O que aconteceu naquela noite entre as motorhomes
Quando eles entraram de novo, Noa já vinha nua e Andrés a segurava por trás. Eu soube que nenhum dos cinco dormiria sozinho na própria cama naquela noite.
Quando eles entraram de novo, Noa já vinha nua e Andrés a segurava por trás. Eu soube que nenhum dos cinco dormiria sozinho na própria cama naquela noite.
Reservei o horário sem alunos e a camiseta mais justa que eu tinha. O que eu não esperava era encontrar dois homens me esperando sobre o tatame.
Quando a professora de Tobías me deu o número pessoal dela «se surgisse algo urgente», eu soube que aquilo não tinha nada a ver com as notas do meu filho.
Havia uma porta fechada ao lado do quarto de Bárbara. Abri por curiosidade, sem saber que naquela mesma tarde eu terminaria amarrado lá dentro.
Comprei umas meias pretas com o coração na garganta, sabendo que, assim que trancasse a porta de casa, viraria a mulher que vinha imaginando o dia todo.
Quando o último aplauso se apagou, Damián trancou a porta do camarim, sabendo que naquela noite aquela voz — e todo o resto — lhe pertencia.
Sob a calça de moletom eu usava só meia arrastão e calcinha de renda. Eu não procurava um prédio qualquer: procurava o lugar onde iam me tratar como objeto.
Me olhei no espelho com a peruca posta e o vestido translúcido, e soube que naquela noite eu ia deixar um estranho fazer comigo tudo o que eu vinha imaginando há semanas.
Mal dei alguns passos, meu celular começou a vibrar sem parar. Era ela, e não ia deixar eu ir embora tão fácil naquela noite.
Eram sete da manhã, eu tinha acabado de terminar com minha namorada por mensagem e a vizinha ainda estava de bruços na minha cama. Não ia desperdiçar a manhã.
Desci do barco-museu com a cabeça girando. Naquela mesma noite, diante do Pacífico, uma mulher que eu mal conhecia me beijou como nenhum homem jamais tinha me beijado.
Quando a vi entrar no trabalho com as mesmas leggings pretas do dia anterior, soube que aquela jornada não terminaria como as outras. Nem como eu imaginava.
A primeira vez que vesti sua lingerie e me vi no espelho, não soube se o que senti foi vergonha ou algo completamente diferente.
Naquele dia na empresa, vimos vídeos estranhos no computador dele. O que eu não esperava era que, meses depois, essa mesma curiosidade acabasse no sofá, debaixo do cobertor.
O calor do verão apertava, a piscina ia esvaziando. Os olhares delas se cruzaram mais uma vez do que o necessário, e as duas souberam que naquela noite não iam voltar sozinhas para casa.
Subi os quatro andares com o coração disparado. Queria um brinquedo, mas saí com algo mais: o olhar da garota atrás dos óculos gravado para aquela noite.
Daniela me pediu uma carona até o bairro dela. Ao chegarmos, dois vizinhos bebiam cerveja na rua. Um escondia um segredo que minha amiga já suspeitava. Eu decidi confirmar.
Empurrei a porta com a respiração presa. Ele dormia de lado, o lençol caído até a cintura. Se eu fosse embora naquele instante, nada teria acontecido. Não fui.
Eu queria beijá-la havia vinte anos. Naquela madrugada, entrei no quarto dela achando que enfim seria a minha vez, até ela me baixar a cueca e me arrastar até a sala.
Eu vinha sentindo há semanas como ele demorava para me abraçar e como me olhava quando achava que eu não percebia. Naquela madrugada, decidi parar de fingir.