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Relatos Ardientes

A noite em que eu só quis olhar

Sempre pensei que, se uma mulher fosse ficar realmente excitada, teria de estar no centro da cena, com mãos sobre ela, uma boca entre as pernas ou um pau empurrando até deixá-la sem ar. Naquela noite descobri que não. Naquela noite fui eu quem olhou, quem engoliu em seco, quem apertou as coxas em silêncio enquanto outros três se enroscavam diante de mim. E juro que poucas vezes tinha terminado tão excitada.

Tudo começou com Darío, com quem eu vinha saindo havia algumas semanas. Não era meu namorado, e eu também não lhe pedia nada parecido. Ele tinha um relacionamento por fora e comigo buscava o que não podia fazer em público: foder sem perguntas, sem promessas e com aquele descaramento dele que tornava tudo mais fácil.

O melhor amigo dele se chamava Mauro. Alto, sorriso torto, braços fortes, olhar daqueles que despem você antes mesmo de cumprimentá-la. Quando saíamos os três, eu percebia que Mauro me observava demais. Não com ternura, mas com fome. Darío também percebia, embora nunca tivesse dito isso claramente até aquela festa.

Antes de entrar no apartamento onde acontecia a festa de aniversário, Darío me segurou pela cintura e falou no meu ouvido.

— Hoje quero fazer uma coisa diferente.

— Diferente como?

— Um ménage. Ou algo perto disso. Você, eu, Mauro… e, se aparecer a mulher certa, melhor ainda.

Mauro não disse nada. Apenas sustentou meu olhar e sorriu daquele jeito que já era uma proposta. Senti o impacto entre as pernas naquele mesmo instante. Não respondi de imediato, mas também não me afastei.

— Se acontecer, aconteceu — acabei dizendo.

Os dois se olharam como se já tivessem ganhado alguma coisa.

A festa estava lotada. Música alta, luzes quentes, gente dançando apertada na sala e na varanda. Darío e Mauro não demoraram a encontrar a mulher que lhes interessou. Ela se chamava Vera. Morena, pernas longas, corpo firme, uma saia curta que subia cada vez que ela se mexia e uma blusa colada ao torso que marcava seios grandes sem precisar imaginar muito. Tinha cara de menina má presa no rosto de uma mulher que sabia exatamente o que provocava.

Eu a conhecia de vista de outra época, e isso tornou tudo ainda mais excitante. Ela me cumprimentou com naturalidade. Não fazia ideia de que, uma hora depois, eu a veria de pernas abertas enquanto dois homens a usavam sem pudor diante de mim.

Darío a fez rir primeiro. Mauro encheu o copo dela depois. Os dois a cercaram com uma coordenação tão óbvia que era impossível pensar que aquilo era improviso. Dançaram com ela, tocaram nela com aquela delicadeza inicial que é quase pior que um agarrão direto, e pouco a pouco Vera começou a se soltar.

Eu observava do bar, bebendo devagar. Não estava bêbada. Tinha apenas calor suficiente na cabeça para parar de me julgar e começar a aproveitar. Sempre que Darío olhava para mim de longe, parecia perguntar se eu ainda estava dentro do jogo. Eu levantava o copo. Era meu jeito de dizer que sim.

Passada a meia-noite, Mauro apareceu ao meu lado e puxou meu braço suavemente.

— Ela aceitou.

— Assim tão fácil?

— Não foi difícil.

Ele apontou para a porta com a cabeça. Vera já pegava a bolsa enquanto Darío falava bem perto do ouvido dela. O plano estava feito.

Fomos no carro de Mauro. Darío dirigiu. Eu me sentei na frente. Vera ficou atrás, entre os dois bancos, e Mauro se acomodou ao lado dela. Depois de poucos minutos, eles já não conversavam, mas se beijavam com fome. Eu os via pelo retrovisor e pelo reflexo da janela: a mão de Mauro subindo pela coxa dela, a de Vera segurando sua nuca, a boca dos dois se abrindo sem vergonha.

— Olhe para ela — murmurou Darío, sabendo que eu via tudo.

Não respondi. Minha respiração tinha mudado.

Mauro abriu mais as pernas dela com firmeza. A saia de Vera se amassou na cintura, e ele enfiou a mão entre suas coxas sem cerimônia. Ouvi-a soltar um gemido rouco quando encontrou sua boceta molhada. Não foi um carinho tímido. Ele esfregou o clitóris primeiro e depois enfiou dois dedos de uma vez, enterrando-os devagar e tirando-os com um ruído molhado que dava para ouvir apesar da música baixa do carro.

Vera jogou a cabeça para trás. Mauro mordeu seu pescoço e continuou enfiando os dedos com mais força, curvando-os dentro dela como se conhecesse o ponto exato que a faria tremer. Ela começou a gemer sem se importar que Darío e eu a ouvíssemos. Suas mãos agarravam o banco. Eu me ajeitei melhor para não perder nada.

— Assim, porra… assim… — ouvi-a dizer.

A boca de Mauro desceu até os seios dela por cima da blusa. Dava para notar que os mamilos já estavam duros. Darío olhava pelo retrovisor com um meio sorriso. Eu sentia a calcinha colada à boceta.

Em menos de um trajeto curto, Vera gozou atrás de mim. Arqueou-se, fechou as pernas ao redor do pulso de Mauro e soltou um gemido tão alto que Darío deu uma risada baixa.

— Começamos bem — disse ele.

Quando chegamos ao apartamento de Mauro, Vera entrou andando com passos desajeitados, excitada, ainda respirando de boca aberta. Era um apartamento amplo, com a sala quase às escuras, exceto pela luz amarela de uma luminária de chão. Darío fechou a porta e foi direto beijá-la, como se o tempo no carro tivesse servido apenas para abrir o corpo dela.

Fiquei alguns passos atrás, observando.

Darío segurou-a pela cintura e a encostou na parede. Enfiou a língua nela até fazê-la gemer outra vez e, enquanto a beijava, apertava seus seios, suas nádegas, sua barriga, como se estivesse conferindo se tudo era real. Mauro apoiou-se no encosto do sofá e olhou para mim.

— Você ainda pode mudar de ideia — disse.

— Não quero mudar nada. Quero olhar.

Eu disse aquilo e senti um arrepio ao me ouvir. Era verdade. Eu queria sentar e ver tudo.

Darío se aproximou por um instante, beijou-me e enfiou a mão por baixo do meu vestido. Encontrou minha boceta molhada imediatamente. Sorriu contra minha boca.

— Você está encharcada.

— Porque estou olhando.

Enfiou dois dedos em mim, só um pouco, apenas o suficiente para me fazer apertar as coxas.

— Então olhe direito.

Ele me deixou numa poltrona diante do sofá. Cruzei as pernas, apertei uma mão contra o assento e me obriguei a não me tocar. Queria sentir tudo sem intervir. Queria ser testemunha e nada mais.

Vera já estava reclinada no sofá quando Mauro voltou para ela. Darío havia baixado sua blusa, e seus seios estavam para fora, pesados, balançando cada vez que um deles a sacudia com um beijo ou uma mão. Mauro ajoelhou-se entre suas pernas e ergueu sua saia até a cintura. Ela não usava quase nada que atrapalhasse. Ele afastou o tecido da calcinha e ficou por um segundo olhando sua boceta brilhante.

— Olha só como você está — disse.

Vera abriu mais as pernas em resposta.

Mauro enfiou o rosto entre suas coxas sem avisar. Passou a língua de baixo para cima, devagar na primeira vez, e depois com fome, separando os lábios da boceta com os dedos para lamber melhor. Vera deu um tranco com o quadril. Darío segurou um de seus pulsos acima da cabeça enquanto, com a outra mão, amassava um seio.

O som de Mauro comendo-a era obsceno e delicioso. Língua, saliva, gemidos. Vera agarrou o cabelo dele e começou a foder seu rosto, subindo e descendo o quadril contra sua boca. Ele não se afastou; pelo contrário, segurou-a pelas coxas e enfiou a língua mais fundo, alternando com chupadas fortes no clitóris que a faziam se contorcer.

Eu sentia pequenas pulsações na boceta cada vez que ela gemia. Ver outra mulher perder o controle daquele jeito, aberta, usada, gozando sem um pingo de vergonha, estava me deixando louca.

Darío abaixou as calças e tirou o pau. Grosso, duro, já brilhando na ponta. Colocou-o diante do rosto de Vera.

— Abra a boca.

Ela obedeceu na hora. Engoliu a ponta enquanto Mauro continuava lambendo-a embaixo. Darío começou a enfiá-lo devagar, controlando o ritmo, deixando a boca de Vera se encher bem antes de empurrar mais. Seus gemidos saíam abafados ao redor do pau. A cena me atingiu inteira: uma boca ocupada em cima, uma boceta comida embaixo, o corpo de Vera dividido entre dois prazeres e eu sentada na frente, engolindo tudo com os olhos muito abertos.

Mauro finalmente se levantou, com a boca molhada. Baixou a calça e a cueca de uma vez. Seu pau era enorme. Longo, grosso, marcado por veias duras, com a cabeça larga e brilhante. Ele o segurou por um instante, acomodou-o sobre a mão e olhou para Vera como quem mostra uma ameaça deliciosa.

— Quero ver você entrar nisso — murmurei sem perceber.

Mauro me ouviu e sorriu. Depois afastou completamente a calcinha e apoiou a ponta na entrada da boceta de Vera. Ela soltou o pau de Darío apenas para dizer uma palavra.

— Mete.

E foi o que ele fez. Começou a enfiá-lo devagar, abrindo-a milímetro por milímetro. Vera fez uma careta de prazer misturado com esforço. Quando finalmente o teve quase todo dentro, Mauro ficou imóvel por um segundo, olhando enquanto a boceta o abraçava.

— Porra — disse Darío. — Olha como ela engole você.

Então Mauro começou a fodê-la de verdade.

As primeiras estocadas foram firmes, longas, profundas. Depois ele pegou ritmo. O sofá rangia sob Vera. Seus seios balançavam a cada golpe. Darío voltou a enfiar o pau na boca dela e a fodeu enquanto Mauro a rasgava por baixo. Vera gemia ao redor do pau de Darío, babando nele, agarrando o encosto como se precisasse se segurar para não ser lançada para longe.

Apertei tanto as pernas que elas doeram. Estava molhada a ponto de sentir calor na parte interna das coxas. Continuei sem me tocar.

Quando Mauro saiu da boceta de Vera, um fio brilhante ficou unindo a ponta do pau dele aos lábios inchados dela. Darío ajudou-a a se sentar sobre ele no sofá. Vera desceu devagar até se espetar no pau de Darío e começou a cavalgá-lo. Movia-se bem, com as mãos apoiadas no peito dele, subindo e descendo enquanto ele segurava sua cintura para marcar o ritmo.

Mauro aproximou-se de mim com o pau duro, a centímetros do meu rosto. O impulso de agarrá-lo atravessou meu corpo inteiro, mas neguei com a cabeça.

— Não. Continue com ela.

— Depois você não vai escapar de mim.

— Depois veremos. Agora quero isto.

Ele voltou para Vera. Colocou o pau na boca dela enquanto ela continuava montada em Darío. A imagem era uma loucura: sendo penetrada em cima e chupando embaixo, babando, respirando como podia, sem parar de se mexer. Darío dava tapas na bunda dela para que não perdesse o ritmo. Vera estava completamente entregue, transformada no centro exato dos dois.

Quando ela já não conseguiu manter o movimento, Darío a levantou e a colocou de quatro sobre o tapete. Separou suas nádegas com as duas mãos e ficou olhando a boceta aberta, escorrendo, inchada de tanto atrito.

— Assim eu queria ver você — disse.

Penetrou-a com uma estocada seca que lhe arrancou um grito. Senti aquele som no ventre. Darío começou a fodê-la com força, enfiando o pau até o fundo, tirando-o quase inteiro e voltando a entrar com golpes que faziam as costas de Vera tremerem. Mauro, diante dela, ofereceu o pau para que ela chupasse. Vera o tomou sem protestar, com a saliva escorrendo pelo queixo.

Darío não demorou a enfiar um dedo no cu dela enquanto continuava fodendo sua boceta. Fez isso devagar no começo, brincando ao redor do ânus, pressionando-o, entrando apenas até o corpo de Vera parar de resistir. Depois enfiou mais, movendo o dedo no ritmo do pau. Vera gemeu contra o pau de Mauro. Vi suas coxas se retesarem.

— Você gosta, puta? — perguntou Darío, sem diminuir o ritmo.

Mauro tirou o pau da boca dela para deixá-la responder.

— Sim… sim, adoro…

Darío cuspiu entre suas nádegas e enfiou outro dedo. O gesto foi cru, direto, brutalmente excitante. Uma mão trabalhava o cu de Vera enquanto a outra segurava seu quadril para continuar cravando o pau na frente. Mauro observou por um instante por cima do ombro dela.

— Quero ver isso.

— Você vai ver — disse Darío.

Ele tirou o pau da boceta, passou-o pela fenda molhada e apoiou a ponta no cu de Vera. Ela apertou os dedos contra o tapete. Mauro voltou a enfiar o pau na boca dela para abafar seus gemidos. Darío empurrou devagar, deixando o ânus ceder ao redor da cabeça. Depois avançou mais um pouco. Vera reclamou, mas não se afastou. Continuou engolindo o pau enquanto Darío lhe abria o cu por trás.

Eu não conseguia parar de olhar aquele pau desaparecendo dentro dela. A boceta de Vera escorria sobre suas coxas. Darío, já quase todo dentro, inclinou-se sobre suas costas e começou a se mover com cuidado no início, depois com uma firmeza cada vez mais suja. O som mudou. Mais seco. Mais profundo.

— Porra, que cu — rosnou Mauro.

Darío tirou o pau por um instante e foi até a cozinha pegar uma cerveja, deixando Mauro, Vera e eu respirando o calor do quarto. Eu continuava na poltrona, imóvel, mas já não por vontade própria: estava realmente presa àquilo. Minhas pernas tremiam.

Mauro aproveitou para deitar Vera de costas no sofá. Ergueu uma de suas pernas e enfiou o pau no cu dela, olhando-a de frente. Dessa vez entrou melhor. O corpo dela já estava aberto, preparado, sensível. Mauro começou a estocar com uma cadência pesada, apreciando a visão dos seios pulando e da boca aberta de Vera. Ela o envolveu com as pernas e gemeu sem parar.

Quando Darío voltou, colocou o pau na boca de Vera outra vez. Ela ficou assim, dividida entre os dois, um pau na boca e outro no cu, enquanto eu mordia o lábio para não gemer também. Havia suor no ar, cheiro de sexo, saliva e pele quente.

— Para a cama — ordenou Mauro por fim.

Eles foram para o quarto sem parar de se tocar. Vera caminhava com o cu um pouco empinado, como se ainda sentisse o formato do pau dentro dela. Darío a levava pela mão. Eu os segui e me apoiei na parede, diante da cama, disposta a continuar olhando até o fim.

Mauro deitou-se primeiro. Vera montou nele, dessa vez pela boceta, descendo devagar até encaixá-lo inteiro. Começou a cavalgá-lo com movimentos amplos, bruscos, desesperados. Darío se posicionou atrás dela, cuspiu outra vez entre suas nádegas e voltou a enfiar o pau no cu dela com um único empurrão decidido. Vera soltou um gemido tão alto que minha pele se arrepiou.

Ali, sim, vi o quadro completo. Um pau na boceta, outro no cu, o corpo de Vera subindo e descendo sobre Mauro enquanto Darío a empurrava por trás. Seus orgasmos começaram a se aproximar de modo visível: o ventre tenso, os mamilos duros, as coxas tremendo, a boca aberta sem conseguir articular nada além de gemidos entrecortados. Ela gozou assim, entre os dois, sacudida por espasmos violentos que a fizeram perder o ritmo e cair para a frente.

Imaginei-me no lugar dela com uma intensidade que quase me fez tocar em mim finalmente. Não fiz isso. Preferi ficar com a dor doce da necessidade, com aquela tortura deliciosa de olhar e não ceder.

Darío foi o primeiro a gozar. Percebi pela mudança em seu rosto, pelo tremor nas pernas, pelo modo como agarrou os quadris de Vera com força antes de despejar-se dentro do cu dela. Ficou imóvel por alguns segundos, respirando com violência, ainda enterrado nela.

Depois saiu e deu espaço a Mauro. Vera virou-se, ajoelhou-se na cama e chupou o pau dele com restos de saliva e lágrimas no canto dos olhos. Do cu escorria sêmen misturado à lubrificação pelas coxas. Mauro olhou para aquilo com uma expressão suja de puro prazer e limpou sua fenda com o lençol, sem delicadeza alguma.

— Agora sente em mim — disse ele. — Mas no cu.

Vera obedeceu. Ficou de costas para ele, segurou o pau com a mão e guiou-o até o ânus. Desceu lentamente, centímetro a centímetro, até tê-lo inteiro dentro dela. Depois começou a subir e descer no próprio ritmo, controlando a profundidade com uma segurança que me deixou hipnotizada. Ver aquele pau grosso desaparecer e reaparecer no cu dela era um espetáculo obsceno e lindo ao mesmo tempo.

Mauro pediu que ela se virasse sem tirá-lo. Vera fez isso com uma habilidade surpreendente, quase como uma contorcionista, e continuou cavalgando-o de costas, apoiando as mãos nas coxas dele. Darío, já se recuperando, observava de um lado da cama com um sorriso satisfeito.

— Essa mulher é uma loucura — disse.

Mauro acabou colocando-a novamente de quatro. Agarrou-a pelos cabelos e começou a fodê-la no cu com golpes rápidos, secos, cada vez mais fortes. Vera já estava destruída, mas continuava recebendo tudo. Gemia, reclamava, pedia mais com aquele tom de quem já havia deixado a vergonha para trás e só queria terminar bem arrebentada.

— Quando eu mandar, vire-se e abra a boca — ordenou Mauro.

Ela assentiu.

Um minuto depois, Mauro saiu do cu dela, e Vera se virou imediatamente e abriu a boca. Mauro bateu o pau com força e gozou no rosto e dentro da boca dela em vários jatos espessos. Parte caiu na língua, parte na bochecha, parte perto do olho. Vera fechou os lábios sobre a ponta quando ele voltou a enfiá-lo para que ela o limpasse. Ela fez isso sem hesitar, lambendo tudo.

O quarto ficou cheio de respirações pesadas. Darío soltou uma breve gargalhada e desapareceu em direção ao banheiro. Vera levantou-se cambaleando e foi atrás dele para tomar banho. Eu continuava encostada na parede, muda, com a calcinha completamente encharcada e as pernas bambas.

Mauro se aproximou desta vez sem testemunhas. Seu pau ainda estava semiduro, brilhante, enorme de perto. Passou a mão pela minha coxa até subir à boceta por cima do tecido.

— Não achei que você aguentaria tanto tempo sem se tocar.

— Nem eu.

— Você está escorrendo.

— Eu sei.

Beijou-me devagar, saboreando ainda restos salgados na boca. Eu os devolvi. Senti a tentação de me ajoelhar ali mesmo e levar aquele pau à boca, mas o tesão de toda a noite me deixara com outro tipo de fome, mais lenta, mais cruel.

Então a porta do banheiro se abriu, e Vera saiu com uma toalha ao redor do corpo. Darío vinha atrás, nu e duro outra vez. Sem dizer nada, segurou a cabeça dela e a fez ajoelhar-se diante dele na beirada da cama. Enfiou o pau na boca dela de uma só vez. Vera começou a chupá-lo com uma obediência cansada e deliciosa.

Olhei uma última vez: Darío de pé, Vera de joelhos, a toalha mal se sustentando, sua boca cheia outra vez. Mauro segurou minha mão.

— Venha.

Ele me levou para o quarto de hóspedes e fechou a porta atrás de nós.

Não vi mais o que aconteceu com eles naquela noite. Mas ainda me lembro da sensação exata com que atravessei aquele limiar: a boceta ardendo, a cabeça cheia de imagens e a certeza de que olhar também podia deixar uma mulher à beira do desmaio. Às vezes o prazer não está em ser a protagonista. Às vezes está em sentar-se diante da cena, abrir bem os olhos e deixar o corpo se acender sozinho enquanto os outros se destroem de prazer diante de você.

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