O escravo branco de um homem chamado Lamine
Nunca tinha visto um homem como Lamine, e desde o primeiro dia soube que faria qualquer coisa para voltar a entrar em sua casa.
Nunca tinha visto um homem como Lamine, e desde o primeiro dia soube que faria qualquer coisa para voltar a entrar em sua casa.
Entrei no carro pensando no meu voo. Três dias depois, ao descer do avião, ele já me esperava com uma proposta que me deixou suando antes de fechar a porta.
Quando Camila colocou o segundo tequila na minha mão, soube que algo ia se quebrar naquela noite. Não imaginei que seria tudo o que eu achava saber sobre nós duas.
Entrei na cabine achando que seria só mais uma tarde de rotina. Saí sendo outra mulher, com o gosto de um beijo que não deveria ter acontecido.
Fui a Madri para fazer camas e limpar pisos. Ninguém me avisou que também aprenderia a me ajoelhar diante de duas mulheres que decidiriam tudo sobre mim.
Foi quando ela me pediu que eu abrisse o vestido. Só isso. Depois tranquei a porta, e tudo mudou.
Renata chegou ao meu apartamento com uma garrafa de vinho que ninguém tinha pedido. Na manhã seguinte, nenhuma das duas fingiu que tinha sido só o vinho.
Minhas amigas estavam demorando e ele apareceu sem eu chamar. Em dez minutos, os dois já sabíamos onde iríamos terminar.
Estávamos há meses com essa fantasia. Quando o candidato não apareceu, decidi ser eu o desconhecido. Entrei no café e me aproximei da minha esposa como se não a conhecesse de nada.
Ele estava sentado à parte, olhando a água com resignação. Era tímido, era virgem e era perfeito para o que eu e minha amiga pensávamos há horas.
Ele era o mais quieto da sala, usava óculos e nunca falava de nada além dos estudos. Eu passei semanas pensando no que tinha visto por acidente.
Dez anos de viuvez e silêncio. Até que, numa noite, vi luz sob a porta dela e me aproximei. O que encontrei do outro lado mudou tudo entre nós.
Quando meus pais foram para o interior, meu tio Andrés tirou a sunga e me perguntou se eu me incomodava. Eu não me incomodava. Nem um pouco.
Depois de duas horas olhando para o teto, decidi que não ia continuar esperando. Cheguei por trás dela e comecei onde o processo sempre termina.
Nessa tarde em casa, enquanto experimentávamos roupas na sala, entendi que o olhar que Valeria me lançava não tinha nada de inocente.
A voz do comandante paralisou as duas. Tinham acabado de ficar sozinhas na enfermaria do barco, e o tempo que tinham já não bastava para nada.
A cena da série durou dez segundos. O bastante para ela entender tudo o que eu vinha sem conseguir dizer há meses.