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Relatos Ardientes

O quarto 507 e os dois desconhecidos que me submeteram

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O trinco do quarto 507 encaixou com um estalo metálico. Meu nome é Marcos, tenho quarenta e dois anos e levo uma vida dupla que ninguém suspeitaria. Por fora sou um consultor financeiro de terno cinza e agenda organizada. Por dentro, ardo com uma necessidade que só poucos entendem: a de ser dominado, submetido, reduzido a nada. A de me foderem como uma puta até me deixarem sem ar.

Naquele julho em Barcelona, o calor era sufocante. O calor pegajoso da cidade entrava pelas janelas do hotel apesar do ar-condicionado. Passei o dia inteiro com um nó no estômago, aquela mistura de medo e excitação que antecede o inevitável. Sentei na beira da cama e abri o laptop.

O perfil apareceu entre dezenas de outros: «Macho dominante procura submisso com hospedagem». Direto, sem enfeites. Exatamente o que eu precisava. Escrevi uma mensagem breve com o nome do hotel e o número do quarto. A resposta demorou apenas dois minutos.

«Estarei aí. Prepare-se bem. Quero o cu limpo e aberto.»

O relógio marcava quinze para as oito quando comecei o ritual. Tirei a roupa diante do espelho do banheiro e me barbeei com cuidado até deixar a pele completamente lisa: os ovos, o púbis, as virilhas, o sulco entre as nádegas. O reflexo me devolveu uma imagem que eu conhecia bem demais: um corpo comum e um pau pequeno que mal passava dos nove centímetros ereto. Uma piroquinha ridícula, quase infantil ao lado da de qualquer homem normal. Sempre me senti inadequado por isso, mas com o tempo descobri que essa inadequação alimentava minha submissão de formas que eu não conseguia explicar. Quanto mais riam do meu pau, mais duro eu ficava.

Me preparei a fundo. Cânula, ducha interna, água quente correndo pelas minhas tripas até sair completamente limpa. Depois ducha externa, sabão, água fervendo até os músculos relaxarem e o buraco ficar rosado e pulsante. Enxuguei-me devagar, me olhei uma última vez e saí para o quarto completamente nu. Cada minuto que passava acelerava meu pulso. Meu pau minúsculo estava duro, já molhando a ponta, antecipando.

Quando soaram as batidas na porta, senti o coração subir para a garganta.

Abri com cuidado. E lá estavam. Não um, mas dois homens. O primeiro, moreno, de mandíbula quadrada e da minha altura, falou sem esperar convite.

— Você deve ser o Marcos. Eu sou Diego, e este é Adrián. Não se importa de eu ter trazido companhia, né?

Eu não me importava. A presença dos dois amplificou minha excitação a um ponto quase insuportável. O pânico e o desejo se fundiram em algo elétrico que percorreu meu corpo inteiro. Dois contra um. Dois paus para uma só puta. A equação estava clara.

Entraram, deixaram uma mochila preta sobre a mesa e começaram a se despir com uma naturalidade que me intimidou. Os corpos eram sarados, mas o que capturou toda a minha atenção foram os paus deles. Grossos, longos, balançando pesadamente entre as pernas enquanto terminavam de tirar a roupa. Mesmo sem estarem totalmente eretos pareciam descomunais, dois paus escuros e veias saltadas, com os ovos pesados pendendo, cheios de leite. O de Diego era reto e grosso como um punho; o de Adrián, mais longo, curvado para cima, com uma cabeça inchada do tamanho de uma ameixa.

Chegaram perto e me colocaram entre os dois. Diego à frente, Adrián atrás. As mãos deles começaram a me percorrer como se inspecionassem uma mercadoria. Diego me beijou com uma autoridade esmagadora, sua língua invadindo minha boca sem pedir permissão, fuçando meu céu da boca, me provando. Adrián mordia meu pescoço, apertava meus mamilos até me fazer gemer, enviando choques que me faziam tremer da nuca aos joelhos. As mãos deles desceram e abriram minhas nádegas, deixando exposto meu buraco, enquanto um dedo seco roçava o botão apertado.

Minhas mãos encontraram os paus deles. Mal conseguia fechar os dedos em torno da grossura. Estavam quentes, pesados, crescendo contra minhas palmas a cada segundo, inchando até virarem dois bastões de carne dura. Comecei a masturbá-los devagar, sentindo-os endurecer como pedra, vendo o prepúcio retrair e deixar à mostra cabeças brilhantes que pingavam gotas espessas.

Adrián me tocou por trás, envolvendo meu pau com três dedos. A mão dele sobrava.

— Mas que coisinha pequenininha você tem, Marcos. Puta merda, parece a de um moleque. Se eu tampar com o punho, ela desaparece.

— Não se preocupa — riu Diego —, para o que ele vai usar, sobra. Aqui o que importa é o outro buraco.

Um gemido escapou de mim, abafado pela língua de Diego, que voltou a enfiá-la até minha garganta.

— De joelhos — ordenou Diego, se afastando. — Vamos ver se essa boquinha serve para alguma coisa.

Obedeci na hora, me deixando cair sobre o carpete. De baixo, a visão era esmagadora. Dois paus eretos a centímetros do meu rosto, grossos, com veias marcadas pulsando, os ovos pesados pendendo sob cada um. Não precisei de mais instruções. Coloquei a língua para fora e lambi dos testículos de Diego até a ponta da cabeça, recolhendo o gosto salgado do pré-gozo. Depois abri a boca o máximo que consegui e o coloquei dentro. Mal cabia metade. Diego agarrou minha nuca e empurrou, forçando-me a engolir mais, batendo o fundo da minha garganta até me fazer engasgar. As lágrimas brotaram dos meus olhos e a baba começou a escorrer pelo meu queixo.

— Isso, puta, engole esse pau inteiro. Sua boca serve é pra isso.

Adrián se aproximou do outro lado e apertou minhas bochechas para abri-las. Quando Diego tirou o dele, ele enfiou o próprio numa única investida, chegando até o fundo. Senti a cabeça inchada batendo na minha campainha, os ovos estalando contra meu queixo. Tossi, cuspi, babeei, mas não me afastei. Comecei a chupar e engolir como conseguia, sentindo-o me tirar até a ponta e me enfiar de novo inteiro, fodendo minha garganta sem piedade.

Revezaram várias vezes. Um pau, o outro, e de novo o primeiro. Minhas mãos trabalhavam no que a boca deixava livre, massageando os ovos deles, percorrendo a base com a língua. O gosto salgado se misturava com minha saliva, formando fios espessos que me desciam pelo peito.

— Você faz bem — rosnou Diego, segurando minha cabeça com as duas mãos e bombeando meu rosto como se fosse uma capa —. Com essa piroquinha ridícula que você tem, mais vale a boca funcionar. Aqui você é a fêmea. A puta. Entendeu?

Assenti com o pau dele ainda cravado até o fundo. Meu nariz roçava os pelos do púbis dele. Eu quase não conseguia respirar e, mesmo assim, estava mais excitado do que em toda a minha vida.

— Olha o pau dele — riu Adrián, olhando para baixo —. Tá duríssimo, a puta. Ele gosta de ser usado.

— Claro que gosta — rosnou Diego —. Era pra isso que ele veio. Não é, Marcos? Pra dois machos te foderem como você merece.

— Sim — murmurei com a voz quebrada quando ele tirou o pau para me deixar falar —. Sim, senhor.

— Senhores — corrigiu Adrián, e me deu um tapa seco na face com o pau, deixando meu rosto cheio do pré-gozo dele.

— Sim, senhores.

E ele enfiou de novo.

***

Depois de um bom tempo servindo-os com a boca até ficar com a cara encharcada de baba e a mandíbula doendo, eles ordenaram que eu me levantasse. Da mochila tiraram algemas de aço, um pote grande de lubrificante e preservativos de tamanho especial. Algemaram meus pulsos atrás das costas, as algemas me cortando os pulsos, e me empurraram para a cama, de joelhos, com o torso e o rosto afundados no colchão. O cu no alto, aberto, oferecido.

Diego se colocou atrás. Senti os dedos dele me abrindo as nádegas, me inspecionando. Ele cuspiu diretamente no meu buraco e vi o cuspe escorrer entre as nádegas. Depois passou lubrificante generosamente, encharcando o ânus, e começou a me dilatar com um dedo, depois dois, depois três, girando devagar, me abrindo.

— Você não é virgem, isso está claro. Mas está bem apertado. Faz tempo que não te dão o que é seu, né? Isso acaba agora mesmo. Hoje a gente vai deixar teu cu igual a uma meia.

Ele tinha razão. Havia mais de um ano. E nunca com nada daquele tamanho. Ouvi o barulho do invólucro do preservativo, o estalo da borracha se ajustando sobre a grossura do pau dele, o barulho úmido do lubrificante enquanto ele enrolava a camisinha com a mão.

Encostou a cabeça no meu ânus e começou a pressionar. Eu tentei relaxar o máximo possível, respirar, ceder, abrir o esfíncter para ele. Mas a penetração foi brutal. Senti uma pressão imensa, como se algo grande demais forçasse passagem por um espaço estreito demais. A cabeça empurrou, empurrou, e de repente atravessou a barreira do esfíncter com uma dor aguda que me arrancou um grito. Adrián tapou minha boca com a mão enorme dele.

— Cala a boca, imbecil, vão achar que a gente tá te esquartejando — sussurrou Adrián enquanto com a outra mão esmagava meu torso contra a cama —. Aguenta esse pau como uma boa puta.

Diego avançou centímetro por centímetro, me abrindo na força, até enterrar o pau inteiro. Senti os ovos pesados dele esmagando os meus, o púbis colado nas minhas nádegas. Ele parou um instante, me deixando sentir todo o volume dentro, e então começou a se mover. Devagar no começo, rítmico, deixando meu corpo se adaptar ao volume. Tirava o pau quase inteiro e voltava a enfiá-lo até o fundo, devagar, me ouvindo ofegar sob a mão de Adrián.

— Tá sentindo como entra bem, puta? — rosnou ele. — Teu cu foi feito pra isso. Pra te abrirem. Pra te encherem.

Cada investida me arrancava um gemido que a mão de Adrián abafava. A dor era intensa, lancinante, mas por baixo dela pulsava algo mais sombrio: um prazer perverso que crescia a cada golpe. O pau de Diego roçava algo dentro de mim, um ponto elétrico que me fazia estremecer inteiro.

Diego agarrou minhas ancas com as duas mãos, cravando os dedos até deixar marcas roxas, e acelerou. O som úmido do quadril dele batendo contra minhas nádegas enchia o quarto: chap, chap, chap. Os ovos dele me golpeando ritmicamente entre as pernas. Meu próprio pauzinho pequeno pendia duro sob o ventre, pingando um fio contínuo de pré-gozo que molhava o lençol.

— Olha só — disse Adrián olhando para baixo —. A puta tá pingando só de levarem ele.

— É o que ele é — rosnou Diego sem parar de meter —. Uma fêmea. Uma fêmea com pau de brinquedo.

Com as mãos algemadas nas costas, imobilizado e amordaçado por Adrián, eu não podia fazer absolutamente nada além de receber pau. E era exatamente isso que eu tinha ido buscar. Diego me fodava mais forte a cada minuto, tirando o pau inteiro para depois enfiá-lo de uma vez, afundando até os ovos. A cama rangia. O colchão se movia. Minhas nádegas iam ficar marcadas por dias.

Ele continuou pelo que pareceu uma eternidade. Sem piedade, sem se preocupar com meu sofrimento, concentrado apenas no prazer dele. Eu sentia os testículos batendo ritmicamente em mim, a respiração cada vez mais ofegante, os dedos cravados no meu quadril, os rosnados ficando mais profundos.

— Vou gozar — arfou ele. — Vou gozar dentro, puta. Aperta o cu.

Apertei como pude. Diego deu cinco ou seis investidas finais, brutais, me afundando até o fundo a cada vez. Por fim, com um rosnado gutural, ele parou bem fundo. Senti as pulsações violentas do pau dele enquanto ele se esvaziava dentro da camisinha, os espasmos sacudindo-o inteiro, os ovos contraídos contra mim. Ele ficou um bom tempo assim, se esvaziando, respirando ofegante, antes de se retirar devagar. O pau saiu com um som obsceno, deixando meu buraco aberto, pulsante, escorrendo lubrificante.

Meu corpo ficou tremendo, aberto, gemendo contra o colchão.

***

Trocaram de posição. Agora era a vez de Adrián. Ouvi o rasgo de outro invólucro. Diego assumiu o papel de me segurar: uma mão no meu ombro me esmagando contra a cama, a outra cobrindo minha boca.

Adrián me aplicou mais lubrificante, besuntando meu buraco já destroçado, e enfiou dois dedos inteiros sem esforço para conferir a dilatação.

— Tá aberto como uma flor — riu —. Você fez o trabalho, Diego.

Encostou a cabeça curvada na minha entrada e me penetrou num só empurrão, enfiando o pau inteiro de uma vez. Meu ânus, já cedido por Diego, o recebeu com menos resistência, mas o volume e a curvatura continuavam esmagadores. Adrián era mais longo, e a cabeça gigantesca dele chegava mais fundo, num lugar que Diego não tinha alcançado. Só que dessa vez, devagar, a dor começou a se transformar em outra coisa.

Comecei a me mover em sincronia com ele, empurrando o cu para trás toda vez que ele metia. Cada penetração profunda estimulava algo dentro de mim, uma pressão constante sobre a próstata que acendia ondas de prazer das entranhas. O ritmo se intensificou. Adrián metia e tirava com uma cadência selvagem, o quadril batendo nas minhas nádegas com força crescente, os ovos balançando contra os meus.

— Puta que pariu, que cu é esse da puta — rosnava ele. — Como ele aperta bem. Vou arrebentar isso.

— Arrebenta — disse Diego, agora se masturbando devagar diante do meu rosto com o pau ainda brilhando de lubrificante —. Que ele aprenda o que é.

Adrián agarrou meu cabelo e puxou para trás, arqueando minhas costas enquanto continuava a me bombear. A nova posição permitia que ele me enfiassse ainda mais fundo. Cada investida me acertava direto o ponto interno, uma e outra vez, sem trégua. Eu gemia, arfava, implorava em sussurros que nem eu mesmo entendia.

— Mais, mais forte, por favor, senhor…

— Mais? Quer mais, putinha?

— Sim, sim…

O prazer foi se acumulando como uma maré imparável. Meu pau pequeno, pendendo duro sem que ninguém o tocasse, vibrava, inchava mais do que jamais tinha inchado. Senti algo se romper dentro de mim, uma barreira que eu nunca havia atravessado. Meu primeiro orgasmo anal verdadeiro me atingiu com uma violência que me deixou sem ar. Todo o meu corpo se contraiu, meu esfíncter apertando o pau de Adrián em espasmos involuntários enquanto do meu pauzinho intocado saía jato atrás de jato de sêmen, manchando os lençóis sob mim, esvaziando minha alma sem que ninguém tivesse posto um dedo em mim.

— Puta merda, ele tá gozando! — gritou Adrián. — A puta goza com o pau no cu, sem nem tocar nele. Aperta pra caralho, porra.

— Claro que sim — disse Diego, cuja mão agora abafava gemidos de prazer em vez de gritos de dor. — Isso é o que ele é. A puta tá curtindo como uma fêmea de verdade. Olha como escorre por baixo.

Arrastado pelas minhas contrações, que ordenhavam o pau dele em espasmos, Adrián chegou ao próprio orgasmo segundos depois. Cravou o pau até o fundo, agarrou minhas ancas com força e se esvaziou dentro da camisinha com um rugido que ecoou pelo quarto inteiro. Senti cada pulsação, cada espasmo, enquanto ele descarregava dentro de mim com investidas curtas e profundas que me deixaram tremendo.

Quando saiu, meu buraco ficou aberto, inchado, pulsando no ar frio do quarto.

***

O que veio depois foi um catálogo de dominação metódica. Tiraram cordas da mochila, me livraram das algemas e me amarraram em cruz sobre a cama, de barriga para cima, com os pulsos e tornozelos presos aos quatro cantos da estrutura. As cordas se cravaram na pele quando eu forcei para testar. Eu não podia me mover.

Em revezamento, sentaram sobre meu rosto, esmagando meu nariz e minha boca com os cus suados deles, e me obrigaram a lambê-los. Eu colocava a língua para fora e explorava cada dobra, afundando a ponta nos buracos deles enquanto eles esfregavam as nádegas no meu rosto, me asfixiando por segundos cada vez que se apoiavam por completo.

— Mais pra dentro, puta — ordenava Diego, sentado sobre minha boca com todo o peso dele —. Enfia até o fundo. Prova meu cu. Assim, toda a língua. Boa puta.

Minha língua afundava no ânus dele, o percorria, o penetrava como podia. O gosto almiscarado, o suor, o cheiro denso de macho me invadiam a cabeça. Quando um se cansava, trocava com o outro, e eu seguia lambendo, chupando, comendo os cus deles como me ordenavam entre arfadas e a asfixia intermitente do peso deles.

Depois se levantaram e se masturbaram a centímetros do meu rosto. Diego se punhetou rápido, rosnando, apontando a cabeça para minha testa. Adrián ao lado esmurrava o pau curvado com movimentos longos. Tinham trazido um copo do banheiro e gozaram um depois do outro dentro dele, despejando dois jatos grossos e brancos que encheram quase metade do recipiente. Me deixaram cheirar o conteúdo, esfregando a borda no meu nariz. O cheiro era espesso, salgado, denso de macho.

Me masturbaram também, esmagando meu pauzinho pequeno entre dois dedos como se fosse um clitóris inchado. Mal precisaram de vinte segundos para me arrancar outro orgasmo. Recolheram minha corrida escassa no mesmo recipiente, acrescentando-a à deles.

— Dá uma fome fodida transar — disse Diego com um sorriso perverso, olhando o copo cheio.

Me amordaçaram com uma meia grossa enfiada até o fundo da boca e presa com fita adesiva enrolada várias vezes ao redor da cabeça. Depois tiraram da mochila um vegetal grosso — um pepino enorme, escuro, muito mais grosso que qualquer um dos paus que tinham me enfiado — e o besuntaram generosamente com lubrificante. Sem cerimônia, sem preparo prévio, enfiaram-no inteiro em mim. Meu corpo arqueou as costas num grito abafado enquanto o cilindro frio e duro se abria caminho pelo meu reto. A pressão contra a próstata era constante, inevitável, uma mão me apertando por dentro sem descanso. Selaram a entrada com fita adesiva cruzada sobre as nádegas para que eu não pudesse expulsá-lo.

— Esse amigo vai te manter bem ocupado — disse Diego entre risadas, dando um tapinha na minha coxa. — Se comporta.

Entraram juntos no banheiro. Ouvi-os tomar banho, rir, conversar como se nada estivesse acontecendo, comentar o quão apertado meu cu estava e como eu tinha me portado bem. Enquanto isso, a pressão interna do pepino, cravada exatamente sobre a próstata, me forçou ao primeiro de vários orgasmos involuntários. Sem ninguém me tocar, meu pau saltou e cuspiu outro jato fraco que me caiu sobre o ventre. As cordas rangeram enquanto eu tremia inteiro, incapaz de me mover, sufocado sob a mordaça.

Quando saíram do banheiro, me encontraram se retorcendo contra as amarras, tremendo, com o olhar perdido e o ventre manchado. Vestiram-se sem pressa, me olhando com uma mistura de diversão e satisfação. Fizeram-me cheirar o conteúdo do copo mais uma vez antes de deixá-lo sobre a mesinha, bem ao lado da minha cabeça, para que o cheiro ácido e denso me chegasse em ondas que mantinham minha excitação num nível insuportável.

— Vamos jantar. Não vai embora, hein? — disse Diego em tom debochado. — Aproveita teu amiguinho.

Levaram o cartão do quarto e saíram, pendurando a placa de «Não perturbe» no trinco da porta.

***

O tempo se distorceu. Anoiteceu de vez e fiquei no escuro, com apenas a luz que entrava pela fresta sob a porta. Cada barulho no corredor me fazia estremecer: vozes, passos, malas rolando, risadas distantes. O pepino continuava cravado em mim, batendo na próstata sempre que meus músculos o apertavam involuntariamente. Cada contração me obrigava a gozar de novo e de novo em espasmos secos que me deixavam cada vez mais exausto e, paradoxalmente, mais quente. Logo deixou de sair sêmen e passaram a ser apenas sacudidas profundas, um orgasmo perpétuo me sacudindo como uma corrente elétrica.

Será que voltariam? E se me deixassem assim a noite toda?

O medo e o desejo se retroalimentavam num ciclo que me deixava à beira da loucura. Perdi a conta dos orgasmos forçados. Meu pauzinho, inchado e arroxeado, pulsava sem descanso sobre meu ventre. O cheiro do copo de sêmen ao lado do meu rosto me enchia as narinas a cada respiração. Minha mente flutuava num estado alterado em que sofrimento e prazer eram indistinguíveis.

Por fim, a porta se abriu. A luz me cegou por um instante.

— Olha pra ele — disse Adrián. — Continua duro. Quente como uma puta no cio. E olha como a cama tá, toda suja de baba e leite.

— Coitadinho, deve estar com muita fome — disse Diego, se aproximando e soltando o cinto enquanto falava. — Vamos remediar isso.

Tiraram a fita adesiva das minhas nádegas e, com um puxão seco, retiraram o pepino. Meu buraco ficou aberto por um instante, escancarado, antes de se fechar à força em espasmos. Me masturbaram sem cerimônia, esmurrando meu pauzinho pequeno entre o indicador e o polegar como antes. Mal alguns toques bastaram para me arrancar outro orgasmo devastador, desta vez com uma corrida mais generosa que surpreendeu até eles. Recolheram meu sêmen no copo, acrescentando-o ao coquetel.

Depois abriram as calças e sacaram os paus meio eretos. Se masturbaram rapidamente, rosnando, esfregando um no outro as cabeças enquanto se espancavam, até que, com poucos minutos de diferença, descarregaram suas cargas dentro do recipiente. Diego cuspiu vários jatos grossos e longos; Adrián acrescentou os dele por cima, uma quantidade obscena que quase encheu o copo. A mistura boiava espessa, branca e amarelada, com bolhas na superfície.

Me tiraram a mordaça com cuidado. Eu estava com a mandíbula travada e a boca seca. Os dois seguraram minha cabeça pelas laterais e mantiveram minha boca aberta à força, os dedos cravados nas minhas bochechas.

— Agora teu prêmio — disse Diego, inclinando o copo sobre meu rosto. — Abre bem.

O primeiro jato bateu na minha língua. Espesso, salgado, amargo. Engoli. Outro jato. E outro. Me fizeram engolir devagar, controlando o ritmo, parando o copo quando eu começava a engasgar, deixando a próxima dose cair só quando eu tinha engolido a anterior. O gosto invadia minha boca inteira, minha garganta, minhas narinas. Uma parte escapou pela comissura e desceu pelo meu pescoço. Saboreei cada gota, até a última, enquanto eles observavam com expressão de satisfação, se masturbando preguiçosamente.

— Bom garoto, Marcos. Você tomou tudo — disse Adrián, limpando meu queixo com o polegar, que depois me enfiou na boca para eu lamber.

Me amordaçaram de novo depressa, enfiando a meia outra vez e selando com fita. Diego se inclinou e me deu um tapinha na bochecha.

— Agora você precisa descansar.

Tiraram um frasco escuro e encharcaram um pano. Assim que o aproximaram do meu rosto, um cheiro químico e adocicado atingiu minhas narinas. Pressionaram-no contra meu nariz e minha boca. Tentei resistir, agitando inutilmente os membros amarrados, mas os dois me seguraram sem esforço. O zumbido nos ouvidos começou quase de imediato, seguido por uma escuridão crescente que engoliu tudo.

Foi exatamente isso que eu vim buscar.

Depois, nada.

***

Acordei na manhã seguinte com uma dor de cabeça brutal e câimbras nos membros por causa das amarras. A luz entrava pelas cortinas. Eu ainda estava amarrado, amordaçado, com a placa pendurada do lado de fora impedindo que alguém entrasse no quarto. Meu buraco seguia aberto, pulsante, e o lençol estava encharcado de fluidos secos.

Não me encontraram até bem tarde da noite. Não denunciei. Sair daquela situação exigiu explicações ridículas, desculpas ao pessoal do hotel e o pagamento de um dia extra, o que foi o de menos.

Mas durante todo aquele dia, apesar da dor de cabeça e das câimbras, fiquei num estado de excitação perpétua. Os orgasmos forçados continuaram acontecendo, um atrás do outro, sempre que eu lembrava o gosto do sêmen deles na minha boca ou a sensação dos paus deles me abrindo o cu. Gozei várias vezes só de lembrar, até o esgotamento absoluto, manchando os lençóis limpos do hotel.

Foi, sem nenhuma dúvida, a experiência mais intensa de toda a minha vida. E enquanto escrevo isso de outro hotel, em outra cidade, não consigo evitar abrir o laptop e procurar um novo perfil que me prometa exatamente a mesma coisa.

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