O aniversário que comemoramos com dois desconhecidos
Quando o DJ disse meu nome e o clube inteiro cantou, não imaginei que a melhor parte do meu aniversário começaria muito depois, longe da pista.
Quando o DJ disse meu nome e o clube inteiro cantou, não imaginei que a melhor parte do meu aniversário começaria muito depois, longe da pista.
Sempre levei os comentários dele como uma brincadeira de escritório, até a noite em que fechei a mala, me maquiei diante do espelho e bati na porta dele.
Maximiliano se gabava de ser o alfa do salão até ela cruzar a porta. Bastou um sussurro e seu perfume para que seu império de fumaça desmoronasse diante de todos.
Comecei enchendo balões com água morna para sentir que tinha seios. Acabei colando-os nos meus mamilos com cola e descobrindo um prazer que eu nem sabia que procurava.
Aceitei o encontro por puro tesão: ser o objeto que meu chefe empresta aos amigos. Mas o que o sócio queria de mim naquela noite eu jamais teria imaginado.
Naquela noite me aplicaram a primeira injeção de hormônios e me fizeram jogar fora toda a roupa de homem. «Você vai ver como vai ficar linda», ela me disse sorrindo.
Eu passava anos usando lingerie às escondidas. Naquela semana, longe de casa, resolvi descobrir como era fazer isso de verdade, na cama de um desconhecido.
Abri a porta pensando que a casa estava vazia. O ruído vinha do quarto de Marina, e o que vi ao espiar me deixou paralisado no batente.
Fazia meses que eu não tocava em ninguém quando comecei a olhar minha tia de outro jeito. Ela rezava toda noite; eu só pensava em como dobrá-la sem culpa.
Ele veio ao meu quarto para me cobrar pelo sábado, mas o que confessou depois me tirou o ar: ele tinha visto tudo, e tinha gostado.
«Eu sabia que um dia teria esta conversa com você», disse minha mãe, fechando a porta. O que ela me contou naquela tarde mudou para sempre o que eu acreditava sobre nós.
Eu quero a Bruna mais do que quase qualquer pessoa. Por isso me custa tanto contar o que dois desconhecidos fizeram com ela naquela noite que nenhum dos dois esquecerá.
Pensei ter perdido a bolsa com minhas fotos mais íntimas. Quando o doutor me escreveu naquela noite, soube que ele já tinha visto exatamente quem sou.
Subi suas caixas, preparei um café para ela e, antes de terminar, já sabia que essa vizinha ia mudar todas as minhas noites naquele prédio.
Minha esposa me sussurrou ao ouvido que também desejava aquele corpo jovem. Naquela noite, no sofá da sala, tudo o que era proibido deixou de ser.
Há anos nos evitávamos em cada jantar de família. Nessa noite de Réveillon, quando todos dormiram, ela largou as taças e me beijou na cozinha sem dizer nada.
Às onze, desligamos o filme. Às doze, me aninhei no peito dele. À uma, ele me beijou como nunca deveria ter me beijado. E eu, virgem, soube que era dele.
Quando peguei as mãos dela no carro, diante da praça, ela já sabia aonde eu ia levá-la. Eu ainda fingia que não sabia.
Quando entrei no quarto dele naquela noite, ele já me esperava. Havia algo diferente no olhar dele, algo que eu nunca tinha visto nos olhos do meu filho.
Eu tinha me vestido para ele no banheiro do décimo segundo andar: peruca loira, saltos impossíveis e um espartilho apertando tudo o que eu escondia havia anos sob a camisa.