Pular para o conteúdo
Relatos Ardientes

O vizinho que me olhava da varanda

4.4(49)

Aquela quarta-feira tinha sido um daqueles dias em que tudo acontece rápido demais. Tínhamos saído cedo com as meninas para procurar fantasias para uma festa e, no caminho, encontrei Rubén, um homem mais velho com quem eu já tinha me encontrado uma vez no transporte. Não era a primeira vez que nos víamos, e quando ele me ligou naquele meio-dia para dizer que estava a dez minutos de distância, eu soube que não ia conseguir negar.

Nos encontramos perto da lagunilla. Ele me abraçou por trás entre as barracas, me deu um beijo antes que eu pudesse dizer qualquer coisa e as mãos dele já agiam por conta própria. Uma entrou por baixo da blusa e apertou meu peito por cima do sutiã, a outra deslizou até a minha virilha e apertou minha boceta por cima do short até me fazer abrir um pouco as pernas no meio da rua. Era assim, Rubén: sem preliminares, sem pedir licença. Ele me pediu para inventar uma desculpa para as meninas e eu escapar, e foi o que fiz.

***

O hotel ficava a três quadras. Subimos sem falar e, assim que fechou a porta, ele me empurrou contra a parede, segurou meu rosto com uma mão e enfiou a língua até o fundo da minha boca. Com a outra mão, já ia baixando meu short e minha calcinha de uma vez. Ele arrancou. Literalmente: ouvi o rasgo da costura e senti o tecido ceder contra o meu quadril.

—Vou te comer como você me deve desde a outra vez —me disse no ouvido, e me deu uma palmada na bunda que me fez soltar um gemido contra o pescoço dele.

Ele me pôs de joelhos. Desabotoou a calça e tirou o pau para fora diante do meu rosto: grosso, escuro, já encharcado na ponta. Me segurou pelo cabelo e enfiou até o fundo da minha garganta de uma só enfiada. Eu tossi, meus olhos se encheram de lágrimas, e ele não afrouxou nem por um segundo. Tirava para ver a baba escorrendo do meu queixo e enfiava de novo, marcando o ritmo com puxões no meu cabelo. Eu chupava os ovos dele entre uma investida e outra, lambia o tronco de cima a baixo, passava a língua no freio até fazê-lo soltar palavrões.

—Assim, gostosa, assim você mama meu pau. Engole tudo, não deixa nada pra fora.

Ele me levantou do chão e me jogou de bruços na cama. Abriu minhas pernas com o joelho e entrou em mim de uma vez. Senti como se ele me partisse ao meio: o pau inteiro até o fundo, os ovos batendo no meu clitóris, a pélvis dele esmagando minha bunda. Começou a me comer duro desde o primeiro minuto, sem trégua, com aquela cadência brutal dos homens que não querem que você aproveite, querem que você aguente. Eu gritava contra o colchão, mordia o travesseiro, pedia mais.

—Mais forte, Rubén, me parte, não guarda nada.

Ele me segurou pelo cabelo, arqueou minhas costas e continuou me enfiando assim, de quatro, com uma mão apertando meu pescoço sem me machucar e a outra apertando minha cintura. O quarto se encheu do som úmido do pau dele entrando e saindo da minha boceta encharcada, dos meus gemidos quebrados, dos grunhidos de animal velho que ainda sabe fazer as coisas. Gozei a primeira vez assim, com a cara contra o lençol, tremendo em volta do pau dele enquanto ele continuava me cravando sem piedade.

Ele me virou. Pegou minhas pernas, pôs sobre os ombros e me entrou de cima outra vez, me dobrando quase ao meio. Dali ele me olhava no rosto enquanto me enfiava até onde nada deveria entrar. Chupava meus peitos, mordia meus mamilos, cuspia na minha boca e me fazia engolir antes de me beijar. Era uma putaria, e eu babava de prazer.

—Olha como essa bocetinha engole, putinha —me dizia—. Olha como ela come meu pau.

E eu olhava, com a cabeça erguida, como o pau dele desaparecia entre meus lábios molhados, brilhando do meu fluxo, entrando e saindo num ritmo que já não era humano. Gozei de novo. E outra vez. Quando ele me virou de novo e me montou como cadela na beira da cama, eu já não sentia as pernas.

Ele gozou dentro. Pude sentir o pau pulsando em jatos quentes, me enchendo a boceta até transbordar, o sêmen escapando entre minhas pernas enquanto ele continuava empurrando até arrancar a última gota. Quando saiu, eu fiquei ali, com a bunda empinada e a boceta aberta, escorrendo a porra dele sobre o lençol. Ele me deu uma palmada satisfeita.

—Limpa pra mim —me ordenou.

Me virei e coloquei na boca: mole, salgada, ainda com restos dos dois. Lambi tudo, chupei os ovos dele, passei a língua no tronco até deixá-lo limpo. Ele me acariciava a cabeça como a um cachorro contente.

Passamos assim mais um tempo. Ele se recuperou, me entrou outra vez, dessa vez devagar, de conchinha, mordendo meu pescoço enquanto me deslizava para dentro como se quisesse me fazer dormir com o pau. Gozei sobre a mão dele quando ele desceu os dedos até o clitóris. Ele gozou pela segunda vez sobre minha barriga, com a respiração quebrada, salpicando do umbigo até entre os seios.

Quando saí de lá, eu vestia um short que ele tinha deixado na minha bolsa porque havia rasgado o meu. Em um dos bolsos havia uma nota dobrada e um bilhete que não precisava de assinatura. Vesti, peguei um táxi e fui para a casa de Camila com aquele calor preso no corpo, as coxas ainda grudando por dentro e as bochechas ainda rosadas.

***

Camila morava a duas ruas da escola. Quando cheguei, só estava Fernanda; as outras já tinham ido embora. Compramos umas cervejas na lojinha da esquina, voltamos e nos acomodamos na área da lavanderia para conversar. O sol já ia baixando e a tarde tinha aquela temperatura morna que faz a gente querer ficar.

Estávamos nisso quando o vizinho da casa ao lado se debruçou na varanda.

Era um homem mais velho, devia rondar os sessenta. Não muito alto, moreno, com o cabelo grisalho penteado para o lado. Usava camisa xadrez sob um suéter de lã e calça social, como se tivesse saído do escritório há trinta anos e nunca tivesse terminado de se trocar. Tinha uns óculos com cordão e um jeito de nos olhar que não disfarçava absolutamente nada.

Ele nos cumprimentou com um aceno de cabeça. Respondemos com um boa tarde. Perguntou se queria se juntar a nós. Camila disse que a esposa dele poderia se incomodar, e ele respondeu com aquela segurança tranquila dos homens que passam muitos anos fazendo exatamente o que querem: que a esposa só chegava à noite.

Fernanda se levantou e entrou na casa. Camila veio atrás. E eu fiquei ali sentada, com a cerveja pela metade, olhando para ele de baixo.

Ele me disse que tinha mais em casa, se eu quisesse.

Eu sorri. Disse que, se ele me convidasse, eu ia com prazer.

***

Entramos na casa de Camila. Fernanda estava na sala com o celular na mão, esperando o pai ligar. Camila me puxou para o corredor e me contou em voz baixa que o vizinho era conhecido no prédio pelas propostas. Que várias vezes ele já tinha falado alguma coisa. Que ela tinha vontade, mas tinha medo por ele morar tão perto.

—E você? —me perguntou.

—Eu topo —eu disse.

O rosto dela mudou. Ficou séria, depois curiosa, depois empolgada de um jeito que tentava esconder e não conseguia. Me disse que, se fossemos as duas, se sentia mais tranquila. Que, entre nós duas, poderíamos controlar melhor a situação.

Não tive coragem de dizer que eu não tinha a menor intenção de controlar coisa nenhuma. Eu ia deixar me comer.

Fernanda recebeu a ligação do pai justamente quando Camila subia para trocar de roupa. A acompanhamos até a porta, nós três de short e cropped, e o pai de Fernanda chegou com cara de bravo que se desfez assim que nos viu. Nos despedimos sorrindo e ele foi embora com a filha, muito satisfeito por nos ter conhecido.

Quando fechamos a porta, o vizinho vinha caminhando pela calçada com uma sacola da lojinha. Nos esperou na entrada e nos mostrou as cervejas. Disse que nos esperava quando quiséssemos.

Camila e eu trocamos um olhar. Ela assentiu.

***

Bateu à porta cinco minutos depois. O homem —se apresentou como seu Rodrigo— abriu com um sorriso pausado, de homem que não quer mostrar que passou a tarde inteira esperando aquilo.

A sala era ampla e arrumada. Tinha aqueles móveis de madeira escura que viram moda uma vez por geração e nunca mais são comprados. Na mesinha havia uma bandeja com as cervejas e uma tigela de amendoim. Pediu que nos sentássemos e se sentou à nossa frente, no sofá oposto, olhando para nós com a tranquilidade de quem sabe que não precisa ter pressa.

Conversamos um pouco. Perguntou o que estudávamos, de onde éramos. As respostas às nossas perguntas eram curtas e carregadas daquela ironia suave que os homens que viram muita coisa têm. Nos elogiou com naturalidade, sem exagero. Disse que éramos as meninas mais bonitas que já tinham entrado naquela sala em anos.

Camila pediu que colocasse música. Seu Rodrigo se levantou num pulo.

Colocou salsa.

Ele dançava bem. Nos pegava pela cintura, nos girava, nos puxava de volta contra o peito com uma mão firme nas costas. Entre os giros e as mudanças de passo, as mãos dele iam parar em lugares que não eram acidentais. Em mim, desceu a mão até a bunda e apertou inteira, sem disfarce, e eu senti o pau já duro empurrando minha coxa por cima da calça. Em Camila, enfiou a mão por baixo do cropped e beliscou um mamilo até fazê-la soltar um gemido. Ela acendeu rápido: eu a conhecia havia meses e nunca a tinha visto assim, com aquela cara de quem finalmente está fazendo algo que queria há tempo.

Ela o empurrou para o sofá e se sentou sobre ele, de pernas abertas, esfregando a boceta por cima do short contra o volume da calça.

Eu fiquei parada alguns segundos, olhando os dois. Seu Rodrigo me chamou com a mão.

Me ajeitei do outro lado, sobre o braço do sofá. Ele nos abraçou às duas. Nos beijou alternadamente, com língua, sem pudor, passando da boca de uma para a boca da outra com uma mão na nuca de cada uma. Em Camila, enfiou a mão por dentro do short e esfregou a boceta ali na hora: eu via o rosto dela, o momento exato em que ela relaxou os ombros e começou a se mexer contra aqueles dedos. Em mim, baixou a outra mão por dentro do sutiã e amassou meu peito com a palma inteira, segurando com aquela segurança dos homens que não têm pressa porque já aprenderam que a pressa estraga as coisas.

Estávamos assim quando o celular de Camila tocou.

Os pais dela. A duas ruas dali.

O rosto de Camila virou um mapa. Em dois segundos ela passou do tesão ao pânico. Levantou, ajeitou a roupa desajeitadamente, me olhou com uma mistura de desculpa e alívio que eu não cheguei a entender direito. Seu Rodrigo, que processou tudo em um segundo, disse que nós pulássemos pela lavanderia.

Havia uma escada dobrável nos fundos. Camila subiu, eu a ajudei a descer do outro lado, e ela correu para casa sem olhar para trás.

Eu voltei a entrar na casa de seu Rodrigo.

***

Fui para o banheiro que dava para a entrada. Ouvi a porta principal se fechar, passos na sala, o clique do aparelho de som. Quando espreitei a cabeça, ele estava esticado no sofá com o telefone na mão e os olhos fechados. Tinha tirado o pau da calça e o masturbava devagar, com a resignação de alguém que já dava a tarde por perdida. O pau era maior do que parecia com roupa: grosso na base, com as veias marcadas, a glande vermelha e brilhante por uma gota que já havia escorrido.

Cheguei sem fazer barulho. Ele se sobressaltou quando parei ao lado dele.

—Não vou te deixar assim —eu disse.

Me deitei sobre ele e nos beijamos. As mãos dele me percorriam como se estivessem me lendo com os dedos, devagar, aprendendo cada curva. Levantei os braços e ele tirou minha blusa. Desabotoou meu sutiã e deixou que ele escorregasse pelos meus braços. Meus peitos se derramaram contra o peito dele e ele os apertou com as duas mãos, beliscou meus mamilos, inclinou-se e chupou um inteiro, com a língua girando ao redor do mamilo até deixá-lo duro como pedra.

—Faz semanas que eu te vejo da varanda —me disse no ouvido—. Toda vez que você entrava na casa da Camila de shortinho eu ficava duro. Você não imagina quantas vezes eu bati uma pensando nesse momento.

Desabotoei sua calça e tirei o suéter junto com a camisa. Ele tinha a barriga de um homem que come bem, não faz exercício e não se importa. O peito com um pouco de pelos grisalhos. Me olhava de baixo com aquela mistura de incredulidade e desejo que os homens têm quando algo supera o que esperavam.

Desci pelo corpo dele.

Beijei o peito, passei a língua por um mamilo, mordi de leve a barriga, enfiei o nariz no umbigo. Baixei a calça e a cueca boxer e o pau saltou diante do meu rosto, duro, pulsando, com um fio de líquido pré-ejaculatório pendurado na ponta. Peguei-o com a mão —mal meus dedos fechavam ao redor do tronco— e lambi o lábio antes de olhá-lo.

Ele assentiu tão devagar que quase parecia não se mover.

Passei a língua pela base até a ponta e ouvi o ar que ele vinha prendendo escapar. Chupei os ovos um a um, enfiando-os na boca, lambendo-os com a língua achatada enquanto acariciava o pau com a mão. Subi lambendo o tronco, marcando uma veia com a ponta da língua, até a glande, onde lambi a gota que brilhava antes de engoli-lo por inteiro.

Levei-o à boca aos poucos, abrindo a garganta, sentindo os músculos da coxa dele se tensionarem e a respiração se desfazer. A pele estava quente, o membro duro e pulsante. Comecei a chupá-lo com a cabeça se movendo, os lábios fechados apertados ao redor do tronco, a língua trabalhando por baixo, enquanto o olhava de baixo com os olhos grandes.

Ele cobriu o rosto com as mãos. Os dedos abertos para poder me ver.

—Caralho, gostosa, que boca você tem no meu pau. Olha só como você enche a boca com ele. Olha só como você engole tudo.

Em certos momentos ele tentava se controlar e, em outros, pegava minha cabeça com as mãos e me empurrava de leve em direção à pélvis, até me fazer engolir a glande com a garganta. Ele me enchia a boca de saliva, deixava escorrer pelos ovos, e eu tornava a colocar de volta. Falava baixinho. Que fazia muito tempo que não sentia algo assim. Que não podia acreditar. Que gostava de ver como eu engolia seu pau, como me esforçava para levá-lo mais para dentro, como a baba me escorria pelo queixo até os seios. Depois parou de falar e só gemia, cada vez mais quebrado, até o corpo inteiro dele tremer e eu ter de tirá-lo da boca para que ele não gozasse.

—Ainda não, velho —eu disse, olhando para ele de baixo com o pau apoiado na minha bochecha—. Ainda não.

***

Deixei-o se levantar. Ele me beijou de pé, apertando minhas nádegas com as duas mãos. Desabotoou meu short e o baixou junto com a roupa íntima numa lentidão que não era desajeito, mas atenção. Eu já estava molhada, encharcada e quente, com as pernas abertas quase sem perceber. Ele enfiou dois dedos direto, sem aviso, e os mexeu dentro de mim até arrancar um gemido.

—Você está pingando, gostosa. Olha como me encharca os dedos.

Ele tirou e passou pelos meus lábios. Eu os chupei, olhando nos olhos dele, enquanto ele ria baixinho.

Me colou de costas ao corpo dele, deixou o pau se acomodar entre minhas nádegas e o deslizou para a frente, esfregando-o nos lábios da boceta antes de buscar a entrada. Entrou em mim devagar, nós dois de pé, apoiados no braço do sofá. Senti a cabeça entrando primeiro, me abrindo, e depois todo o comprimento empurrando até o fundo. Um gemido seco me escapou. Ele teve de parar um momento, porque era grosso e eu levava um segundo para me acomodar.

—Isso, putinha, aí. Devagarzinho. Olha como ele entra inteiro.

Começou a me meter e tirar com uma cadência lenta, brutal de tão precisa, enquanto me lambia o pescoço, mordia meu ombro e apertava meus peitos com as mãos abertas. Uma mão desceu até o clitóris e começou a fazer círculos enquanto me comia. Eu virava a cabeça para buscar a boca dele, para chupar a língua dele, para voltar a engolir seus suspiros. O sofá rangia debaixo de nós. Minha boceta fazia aquele som úmido, obsceno, que só se ouve quando se está realmente encharcada.

—Me diz como você gosta —ele sussurrou no meu ouvido—. Me diz.

—Mais forte, velho —eu pedi—. Me come mais forte. Enfia tudo.

E ele enfiou tudo. Subimos ao primeiro orgasmo sem pressa. Ele me comeu com aquela cadência dos homens que aprenderam que não se trata de chegar rápido, mas de fazer a outra pessoa não querer que pare. Quando senti o orgasmo vir, empurrei o quadril para trás e ele acelerou, me metendo mais fundo, mais forte, até eu gozar apertando o encosto do sofá, gritando contra o braço do móvel, tremendo ao redor do pau dele enquanto ele continuava entrando e saindo, me deixando toda molhada por dentro e por fora, as coxas escorrendo fluxo até os joelhos.

Ele me pegou no colo e subimos para o quarto.

***

A cama era grande e a janela dava para a rua. Ele abriu um pouco a persiana antes de se deitar. Eu chupei o pau dele por mais alguns minutos porque eu quis, porque gostava do jeito como ele acariciava meu cabelo enquanto eu fazia isso, porque gostava de sentir como ele endurecia mais entre meus lábios e como tentava não gozar logo. Eu o molhava com saliva, passava-o pelos meus peitos, esfregava-o na minha bochecha, enfiava até a garganta até me arrancar lágrimas. Depois subi nele de costas, com os pés apoiados na cama para poder me mexer como queria, e fui me acomodando nele com lentidão, deixando-o entrar outra vez, sentindo a pressão deliciosa quando por fim me preencheu por completo.

Comecei devagar, subindo e descendo, sentindo como ele chegava até o fundo toda vez que eu me deixava cair. Ele via minha bunda inteira quicando contra a pélvis dele, as nádegas abrindo e fechando em volta do pau, e começou a me bater. Uma palmada, duas, três, cada vez mais fortes.

—Mais, velho —eu disse sem virar o rosto—. Mais forte. Me bate.

Ele me deu mais. Meus quadris se chocavam contra os dele, o colchão afundava a cada investida e os gemidos dele encheram o quarto. Eu me inclinava para a frente para tocar o clitóris enquanto o cavalgava, apertava as coxas dele com as pernas, oferecia a bunda e a boceta ao mesmo tempo enquanto ele se agarrava à minha cintura para marcar o ritmo. Ele passou um dedo molhado no meu ânus e começou a fazer círculos suaves ali, sem enfiar, só ameaçando, e eu senti tudo se apertar de prazer.

—Um dia —me disse com a voz rouca—. Um dia esse c...zinho também.

Virei-me para ficar de frente, sem tirá-lo de dentro. Montei nele assim, olhando-o. Ele segurou meus seios e me encarou enquanto eu me movia. Tinha aquela cara de homem que ainda não consegue acreditar no que está vivendo. Apertou meus quadris, marcando o ritmo com as mãos, me afundando para baixo toda vez que ele empurrava para cima. Cada estocada sacudia meus peitos no rosto dele e ele os capturava com a boca, chupando meus mamilos, mordiscando-os até deixá-los vermelhos.

—Vou te encher, putinha —me disse no ouvido—. Vou esvaziar dentro de você. Vou inundar essa bocetinha até sair pelas pernas.

—Sim, velho —respondi, sem parar de me mexer—. Enche ela. Me dá tudo o que você tiver. Goza dentro de mim. Enche minha boceta de sêmen.

As palavras dele e as minhas se misturaram em algo que já não era conversa, mas outra coisa, mais suja, mais quente, mais funda. Acelerei o ritmo. Ele me segurou pela bunda com as duas mãos e começou a me empurrar por baixo, enfiando tão forte que a cabeceira da cama batia na parede. Apoiei as mãos no peito dele e deixei que ele me comesse, gemendo em cima dele, sentindo o segundo orgasmo subir da boceta até a nuca.

Gozei em cima do pau dele, apertando-o por dentro com aqueles espasmos longos que eu não conseguia controlar. E ele, logo depois, gozou dentro de mim. Pude sentir o pau pulsando a cada jato, me enchendo, me aquecendo por dentro, e ele continuava empurrando para me deixar até a última gota.

Ficamos um momento sem nos mover. Ele respirava forte. Eu sentia ele pulsando dentro, quente e vivo, enquanto continuava me segurando pelos quadris como se não quisesse me soltar. Quando me levantei devagar, senti a porra dele escorrendo por dentro e começando a descer pelas coxas. Passei a língua pelo peito dele, recolhi uma gota que me tinha caído da boceta com dois dedos e os chupei diante dele, e ele me sorriu como se eu fosse a melhor coisa que lhe acontecera em semanas.

Talvez fosse verdade.

***

Entramos no banheiro. A água quente, nós dois juntos sob o jato. Ensaboei os peitos enquanto ele me olhava e se agarrava ao próprio pau com a mão. A ereção voltou rápido. Ele me olhou com uma sobrancelha erguida, sem dizer nada, me deixando decidir.

Fui de joelhos.

Levei-o à boca com mais vontade do que da primeira vez, olhando nos olhos dele. Ele se apoiou na parede e deixou a água cair pelos ombros enquanto eu o chupava devagar e depois rápido e depois devagar de novo, lambendo a glande, percorrendo o tronco com a língua, enfiando-o até roçar minha garganta e tirando para voltar a tomá-lo com fome. Chupava os ovos inchados, passava a língua entre o saco e o ânus, tornava a engolir o pau inteiro. A água me escorria pelo rosto, se misturava à saliva, descia do queixo até os seios. Ele segurava meu cabelo encharcado e empurrava mais fundo, até me fazer ter ânsias que já não me incomodavam.

—Que boca você tem, gostosa. Que garganta. Isso eu conto pros meus netos e eles não acreditam.

Quando achou que eu não aguentava mais, me levantou, me virou contra a parede e me penetrou de uma vez, duro, fundo, fazendo-me abrir com um choque que me arrancou um grito. Segurou meus quadris e começou a me comer ali, contra os azulejos frios, com a água caindo sobre nós, sem ritmo, sem paciência, buscando apenas se esvaziar.

Gozou em minutos, com uma força que eu não esperava de alguém da idade dele. Me bateu na bunda enquanto gozava. Me chamou de coisas no ouvido que soavam a elogio e insulto ao mesmo tempo —puta, gostosa, putinha gostosa, minha safada, minha bonequinha linda— e eu adorei por isso. Senti o sêmen me encher outra vez, quente, espesso, deixando minhas pernas bambas enquanto ele continuava investindo até espremer a última convulsão. Quando saiu, vi pelo canto do olho um fio branco descendo pela minha coxa antes de a água levá-lo embora.

Saímos do banheiro satisfeitos e ensopados. Ele pegou duas toalhas e me enxugou ele mesmo, devagar, me dando um beijo em cada parte. Beijou meus peitos ainda vermelhos, passou a toalha entre minhas pernas com cuidado, beijou minha pélvis. Procurou minha roupa, me entregou com cuidado, e quando terminei de me vestir pegou um pente da mulher dele e me penteou o cabelo com aquela ternura estranha que alguns homens mais velhos têm, essa ternura que eles nem sabem que possuem até mostrar.

Disse que era aposentado e que a mulher dele ensinava na universidade. Que chegava tarde todos os dias. Que eu podia ir quando quisesse.

Descemos para a sala. Antes que eu abrisse a porta, ele foi até a gaveta da mesinha e tirou um envelope. Estendeu para mim sem dizer nada. Abri: um maço de notas e um bilhete curto dizendo que eu tinha merecido.

Disse que eu não podia aceitar.

Ele disse que eu podia, sim.

Guardei.

***

Ele se ofereceu para me levar para casa. Saímos juntos para a rua e, ao entrar no carro, vi a janela de Camila. Ela estava parada atrás do vidro, sem se mover, nos olhando. Não acenei. Entrei no carro e seu Rodrigo arrancou.

Conversamos durante o trajeto. Perguntou sobre a escola, sobre o que eu gostava, sobre como era minha vida. Respondi o suficiente para a conversa parecer real. Num semáforo ele baixou a mão até minha coxa, enfiou-a por baixo do short e tocou minha boceta ainda inchada por cima da calcinha, sorrindo quando comprovou que eu continuava encharcada.

—Isso agora também é meu —me disse, sem tirar a mão—. Não é?

—Quando você quiser, velho —eu disse.

Antes de me deixar, pediu que eu voltasse na semana seguinte.

Eu disse que sim.

Entrei em casa. Eram pouco mais de sete horas. Troquei de roupa no quarto, guardei o envelope no fundo da gaveta e me sentei um momento na cama em silêncio. Sentia a porra dos dois ainda misturando-se dentro de mim, o ardor delicioso entre as pernas, as marcas dos dedos de seu Rodrigo nos quadris. Tinha sido um dia muito longo. Tinha sido, também, um dia muito bom.

Ainda não sabia que a semana ainda não tinha terminado de me surpreender.

Ver todos os contos de Maduras

Avalie este conto

4.4(49)

Comentários

Seja o primeiro a comentar.

Deixe um comentário

Entrar ou criar conta

Escolha como quer continuar.