O pai da minha amiga me esperava na cozinha
Eu o odiava pelo jeito como me assediava, mas naquela madrugada, sob a luz da geladeira, descobri que o olhar dele me fazia tremer por motivos que eu não queria admitir.
Eu o odiava pelo jeito como me assediava, mas naquela madrugada, sob a luz da geladeira, descobri que o olhar dele me fazia tremer por motivos que eu não queria admitir.
Eu estava casada havia sete anos e nunca tinha olhado para outro homem. Até que meu marido pegou minha mão e confessou o que realmente desejava.
Ele ficou no meu sofá por algumas semanas, cortês e distante, até que numa tarde deixou cair a frase que despertou tudo o que enterramos naqueles verões.
Eu tinha jurado que íamos só olhar. Mas quando aquele desconhecido pôs a mão no ombro de Eduardo, eu soube que também não conseguiria ficar parado.
Quando senti a ereção dele apertada contra minha bunda, soube que não ia me mexer. E soube também que, na próxima estação, nós dois íamos descer.
Eu só queria chegar em casa. Mas os olhos cor de mel dele e aquele meio sorriso de garoto que sabe o que quer me fizeram mudar o rumo no meio da estação.
Saí da academia sem tomar banho, como ele tinha pedido. Naquela tarde descobri que obedecer a outro homem podia me dar mais prazer do que mandar.
Saí do banho enrolado numa toalha, sabendo que meu pai estava sozinho. Naquela noite, eu queria ver até onde ele se atrevia sem bebida no meio.
Subi na cadeira diante do espelho, com as pernas no ar para as fotos que minha namorada pediu. Não esperava que ele entrasse, nem o que veio depois.
Fazia doze anos que ninguém a olhava assim. Rodrigo tinha vinte, chegou com uma escada e um sorriso, e ela só queria que consertassem o telhado.
Ele vinha me pedindo há meses. Quando vi aquele celular na vitrine, soube exatamente o que podia oferecer em troca dele.
Quando aquele garoto de vinte anos apareceu no batente da minha porta pela segunda vez, com as mãos trêmulas e a voz cortada, eu soube que a noite mudaria.
Ele devia ter uns sessenta anos e um olhar que não escondia nada. Quando me chamou para a casa dele, eu soube exatamente o que ia acontecer.