O que confessei ao meu irmão sobre sexo oral
Ele tem vinte e dois anos e me perguntou, olhando para a rua, se eu realmente gostava de descer entre as pernas de uma mulher. Naquela noite, contei tudo o que sabia.
Ele tem vinte e dois anos e me perguntou, olhando para a rua, se eu realmente gostava de descer entre as pernas de uma mulher. Naquela noite, contei tudo o que sabia.
Fui passar dois dias de trabalho no litoral e levei minha amiga. Não imaginei que um jantar com vestidos vermelhos acabaria marcando meu corpo daquela maneira.
Ela tinha as malas no carro e a demissão nas mãos. Só faltava atravessar mais uma porta antes de recomeçar, e aquela porta mudou tudo.
Apertei as pernas ao redor da cintura dele justamente quando gozava. Não foi por acaso: eu sabia exatamente o que estava fazendo — e queria aquilo.
A primeira vez foi um reflexo no vidro: uma silhueta imóvel do outro lado do pátio, olhando-a tomar café da manhã de robe. Ela não afastou a cortina. Também não a fechou.
Toda vez que saía daquele apartamento jurava que era a última. E no dia seguinte voltava com a saia mais curta, pronta para agradá-lo de novo.
Quando minha amiga abriu a bolsa, não havia uniforme nenhum: só umas asas, uma cinta-liga e meias arrastão. E a carreta já estava esperando para sair.
Eu vinha imaginando aquilo havia anos, mas ainda era virgem por trás. Naquela tarde de dezembro, num quarto de motel, finalmente deixei que cruzasse essa última fronteira.
Nunca lhe contei o que imaginava à noite enquanto ela dormia ao meu lado. Esta é a confissão que venho calando desde que chegamos àquela cidade.
Eu passava anos engolindo as provocações dela e bancando o amigo paciente. Numa tarde de agosto, na varanda de frente para o mar, algo em mim quebrou.
Reservamos o hotel para descansar, mas o que eu levava na mochila tinha outros planos para aquela noite de frio e chuva.
Eu não usava nada sob a pollera quando bati na porta daquele vagão enferrujado. Só queria um homem. Não imaginava que o capataz apareceria para impor suas regras.
A gente se cruzava por acaso havia trinta anos. Naquela tarde chuvosa, na fila da farmácia, ela me olhou de um jeito diferente. E eu também.
Fui treinada para agradar e obedecer, mas aquela porta entreaberta despertou algo diferente: uma faísca de desafio que nem as algemas frias contra minha pele conseguiram apagar.
Sei que não deveria, mas toda vez que caminho sozinha de madrugada procuro por ele com o olhar: aquele desconhecido que me encoste na parede e não me peça permissão.
Esperava um marido mirrado para desprezar. Quando o rei se inclinou para beijar-lhe a mão, a ponta da língua roçou sua pele e ela soube que havia se enganado.
Chegou ao covil reduzido a pouco mais que um esqueleto acorrentado. A loba prometeu ensinar-lhe o que significava servi-la... e ele aprendeu melhor do que ela esperava.
Acordei sem um arranhão numa cama que não era minha, curada por um desconhecido de beleza impossível. O que ele não disse é o que essa cura fez com meu corpo... e meu desejo.
Achei que fosse a recepcionista voltando por algo esquecido. Era ela, com aquele sorriso que nunca significava nada de inocente, e a fechadura girando atrás de si.
Achei que era um jogo inocente de olhares no semáforo. Não imaginei que, num sábado de manhã, eu bateria à porta dele com a desculpa mais idiota do mundo.