Meu marido me fez gostar de ser observada
Meu nome é Vera, sou casada há anos com Mauro e, se há algo que aprendi ao lado dele, é que o desejo muda de forma quando a gente se atreve a se olhar sem mentir para si mesma. Sempre tivemos uma vida sexual intensa, sem rotina, com vontade de experimentar coisas novas e aquela confiança que permite dizer o que nos excita sem baixar a voz.
Ele sempre foi muito visual. Adorava escolher minhas roupas, abrir meu guarda-roupa, tirar um vestido justo e dizer, com um sorriso enviesado, que naquela noite queria ver como minha bunda ficava marcada enquanto eu caminhava. Eu ria, fingia pudor, mas a verdade é que gostava de me sentir desejada por ele mesmo antes de ele me tocar.
Tudo começou com fotos privadas. Certa tarde, ele me convenceu a posar para ele diante do espelho, primeiro com um vestido curto, depois sem calcinha, e então afastando os lábios da boceta com dois dedos enquanto ele me dizia de qual ângulo gostava mais. Ver seu rosto, ouvir sua respiração, notar o volume duro na calça enquanto me fotografava foi me empurrando para um terreno que, no começo, me deixava envergonhada.
Depois veio um perfil em uma página onde casais adultos publicavam conteúdo e comentavam entre si. Hesitei muito antes de aceitar, mas no fim cedi com uma condição: nada de mostrar o rosto. Mauro cumpriu o combinado, e começamos com fotos das minhas pernas, da minha bunda de fio-dental, dos meus peitos quase cobertos por uma blusa aberta.
O que me desconcertou não foram as imagens, mas os comentários. Homens e casais dizendo o quanto gostariam de me ver caminhando diante deles, chupando minha boceta, abrindo minhas nádegas e fodendo minha bunda até me deixarem tremendo. Era sujo, direto, descarado. E, ao contrário do que eu mesma esperava, em vez de me ofender, aquilo me deixava molhada.
Mauro percebia na hora. Bastava ler em voz alta algumas mensagens para eu acabar com as pernas abertas na cama, deixando-o enfiar dois dedos em mim enquanto sussurrava que todos aqueles desconhecidos estavam se masturbando pensando no meu corpo. Cada vez que ele dizia isso, minha boceta se apertava sozinha ao redor dos dedos dele.
Com o tempo, isso se transferiu para a rua. Nada ilegal, nada escandaloso, apenas o jogo de escolher roupas que chamassem atenção o bastante para que os olhares pesassem sobre mim. Um vestido muito justo. Uma saia curta. Uma calça que marcasse minhas nádegas de maneira obscena. Ele gostava de ver como me observavam, e eu comecei a gostar de saber que me observavam.
O que ainda não tinha acontecido era eu admitir isso em voz alta.
Naquela noite, admiti.
Era nosso aniversário de casamento e deixamos nossa filha com minha irmã para sairmos sozinhos. Mauro me esperava na sala com duas taças e uma caixa sobre o sofá. Quando a abri, encontrei um vestido preto colado ao corpo, curto, com as costas descobertas. Também havia saltos finos e uma calcinha mínima, quase simbólica.
— Quero que vista isso — ele disse. — E quero que me diga a verdade a noite inteira.
Vesti-me devagar enquanto ele me observava da porta do quarto. Quando saí, ele se aproximou por trás, segurou minha cintura e me fez girar diante do espelho. O vestido abraçava minha bunda como uma segunda pele. A cada passo, a barra subia um pouco mais.
— Assim você parece mesmo a mulher que me deixa louco — murmurou no meu ouvido. — Fina, elegante e com uma bunda que está pedindo encrenca.
Senti o calor subir pelo peito. Ele deslizou uma mão entre minhas coxas, afastou o tecido mínimo da calcinha e sorriu ao sentir a umidade.
— A gente nem saiu e você já está molhada.
— Porque você sabe muito bem o que está fazendo — respondi, misturando reprovação e tesão.
Fomos a um bar de luzes baixas, música suave e mesas pequenas. Havia casais, homens sozinhos e um grupo de amigos perto do corredor que levava ao banheiro. Assim que entrei, notei vários olhares me seguindo. Não era imaginação minha: senti que desciam pelo meu pescoço, paravam nos meus peitos, cravavam-se sem disfarce nas minhas pernas e, sobretudo, na minha bunda.
Mauro gostava daquilo quase mais do que eu. Cada vez que eu me levantava para pegar outra bebida ou ir ao banheiro, ele segurava meu pulso por um segundo, percorria meu corpo de cima a baixo e soltava um meio sorriso que me acendia por dentro. Ele sabia o que o resto estava vendo. Sabia o que estava provocando.
Depois do segundo drinque, inclinou-se sobre a mesa.
— A mesa da direita não tira os olhos de você.
Olhei de relance. Eram dois homens adultos, bem-vestidos, os dois claramente atentos a mim. Um moreno, de barba curta. O outro, de cabelo claro, mais sério, mas com o olhar igualmente fixo. Assim que cruzei os olhos com eles, nenhum dos dois desviou.
— Eles estão te despindo com os olhos — disse Mauro.
Apertei as coxas debaixo da mesa.
— Eu sei.
— E você gosta?
Demorei um segundo para responder. Depois mais um. No fim, disse.
— Sim. Eu gosto.
Ele não falou. Apenas levou a taça à boca e sorriu como quem acabara de ouvir exatamente o que esperava.
Algum tempo depois, disse que eu fosse sozinha ao banheiro. Que ele iria antes, para não tirar minha atenção. Entendi o jogo na hora e, embora meu estômago tivesse tremido um pouco, aceitei. Vi-o se levantar, afastar-se entre as mesas e desaparecer pelo corredor. Esperei mais alguns segundos e então me pus de pé.
Senti imediatamente o vestido repuxar nos quadris e soube que a barra tinha subido. Não a baixei. Caminhei devagar, deixando os saltos marcarem o ritmo, sentindo o peso dos olhares nas minhas costas e na minha bunda. Ao passar pela mesa dos dois homens, o moreno falou comigo em voz baixa, mas alta o suficiente para que eu ouvisse.
— Com esse vestido, você não deveria andar sozinha.
Olhei apenas de relance, sem parar.
— Não?
— Não. Eu levaria você direto para uma cama, para vê-la sem ele.
Um chicote de calor subiu da boceta até minha garganta. Não respondi. Entrei no banheiro, fechei a porta de uma cabine e enfiei a mão entre as pernas. Eu estava encharcada. Meus dedos afundaram entre os lábios e soltei um gemido mudo ao sentir o quanto estava inchada. Toquei meu clitóris por um momento, apenas para aguentar, porque, se continuasse mais um pouco, gozaria ali mesmo.
Quando voltei, Mauro já estava sentado com a cara de quem não tinha visto nada e tinha visto tudo. Sentei-me diante dele com as pernas bem juntas. Ele olhou para mim e entendeu na hora.
— O que ele disse?
Repeti palavra por palavra. Sua mandíbula se contraiu, não de ciúme, mas de tesão. Ele enfiou a mão debaixo da mesa e apertou a parte interna da minha coxa.
— Merda, como me excita que falem assim com você e que volte com essa cara de puta molhada.
A mão dele subiu mais. Roçou o tecido mínimo da minha calcinha e percebeu o estrago.
— Você está pingando.
— A culpa não é minha.
— É, sim. Porque você adora.
Não neguei. Em vez disso, abri um pouco mais as pernas para que ele pudesse me tocar melhor. Seus dedos afastaram o tecido e acariciaram minha boceta, lenta e deliberadamente, enquanto eu fingia olhar para a garrafa sobre a mesa. Ele apertou meu clitóris o suficiente para me fazer morder o lábio.
— Quero ir embora agora — falei.
— Foi o que pensei.
Pagamos e saímos do bar sem pressa, mas assim que dobramos a esquina nós dois aceleramos o passo. Não quisemos voltar para casa. Entramos em um hotel próximo, daqueles que alugam quartos por hora sem fazer perguntas. O elevador pareceu eterno. Mauro mantinha uma mão na minha nuca e a outra apertando minha cintura, como se contivesse um tesão acumulado havia semanas.
Assim que fechou a porta do quarto, ele me jogou contra ela e me beijou com uma força que me deixou sem ar. Respondi à altura, enfiando a língua na boca dele até sentir seu gemido. Comecei a abrir sua calça com mãos desesperadas, mas ele segurou meu pulso.
— Primeiro, fale — disse. — Diga o que aconteceu lá fora.
Olhei para ele, ofegante.
— Fiquei muito excitada por me olharem.
— Mais.
— Adorei que me desejassem na sua frente.
— Mais.
Senti o rubor e a umidade pulsando entre minhas pernas ao mesmo tempo.
— Gostei de me sentir exibida. Gostei que vissem minha bunda, que imaginassem o que fariam comigo. Gostei de ser a mulher que todos queriam foder com os olhos.
Ele soltou o ar pelo nariz e me beijou outra vez, com mais força. Dessa vez me virou, empurrou-me até me deixar inclinada sobre a cama e ergueu meu vestido de uma vez até a cintura. A calcinha desapareceu pelas minhas pernas antes que eu percebesse. O ar fresco bateu na minha boceta, quente e aberta.
— Agora, sim — murmurou. — Agora vou foder essa exibicionista que levei ao bar.
Ele afastou minhas nádegas com as mãos e soltou um silvo ao me ver encharcada. Primeiro senti sua saliva, depois a ponta da língua percorrendo-me de baixo para cima. Estremeci inteira. Mauro não lambia com delicadeza quando estava daquele jeito. Ele abria os lábios da minha boceta com os dedos e enfiava a língua profundamente, larga, ruidosa, como se quisesse beber toda a umidade que eu vinha acumulando desde o primeiro drinque.
— Porra, olha como você está — disse contra minha pele. — Parece que ficou a noite inteira à beira do orgasmo.
— Foi você que me deixou assim — respondi, e quase gritei quando ele chupou meu clitóris.
Começou a alternar lambidas longas com sucções diretas, enfiando dois dedos em mim ao mesmo tempo. Eu empurrava a bunda contra sua boca, desesperada, sentindo os dedos entrarem e saírem cobertos do meu próprio fluxo. Ele os curvou dentro de mim e me fez ver estrelas.
— Assim, puta — disse. — Mexa-se. Foda-se na minha mão se está com tanta vontade.
E fiz isso. Mexi-me contra os dedos e a boca dele sem nenhuma vergonha, gemendo cada vez mais alto. Quando percebeu que eu estava prestes a gozar, parou de repente. Soltei um protesto rouco e ele me deu um tapa seco em uma nádega.
— Não. Ainda não. Quero ver você pedir.
Virou-me e me deixou sentada na beira da cama. Tirou o pau, grosso e completamente duro, e encostou-o nos meus lábios. Olhei para ele por um segundo antes de abrir a boca. Comecei devagar, percorrendo-o com a língua desde a base até a ponta, saboreando o líquido salgado que já brotava. Mauro segurou meu cabelo sem brutalidade, mas com firmeza.
— Chupe como estava pensando em chupar no banheiro — ordenou.
Aquilo terminou de me desmontar. Peguei-o mais fundo, deixando que batesse na minha garganta, subindo e descendo com fome de verdade. Chupei a cabeça, passei a língua pelo freio, cuspi um pouco para deslizar melhor e voltei a engoli-lo até onde consegui. Ele ofegava, dizia obscenidades no meu ouvido e me lembrava dos dois homens do bar.
— Aposto que eles queriam ver você assim — rosnou. — De joelhos, com a boca cheia, engolindo pau como uma puta faminta.
Gemi sem soltá-lo. O som vibrou sobre o pau dele e o fez apertar ainda mais meu cabelo.
— Mas esta boca é minha. Esta garganta é minha. Esta puta molhada é minha.
Chupei-o até senti-lo tremer, mas ele voltou a me afastar antes de gozar. Estava decidido a prolongar tudo e eu já não conseguia pensar com clareza. Só queria que ele me penetrasse de uma vez. Subi na cama e fiquei de quatro sem que ele precisasse pedir.
— Era isso que eu queria ver — disse atrás de mim.
A cabeça do pau roçou minha entrada, brincou por apenas um segundo e então entrou com um impulso longo, profundo e molhado. Um grito escapou de mim. Mauro segurou meus quadris e começou a me foder com estocadas fortes, recuando quase por completo antes de voltar a cravá-lo até o fundo. O som dos nossos corpos batendo encheu o quarto.
— Era assim que eles queriam ver você — dizia entre os dentes. — Com o vestido levantado, aberta, deixando tomar no pau.
Eu assentia sem conseguir formar frases. Cada estocada sacudia meus peitos, fazia a cama ranger e me deixava ainda mais excitada. Minha boceta estava tão molhada que o pau dele entrava e saía com um som espesso, obsceno, que me enlouquecia. Mauro segurou meu pescoço pela frente, sem apertar demais, apenas para erguer meu tronco e me foder naquele ângulo que me destrói.
— Diga.
— O quê?
Ele me deu uma estocada tão profunda que quase arrancou a resposta da minha boca em forma de gemido.
— Que te excitou se exibir.
— Sim — ofeguei. — Sim, me excitou.
— Mais claro.
— Fiquei excitada por me olharem. Fiquei excitada por sentir que queriam me comer.
Ele respondeu fodendo-me ainda mais forte, como prêmio e castigo ao mesmo tempo. Eu já estava perto do orgasmo quando ele saiu da minha boceta de repente. Antes que eu pudesse protestar, afastou minhas nádegas e senti sua língua outra vez, agora mais abaixo. Um arrepio percorreu toda a minha coluna.
— Mauro...
— Relaxe e abra mais.
Ele lambeu minha bunda devagar no começo, umedecendo a região, desenhando círculos com a língua, alternando com beijos nas nádegas e uma mão enfiando dois dedos na minha boceta. A mistura me deixou tremendo. Não era a primeira vez que brincávamos ali, mas eu nunca o deixara entrar completamente sem freios. Naquela noite, porém, eu estava transbordando de tesão e excitação.
— Quero foder sua bunda — disse com a voz grave e úmida. — Quero fazer você gozar assim enquanto se lembra daqueles olhares.
Eu estava tão aberta de pernas e de cabeça que a resposta saiu sozinha.
— Faça.
— Quero ouvir direito.
Agarrei os lençóis.
— Fode minha bunda.
Ele cuspiu entre minhas nádegas, besuntou o pau com meus próprios fluidos e pressionou a cabeça contra minha entrada anal. O primeiro avanço ardeu. Fechei os olhos e respirei fundo. Mauro não se apressou. Empurrou um pouco, esperou, recuou apenas um pouco e voltou a pressionar. Senti o anel ceder milímetro a milímetro ao redor dele.
— Isso — disse. — Deixe-me entrar.
Eu sentia ardor, sim, mas sob aquele ardor havia um prazer sujo e denso que deixava minha boceta ainda mais excitada. Levei uma mão entre as pernas e comecei a esfregar o clitóris enquanto ele avançava. Quando metade do pau já estava dentro, soltei um gemido longo, mais animal que humano.
— Porra, que apertado — rosnou. — Olha só para você. Estão fodendo sua bunda e você está se tocando como uma porca.
Isso me fez apertar ainda mais o clitóris. Ele terminou de entrar com uma única pressão lenta e profunda, até ficar completamente enterrado. Senti o alongamento total, a invasão completa, e tive de morder o travesseiro. Mauro ficou imóvel por um instante, respirando pesadamente atrás de mim, deixando-me me acostumar a senti-lo inteiro na bunda.
— Você consegue?
Virei apenas o rosto, suada e desfeita.
— Sim. Mexa-se.
A primeira estocada foi curta. A segunda também. Na terceira, ele já saía e entrava com mais amplitude, e a dor inicial se transformou em um abalo brutal que fazia minha mão, com a qual eu tocava minha boceta, ficar molhada. Mauro agarrou meus quadris com força e encontrou um ritmo profundo, constante, arrasador.
— Era assim que eu queria deixar você — dizia. — Com a bunda bem fodida por ficar provocando. Para você se lembrar de quem realmente abre você.
— Sim... sim... não pare...
— Todos podiam olhar, mas quem enche você sou eu.
Cada palavra entrava junto comigo, como outra estocada. Eu me masturbava sem parar, presa entre a pressão do pau dele na minha bunda e o tremor cada vez mais violento do orgasmo que crescia. Mauro começou a me bater com mais força, até o fundo, fazendo meus quadris colidirem com a pélvis dele em um ruído seco e repetido.
— Diga onde você quer que eu goze.
Não consegui fingir pudor. Não naquela noite.
— Na bunda — ofeguei. — Goze na minha bunda.
Ele soltou uma risada rouca e me deu um tapa forte.
— Era isso que eu queria ouvir.
Acelerou ainda mais o ritmo. Eu já não gemia: gritava. Masturbava-me furiosamente, o vestido continuava enrolado na cintura, uma sandália tinha saído do meu pé e o cabelo grudava no pescoço por causa do suor. Eu me sentia usada da maneira mais deliciosa possível.
O orgasmo explodiu de repente. Minha boceta se contraiu no vazio enquanto eu gozava tremendo sobre meus dedos, e minha bunda se fechou ao redor do pau dele em espasmos involuntários. Mauro soltou um palavrão, deu mais duas estocadas e gozou dentro de mim com um gemido grave, despejando quente e em pulsos. Senti claramente como ele me enchia.
Ele ficou enterrado por alguns segundos, respirando ofegante, com as mãos ainda agarradas aos meus quadris. Depois saiu devagar. Um arrepio atravessou meu corpo inteiro. Caí de lado sobre a cama, exausta, ainda com pequenos espasmos entre as pernas.
Mauro deitou ao meu lado e afastou meu cabelo do rosto. Tinha aquela expressão satisfeita e faminta ao mesmo tempo que fica quando sente que algo mudou para sempre entre nós.
— Bem — murmurou. — Agora você não pode mais dizer que não gosta.
Ri, ainda sem recuperar completamente o fôlego.
— Não. Agora não posso.
Ele se inclinou e me beijou com uma ternura que contrastava obscenamente com tudo o que acontecera antes. Essa mistura é uma das coisas que mais me prendem a ele: pode me dizer as maiores putarias enquanto me fode e, um minuto depois, olhar para mim como se eu fosse o lugar favorito dele no mundo.
Ficamos abraçados por um tempo, sem pressa. Eu ainda sentia a bunda sensível e a porra quente dentro de mim, e, longe de me incomodar, aquilo me deixava excitada outra vez. Percebi que a verdadeira mudança não tinha sido a roupa nem os olhares no bar. Tinha sido admitir, enfim, que eu desejava ser vista e desejada, e que compartilhar isso com meu marido me fazia ser ainda mais dele.
Às vezes a gente se descobre justamente no momento em que deixa de fingir vergonha.
Desde aquela noite, o jogo entre nós mudou. Já não era apenas ele me provocando com roupas justas ou comentários sujos ao ouvido. Agora eu também o procurava, perguntava qual vestido ele queria que eu usasse, sussurrava antes de sairmos se naquela noite ele queria que me olhassem muito ou demais.
E toda vez que percebo um olhar cravado na minha bunda enquanto caminho à frente dele, sinto o mesmo calor sob a pele. Já sei o que vem depois. Já sei como essas noites terminam.
Terminam comigo aberta, ofegante, encharcada, aproveitando sem culpa que me olhem e que ele seja o homem que me fode depois de cada exibição.