Não sei se sou bissexual ou um degenerado submisso
Nunca me atraíram os homens, mas a rola grossa de um macho que sabe mandar me perde. Isso me faz bissexual ou algo pior? Preciso que alguém me diga.
Nunca me atraíram os homens, mas a rola grossa de um macho que sabe mandar me perde. Isso me faz bissexual ou algo pior? Preciso que alguém me diga.
Começou como um interesse acadêmico pelo aluno mais brilhante do grupo. O que acabou acontecendo na minha sala ainda me custa colocar em palavras.
Quando levantei os olhos do celular e o vi caminhando em direção ao meu banco, soube que aquela tarde na Zona T não acabaria com uma simples conversa sob as palmeiras.
Naquela sexta, nós éramos os últimos na piscina. Quando saí da água, o olhar dele desceu até minha sunga e eu soube que naquela noite o aluno seria outro.
Marisa me pediu um tempo na nossa relação, mas naquela noite me chamou para acompanhá-la ao jogo favorito dela: trocar de parceira diante do outro.
Foi ela quem propôs, em sussurros, numa madrugada qualquer: queria que eu segurasse a câmera enquanto outro a tomava. Eu disse sim sem saber em que isso me transformaria.
Alguns me pedem fotos antes mesmo do oi. Outros me chamam de coisas que eu não autorizei. Aqui estão as pérolas que guardo na caixa de entrada, com nomes trocados.
Ele se agachou para me mostrar suas pulseiras, e seu olhar desceu até meus seios. Naquele instante, soube que não sairia daquela praia sendo a mesma mulher.
Éramos novatos e estávamos nervosos, mas aquele casal sentado ao fundo do local nos olhava como se soubesse exatamente o que viemos procurar.
A menos de cem metros da música e do champanhe, ela abriu as pernas ao sol sem saber que alguém vinha pelo caminho. E, quando o viu, já era tarde demais para fechá-las.
Todo mundo desconfia do que eu sou pelo jeito que me visto, mas eu nunca confirmo. É o meu segredo, e contá-lo anonimamente me deixa mais quente do que qualquer outra coisa.
Diego sempre me deixava duro e eu o evitava por causa do meu namorado. Até que naquela tarde ele me levou pra sauna da academia e eu entendi que não ia conseguir continuar mentindo pra mim mesmo.
Fechei os olhos no vestiário vazio e deixei a fantasia me levar mais longe do que eu imaginava. Quando os abri, não havia mais volta.
Quando abri a porta ele não vinha sozinho: atrás dele, com aquele sorriso ensaiado de michê, vinha um homem que eu nunca tinha visto no bairro.
Subi no avião com o pau duro, como todos os dias desde que me entendo por gente. O que eu não imaginava era que aquela sacerdotisa mudaria minha vida numa única noite.
Três meses trocando mensagens com um desconhecido casado, até que naquela tarde no shopping decidimos que não dava mais para continuar só escrevendo.
Achei que fosse só curiosidade. Até ver a foto dele, sentir meu pulso acelerar e entender que eu vinha fugindo havia três anos do que já estava decidido.
Alguém estava me tocando no escuro, com uma lentidão que não tinha nada de urgente. Abri os olhos e a voz de Valeria me disse: «Tá gostando, amor?».
Quando sussurrei no ouvido dele o que vinha imaginando havia meses, o silêncio durou segundos. Depois ele sorriu. E eu soube que naquela noite cruzaríamos todos os limites.
Ele levava quatro dias sem sorte até entrar num bar à beira-mar e vê-la sozinha, com curvas que diziam mais do que ela própria sabia.