Minha primeira vez anal depois da academia
Desci ao estacionamento com as pernas tremendo, ainda suada, sem saber que naquela tarde deixaria de temer o desejo dele.
Desci ao estacionamento com as pernas tremendo, ainda suada, sem saber que naquela tarde deixaria de temer o desejo dele.
Eu o vi se afastar no elevador e pensei que tinha feito papel de idiota; quando a campainha tocou de novo, eu continuava nu e mais excitado do que antes.
Quando ela tocou a campainha e perguntou se eu estava sozinho, soube que não tinha vindo falar de aulas nem do namorado.
Achei que a dor havia me apagado para sempre, até que uma noite alguém me olhou como se ainda houvesse algo vivo em mim.
Naquela madrugada me pagaram apenas para olhar, mas terminei de joelhos, com um pau na boca e outro me abrindo sem que eu conseguisse me afastar.
Ninguém me olhava naquela festa. Esfreguei a lâmpada por tédio e pedi um corpo impossível de ignorar; jamais imaginei o preço desse desejo.
Carmen me explicou as regras: tomar banho duas vezes ao dia, obedecer a cada campainha e não perguntar nada. Nessa noite entendi que tipo de sobrinha meu tio queria.
Não dormi a noite inteira. Ao amanhecer, ela me vestiria, me maquiaria e me levaria ao lugar onde decidiriam que tipo de homem eu continuaria sendo... se é que continuaria sendo um.
Passei meses me transformando diante do espelho. Nessa noite, na cama de um desconhecido, descobri até onde minha nova pele podia me levar.
O corpete se ajustava ao corpo como uma segunda pele e o cetim apertava seus punhos. Diante do espelho, Adrián deixava de fingir e enfim era quem desejava ser.
Ele me mandou mensagem para saber onde eu estava. Vinte minutos depois eu já estava na parte de trás da unidade dele, mordendo os lábios para não fazer barulho.
Me olho no espelho com a cinta-liga e as meias de arrastão, e sorrio: perdi a aposta e sei exatamente o que ele vai me pedir esta tarde.
Me arrumei como uma deusa para passar a noite diante da câmera. Quando a campainha tocou, não era o entregador: era ele, real e com o fim de semana inteiro pela frente.
O scanner apitou em vermelho e, naquele instante, eu soube que jamais voltaria a ser o homem que entrara naquela sala pela manhã.
Todos na clínica achavam que ele era louco. No corredor escuro, ele me agarrou pelo braço e disse que eu era a rainha de que o reino dele precisava.
Fazia meses que ninguém a tocava. Naquela tarde de janeiro, com o vestiário vazio e os três caras ainda suados, ela largou de pensar e se entregou ao que viria.
Coloquei o vestido vermelho sem nada por baixo e achei que seria só um jantar de agradecimento. Não fazia ideia de como a noite terminaria.
Mandei mensagem para meia dúzia de garotas pedindo a mesma coisa. Só uma respondeu, e naquela tarde, no banheiro de um shopping, descobri algo que não esperava.
Nunca contei a ninguém o que fiz naquela tarde. Entrei sozinha, sem nomes, sem regras, pronta para me deixar levar por um desconhecido na penumbra.
Cheguei tremendo ao celeiro, de joelhos sobre a palha, esperando um homem cujo rosto eu jamais veria. Fiz isso pelo meu namorado. Ou foi o que disse a mim mesma.