Minha tia me transformou na sobrinha que nunca teve
Cada tarde, ao voltar da faculdade, guardava a roupa masculina na gaveta de baixo como quem esconde provas de um crime. E descia a escada de saltos.
Cada tarde, ao voltar da faculdade, guardava a roupa masculina na gaveta de baixo como quem esconde provas de um crime. E descia a escada de saltos.
Fiquei amarrado de barriga para cima, com as pernas abertas e sem saber o que ela tiraria em seguida daquela bolsa preta que deixou sobre a cama do hotel.
Llevaba semanas sin poder quitarme de la cabeza a aquel hombre. Un día tomé el bus, llamé a Bruno y volví a la finca sin avisarle a nadie.
Quando o ar fresco bateu na minha pele nua, entendi que não estávamos no quarto: ele me tinha levado para o jardim, amarrada e no escuro, e qualquer um podia me ver.
Cada marca que as cordas deixam na minha pele me aproxima um pouco mais do abismo. Mas é a única coisa que silencia a voz dele... do homem que eu deixei morrer.
Ela podia embaçar uma cidade inteira com seu desejo, mas naquela noite foi Renata quem fechou o cadeado, guardou a chave no bolso e sorriu como uma carcereira apaixonada.
Estava havia meses com a chave da minha jaula pendurada no pescoço dela, me lembrando quem mandava. Naquele depósito, ela aprendeu que o poder muda de mãos mais rápido do que ninguém imagina.
Fiquei dias imaginando aquele fim de semana: cada ordem, cada castigo, cada limite quebrado. Escrevi tudo numa mensagem e apertei enviar sem pensar duas vezes.
Tirei a roupa em silêncio, coloquei as orelhas e a coleira, e me enfiei na cama dele antes que acordasse. Eu lhe devia demais para continuar fingindo que queria apenas cuidar dele.
Baixei as calças manchadas de café convencido de que era meu grande momento. Não contava com a irmã mais velha dela cruzando a porta justamente então.
Conheci-a num app de leitura. Cabelo preto, alta, intimidadora. Aceitei ser sua submissa porque jamais imaginei que uma mulher assim olharia para mim duas vezes.
Faltavam duas horas para a videochamada e meu corpo já tremia. Eu não ia me tocar nem uma vez; bastava escrever o que ele queria que eu fizesse comigo.
Nunca o vi pessoalmente. Só precisei das minhas palavras, de um altar de velas e da certeza de que um homem pode se ajoelhar diante de alguém que nunca lhe devolverá o gesto.
Concedi a ele trinta dias para me provar que servia para alguma coisa. Na primeira noite, não o deixei se tocar: apenas acender uma vela, obedecer e esperar meu castigo.
Estava de pijama, com o café pela metade e um romance erótico nas mãos, quando ouvi a chave dele na porta e soube que aquela manhã não terminaria com a leitura.
Saí da academia sem tomar banho, como ele tinha pedido. Naquela tarde descobri que obedecer a outro homem podia me dar mais prazer do que mandar.
Ofereci-me para massagear os pés dela sem saber que ela ia colocar o dela exatamente onde eu não ousava pedir, e que nenhum dos dois diria uma palavra.
Passei um ano limpando a casa dele sem que ele me olhasse nos olhos. Na tarde em que tirei os sapatos na piscina, descobri que ele passava meses olhando meus pés.
Eu estava sozinho no apartamento dela quando vi as sandálias ao lado do sofá. Eu sabia que não devia tocá-las, mas naquela noite descobri do que eu era capaz por uma obsessão que jamais confessei.
Ele me pediu para não me lavar antes de ir. Achei que fosse só mais um capricho, mas naquela noite descobri até onde podia chegar a minha própria vergonha.