Minha melhor amiga me provocou até eu me cansar
Há anos eu engolia suas provocações e fazia o papel de amigo paciente. Numa tarde de agosto, na varanda dela de frente para o mar, algo em mim se rompeu.
Há anos eu engolia suas provocações e fazia o papel de amigo paciente. Numa tarde de agosto, na varanda dela de frente para o mar, algo em mim se rompeu.
Saíram ao palco convencidos de que seria apenas uma dança ridícula. Nenhum imaginou até onde elas estavam dispostas a ir naquela tarde de fim de curso.
Duas cadeiras com um buraco no meio, uma corda com um nó e dois homens presos sem saber se a próxima rodada cairia sobre eles. O jogo começava.
Achei que aguentar dez golpes seria fácil. Não contei com o fato de que ela desfrutaria cada um deles, nem com o quanto eu acabaria também aproveitando.
Pensei que pagaria a aposta com um beijo ou uma brincadeira. Em vez disso, meu amigo me desafiou a me apresentar como dama de companhia no chá de despedida do melhor amigo dele.
Na cafeteria, elas se lançaram um desafio entre risadas: cada uma escolheria um homem naquela mesma tarde. Nenhuma imaginou que a aposta terminaria na mesma cama.
Quando ela saiu para a garagem vestida assim, eu soube que perderia a aposta. O que eu não imaginei foi até onde aquele verão chegaria com ela e com a mãe dela.
Quando Lucía e eu chegamos àquela casa, o que vimos na sala nos deixou sem fôlego. Eu soube que a noite mal começava e que ninguém queria ir embora.
Se aguentássemos cinco minutos, depois elas competiriam. O que começou como uma brincadeira entre amigos acabou deixando os quatro nus na mesma cama.