Minha mulher quis que meus amigos a olhassem naquela noite
Há meses brincávamos de fazer com que a olhassem sem que ela soubesse. Naquela noite, com dois amigos no sofá, descobri que ela sempre controlara o jogo.
Há meses brincávamos de fazer com que a olhassem sem que ela soubesse. Naquela noite, com dois amigos no sofá, descobri que ela sempre controlara o jogo.
Eram nove da manhã de um domingo e eu era o único na rua. Por isso fui o único a vê-la sair da loja quase nua, sem saber que eu a observava.
Estávamos casados havia doze anos e eu jamais a tinha visto tão dona de si quanto naquela tarde, se deixando olhar em pé na água por homens que não conhecíamos.
Eu poderia ter aguentado perfeitamente, mas não queria. Desci do carro, deixei a porta entreaberta e esperei que os faróis da estrada me encontrassem agachada.
Quando voltei à cozinha para buscar gelo, minha melhor amiga estava de joelhos diante de um dos rapazes. E os outros vinham logo atrás de mim.
Ela provocou meio grupo de estrangeiros da piscina, e quando um deles se plantou diante da minha espreguiçadeira eu descobri que aquele verão não ia poupar ninguém.
Me vesti com a roupa mais sem graça que tinha para não dar pistas. O que eu não calculei foi que naquele apê eu não ia encontrar só meu ex — e que eu ainda era a mesma de antes.
Pedi um refrigerante porque não me deixaram beber, e naquela mesma noite um grupo inteiro de desconhecidos decidiu que eu seria o centro da festa particular deles.
Desci para a água com o biquíni preto que eles tinham escolhido para mim. Três homens me esperavam na penumbra, e eu sabia exatamente para quê.
Quando finalmente abriu os olhos, descobriu que as quatro poltronas ao redor da cama já não estavam vazias. E então entendeu a que ele jogava.
Deixei-a a duas quadras do ponto de encontro e, quando entrou no carro, apresentou-se como se eu fosse outro passageiro. Nenhum de nós sabia o que viria.
Achei que pagaria a aposta com um beijo ou uma brincadeira. Em vez disso, meu amigo me desafiou a me apresentar como acompanhante de luxo na despedida do melhor amigo dele.
Quando perguntei o que realmente a excitava, ela sentou montada em mim e começou a contar uma noite que nunca tinha confessado a ninguém.
Na cafeteria, elas se lançaram um desafio entre risadas: cada uma escolheria um homem naquela mesma tarde. Nenhuma imaginou que a aposta terminaria na mesma cama.
Quando soou o tiro do Marechal, soube que aquela seria nossa última noite. O que eu não imaginei foi no que a festa se transformaria quando as luzes se apagassem.
Quando a van parou atrás de mim no meio da madrugada, eu soube que aquela noite não terminaria como qualquer outra. E, para minha surpresa, eu não quis que terminasse.
Quando Renata abriu as cortinas e me pôs de quatro de frente para o vidro, eu soube que aquela noite seria de todos os que passassem pela rua, não só dela e do meu marido.
Atravessei a cortina convencida de que buscava um homem. A mão que me pegou na penumbra era suave, perfumada e não me soltou até mudar tudo.
Subimos ao barco para pescar e tomar sol. Descemos dele sendo outra coisa. O que vi na proa ainda tira meu sono todas as noites.
Eu fantasiava com dogging havia anos, mas nunca imaginei que seria ela quem me arrastaria até o fim daquele distrito, com uma surpresa me esperando entre os arbustos.