O preço que paguei por duas garrafas de vinho
O velho da mercearia tinha as duas últimas garrafas do vinho de que eu precisava naquela noite. E sabia muito bem o que cobraria por elas antes de me deixar sair.
O velho da mercearia tinha as duas últimas garrafas do vinho de que eu precisava naquela noite. E sabia muito bem o que cobraria por elas antes de me deixar sair.
Parei em frente à casa com as mãos suando. Era minha primeira sessão com cliente nu e eu ainda não sabia que terminaria com dois homens em cima de mim.
Quando vi as meias dele jogadas no chão do banheiro do hotel, soube que estava prestes a cruzar uma linha da qual jamais poderia voltar com meu melhor amigo.
Desci para o banheiro numa noite sem luz, achando que estava sozinho na casa. A lanterna de um celular iluminou a cozinha e entendi por que os dois andavam tão estranhos.
Nunca tinha reparado em outro homem até os olhos dele se cruzarem com os meus naquele bar. Três copos depois eu estava na casa dele, sem saber o que fazer com as mãos.
Estava sentada no sofá redondo do fundo, de pernas cruzadas e com o copo meio vazio, quando vi o rapaz de cabelo cacheado largar a bebida e ir direto na minha direção.
Todo o campus invejava o garoto que o grupo de Rebeca havia adotado. Ninguém sabia o preço que ele pagaria para fazer parte delas.
Quando Rodrigo abriu a porta, eu soube que não havia volta. Minha vida estava prestes a mudar de um jeito que eu nunca tinha imaginado.
Estava apaixonado por Andrés havia meses quando ele me disse que o ex viria jantar. Não imaginei que aquela noite terminaria com nós dois o proclamando nosso rei.
Raquel acreditava que sempre seria quem imporia as regras. Naquela noite no cais, com o bocal de ferro e a marca fresca na coxa, tudo mudou.
O uniforme de líder de torcida, cinco jogadores e cerveja demais. Naquela noite perdi algo que achava importante e descobri que não era tanto assim.
Ela me disse que nunca tinha ido até o fim com ninguém. Havia algo na forma como disse isso que me fez querer ser eu a mudar essa história.
Eu o rejeitei mil vezes, chamei-o de patinho feio na frente de todos. Quando abri os olhos, meus pulsos pendiam de uma barra e ele tinha um chicote.
Vi os vídeos: mulheres amarradas a máquinas, choques elétricos, açoites enquanto corriam. E mesmo assim eu disquei o número. Minha vontade já não dava conta.
Me prenderam no parque em plena luz do dia e ninguém apareceu para me ajudar. Elas tinham planejado tudo muito melhor do que eu.
Nadia e Sofía voltavam do maior evento do ano quando a escuridão as reclamou. Ao despertar, só existiam as correntes e a vontade de outra pessoa.
Viver enjaulada, obedecer sem perguntar, pertencer por inteiro a alguém. Era isso que eu queria, e quando me deram, a realidade superou qualquer fantasia.
Acordei algemado ao teto de uma sala cheia de chicotes e argolas. Duas mulheres queriam me dobrar. Ninguém avisou que eu aprendia rápido.
Tirei o salto por baixo da toalha e, enquanto ele sorria distraído, comecei a lembrá-lo de quem tinha o controle naquela noite.