Meu submisso esperou horas até eu lhe dar permissão
São duas da tarde, estou há horas acariciando-o e ainda não lhe dei permissão para gozar. Hoje quem manda sou eu, e ele aprende a esperar.
São duas da tarde, estou há horas acariciando-o e ainda não lhe dei permissão para gozar. Hoje quem manda sou eu, e ele aprende a esperar.
Tinham passado oito anos desde aquela viagem de ônibus, mas assim que o vi parado em frente ao terminal soube que naquela noite eu não chegaria para jantar em casa.
Ela passara metade da vida desejando aquele homem dez anos mais velho. Naquela tarde, baixou a porta de ferro, apagou as luzes da loja e decidiu que não ia esperar mais.
Dancei colada a um desconhecido de máscara até que sua voz me perguntou ao ouvido se eu ainda o lembrava. E meu corpo respondeu antes de mim.
Quando vi a foto dela, soube que aquela noite não dormiria: despirei-a com a mente e deixei minha imaginação cruzar os quilômetros que o corpo não podia.
Voltava ao confessionário toda semana pelo mesmo motivo, e sempre calava a parte mais importante: o homem do outro lado da grade era dono de todos os seus pecados.
Dei dois beijos na frente da mãe dele e, sem que ninguém notasse, decidi entrar no jogo até onde nenhum de nós dois imaginava chegar naquela manhã.
Eram duas da manhã, estávamos sozinhos no 25º andar e ela estava com as costas travadas. O que começou como um favor virou outra coisa.
Bastou que ele se aproximasse demais para que o calor que passávamos meses negando nos denunciasse aos dois. Naquela noite, já não havia como continuar disfarçando.
Cheguei cheirando a outro e nem o cumprimentei. No dia seguinte ele entrou no meu quarto, trancou a porta e tirou o cinto sem dizer uma palavra.
Desci para a cozinha de pijama, sem nada por baixo, sabendo que ele estaria acordado. A tensão vinha crescendo havia dias e, naquela noite, decidi que não ia me conter mais.
Saí do carro numa rua deserta, com o coração disparado. Eu não sabia o rosto da mulher que me escrevia havia meses — só que, naquela noite, enfim, seria minha.
Eu levava trinta anos fechando projetos para a empresa. Na minha viagem de despedida, não imaginei que quem viajasse ao meu lado ia me despedir de outro jeito.
Bruno tinha me prometido uma revanche e eu tinha prometido voltar. O que eu não imaginei foi como terminaria essa segunda noite entre os seis.
Prometi contar só coisas reais, então vou contar como minha mãe descobriu meu namorado mais velho… e como, sem querer, descobri o que ela fazia de verdade.
Damián vinha a cada três dias; Adrián apareceu na sexta com sua moto. Nessa semana, descobri até onde eu era capaz de ir quando ninguém me via.
Jamais me envolvo com clientes, eu disse. Mas o corpo dele já estava colado ao meu e minha própria voz soou como mentira quando fechei o portão da garagem.
Ninguém na festa suspeitava de nada: para todos nós éramos só amigos. Mas naquela madrugada Adrián desviou o carro para a fazenda na colina, e eu soube que já não íamos mais fingir.
Vi o nome dele na tela e soube que não devia atender. Mas atendi, e assim que ouvi a voz dele voltei a ser a mulher que jurei nunca mais ser.
Estacionei ao lado do carro dela sem saber que minha tarde livre acabaria com ela subindo no meu, no canto mais escuro do estacionamento.