tinha acabado de permitir.
Eu gozei quase ao mesmo tempo, em silêncio, com a roupa posta, olhando para a tela como uma doente.
Ficaram assim vários segundos. Ele atrás dela, recuperando o fôlego. Ela inclinada, aberta, coberta de sêmen, respirando como se tivesse esperado anos por uma sacudida daquelas.
Depois Mara se ergueu devagar e se virou para olhá-lo. Não havia histeria. Não havia arrependimento imediato. O que havia era uma calma estranha, perigosa. Ela tocou o peito dele, desceu a mão até o pau ainda semiduro e o segurou por um instante entre os dedos.
—Isso não pode acontecer de novo —disse.
Iván sorriu daquele jeito insolente que eu já conhecia.
—Nem você acredita nisso.
Ela baixou o olhar para o estrago sobre as coxas, depois para o pau dele, depois outra vez para o rosto dele. E, em vez de ir para o banheiro, ajoelhou-se na frente dele.
Foi aí que entendi que aquela história tinha acabado de começar.
Ela agarrou a base do pau com uma mão e, antes que ele pudesse dizer qualquer coisa, lambeu a ponta manchada do próprio fluido. Iván soltou um chiado e afastou o cabelo do rosto dela. Mara o olhou de baixo com uma expressão nova, menos materna e mais faminta, como se a linha que eles tinham acabado de romper tivesse aberto outro tipo de apetite.
Ela o meteu na boca devagar, saboreando, afundando até onde conseguia. A sucção foi úmida, firme, experiente. Não era a torpeza de uma cena improvisada; era uma mulher madura chupando pau como quem já vinha imaginando aquilo havia tempo. Eu me aproximei mais do monitor sem perceber, ainda com o pulso disparado.
—Mãe… porra…
Ela não respondeu. Só continuou chupando, deixando a saliva escorrer pelo tronco, masturbando-o com a mão enquanto o engolia uma vez atrás da outra. Iván segurou a cabeça dela sem violência, só guiando de leve, curtindo como ela engasgava um pouco e voltava a puxar ar para continuar. Quando ele a tirou por um momento, o pau saiu brilhante, coberto de saliva.
—Agora sim vai se limpar —disse ele, ainda ofegante.
Mara limpou o canto da boca com o dorso da mão e sorriu, exausta, corada, obscena.
A gravação continuou mais um pouco, mas não aconteceu nada que superasse aquilo. Mesmo assim, fiquei olhando a tela preta depois que eles saíram do enquadramento, com o café frio, as pernas tensas e uma certeza suja pulsando dentro de mim: se eu tinha visto aquilo uma vez, ia querer ver tudo. O começo, a repetição, a queda completa.
—Então não, filha —disse no fim do vídeo, aproximando-me de novo da câmera—, não me odeie demais por ter continuado olhando. Porque eu sei o que vi. Sei o que uma parte de mim sentiu. E também sei que, se você estivesse sentada no meu lugar, com essas telas na frente e essa porta aberta para uma intimidade tão podre quanto excitante, talvez também não tivesse desviado os olhos.