Trocamos a lingerie diante do nosso dono
“Quero ver algo novo”, ele disse do sofá. E eu já sabia exatamente com o que iria surpreendê-lo, mesmo que isso significasse arrastar Vera comigo.
“Quero ver algo novo”, ele disse do sofá. E eu já sabia exatamente com o que iria surpreendê-lo, mesmo que isso significasse arrastar Vera comigo.
O ar do quarto já estava irrespirável quando Ele nos olhou e disse que naquela noite precisávamos provar até onde éramos capazes de ir pelo prazer dele.
Bastou escorregar o salto para fora do calcanhar para ele parar de olhar nos meus olhos. E eu descobri quanta força cabia na ponta de um pé.
Nunca aceitei um pedido assim: ele só queria sentar e assistir enquanto outros me usavam, e guardar para o fim o que eles deixavam dentro de mim.
O cadeado se abriu com um estalo seco e ela soube, antes de sair da jaula, que ele voltava com o cheiro de outra mulher grudado na pele.
Nunca consegui distingui-las. Uma me beijava com ternura; a outra me amarrava e me usava. Só depois entendi que nunca houve erro: as duas tinham planejado tudo.
Bastou uma mão firme na nuca dela para que entendesse que, naquela noite, as regras eram minhas. O resto dependia de ela ousar ficar.
A primeira noite na cela 118 bastou para ele entender que já não era dono do próprio corpo, mas uma posse a mais do homem do beliche de baixo.
A bunda oferecida dela, o chicote ainda sem uso na minha mão e ela implorando que eu começasse. Mas o prazer do amo é outro: fazê-la esperar até que medo e desejo se confundam.
Enquanto meu marido mamava dos meus peitos diante do espelho, eu pensava nela e no corpo do homem com quem jantaríamos naquela noite.
Enquanto ele fervia o chá, os dois homens amarrados à mesa começavam a entender que naquela noite ninguém sairia daquela sala como entrou.
Despertei nua entre os dois, o corpo moído da noite anterior, e soube pelo roçar daquela régua verde nas minhas costas que ainda não tinham terminado comigo.
Havia uma porta fechada ao lado do quarto de Bárbara. Abri por curiosidade, sem saber que naquela mesma tarde eu terminaria amarrado lá dentro.
As correias apertavam quanto mais eu puxava. Eu estava amarrada, vendada e encharcada na minha própria cama quando a porta do quarto se abriu e ouvi duas vozes.
Quando a anestesia passou e ele abriu os olhos, já estava nu, algemado a uma cadeira e cercado por quatro mulheres que esperavam por esse momento havia um mês.
Eu a observava dobrar lençóis com aquelas leggings clarinhas e rezava para que ela não percebesse o volume no meu short. Até que um dia ela virou a cabeça e perguntou por que eu a olhava assim.
Eu a mantive enjaulada ao lado da mesa, de quatro, enquanto meus amigos comiam e jogavam as sobras no chão metálico. Era só o começo.
Naquela semana eu tinha me comportado como uma insolente, e ele me advertiu: veríamos se eu continuaria tão arrogante quando o tivesse de frente, de joelhos.
Ninguém ao meu redor desconfia, mas o dia inteiro eu obedeço ordens que só existem na minha cabeça… e cada vez desejo mais que se tornem reais.
Quando o aquecimento da cabana apagou, meu marido me lembrou que as regras dele não se quebram só porque faz frio. Naquela noite entendi o que significava pertencer a ele de verdade.