Seduzi meu pai no jardim numa tarde de julho
Com a casa só para nós dois e ele de costas entre as roseiras, soube que naquela tarde eu não me contentaria em apenas observá-lo da janela.
Com a casa só para nós dois e ele de costas entre as roseiras, soube que naquela tarde eu não me contentaria em apenas observá-lo da janela.
Quando Greta abriu a porta do banheiro e nos encontrou assim, soube que o confinamento só estava começando a trazer à tona tudo o que silenciávamos.
Eu achava que conhecia meu filho até aquela noite em que sua confissão me obrigou a escolher entre a indignação e algo muito mais obscuro, adormecido há anos.
Eram três da manhã quando ouvi a chave na fechadura. Me escondi atrás da cortina sem imaginar o que minha mãe deixaria fazerem com ela a um metro de mim.
Não havia portas, nem janelas, nem um amanhã. Só ela e eu naquela sala branca, e um calor entre nós que já não fazia sentido continuar negando.
Voltei do hospital com o braço engessado e uma ideia que não me deixava dormir. Naquela madrugada entrei no banheiro, e minha mãe apareceu na porta justo quando eu achava que estava sozinho.
Há anos eu a desejava sem saber que ela também pensava em mim. Naquele sábado, ela desceu à sala com uma revista e uma pergunta que mudou tudo.
O sábado em que a casa ficou vazia, minha sogra apareceu descalça na cozinha, com um conjunto que não era para o marido dela, e sorriu como se já soubesse o fim.
Quando viu Camila encostada na geladeira com aquele meio sorriso, entendeu que aquele verão na casa do pai ia complicar muito mais do que esperava.
Eu o desejava desde meus primeiros amantes e nunca tive coragem de dizer. Naquela tarde, diante da câmera dele, descobri que meu irmão também vinha aguentando o mesmo desejo havia anos.
Chegou em casa duas horas antes do previsto e a encontrou no quarto, de olhos fechados e a mão entre as pernas. Foi nesse momento que tudo mudou.