O que faço sozinha com os e-mails dos meus leitores
Entrei no e-mail há meia hora, com as pernas já inquietas. Queria saber quantos tinham se tocado pensando em mim. Foram mais do que eu imaginava.
Entrei no e-mail há meia hora, com as pernas já inquietas. Queria saber quantos tinham se tocado pensando em mim. Foram mais do que eu imaginava.
Ele morava bem em frente a mim e nunca tinha me olhado duas vezes. Naquela tarde, decidi que isso ia mudar, mesmo que eu tivesse que cruzar o corredor sem sutiã.
Eu estava fazendo a tarefa quando o calor entre minhas pernas me distraiu. O que fiz depois com esse copo de gelo mudou a forma como eu me via.
Não fui à praia para nadar. Fui para lembrá-la, centímetro por centímetro, até a lembrança ficar tão real que o corpo respondeu sozinho.
As correias apertavam quanto mais eu puxava. Eu estava amarrada, vendada e encharcada na minha própria cama quando a porta do quarto se abriu e ouvi duas vozes.
Quando Roberto apontou que eu era o marido, o senhor Kanamoto sorriu pela primeira vez. Entendi então que meu papel naquela tarde não seria o de esposo.
Fazíamos semanas de olhares e roçadas na academia quando Bruno me convidou para jantar. Eu não esperava o que ele ia me pedir sentado na minha frente, com Nadia esperando no quarto.
Colocamos a TV no mudo para ouvi-los melhor. Não sabíamos que eles também nos ouviam do outro lado do teto.
Há meses eu contei o primeiro ménage da Camila. Desta vez, quando ela voltou a sentar na minha cama, eu soube que a história seria ainda mais intensa.
Soltou a gargalhada, baixou a voz e me olhou com aquele sorriso de puta satisfeita que eu já conhecia. Eu soube que ela ia me contar tudo o que tinha calado.
Eu fazia dois anos que ninguém me olhava daquele jeito. E quando Miguel olhou, soube que algo em mim não estava tão adormecido quanto eu pensava.
Quando os dois vizinhos do andar de baixo tocaram a minha porta com uma garrafa de vinho, eu estava havia dez dias sozinha em casa com o corpo em um estado que não era tranquilidade.
Passamos semanas trocando e-mails com Valeria. Ela queria força e pressão. Quando nos viu descer das motos, soube que não ia se decepcionar.
Pus a saia mais curta que tinha, abri a porta e os cumprimentei sabendo exatamente o que tinham visto e o que ainda aconteceria naquela noite.
Tínhamos uma semana para preparar a fantasia mais ousada. Eu apareci de minissaia e meias. Ela abriu a porta do quarto sem uma única peça de roupa.
Sobre a cama havia um conjunto de látex preto e uns saltos no meu número. Nessa noite, Rodrigo não me explicaria nada. Só me amarraria e o que viria depois mudaria tudo.