O quarto 507 e os dois desconhecidos que me submeteram
Abri a porta esperando um. Eram dois. E traziam uma mochila com tudo o que precisavam para me transformar no brinquedo deles por horas.
Abri a porta esperando um. Eram dois. E traziam uma mochila com tudo o que precisavam para me transformar no brinquedo deles por horas.
A primeira vez que o vi soube que era um erro. Um erro que passei três anos evitando, até a noite em que ele bateu à minha porta às duas da madrugada.
Eu passei a semana toda ensaiando como dizer o que eu precisava naquela noite. Quando ele entrou pela porta do apartamento, eu soube que já não seria preciso falar.
Mateo me tinha falado daquela fazenda semanas antes, mas nenhuma palavra dele poderia me preparar para o que Rodrigo e Esteban fariam comigo ao atravessar o portão.
Ela negociou os termos por mensagens de voz. Ao cruzar a porta da casa, soube que a negociação havia acabado para sempre.
Sempre pensei que gostava de homens. Foi o que achei, até a noite em que minha amiga me olhou de outro jeito e algo em mim respondeu sem eu decidir.