O que eu ensinei ao meu filho naquela noite
Meu nome é Marcela e tenho quarenta e dois anos. Sou mãe solteira desde que Tomás tinha cinco, quando o pai dele decidiu que uma família não fazia parte dos planos dele. Desde então fomos só nós dois, e devo dizer que me saí bem. Meu filho é um garoto sério, aplicado, sem vícios nem más companhias. Quando completou dezenove anos e entrou para a faculdade de engenharia, senti que todo o esforço tinha valido a pena.
O que aconteceu há umas semanas eu não vi chegando. Ninguém teria visto.
Era uma quinta-feira. Tomás chegou mais tarde do que o habitual e não me cumprimentou ao entrar. Eu o ouvi subir a escada sem parar na cozinha, que era o que ele sempre fazia — abrir a geladeira, me dizer alguma coisa sobre a aula de física, roubar um pouco do que eu estivesse cozinhando. Naquela tarde, não. Só passos na escada e o clique da porta se fechando.
Esperei. Pus a mesa. Chamei do pé da escada.
— Tomás, o jantar está pronto.
Nada.
Subi. Bati duas vezes antes de entrar, como sempre faço. Ele estava sentado na beira da cama com o celular na mão e uma expressão que eu não soube ler de imediato. Não era tristeza. Também não era raiva. Era algo mais complicado.
— Entra, mãe. A gente precisa conversar.
Sentei na cadeira da escrivaninha e o olhei. Ele demorou um instante, como se estivesse escolhendo as palavras.
— Sei do que você tem com o senhor Herrera — disse.
O ar saiu dos meus pulmões sem eu chamar. Rodrigo Herrera era um vizinho do prédio ao lado, casado, com quem eu vinha me encontrando em segredo havia quase um ano. Nada sério, nada complicado, só alguém que me fodia duas vezes por semana contra a parede do apartamento vazio dele e preenchia uma necessidade que eu não sabia satisfazer de outro jeito.
— O que foi que você sabe? — perguntei, mais devagar do que eu queria soar.
Tomás virou o celular e me mostrou a tela. Uma foto, tirada de longe, mas nítida o bastante. Rodrigo e eu no saguão do prédio dele, ele com a mão enfiada por baixo da minha saia, eu deixando. Não havia espaço para interpretação.
— Tirei sem querer no mês passado — disse ele. — Fui buscar um colega da faculdade que mora aí. Vocês não me viram.
Fiquei sem palavras. Há momentos em que o cérebro simplesmente para e não produz nada útil. Aquele era um deles.
— Fica tranquila — acrescentou. — Não vou contar para ninguém. Não é da minha conta com quem você transa.
Soltei o ar.
— Mas — continuou ele, e naquela sílaba curta havia tudo o que vinha depois — eu queria te pedir uma coisa.
Olhei para ele. Ele não sustentou meu olhar de imediato. Baixou os olhos para o chão, para as próprias mãos, como se estivesse com dificuldade de colocar em palavras o que tinha na cabeça.
— Tenho dezenove anos, mãe. Nunca fodi uma mulher. Não é que eu não queira, é que eu não sei como. Não sei o que dizer, não sei o que fazer. Eu travo. Sempre travo. — Fez uma pausa. — Quero que você me ensine. Quero transar com você.
Se antes eu tinha ficado sem palavras, agora eu simplesmente deixei de existir por alguns segundos. Só havia o zumbido do ventilador do computador e o ruído distante da rua.
— Tomás — eu disse, e minha própria voz me pareceu estranha.
— Eu sei o que é — disse ele rápido. — Sei que, em teoria, é errado. Mas você não é como as outras mães, mãe. Nunca foi. E eu não estou te pedindo isso como algo que você tem que fazer. Estou te pedindo porque acho que você é a única pessoa no mundo com quem eu conseguiria enfiar sem sentir medo.
Isso me desmontou mais do que qualquer outra coisa que ele poderia ter dito.
Levantei. Disse que precisava pensar. Que apagasse a foto. Que descesse para jantar.
Ele assentiu em silêncio.
***
Naquela noite eu não dormi. Fiquei rolando por horas na cama, olhando para o teto, escutando a respiração do prédio. Pensei no que significava dizer sim. Pensei no que significava dizer não. Pensei no medo que havia na voz dele quando falou de travar, de não saber, de não conseguir. Ele era meu filho e eu o conhecia melhor do que ninguém. Esse medo era real.
E pensei também, embora me custasse admitir, no volume que se marcou sob a calça enquanto ele falava comigo. Um volume que eu fingi não ver. Grande, duro, insistente. Meu cu tinha ficado úmido ali mesmo, na cadeira da escrivaninha, enquanto meu filho me pedia para ensiná-lo a foder.
Às duas da manhã tomei uma decisão.
Levantei, coloquei um robe por cima do pijama e caminhei pelo corredor até a porta dele. Bati duas vezes. Quando entrei, o abajur da escrivaninha estava aceso e ele ainda estava acordado, sentado na cama com um livro aberto que claramente não estava lendo.
Ele me olhou.
— Vou dizer que sim — falei. — Mas há regras. Escuta com atenção.
Fechei a porta e fiquei de pé diante dele.
— Isso acontece uma vez. Só uma. Quando acabar, não muda nada entre nós, você não me olha diferente, não me trata diferente, e se um dia estiver com alguém e essa pessoa perguntar, isso não existiu. Entendeu?
— Entendi — disse ele. A voz era baixa, mas firme.
— E você não goza dentro de mim. Em nenhum momento. Quando estiver quase gozando, tira e me avisa.
— Sim.
Sentei ao lado dele na cama. Havia tensão nos ombros dele, na forma como apertava os dedos sobre os joelhos. Pousei uma mão no braço dele.
— Relaxa — falei. — Não há nada para fazer certo ou errado esta noite. Só sentir.
Ele soltou o ar devagar.
Comecei devagar. Tirei o livro das mãos dele e o deixei no chão. Depois apaguei o abajur da escrivaninha e deixei só o da mesa de cabeceira, que lançava uma luz quente e suave. Me aproximei dele e beijei seu pescoço, bem perto do ombro. Senti a mandíbula dele endurecer e depois, aos poucos, relaxar.
Beijei sua boca. Ele demorou um segundo para responder, mas quando respondeu, não foi desajeitado. Foi tentativo, cuidadoso, como alguém que não quer quebrar algo frágil. Enfiei a língua entre os seus lábios e o obriguei a abrir a boca, enchi a boca dele, entrelacei a minha com a dele. Pousei uma mão na nuca dele e o guiei um pouco, e ele aprendeu rápido. Rápido demais, pensei.
Abri o robe e deixei a parte de cima do pijama cair. Meus seios ficaram à mostra, pesados, com os mamilos já duros só de pensar no que ia acontecer. Ele ficou olhando fixo, engolindo em seco, sem coragem de tocar. Peguei a mão dele e a coloquei em cima.
— Aperta — eu disse. — São seus esta noite.
Ele fechou a mão e apertou meu peito, primeiro de leve, depois com mais força quando me ouviu gemer baixo. Levei a outra mão dele ao outro seio. Ele começou a amassar meus peitos como se não acreditasse no que tinha entre os dedos. Depois, sem dizer nada, abaixou a cabeça e colocou um mamilo na boca.
Sorvi o ar com força. Meu filho estava chupando meu peito como quando era pequeno, mas agora a língua era outra, os dentes arranhavam de leve, e entre minhas pernas se formou uma poça. Passei a mão pelo cabelo dele e o empurrei mais contra mim.
— Assim, meu amor. Assim.
Tirei a camiseta dele. Ele era mais homem do que eu lembrava. Os meses de faculdade e de andar de bicicleta tinham lhe dado costas largas e braços que eu não tinha notado antes. Ou talvez eu tivesse notado e guardado em alguma gaveta trancada. Naquela noite, a gaveta estava aberta.
Deitei-o e fui descendo. Desabotoei a calça do pijama e a puxei para baixo, e então a rola dele saltou, maior do que eu imaginava, grossa, com a cabeça já úmida de líquido pré-ejaculatório que brilhava à luz do abajur. Ele prendeu a respiração. Envolvi-a com a mão e a admirei por um segundo, pesando-a.
— Olha o que você escondia — murmurei. — Com isso você vai enlouquecer as mulheres, Tomás.
Comecei a masturbá-lo com a mão, devagar, sentindo como pulsava contra a minha palma, como ficava mais dura a cada bombeada. Passei o polegar pela ponta e espalhei o pré-gozo pela glande. Ele mordeu o lábio.
Baixei a cabeça e passei a língua por todo o comprimento, da base à ponta, bem devagar. Ouvi o gemido que escapou dele. Chupei sua rola como se fosse um picolé, lambendo-a inteira, e depois a coloquei na boca até onde consegui. Ouvi um som sair dele sem que ele esperasse, um som baixo e longo que me disse tudo o que eu precisava saber.
Trabalhei devagar. Sem pressa. Chupei a rola afundando fundo, deixando que me tocasse o fundo da garganta, e depois tirei e voltei a lamber tudo de novo. Segurei as bolas dele com a outra mão e as embalei, apertando-as só de leve. Quando o encarei de baixo, com a rola entre os lábios, ele estava de olhos abertos e cravados em mim, a boca entreaberta, a respiração cortada.
— Mãe — ofegou. — Mãe, se você continuar assim eu vou…
Soltei a rola com um estalo.
— Ainda não — eu disse. — Aguenta.
Queria que ele aprendesse que o corpo nem sempre precisa de velocidade, que há partes do caminho que valem tanto quanto o destino. Cada vez que eu o sentia perto do limite, diminuía o ritmo e subia para beijá-lo de novo, deixando-o provar na minha boca o gosto da própria rola, e ele aprendia a esperar, a aguentar, a se concentrar no momento.
— Você está bem? — perguntei em dado momento.
— Mais do que bem — disse, com os olhos fechados e um sorriso que já não era de menino.
***
Depois me deitei ao lado dele e o deixei explorar. Ele era curioso, atento, muito mais paciente do que eu teria esperado de alguém que nunca tinha transado. Me tocava como se quisesse aprender a geografia inteira antes de se mover. Beijou meu pescoço, meus ombros, desceu devagar até os seios e voltou a chupá-los, desta vez com fome de verdade, mordendo meus mamilos o suficiente para me fazer arquear as costas. Continuou descendo pelo ventre. Quando chegou ao elástico do meu pijama, parou um segundo, hesitou, e eu agarrei sua cabeça e o empurrei.
— Continua.
Ele baixou minha calça e a calcinha de uma só vez. Ficou me olhando com a boceta escancarada diante do rosto e, por um momento, achei que ele ia travar outra vez. Mas não. Baixou a cabeça e passou a língua inteira pela fenda, de baixo até o clitóris, e eu soltei um gemido que nem reconheci como meu.
— Aí — eu disse. — Bem aí. Não para.
Ele me comeu devagar, de propósito, aprendendo com cada resposta que meu corpo dava. Passou a língua em círculos ao redor do clitóris, depois chupou, depois enfiou a língua dentro e a tirou e a colocou de novo, e eu estava agarrada ao acolchoado com as duas mãos, gemendo baixinho para não acordar os vizinhos. Quando ele enfiou dois dedos e continuou chupando meu clitóris, eu quase gozei ali mesmo.
— Espera — ofeguei. — Para. Para ou eu vou gozar.
Ele levantou o rosto. A boca dele estava brilhando de mim, os lábios inchados, um sorriso apenas insinuado. Aí percebi que aquele filho tímido e travado estava esperando aquilo havia muito tempo. Muito tempo mesmo.
O que veio depois me pegou de surpresa. Não porque ele fosse inexperiente, mas porque era exatamente o contrário. Havia algo na maneira como ele fazia, lenta e deliberada, que me fez esquecer completamente onde eu estava e com quem. Só existiam o calor, a pressão e o som da minha própria respiração acelerando.
Subi em cima dele. Segurei a rola com a mão, esfreguei-a contra meus lábios molhados, subi e desci pela minha fenda encharcada. Ele tinha as mãos apertando minhas coxas, os nós dos dedos brancos. Me ajeitei, apontei a cabeça contra a minha entrada e desci.
A rola do meu filho entrou na minha boceta num único movimento longo e lento. Nós dois gememos ao mesmo tempo. Senti-me preenchida por inteiro, grossa, dura, tocando onde eu já não era tocada fazia tempo. Fiquei imóvel por um segundo com ele completamente dentro de mim, minhas coxas apoiadas nas coxas dele, sentindo a rola pulsar dentro.
As mãos dele nas minhas ancas. Minha testa encostada na dele. Nenhum de nós disse nada.
Comecei a me mover devagar. Subia quase até tirá-la toda e voltava a descer lentamente, deixando-o sentir cada centímetro. Ele fechou os olhos, a boca aberta, gemendo curtinho a cada descida. Eu mantive os meus abertos, olhando para ele, registrando cada expressão que cruzava seu rosto. Havia algo muito honesto em vê-lo assim, sem defesa, com a rola afundada até a base na boceta da mãe dele, entregue por completo a algo que não conhecia. Senti uma ternura que eu não esperava, misturada com outra coisa que prefiro não nomear.
Comecei a me mover mais rápido. A quicar sobre ele. Meus seios saltavam diante do rosto dele e ele estendeu as mãos e os segurou, apertando-os no ritmo das investidas. Nossas peles se chocavam com um som úmido e sujo que enchia o quarto.
— Assim, meu bem — ofeguei. — Me fode assim. Aprende como se fode uma mulher.
— Mãe… porra… como você está apertada…
Trocamos de posição várias vezes. Ele aprendia rápido, ajustava o ângulo, prestava atenção ao que cada movimento provocava. Eu o coloquei de costas e me deixei montar por ele com as pernas bem abertas, olhando-o de baixo enquanto ele me metia cada vez mais forte, com mais confiança, agarrando minhas coxas e me puxando para ele a cada estocada. Cravei as unhas nas costas dele. Mordi o ombro para não gritar.
— Mais forte — pedi no ouvido dele. — Me parte. Me fode como se me odiasse.
E meu filho fez isso. Enterrou a rola até o fundo numa sequência de investidas brutais que fizeram a cama ranger, cada golpe me arrancando um gemido mais agudo, e eu enrolei as pernas ao redor da cintura dele para tê-lo ainda mais dentro.
Em algum momento ele me virou e me segurou pela cintura por trás. Me colocou de quatro, agarrou meu cabelo com uma mão e a minha cintura com a outra, e enfiou a rola inteira de uma só vez. Ouvi meu próprio grito abafado contra o travesseiro. Ele começou a me foder num ritmo constante, duro, empurrando cada estocada até o fundo, e foi então que perdi o controle pela primeira vez.
Gozei sem avisar, com um tremor longo que encharcou a rola e as bolas dele, apertando-o tão forte pelas paredes da boceta que o fez parar por um segundo, surpreso.
— Isso foi…? — perguntou, com a voz cortada.
— Foi — respondi, ainda ofegante, com o rosto contra o travesseiro. — Foi isso. Não para. Continua.
Ouvi-o rir baixinho, com algo que soava a orgulho, e apesar de tudo não consegui evitar sorrir também. Ele continuou me comendo por trás, mais devagar agora, me dando tempo de descer do orgasmo antes de subir de novo. Passou uma mão por baixo e encontrou meu clitóris com os dedos, esfregando enquanto me metia, e eu comecei a tremer outra vez quase sem transição.
— Outra vez — ele me disse no ouvido, com uma autoridade que eu nunca tinha ouvido nele. — Goza outra vez pra mim, mãe.
E eu gozei outra vez, mais forte do que da primeira, gritando contra o travesseiro enquanto ele continuava martelando por trás.
Seguimos mais um pouco. Quando ele chegou ao limite, cumpriu o que tinha prometido. Avisou com a voz apertada — “vou gozar, vou gozar” — e tirou a rola pingando de mim no último segundo. Virei rápido e o agarrei com a mão, terminei de masturbá-lo apontando-o para a minha barriga, e ele gozou com um gemido contido que reprimiu entre os dentes. Jorros grossos e quentes caíram sobre a minha pele, um atrás do outro, um sêmen espesso e abundante que sujou também os dedos dele. Passei o polegar pela cabeça, tirei as últimas gotas e, sem pensar muito, levei o dedo à boca e o chupei limpo.
Ele me olhou de olhos arregalados.
Fiquei quieta ao lado dele enquanto recuperávamos o fôlego. O quarto estava em silêncio, salvo pela respiração dos dois e pelo cheiro de sexo espesso que enchia o ar.
Depois de um tempo me levantei, amarrei o robe por cima do sêmen que já começava a secar na barriga, e fui ao banheiro. Olhei-me no espelho por um instante. Esperava encontrar culpa, vergonha ou algo parecido. Não encontrei nenhuma das duas.
Voltei ao quarto dele para pegar minhas pantufas.
— Mãe — disse ele da cama.
— O quê.
— Obrigado.
Não soube o que responder. Só assenti e fechei a porta atrás de mim.
***
No dia seguinte, o café da manhã foi normal. Ele desceu às oito, se serviu de café, perguntou se eu tinha visto sua jaqueta azul. Eu disse que a tinha deixado sobre a cadeira da sala de jantar. Nenhum de nós mencionou a noite anterior.
Era o que tínhamos combinado. E ele cumpriu.
O que eu não previ foi como eu ia me sentir. Não com culpa, como disse. Também não com arrependimento. O que ficou foi algo mais difícil de nomear. A consciência de ter visto meu filho de um jeito que não dá para desver. A certeza de que o que construímos durante dezenove anos continuava intacto, mas agora tinha um novo cômodo, trancado à chave, que existia só para nós dois.
Rodrigo me mandou mensagem naquela tarde para nos vermos no fim de semana. Eu disse que estava ocupada.
Não porque o que tinha acontecido com Tomás tivesse mudado meu rumo, mas porque de repente o segredo de Rodrigo me pareceu pequeno perto do que eu agora carregava sozinha. Precisava de alguns dias para me organizar.
Tomás chegou naquela noite com boas notícias de uma prova parcial. Jantamos juntos, falamos das matérias dele, assistimos um pouco de televisão. Quando foi dormir, me deu um beijo na bochecha como sempre.
Exatamente como sempre.
E nisso, suponho, estava a resposta para tudo.