Eu queria vê-la gozar sozinha e finalmente confessei isso a ela
Peguei a primeira saída da rodovia sem pensar. O que ela tinha acabado de me contar não me deixava dirigir, e eu ainda não tinha confessado o que realmente queria.
Peguei a primeira saída da rodovia sem pensar. O que ela tinha acabado de me contar não me deixava dirigir, e eu ainda não tinha confessado o que realmente queria.
Ela foi ao claro em busca de silêncio e encontrou tochas, corpos nus e dezenas de máscaras de cervo que a esperavam como se sempre soubessem que naquela noite ela voltaria.
O vapor apagava os rostos e os nomes. Só restava o calor, o olhar fixo em mim e a certeza de que nenhum dos dois ia parar.
Deram corda a um relógio antigo e, ao amanhecer, seu corpo já não era o mesmo. Uma semana de prazer roubado com um preço cobrado só na última noite.
Nunca tive privacidade para nada. Naquela tarde, num banco vazio e com a saia levantada, entendi que finalmente podia fazer exatamente o que quisesse.
Faz cinco semanas que você não aparece, e esta noite, com a casa toda só para mim, decidi que não ia esperar mais para terminar o que você deixou pela metade.
Naquela tarde eu não precisei de vídeo nenhum. Bastou fechar os olhos para viajar até uma varanda onde alguém me via gozar e o resto deixou de importar.
Cheguei da academia pegando fogo, me despi diante do espelho e soube que aquele banho não seria como os outros: tinha um pacote recém-aberto me esperando.
Desliguei o despertador com uma única ideia na cabeça e soube que aquele banho ia demorar muito mais do que devia.
Coloquei o vibrador no nécessaire junto com a escova de dentes. Se a fantasia servisse para aliviar a dor, ninguém ia me impedir de tentar naquela noite.
Ele só queria uma camisa decente. Mas então ela ergueu o olhar do balcão, e a cabeça de Andrés começou a inventar o que nunca iria acontecer.
Achei que ela me contava aquelas histórias para me deixar com ciúmes. Demorei a entender que o que acendia em mim era algo muito mais escuro e difícil de admitir.
No escuro do meu quarto ninguém me via. Ou era o que eu achava, até ele se aproximar da janela e ficar me olhando tempo demais.
Tinha vinte e sete anos e ainda era virgem. Naquela tarde, sozinha numa casa alheia, encontrei algo que me obrigou a me olhar no espelho e reconhecer o que escondia.
Quando espipei pela janela do meu novo quarto e os vi nus na piscina, soube que aquele curso me ensinaria muito mais do que bioquímica.
Quando coloquei a máscara diante do espelho, deixei de ser eu. O que aconteceu depois naquele jardim eu não contei a ninguém até hoje.
Toda manhã eu acordo com o mesmo fogo. Não é amor, não exatamente. É outra coisa, mais urgente, e nenhum alívio dura o bastante para apagá-lo por completo.
Às três da madrugada, saí para o parque com a camisola mais curta que tinha. Sem nada por baixo. O que aconteceu depois foi algo que nunca vou esquecer.