Confesso que não consegui esquecer o sorriso de Valeria
Valeria entrou no banheiro com a mochila e saiu com um blazer branco e o sorriso que nunca perdia. O que veio depois também não esqueci.
Valeria entrou no banheiro com a mochila e saiu com um blazer branco e o sorriso que nunca perdia. O que veio depois também não esqueci.
O que aquele utilitário guardou depois da viagem não cabia numa conta de lavagem. Mas alguém teria de pagar, e não seria ele.
Quando ele chegou primeiro, ela já olhava as estantes com um livro que não lia. Eram os únicos dois. E nenhum fingiu surpresa.
Quando Valeria voltou à sala depois de vários dias, vi o gesto de dor ao se sentar. Soube que a “gripe” era uma desculpa.
As teclas ressoavam sob meus dedos quando o telefone tocou. Reconheci a voz dela antes mesmo que dissesse meu nome e soube que aquela noite não terminaria sozinha.
Ainda com o gosto da pele dela nos lábios, eu soube que aquela noite no carro mudaria tudo o que eu achava saber sobre desejo.
Na segunda, só descobri que ele não conseguia tirar os olhos de mim. Na sexta, me deu a chave da biblioteca e me marcou às seis.