A noite em que minha amiga me descobriu olhando para elas
Saí para pegar minha jaqueta e ir embora sem atrapalhar. Então vi a mão de Daniela perdida sob a roupa de Paula, e meus pés se recusaram a sair da porta.
Saí para pegar minha jaqueta e ir embora sem atrapalhar. Então vi a mão de Daniela perdida sob a roupa de Paula, e meus pés se recusaram a sair da porta.
Ela aceitou o convite para pagar o namorado traidor na mesma moeda e escolheu o zumbi de traços finos, sem imaginar o que descobriria ao tirar a fantasia.
Fazia mais de dez anos que eu não a via. Encontrei-a diante da estante dos vibradores e, sem pensar, ofereci meu número.
Eu vinha imaginando aquela cena na sala dela havia meses, mas nunca pensei que seria ela a dar o primeiro passo, com a tranca fechada e o perfume invadindo tudo.
Apoiei as mãos na parede fria, respirei fundo e entendi que do outro lado alguém esperava a permissão invisível para começar a me tocar.
Diego se tocava pensando em Nadia quando seu desejo abriu uma porta fechada havia mil e oitocentos anos. O que cruzou tinha fome, e a cidade seria seu banquete.
Tenho vinte e quatro anos e ainda estou aprendendo o que me acende. Naquela tarde, com a mão no meu pescoço, descobri algo que eu não sabia que precisava.
Demorou dois dias para chegar e, nesses dois dias, eu não pensei em outra coisa. Quando finalmente abri a caixa, soube que naquela noite ia me conhecer de um jeito novo.
Caro tinha seis anos a mais que eu, uma vida que parecia perfeita e um segredo que pensava levar para o túmulo. Nessa noite decidiu que não aguentava mais.
Tinha dezenove anos e nunca tinha me atrevido a me explorar. Naquela tarde, com a casa em silêncio, decidi imitar o que via na tela.
Não havia ninguém em casa, nenhum plano, nenhuma desculpa. Só eu, o sofá diante da janela e a ideia perigosa de deixar tudo à vista.
Ela subiu no banco de trás com a mulher do patrão achando que ia me procurar. Desceu pensando em quando poderia vê-la de novo.
«Coloque a música que eu disse e comece a se despir devagar. Não tenha pressa: esta noite quem manda sou eu, mesmo a centenas de quilômetros.»
O relógio marcava três da manhã e o sono não vinha. Então me lembrei daquela publicação e abri a gaveta onde eu escondia meu segredo melhor guardado.
Passávamos os verões juntas, vendo-nos topless sem pensar em nada. Até que, naquele primeiro dia de praia, a mão dela entrou no meu biquíni e tudo mudou.
Desceu à recepção só para perguntar por uma trilha, mas ficou olhando tempo demais os olhos verdes da moça do balcão. E a moça percebeu.
Nunca tinha pensado em como seria estar com uma mulher. Nessa tarde, com a blusa meio aberta, ela parou de se perguntar.
Quando ela me puxou para o beco escuro e me beijou contra a parede, soube que a viagem que ganhei no trabalho não seria nada do que eu imaginava.
Às dez em ponto entro na sala de reuniões e, enquanto o chefe fala de cifras, minha cabeça vai para um lugar onde ela e eu não respeitamos regra nenhuma.
As duas sabiam que a outra era bissexual, mas nunca tinham feito nada a respeito. Numa tarde de cerveja e um jogo velho, tudo mudou.