A garota do sex shop e minha primeira vez com um brinquedo
Subi os quatro andares com o coração disparado. Queria um brinquedo, mas saí com algo mais: o olhar da garota atrás dos óculos gravado para aquela noite.
Subi os quatro andares com o coração disparado. Queria um brinquedo, mas saí com algo mais: o olhar da garota atrás dos óculos gravado para aquela noite.
Daniela me pediu uma carona até o bairro dela. Ao chegarmos, dois vizinhos bebiam cerveja na rua. Um escondia um segredo que minha amiga já suspeitava. Eu decidi confirmar.
Empurrei a porta com a respiração presa. Ele dormia de lado, o lençol caído até a cintura. Se eu fosse embora naquele instante, nada teria acontecido. Não fui.
Eu queria beijá-la havia vinte anos. Naquela madrugada, entrei no quarto dela achando que enfim seria a minha vez, até ela me baixar a cueca e me arrastar até a sala.
Eu vinha sentindo há semanas como ele demorava para me abraçar e como me olhava quando achava que eu não percebia. Naquela madrugada, decidi parar de fingir.
Eu lia o telejornal noturno havia dez anos quando aquele envelope de papel marfim chegou à recepção. Dentro, uma proposta que só um homem como ele poderia fazer.
Eva me chamou duas horas antes de embarcar para Boston. Quando chegou à minha casa, trazia um perfume novo e uma ideia muito clara de como se despedir.
O corredor estava escuro quando decidi empurrar a porta dele. Eu sabia o que significava entrar. E entrei mesmo assim.
Quando Sofía apoiou o corpo na cadeira e vi como seu rosto se retorceu de dor, soube que a gripe era mentira e que o ocorrido era muito pior do que eu imaginava.
Naquela noite, entendi que ensinar alguém a sentir o próprio corpo pode ser o ato mais íntimo de todos.
Eu vinha ignorando os olhares dele havia semanas. Naquela noite no hotel, depois da piscina e de dançar com desconhecidos, já não consegui continuar.
A fila da casa cheirava a maconha e suor. Minha colega apertava minha mão sem saber bem o que estava fazendo ali. Eu só pensava em encontrá-lo de novo.
A voz dele me derreteu antes mesmo de as mãos me tocarem. Nunca achei que um desconhecido num spa me faria me sentir tão exposta e tão livre ao mesmo tempo.
Há anos explico em aula que o tabu não desaparece, só se disfarça. Nunca entendi tão bem isso quanto naquela noite no motel.
Quando ela gritou meu nome na frente de todo mundo pedindo que eu a levasse para casa, eu soube que o domingo não terminaria com um simples adeus no estacionamento.
Apoiei a testa na porta para não fazer barulho. As crianças dormiam do outro lado e eu me desfazia sob as mãos do meu marido, mordendo o lábio.