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Relatos Ardientes

A aposta que submeteu os campeões invictos

Nadia pensava exigir o cumprimento do pacto ponto por ponto, sem descontos nem clemência. Foi para isso que o haviam assinado.

Alguns meses depois, o treinador Hugo teve de se sentar com seus quatro lutadores e explicar tudo a eles. Eles o ouviram incrédulos e, num primeiro momento, se recusaram categoricamente. Mas Hugo era o líder deles, a referência, e tinha empenhado sua palavra diante da outra treinadora. “É preciso saber perder”, disse ele, e essa frase pesou mais do que todas as protestos juntas.

Sem duvidar nem por um segundo da vitória de Dante, Hugo havia combinado antes da luta que, se seu pupilo vencesse, as garotas do clube rival iriam ao campeonato universitário como animadoras do time masculino. Mas, se a vencedora fosse Vera, seriam os quatro atletas do clube Aldama que compareceriam como animadores à festa de fim de curso da faculdade de Belmonte.

E naquele sábado de sol limpo, os quatro rapazes — emburrados, calados, arrastando os pés — chegaram com o treinador à propriedade onde ficavam as instalações de Belmonte. Na entrada, esperavam-nos a tutora Eleonora e a treinadora Nadia.

Hugo se despediu deles com apenas duas palavras e seguiu, de cabeça baixa, em direção a uma casa afastada à direita. Nadia o acompanhou, e havia algo em seu sorriso que não prenunciava nada de bom para ele.

Os rapazes ficaram com Eleonora, que os recebeu com um sorriso satisfeito. Era uma mulher na casa dos cinquenta, com uma blusa branca esticada sobre um seio generoso e uma saia longa ajustada a quadris largos. Indicou que a seguissem e os conduziu até um dos prédios.

Foram por um corredor silencioso e ela apontou para uma porta.

— Esse é o vestiário. Lá dentro estão os uniformes de vocês, de animadores.

Os quatro entraram. Eleonora ficou do lado de fora, as mãos cruzadas sobre o ventre. Pouco depois, a porta se entreabriu e um deles, Iván, enfiou a cabeça para fora.

— Mas aqui só tem...

— Tem exatamente o que vocês têm que vestir — cortou ela, objetiva —. E rápido, que não temos o dia inteiro.

Dez minutos depois, os quatro saíram do vestiário. Eleonora os examinou de cima a baixo, divertida e interessada. Aquelas costas largas, aqueles corpos atléticos e trabalhados, sobressaíam ainda mais em contraste com a minúscula tanga vermelha — arrematada com uma espécie de pompom ridículo na parte de trás — que era toda a roupa que traziam por cima. O tecido mal conseguia conter o volume das picas, que se marcavam sem pudor sob a malha esticada. A mulher se regalou com a vista, mediu com os olhos cada volume, cada bunda durinha de academia, e voltou a sorrir, lambendo-se por dentro.

— Vamos, estão esperando vocês — disse.

***

Passaram pela porta que ela indicou e desembocaram num palco, dentro de um salão mediano. À frente deles, as garotas de Belmonte explodiram em gritos e assobios assim que os viram aparecer.

— Fiu, fiuuuu! Siiiiiim!

De pé no palco, microfone na mão, Vera fazia o papel de mestre de cerimônias. Dante a viu e estremeceu. Contemplou aquelas pernas roliças e poderosas sob a saia curta, as mesmas que o haviam castigado até destruí-lo, física e mentalmente. Sua cabeça lhe devolvia, sem parar, os instantes da luta: sua impotência diante daquela força que o sacudia sem piedade.

Além disso, tinha sido ela quem o afastara da luta. Depois daquele dia, ele não voltara a subir num ringue; nem sequer era capaz de calçar umas luvas sem que as mãos lhe tremessem.

Isso é um palco, não uma luta. Aqui estou seguro. Repetiu a ideia para se acalmar. Faria tudo o que Vera ordenasse, cumpriria suas instruções à risca e evitaria qualquer problema. Era uma questão de aguentar e ir embora.

— Queridas companheiras — anunciou Vera ao auditório —, estes quatro animadores vão dançar algumas músicas para nós. Peguem esses pompons — e apontou para um monte empilhado ao lado do palco.

A música começou, mas nenhum dos quatro se mexeu. Vera os apressou com a voz endurecida.

— Vamos, rapazes. Ritmo.

Dante não hesitou: começou a sacudir os pompons imediatamente. Os outros três o imitaram em seguida. Tentavam acompanhar o compasso sem muito sucesso, e aquilo estava mais perto do ridículo do que de uma dança. Resistiram assim por duas músicas inteiras. Antes da terceira, uma garota de óculos pequenos se levantou, foi até Vera e sussurrou algo em seu ouvido.

Vera pegou o microfone.

— Muito bem, vamos acrescentar uma novidade para ficar mais divertido.

A garota de óculos subiu ao palco com uma caixa. De dentro dela tirou umas algemas e foi colocando-as em cada um. Os rapazes resistiram no começo; aquilo começava a parecer excessivo. Mas bastou Vera dar dois passos na direção deles para que Dante, sem pensar, cruzasse docilmente as mãos para trás e deixasse que as fechassem. Ao vê-lo ceder, os outros três acabaram se rendendo também. Agora teriam de dançar com as mãos amarradas, o que era muito mais humilhante.

Mas a coisa não terminava aí. A garota de óculos e rabo de cavalo tirou uma tesourinha e a mostrou no alto. O salão inteiro rugiu.

— Siiiim! Siiiiiim!

Sem pensar muito, foi até o primeiro dos algemados — Leo —, agarrou sua tanga e, com um golpe de tesoura, cortou-a. O rapaz empalideceu na hora. A peça caiu no chão e todos os olhares se cravaram nele, em sua pica mole pendendo entre as pernas, indefesa sob cem pares de olhos famintos. As garotas gritaram, riram, berraram, e várias levaram a mão à boca sem deixar de olhar para sua rola.

As duas professoras que vigiavam a festa se puseram de pé imediatamente. Aquilo tinha ido longe demais. Avançaram em direção ao palco.

— Mara! Desça daí agora mesmo!

Fez-se um silêncio tenso, e as professoras se prepararam para subir e pôr fim ao espetáculo. Mas, antes que chegassem, Eleonora as interceptou. Disse-lhes algumas palavras ao ouvido e as levou para o lado, a um canto, conversando em voz baixa e serena.

***

Enquanto essa conversa continuava, Mara não perdeu tempo. Seu rosto de boa aluna e seus óculos escondiam um vulcão. Agarrou os outros três, um após o outro, com força pela tanga, e com um só corte rasgou a lateral de cada peça. Os quatro lutadores ficaram completamente nus, algemados, com o rosto transformado num poema de incredulidade e vergonha. As risadas enchiam todo o salão enquanto os olhares das garotas desciam em massa para os quatro sexos expostos, comparando tamanhos, cores, a mata de pelos, os ovos pendendo entre as coxas musculosas.

Logo duas, quatro, sete garotas se levantaram e começaram a subir ao palco. Os rapazes, amarrados e expostos, não sabiam o que esperar. Uma ruiva de cabelos longos gritou:

— Garotas, diversão para todas!

Dante olhou para o canto onde Eleonora continuava falando com as duas professoras. Elas pareciam hesitar; a tutora insistia, calma. Em certo momento, as duas mulheres se viraram e seguiram em direção à saída.

O campeão gritou, desesperado:

— Não, por favor, não vão embora! Não nos deixem sozinhos com elas!

Mas as professoras não diminuíram o passo nem olharam para trás. Abriram a porta e deixaram o salão.

As garotas que já tinham alcançado o palco apalpavam os quatro atletas entre risadas. Mãos atrevidas se enfiavam entre as pernas de Dante, pesavam seus ovos, puxavam sua pica e a esticavam com curiosidade, sacudiam-na no ar enquanto outras aplaudiam. Em Iván, beliscavam os mamilos até endurecê-los; em Nico, duas garotas se revezavam para masturbá-lo com a mão seca, arrancando-lhe gemidos que lhe davam mais vergonha do que as risadas das demais. Carla, uma lutadora de olhos azuis e maneiras suaves, ergueu a voz:

— Garotas, isso tem que ser organizado direito!

Puseram os quatro de joelhos e se reuniram em roda, cada uma propondo uma forma de diversão. Por fim, pareceram chegar a um acordo.

Carla foi a primeira a se aproximar. Avançou com as mãos para trás até ficar diante de Dante. Ele ergueu o rosto para ela, um rosto onde ainda se marcavam os golpes que Vera lhe havia deixado. Carla lhe acariciou a cabeça com uma mão, com uma suavidade de arrepiar.

— Coitadinho... tem uma parte de você que Vera deixou intacta. Reservou para mim.

Mostrou a outra mão: escondia um consolo com cinta, preto, grosso, com as veias marcadas no silicone. Dante a encarou, apavorado.

— Não, não... eu farei o que você quiser, mas isso não...

— Claro que vai fazer o que eu quiser — riu ela, enquanto outra garota lhe trazia um pote de lubrificante.

***

Carla estava prestes a sodomizar o campeão sob as risadas e os comentários debochados das outras, quando alguém a impediu.

— Espera, ainda não... Não devia deixar essa honra para Olivia? — disse Naima.

Todos os olhares procuraram Olivia, uma garota de rabo de cavalo loiro e olhos verdes que observava a cena de certa distância. Ela fazia parte do grupo das mais tímidas, as que assistiam a tudo sem se aproximar, escandalizadas, de olhos arregalados.

As famílias de Dante e de Olivia eram de boa posição e se conheciam havia anos. Os dois cresceram juntos, entre jantares, verões e celebrações na casa de campo de uma ou de outra família. Desde sempre Olivia tinha sido fascinada por ele; apaixonara-se em silêncio, e o coração disparava toda vez que Dante lhe dirigia a palavra ou lhe dava um pouco de atenção.

Duas garotas a arrastaram, entre risadas, até o palco. Olivia estava absolutamente corada, incapaz de erguer os olhos por mais de um instante. Espiava de soslaio o homem de seus sonhos, agora nu, de quatro, com uma expressão de espanto e submissão que ela jamais imaginara ver. Percorreu com os olhos as costas largas, a bunda durinha e afastada, e o saco pendendo entre as coxas abertas.

— Vai fundo, Olivia! — gritaram várias.

— Não... não... me deixem — balbuciava ela, e fez menção de ir embora.

Mas Carla percebeu a dúvida por trás daquele gesto, a falta de convicção na fuga. Insistiram. Olivia não se decidia, embora também não fosse embora. Dante a olhava de baixo, completamente humilhado.

Carla tomou a iniciativa. Junto com Vera, abaixaram o short até os joelhos, deixando-a em calcinha branca de algodão, e ajustaram a cinta diretamente sobre a pele. A pica de silicone balançou, obscena, apontando para a bunda de Dante. Ela ainda resistia, mas já estava em posição. Vera se abaixou, pegou o pote de lubrificante e besuntou bem o consolo de Olivia; com a outra mão, sem nenhuma cerimônia, abriu as nádegas do campeão e enfiou dois dedos untados em seu ânus.

— Aaaai! — gemeu Dante, encolhendo-se inteiro.

— Relaxa, campeão, que vai doer mais se você contrair — sussurrou Vera, mexendo os dedos dentro dele e alargando o esfíncter com calma cirúrgica —. Deixa a menina se estrear direito.

Dante não podia acreditar. Aquela garota que se acanhava só porque ele falava com ela, que lhe lançava olhares furtivos nas refeições de família, que admirava cada um de seus gestos... estava prestes a pegá-lo por trás.

Eles a empurravam para que se lançasse, mas logo isso deixou de ser necessário. Olivia olhou aquela costas de músculos impossíveis, a bunda aberta e brilhante de lubrificante, e se decidiu. Apoiou a ponta do consolo no buraquinho do campeão e começou a apertar. No início com cuidado, como quem segura uma flor frágil e teme quebrá-la; a cabeça do brinquedo forçou o anel e desapareceu dentro com um gemido abafado de Dante. Olivia ficou imóvel por um segundo, olhando para a própria virilha, vendo como sua pica falsa estava enfiada no homem que fora inalcançável em sua adolescência.

Mas logo algo mudou nela. Sua expressão ficou mais desinibida, seus olhos se acenderam, ela agarrou os quadris de Dante com as duas mãos e empurrou de uma vez até o fundo. O campeão soltou um uivo que fez as garotas caírem na risada.

— Arrebenta ele, Olivia!

E Olivia arrebentou. Começou num ritmo incontido, tirando o consolo quase até a ponta e voltando a cravá-lo até as bolas da cinta, enquanto a bunda de Dante tremia a cada choque de quadris. A menina tímida, a de coração disparado com um simples olhar, agora respirava com os dentes cerrados, mordia o lábio e fodía o buraquinho dele com uma fúria que nem ela mesma conhecia. Entre tantas vozes, mal se ouviam os pedidos e os gemidos de Dante, cujo corpo se sacudia a cada investida e cuja pica, obscenamente, começava a pender cada vez menos mole entre as pernas.

— Olhem a pica dele! Está ficando dura! — gritou uma das garotas, apontando entre risadas.

Dante enterrou o rosto no chão do palco, ardendo de vergonha, mas sua rola continuava se enchendo de sangue, traindo-o. Olivia percebeu e sorriu pela primeira vez com malícia. Inclinou-se sobre as costas dele, sem parar de investir, passou a mão por baixo da barriga e agarrou a pica já empinada.

— Olha como você gosta, Dante — sussurrou no ouvido dele, com uma voz fraca que tremia de excitação —. Quantos anos sonhando com você e, no fim, você adora que uma menina como eu te foda.

E começou a masturbá-lo no ritmo das investidas, a mão subindo e descendo pelo prepúcio enquanto o consolo entrava e saía do buraquinho. Logo Olivia acompanhou o vai-e-vem com palmadas nas nádegas do campeão, tão fortes que lhe deixavam a pele ardendo e vermelha de dedos. Dante se sacudia, gemia, já não sabia se de dor ou de prazer, e quando Olivia lhe apertou os ovos com a mão esquerda enquanto continuava martelando sua bunda, o campeão gozou com um rugido, jorrando sêmen entre os dedos da garota e sobre as tábuas do palco, sob os aplausos e as gargalhadas de todas.

Olivia tirou o consolo devagar, com um ploc obsceno, e mostrou aos outros os dedos encharcados de leite.

— Ele gozou — anunciou, ainda incrédula —. Ele gozou dentro de mim.

Naima levou a mão até a boca de Dante.

— Limpa os dedos, campeão. É o seu sêmen, não o dela.

E Dante, vencido, com a bunda aberta e pulsante, mostrou a língua e chupou os dedos de Olivia um por um, engolindo a própria porra enquanto o salão inteiro entoava gritos e assobios.

***

Os companheiros do campeão não tinham sorte melhor. Leo tinha sido deitado de costas, imobilizado contra o chão, com um cordão amarrado aos ovos que subia até uma argola no teto. Cada garota pegava uma carta com uma hora do relógio e devia dar tantas “puxadas” no cordão quantas horas marcasse sua carta. Uma moça de pele muito pálida tirou as doze. Puxou com tanta crueldade em cada uma das puxadas, esticando o escroto para cima como se quisesse arrancá-lo, que os uivos de Leo deviam ter sido ouvidos em toda a região.

Mas o pior veio depois. O pânico cobriu seu rosto quando viu se aproximar uma garota que mal conseguia conter uma risada nervosa: era sua irmã, Daniela. Ela era de uma série abaixo, mas as mais velhas a deixaram entrar ao saber que o irmão estaria fazendo papel de animador, e, por nada deste mundo, ela iria perder aquilo.

Veio se aproximando com outra colega, sem abandonar aquela risada entre nervosa e divertida. Aquele irmão a tinha mandado a vida toda, abusado de sua superioridade física para impor sempre seus caprichos. Sim, tinha algumas contas a acertar com ele. E muita vontade de acertá-las.

— Não, Daniela, você não! — gritou ele, vermelho de vergonha, tentando fechar as pernas para cobrir a pica e os ovos, que pendiam amarrados e já vermelhos pelo cordão.

Mas já não era ele quem mandava; era exatamente o contrário.

A irmã pegou uma carta: as sete. Olhando-o nos olhos, pegou o cordão. Foi tão brutal que, depois da terceira puxada, Leo só gritava:

— Piedade, Daniela... piedade, por favor!

Ela não parou na sétima puxada: deu mais três. E na última, em vez de soltar o cordão, abaixou-se, agarrou a pica mole com dois dedos — como quem pega algo nojento — e a sacudiu na frente de todas.

— Olha só, olha como o machão está. A vida inteira se gabando e, no fim, a tua é pequena, irmão — disse, enquanto as outras explodiam em gargalhadas —. Vamos ver se cresce um pouco com alguma motivação.

Cuspiu na ponta e começou a menear a rola com a mão, sem nenhuma delicadeza, rindo de cada gesto dele. Leo fechava os olhos, cerrava os dentes, tentava fazer o corpo não responder, mas a mão da própria irmã lhe arrancava a ereção à força. Quando a deixou dura, Daniela a exibiu no alto, segurando-a pela base.

— Agora sim! Olhem agora!

E ambos souberam, naquele instante, que a relação entre eles havia mudado para sempre.

***

Iván e Nico, enquanto isso, eram montados por duas garotas numa corrida de uma ponta a outra do salão. Como havia apostas e rivalidade, todas queriam ganhar, e os açoites nas coxas dos dois atletas ecoavam contra as paredes, deixando-lhes vergões vermelhos paralelos na pele.

Na terceira corrida, Iván não teve sorte: foi montado por Brenda, uma garota gordinha de bochechas coradas. No meio do percurso, o lutador não aguentou mais e desabou. Brenda não aceitou bem a derrota. Tentou fazê-lo voltar a ficar de quatro à força da chibata, sem sucesso. Então, com as bochechas inchadas de raiva, cravou as unhas na parte interna da coxa dele e apertou.

— Aaaaaargh! — uivou ele.

Mas Brenda não soltava. Mordia o lábio inferior enquanto torcia com sua mão delicada, cada vez mais forte, e com a outra agarrou os ovos dele e também os apertou, até Iván ficar de boca aberta, sem ar, incapaz sequer de gritar. Nunca tinha submetido um homem assim, e não pensava abrir mão daquela sensação tão cedo. Quando enfim soltou os testículos dele, mostrou-os às outras, arroxeados da pressão, e apertou outra vez só pelo gosto de vê-lo se contorcer. Depois lhe abriu a boca puxando-o pelo cabelo, sentou-se de cócoras sobre o rosto dele e, sem tirar a calcinha, esfregou a xoxota no nariz e nos lábios até deixá-los encharcados com sua umidade através do tecido.

— Chupa por cima da calcinha, machão. Vamos ver se você merece que eu tire.

Iván esticava a língua desajeitadamente, tentando agradá-la, enquanto Brenda se esfregava e gemia, apoiando todo o peso sobre ele. Quando gozou num espasmo, levantou-se e deixou o rosto dele brilhando e o nariz amassado. Talvez, com os anos, ele esquecesse aquela tarde. Iván, por sua vez, jamais esqueceria.

Nico tinha ficado sem rival... e numa situação curiosa.

— Olhem, garotas, se ele está gostando! — apontou uma delas, divertida, para a pica de Nico, que já tinha ficado meio dura entre as pernas.

As risadas se multiplicaram.

— Pois, se ele gosta, vamos dar mais.

Puseram-no de joelhos sobre uma pequena plataforma. As garotas desfilaram uma a uma, e cada uma pisava em sua pica e seus ovos com suavidade calculada por alguns segundos, esmagando-os sob a sola de sapatos, tênis e saltos. Algumas se regalavam, esfregando o prepúcio com a ponta do pé até a rola ficar completamente rígida; outras apertavam um ovo sob o calcanhar até arrancar-lhe um gemido. “Prêmio para quem conseguir fazê-lo gozar”, anunciou alguém. Naima foi a última. Tirou os sapatos por completo, apoiou o pé nu sobre a pica empinada de Nico e começou a masturbá-la entre os dedos e a planta do pé, subindo e descendo com uma lentidão calculada.

— Vamos, animador, goza pra mim. Goza para o pé de uma universitária.

Nico cerrou os dentes, lutou para aguentar, mas quando ela prendeu a cabeça da pica entre o dedão e o segundo dedo e apertou, ele se rendeu sob os aplausos de todas e salpicou sêmen na sola do pé de Naima e na plataforma. Ela levou o pé manchado até a boca dele, e ele, sem que ninguém precisasse mandar, lambeu a própria porra até deixá-lo limpo. Ao sair dali, poderia jurar que carregava gravada na pele e na memória a marca de cada sapato de Belmonte.

***

Eleonora permaneceu no salão durante todo o espetáculo, observando com os braços cruzados. Chegado o momento, ergueu a voz.

— Garotas, vamos precisar ir encerrando a festa.

— Ooooh! — protestaram em uníssono.

— E não vamos dar nada para esses machões comerem antes de irem embora? Que impressão vocês querem que eles levem de nós? — disse Vera, fingindo escândalo.

Trouxeram quatro coleiras e as colocaram nos rapazes. Já estavam completamente submetidos, domesticados, dispostos a aceitar qualquer ordem. Vera e mais três os conduziram de quatro pelo salão, com as picas pendendo e as bundas avermelhadas balançando no ritmo do engatinhar, enquanto as outras lhes jogavam, entre zombarias, frutas secas e pedaços de bolo que eles tinham de apanhar no ar ou recolher do chão. Se algum desprezava o “manjar”, uma chicotada de sua condutora nas nádegas o fazia reconsiderar a falta de educação.

***

Quando todas foram embora, os quatro atletas ficaram sozinhos, deitados sobre o palco. Nenhum conseguia dizer nada; só escapava algum gemido. Dante começou a soluçar e, como por contágio, Iván chorava em espasmos.

Uma saia longa e uns saltos se aproximaram devagar. Era Eleonora.

— Rapazes, espero que tenham aprendido a lição — disse com calma —. Acho que a prepotência, a soberba e a boca grande de vocês trouxeram vocês exatamente até aqui.

Dante ergueu a cabeça para ela. Depois, devagar, rastejou pelo chão. Quando chegou à altura dela, cobriu seus pés e seus sapatos de beijos.

— Essa é uma boa resposta — observou a tutora, serena.

Ao ouvir isso, os outros três também se arrastaram até ela, ansiosos por deixar clara a submissão, e começaram a beijar-lhe os pés. Nico chegou até a lambê-los, como se quisesse sublinhar ainda mais a rendição.

Eleonora deixou aquilo durar alguns instantes. Tinha diante de si quatro jovens fortes, musculosos, nus e vencidos, beijando e molhando de lágrimas seus pés. Era uma sensação de poder embriagadora. Ergueu a saia longa até a cintura e revelou coxas grossas, brancas, e uma calcinha preta que mal continha o monte de Vênus. Baixou-a devagar e a deixou cair no chão.

— Já que vocês estão tão bem treinados... vamos completar a lição. Um por um. Começa você, campeão.

Dante se aproximou de joelhos. Ela se sentou numa cadeira, abriu as coxas e lhe segurou a cabeça com as duas mãos, guiando-a contra sua xoxota. O campeão, obediente, mostrou a língua e começou a lamber entre as dobras, procurando o clitóris às cegas, enquanto Eleonora lhe apertava o rosto contra o sexo com a força tranquila de quem esperava por aquele momento havia anos.

— Mais fundo, machão. Com a língua toda. Chupa como se fosse a última coisa que vai fazer na vida.

Dante obedecia, ofegante, enterrando o nariz no pelo espesso da tutora, engolindo saliva e fluidos, e quando ela começou a ofegar com a boca aberta, puxou-lhe o cabelo para cima e apontou para Leo com o queixo. Leo se aproximou engatinhando e assumiu o lugar, a língua para fora, e assim foram se revezando os quatro, um depois do outro, chupando a xoxota de Eleonora entre os gemidos dela e os soluços deles, até que a tutora gozou, apertando o rosto de Iván contra o sexo, encharcando-o até o queixo enquanto se estremecia na cadeira.

Quando terminou, limpou-se com calma com um lenço, voltou a abaixar a saia e lhes deu permissão para se levantar, embora o máximo que conseguissem fosse andar curvados e com esforço. Acompanhou-os até o vestiário. Desta vez entrou com eles; já não fazia sentido esperar do lado de fora. Sentou-se enquanto se vestiam e os examinou com o olhar, sem disfarce, demorando-se em cada pica avermelhada, em cada bunda marcada. As garotas tinham se divertido a valer.

Também pensou em Hugo. Nadia o levara para um quarto em outra casa do complexo: fazia parte do acordo. Com a vontade que ela tinha dele, preferia não imaginar o que teria feito quando o deixou nu e à sua mercê.

E então uma ideia lhe cruzou a cabeça.

***

Logo se espalhou pela região a notícia de que algo havia acontecido naquela festa. Circulavam histórias, lendas, rumores que ninguém sabia se eram totalmente verdadeiros. E às vezes, de tanto se repetir, uma lenda acaba virando costume.

A partir daquele curso — e Eleonora teve bastante a ver com isso — institucionalizou-se um ato que passou a ser chamado, meio em brincadeira, meio a sério, de Tributo de Belmonte. Todos os anos, as estudantes tinham o direito de escolher quatro atletas do clube Aldama para sua festa de fim de curso.

Sobre o que acontecia depois, sempre correram rumores. Mas nunca, jamais, se soube com certeza.

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