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Relatos Ardientes

Eu o tive sob meu controle durante todo o jantar

3.5(15)

Era nosso aniversário de seis meses e tínhamos reservado aquela noite havia semanas.

Escolhemos um restaurante que nenhum de nós conhecia, recomendado por uma amiga que insistiu para que fizéssemos a reserva com antecedência. Não era o tipo de lugar ostentoso com cardápios sem preços, mas algo melhor: íntimo, com paredes de tijolo aparente, mesas separadas por painéis de madeira escura e uma luz tão calculada que fazia todo mundo parecer mais atraente sob ela.

Vesti um vestido verde-garrafa que eu não usava havia meses, meias de nylon bem finas e uns stilettos pretos que me deixavam três centímetros mais alta e muito mais consciente da maneira como eu caminhava. Debaixo do vestido eu não estava usando calcinha: tinha decidido, no último instante, que naquela noite minha buceta estaria nua sob o tecido, e esse pequeno segredo já me deixava molhada antes mesmo de sair de casa. Ele chegou com uma camisa branca, com as mangas dobradas até os cotovelos, e calça cinza-escura, sem gravata. Me beijou na bochecha antes de abrir a porta para mim.

— Você está linda — disse.

E falava sério. Não daquela forma automática com que as pessoas jogam um elogio sem olhar de verdade.

O maître nos levou até uma mesa no fundo, numa espécie de baía resguardada do resto do salão. Os assentos eram corridos, de couro cor de vinho, dispostos em ângulo reto para que pudéssemos ficar um de frente para o outro. A mesa era de madeira maciça, praticamente encostada na parede, com uma vela no centro que lançava sombras curtas sobre a toalha branca.

Sentei.

Ele sentou.

Pedimos vinho.

***

A primeira taça passou com as histórias de sempre: como chegamos até ali, o que tínhamos feito naquela semana, uma anedota do trabalho dele que me fez rir mais do que eu esperava. Já tínhamos tempo suficiente juntos para que os silêncios não incomodassem, mas ainda estávamos naquela fase em que o desejo estava presente em cada conversa, escoando por baixo das palavras normais.

Com a segunda taça, o tom mudou.

Não sei quem começou exatamente. Talvez ele, com um olhar que se demorou um segundo a mais na minha boca. Talvez eu, quando perguntei se ele lembrava da primeira noite que passamos juntos — aquela em que ele me fodeu contra a parede do corredor antes mesmo de chegarmos à cama — e sorri antes que ele respondesse. O fato é que o calor da conversa subiu de um jeito que não tinha nada a ver com o vinho nem com a temperatura do lugar.

Os dedos dele buscaram os meus sobre a mesa. Ele os roçou devagar, sem pressa, seguindo o contorno das minhas articulações.

Eu deixei que ele fizesse isso e, sem desviar o olhar dos olhos dele, tirei um sapato debaixo da mesa.

Ele não viu. Estava olhando para mim.

***

Comecei devagar. Só a ponta do pé, roçando a panturrilha dele por cima da calça. Senti o momento exato em que ele entendeu o que estava acontecendo: uma pequena tensão na mandíbula, uma pausa quase imperceptível na respiração.

Ele me olhou.

Eu continuei sorrindo, como se estivéssemos falando de algo completamente banal.

Subi um pouco mais. A meia fazia o contato ficar suave, escorregadio, mais íntimo do que seria com a pele diretamente. Encostei a sola do pé na coxa dele e pressionei de leve, explorando.

— Está tudo bem? — perguntei.

— Sim — disse ele. Mas a voz saiu diferente. Mais baixa.

Cheguei até a virilha dele.

O que encontrei ali já estava respondendo. O pau dele marcava duro contra o tecido da calça, um volume grosso e quente que crescia a cada segundo sob a pressão dos meus dedos. Esfreguei a sola do pé de cima a baixo, sentindo o comprimento inteiro contra o arco, e notei como ele ficava ainda mais duro, como pulsava vivo sob o tecido. Massageei com movimentos circulares, lentos, controlados, sem pressa. A pressa era dele; o ritmo era meu.

Ele apoiou os cotovelos na mesa e entrelaçou os dedos diante da boca, numa postura que parecia casual e que, na verdade, era a única coisa que o mantinha parado.

— Isso não é justo — murmurou.

— O quê? — eu disse, inocente.

Apertei um pouco mais, prendendo o pau dele entre a sola do meu pé e a própria coxa dele, e girei os dedos sobre o que adivinhei ser a cabeça. Vi ele engolir em seco.

— Você está duríssimo — sussurrei. — É tudo por mim?

— Tudo — disse ele, movendo só os lábios.

O olhar dele estava ligeiramente enevoado e havia um sorriso tenso que não chegava a se formar por completo.

***

Um garçom se aproximou para encher as taças. Mantive o pé exatamente onde estava. Ralentizei o movimento por apenas alguns segundos, o suficiente para parecer completamente indiferente enquanto respondia à pergunta sobre se estávamos gostando do vinho.

O garçom se foi.

Eu retomei o ritmo.

Senti o momento em que ele decidiu que já não aguentava continuar assim. Mudou de posição no banco, abriu a calça com um gesto rápido e discreto, baixou a roupa íntima só o bastante para liberar o pau, e aquele pau duro e quente ficou exposto contra a meia do meu pé.

O calor foi imediato. A pele viva, tensa, pulsante sob o tecido fino. Senti perfeitamente o pulso da veia que percorre todo o comprimento, a cabeça grossa e inchada, a umidade do líquido pré-ejaculatório que já começava a manchar a ponta da meia.

Tirei o outro sapato.

Com os dois pés livres, eu o envolvi por completo: uma sola pressionando os ovos por baixo, a outra empurrando o pau de cima contra o ventre, prendendo tudo entre os meus pés. A textura das meias criava um atrito diferente de tudo o resto, e eu podia sentir a reação dele a cada variação: quando eu mudava o ângulo, quando apertava os testículos com a sola e girava levemente os dedos na cabeça do pau, quando reduzia a pressão e depois a aumentava sem aviso prévio.

Comecei a masturbá-lo com os dois pés ao mesmo tempo, subindo e descendo, envolvendo o comprimento inteiro entre as solas. Eu sentia a ponta ficar cada vez mais molhada, como aquela umidade ia encharcando a seda do nylon, como minhas meias se grudavam na pele da glande escorregando a cada bombeada.

Ele cravava os olhos nos meus como se aquilo fosse a única coisa que o mantinha preso à situação.

Eu mantinha a mesma expressão de sempre: a de alguém jantando com boa companhia numa terça-feira qualquer.

— Pedimos sobremesa? — perguntei, enquanto arrastava a cabeça do pau entre os dois dedões.

— Deus — disse ele, em voz muito baixa. — Porra.

— Porra o quê? — sussurrei. — Você gosta de eu te chupar com os pés?

Ele fechou os olhos por um segundo. Outro jorro de líquido pré-ejaculatório manchou minha meia.

— Você está me matando — disse ele.

— Ainda não — respondi.

E baixei o olhar por um instante para minha buceta nua sob o vestido. Cada vez que eu apertava o pau dele entre os pés, sentia uma descarga entre as pernas, e já conseguia sentir meu próprio gozo umedecendo a parte interna das coxas.

***

Comecei a mover os pés com mais ritmo. Para cima e para baixo, com uma pressão constante que só variava na velocidade. Sentia o contorno exato de cada parte dele: o comprimento inteiro, a leve curvatura para cima, a cabeça mais larga que o restante, a veia grossa na parte de baixo, até mesmo o peso tenso dos testículos que se moviam toda vez que eu acariciava a base. A umidade que foi aparecendo — uma mistura do líquido pré-ejaculatório dele com o atrito pegajoso entre a meia e a pele — fez os movimentos ficarem mais fluidos, mais precisos.

Ele respirava pelo nariz, devagar, com uma disciplina que me pareceu quase engraçada.

Tinha uma mão apoiada na borda da mesa, os nós dos dedos esbranquiçados de tanto apertar.

— Quero que você se concentre — eu disse em voz bem baixa.

— Estou concentrado — respondeu.

— Não parece. Está escrito na sua cara que você já está prestes a gozar.

— Estou prestes a gozar — admitiu, cerrando os dentes.

— Aguenta.

Um sorriso breve passou pelo rosto dele, embora estivesse ocupado demais tentando não fazer nenhum barulho para sustentá-lo. Ao nosso redor, o restaurante seguia normalmente: as outras mesas conversavam, riam, pediam a conta. Aquela energia de uma quarta-feira tranquila em que as pessoas comem bem e voltam cedo para casa.

Ninguém prestava atenção em nós. Ninguém tinha motivo algum para isso.

Só nós dois sabíamos que eu tinha o pau dele duro e pingando preso entre os meus pés debaixo daquela mesa de madeira escura, e essa exclusividade tornava tudo mais intenso. O perigo de a garçonete se abaixar para pegar alguma coisa e ver a rola dele aparecendo entre os meus pés, a obrigação de manter a compostura, a cara calma enquanto por baixo eu o masturbava com toda a tranquilidade do mundo.

Era exatamente isso que eu queria.

Debaixo do vestido minha buceta estava encharcada. Encharcada de verdade. Eu sentia minha própria umidade escorrendo pela abertura e manchando o assento de couro. Apertei as coxas por um instante contra a beirada da cadeira para acalmar a pulsação do clitóris e voltei a bombear o pau dele com os pés, dessa vez apertando mais forte.

***

Mantive-o perto durante vários minutos a mais, sem deixar que gozasse. Quando eu percebia que a postura dele ficava mais rígida e o pau se inchava ainda mais entre as minhas solas, eu diminuía o ritmo de repente. Quando ele relaxava um pouco, eu retomava com mais força, envolvendo a cabeça com o arco do pé e bombeando tudo. Era um jogo de tensão sustentada, e eu tinha todas as vantagens porque ele não podia fazer absolutamente nada sentado ali com a rola fora da calça.

Ele sabia disso. E isso também fazia parte do jogo.

Aumentei a velocidade por um momento — masturbei-o rápido, sem parar, sentindo o pau tremer entre meus pés — e então, justo quando a respiração dele realmente se encurtou e eu notei que estava prestes a gozar, reduzi o ritmo de novo até quase parar.

Ele soltou um som involuntário, um gemido abafado na garganta, e baixou o olhar para a mesa.

— Você é... — começou.

— Sou o quê? — eu disse.

— Você é uma filha da puta — terminou, num sussurro. Mas disse isso com um sorriso tenso e aquele olhar suplicante que ele só faz quando quer gozar à força.

— Eu sei — respondi, e apertei a ponta do pau dele entre os dedos dos pés.

Então apareceu a garçonete com um sorriso profissional e o bloquinho na mão.

— Posso trazer mais alguma coisa? A sobremesa, um digestivo, talvez um café?

Meus pés não pararam.

Reduzi o movimento a algo mínimo, quase imperceptível, mas constante. Sem pausa. O pau dele continuava duro como pedra sob a sola do meu pé direito, pulsando devagar, enquanto eu olhava para a garçonete com a cara mais neutra do mundo.

— Na verdade, preferimos levar o que sobrou do jantar — eu disse com uma voz completamente normal. — Seria possível pedir o resto para viagem?

— Claro. Já preparo as sacolas.

A garçonete recolheu os pratos e desapareceu em direção à cozinha.

Trabalho em hotelaria há anos e sei exatamente quanto tempo leva para embalar um jantar: no máximo quatro ou cinco minutos. Menos, se não houver fila na cozinha.

Quatro minutos.

Acelerei.

***

Meus pés encontraram o ritmo definitivo: pressão firme, movimento contínuo da base à ponta, girando levemente na cabeça a cada subida. Eu bombeava o pau dele rápido, sem descanso, apertando os testículos com a sola do outro pé a cada descida. Sentia como ele se tensionava mais a cada passada, como o calor aumentava sob meus pés, como a umidade fazia o tecido fino das meias ficar quase transparente de tanto contato, pegajoso e quente contra a pele dele.

Ele apoiou uma mão sobre a própria coxa, por baixo da mesa, sem me tocar. Só ali, como se precisasse se agarrar a algo concreto.

— Olha para mim — eu disse.

Ele olhou.

Os olhos dele tinham aquela expressão particular que só aparece quando alguém está completamente à sua mercê e sabe disso. Os lábios entreabertos, a respiração curta, a mandíbula tensa de tanto aguentar.

— Quero que você goze agora — sussurrei. — Me enche os pés de porra.

Apertei a cabeça dele com força entre os dedões dos dois pés, girei uma vez, duas vezes, e senti a rola inchar de repente, os testículos se contraindo contra a outra sola.

O primeiro jato foi forte, mais do que eu esperava. Senti primeiro contra a sola do pé esquerdo, um golpe quente e espesso de porra que encharcou minha meia por completo, e logo veio o segundo, e o terceiro, se espalhando entre os dois pés, encharcando a seda do nylon, penetrando aos poucos até chegar à pele. A gozada foi abundante — ele estava se segurando havia uma hora — e continuou disparando em pulsos curtos enquanto eu seguia bombeando devagar, ordenhando o pau dele até a última gota. Ele cerrou os dentes com tanta força que toda a mandíbula ficou tensa, e os olhos se fecharam por exatamente dois segundos antes de voltarem para mim. Um fio fino de porra escorreu da ponta e caiu sobre meu peito do pé, morno, viscoso.

Mantive o pau dele apertado entre os pés por mais um tempo, sentindo-o pulsar nas últimas convulsões, até notar que começava a amolecer. Só então baixei os pés devagar, com calma, exatamente no momento em que a garçonete voltava com as sacolas do jantar. Ele teve só tempo de guardar a rola ainda úmida dentro da calça e abotoar tudo antes que ela chegasse à mesa.

Sorrimos. Pagamos. Assinei o comprovante apoiada no balcão, com os sapatos de novo nos pés, mas os pés ainda úmidos e pegajosos dentro das meias, sentindo a porra dele aderida à pele, escorregando toda vez que eu mexia os dedos.

Se a garçonete percebeu alguma coisa, não demonstrou. Nos desejou uma boa noite com o mesmo sorriso de sempre.

***

Lá fora fazia frio. Aquele frio seco de outono que entra pela gola se você não estiver de cachecol.

Caminhamos até o carro sem dizer muito. Ele abriu minha porta primeiro, como sempre, e quando se sentou ao volante me olhou por um instante antes de dar partida.

— Como você consegue ficar tão tranquila? — perguntou.

— Prática — eu disse. E afastei um pouco os joelhos no banco do passageiro, erguendo o vestido só o bastante para ele ver de relance que eu não estava usando calcinha, que estava com a buceta encharcada e brilhante, e que tinha passado o jantar inteiro assim.

— Porra — murmurou, e acelerou.

Ele riu. Uma risada curta, desconcertada, ainda um pouco incrédula com o que tinha acabado de acontecer. No semáforo, esticou a mão e enfiou dois dedos em mim de uma vez, até o fundo. Eu estava tão molhada que eles entraram inteiros na primeira. Ele os tirou devagar, levou à boca e chupou enquanto me olhava.

— Você vai pagar pelo que fez no restaurante — disse ele.

— É o plano — respondi.

Ele dirigiu rápido, mais do que o habitual. As ruas estavam quase vazias àquela hora e o trajeto durou menos de dez minutos, embora a gente quase não tenha falado nesse tempo. Havia uma tensão diferente agora: não a antecipação do começo da noite, mas algo mais concreto, mais direto. Sabíamos exatamente o que ia acontecer assim que passássemos pela porta.

Ao sair do carro, segui descalça pelo caminho de entrada, com os saltos pendurados na mão. O frio do chão sob os pés foi um contraste brusco com tudo o que eu havia sentido na última hora. Ainda sentia a porra seca na pele entre os dedos.

Ele abriu a porta. Entramos.

E desta vez não havia nenhuma mesa entre nós.

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Comentários(6)

Naty_RJ

que conto!!! fiquei sem fala

PrimeiraVezComentando

é minha primeira vez comentando aqui mas nao resisti, preciso de uma segunda parte!!!!

MarinaV

Meu Deus, isso me lembrou de uma situação que passei num jantar faz uns dois anos... quase igual kkkkk

Leo_Floripa

Serio que essas coisas acontecem na vida real? Pergunto por um amigo kkk

NaCamaLendo

Lia bastante no celular antes de dormir e esse foi o que mais me prendeu essa semana. A tensão durante o jantar tá muito bem construida, dá pra sentir o desconforto e o prazer ao mesmo tempo sem precisar explicar nada. Parabens

Rafa_SP

nunca mais vou olhar pra mesa de restaurante da mesma forma kkkkk

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