Naquela manhã na praia, fiquei nua sem querer
Uma onda atrevida, uma toalha molhada e, de repente, meu biquíni grudado ao tecido enquanto eu continuava de pé. O que veio depois me mudou para sempre.
Uma onda atrevida, uma toalha molhada e, de repente, meu biquíni grudado ao tecido enquanto eu continuava de pé. O que veio depois me mudou para sempre.
Da minha varanda dava para ver a cama dela. Naquela noite, saí para tomar ar como sempre, sem imaginar que ela acenderia a luz e se despiria diante de mim.
Fiquei furiosa com a ideia do meu marido, mas quando tirei a última peça e flutuei nua diante dos dois, entendi que gostava mais disso do que devia.
Caminhei até a beira-mar com um plano idiota: passar na frente dela e gravá-la na memória. Eu não sabia que aquela desconhecida deixaria que eu a observasse como se tivesse decidido isso.
Naquele fim de tarde, girei o telescópio sem esperar nada novo e a vi: ajoelhada sobre a cadeira, alheia ao fato de que um desconhecido a trinta metros a observava em silêncio.
Comecei com espelhos no chão e terminei descobrindo minha vizinha nua da minha varanda. Cada vislumbre fugaz virava droga.
Estreei os tênis num sábado cedo, sem imaginar que voltaria para casa com o short úmido por motivos que não tinham nada a ver com correr.
Achei que teria tempo de me recompor antes que ele voltasse da cozinha. Eu me enganei. A voz dele às minhas costas veio justo quando eu sussurrava o nome dele.
Caminhei até o parque chupando um pirulito, com a saia tão curta que o ar fresco roçava minha pele, sabendo que qualquer um que passasse poderia me ver.
Sempre fui eu quem deixava que ele olhasse. Naquela tarde, virei o jogo: coloquei-o na poltrona e deixei minha melhor amiga fazer com ele o que ele imaginava.
Quando escrevi «faça o que você sabe», ela soube exatamente o que fazer com o desconhecido que bateria à porta às seis e meia da tarde.
Minha mulher topou pagar uma especialista para me massagear na frente dela, mas não esperava descobrir quanto prazer sentia ao ver outra me fazer gemer.
Naquela manhã, quando entreabri os olhos no colchão encostado na varanda, ela já estava lá, na dela, fumando, esperando que eu me virasse.
Carlos não via a cortina entreaberta. Eu via. E a loira que me olhava do outro lado também não desviava os olhos de mim. Meu corpo decidiu antes de mim.
Às três da manhã, pedi que ela abrisse a porta da barraca. Nunca pensei que ela diria sim, muito menos o que viria depois na praia.
Essa pasta não devia existir. Mas eu a abri e, entre centenas de fotos minhas dormindo e nua, encontrei algo pior: o e-mail onde ele as entregava.
Desci do carro só para pegar um pacote e lá estava ele, o magrelinho que me via de biquíni, agora homem e me olhando como se ainda tivesse mil perguntas.
Desde que começamos a beber juntos, percebi como me devoravam com os olhos. Não era curiosidade: era fome. Decidi dar a eles o que queriam sem deixar que me tocassem.
Marcos era voyeur e passava anos querendo vê-la com outro homem. Na tarde em que tentaram pela primeira vez, dois desconhecidos no restaurante mudaram tudo.
Três noites seguidas ele a ouviu entrar no banheiro no mesmo horário. Na quarta, parou no corredor. Só para olhar uma vez, disse a si mesmo.