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Relatos Ardientes

Subjugué meu chefe com os pés no escritório

O despertador tocou às seis e meia em ponto, como um aviso de que o dia enfim havia chegado. Meu primeiro turno como recepcionista em um dos maiores grupos empresariais da cidade. Só a ideia me revirava por dentro com uma mistura de empolgação e nervosismo que eu não esperava sentir com tanta força. Fiquei olhando o teto por alguns segundos antes de juntar coragem para me levantar.

Vamos, Renata, é agora ou nunca.

Enquanto tomava um café com torradas, repassei mentalmente a roupa que tinha deixado separada na noite anterior. Queria causar boa impressão, mas também deixar um rastro de frescor e confiança que denunciasse minha idade. Acabei escolhendo um vestido vinho justo ao corpo, com mangas até o cotovelo e um decote em formato de coração que emoldurava minhas clavículas sem vulgaridade.

A saia, ajustada na parte de cima, abria só um pouco ao cair e terminava no meio da perna: o suficiente para ser provocante sem passar do limite. Um equilíbrio exato entre elegância e ousadia, ideal para anunciar minha chegada.

A escolha da meia-calça me tomou mais tempo do que eu gostaria de admitir. No fim, optei por uma preta translúcida, tão macia que parecia uma segunda pele. Ao escorregá-la pelos pés e subi-la devagar pelas pernas, senti o toque envolvente do tecido, como um sussurro íntimo acariciando cada curva. Minhas coxas, firmes e arredondadas, pareciam ganhar vida sob o brilho sutil que refletia na luz do quarto.

Ajustei com cuidado a parte de cima, certificando-me de que ficasse lisa, sem pregas, aproveitando a leve pressão que moldava minhas pernas com uma precisão quase tentadora. Por baixo, um fio dental de renda preta que mal cobria o necessário. Ao passar a ponta do dedo pelo púbis para acomodá-lo, notei que já estava molhada só de pensar em como me veriam entrar. Mordi o lábio. Se controla, Renata, você ainda nem saiu de casa.

Os stilettos pretos de verniz foram o complemento perfeito. Ao enfiar os pés neles, a forma como elevavam minhas panturrilhas e definiam a linha das coxas me deu uma sensação de poder que eu não esperava. Dei alguns passos sobre a madeira, deixando o clique ritmado dos saltos ecoar no quarto, como um prelúdio de tudo o que estava por vir.

Fiquei diante do espelho, vendo como a meia-calça e os saltos transformavam minhas pernas no centro da minha figura. Girei um pouco, posando sem esforço, e não consegui evitar notar como o tecido também realçava a curva da minha bunda. Sorri para mim mesma. Eu me sentia feminina e desejável, e era exatamente isso que eu queria sentir naquela manhã.

***

O trajeto até o prédio foi curto, mas carregado de pequenas emoções. O sol da manhã brilhava sobre a fachada de vidro, e meus saltos soavam suaves contra o mármore quando entrei. A recepcionista temporária me ofereceu um sorriso cordial antes de apontar um corredor.

—Sua mentora está esperando na sala ao lado. Mariana, certo? —disse, tentando parecer segura.

—Sim, ali mesmo. Boa sorte no seu primeiro dia.

Mariana era tudo o que eu imaginava em alguém com anos no cargo: elegante, eficiente e simpática, mas com uma franqueza que transmitia profissionalismo. Usava uma calça bege e uma blusa branca impecável, e ao me cumprimentar me ofereceu um sorriso caloroso.

—Renata, seja bem-vinda. Vem, vou te mostrar o lugar.

Enquanto percorríamos os corredores, ela me explicava o básico: onde ficavam as mesas, como organizar a documentação, os detalhes do dia a dia. Eu ouvia com atenção, mas não conseguia ignorar como cada passo meu parecia soar um pouco mais alto do que o normal, amplificado pelo eco dos saltos no mármore. Mantinha as costas retas, sentindo o balanço natural dos quadris acompanhar o ritmo.

Notei alguns olhares furtivos dos funcionários por onde passávamos. Olhos que desciam para minhas pernas envoltas na meia-calça e subiam rápido para o rosto, como se não quisessem ser flagrados. Mordi o lábio para disfarçar um sorriso. Eu não estava fazendo aquilo por eles, mas saber que não conseguiam parar de me olhar me dava uma faísca inesperada de satisfação. Um rapaz jovem, com a gravata frouxa, ficou descaradamente me encarando a bunda; senti os olhos dele cravados na costura do vestido, e por um instante me perguntei quantos daqueles homens estariam pensando em me foder antes do almoço.

—Uma dica —disse Mariana ao parar diante da mesa principal, com um sorriso cúmplice—. Aqui a imagem importa, mas não se preocupe, você tem tudo sob controle. Seja você mesma e o resto flui sozinho.

—Obrigada, Mariana. —Balancei a cabeça, ajeitando a barra do vestido enquanto me acomodava na cadeira. Ao cruzar as pernas, o tecido subiu um pouco mais do que eu pretendia, deixando à mostra a parte alta das coxas. A meia-calça brilhava sob a luz, e notei como esse reflexo parecia atrair olhares mesmo quando tentavam disfarçar.

Sem perceber, meu pé começou a brincar com o sapato. Deslizei-o só um pouco para fora do calcanhar, balançando devagar enquanto continuava ouvindo. A sensação da borda do stiletto roçando meus dedos nus era estranhamente prazerosa, um detalhe íntimo que, embora inocente, tinha um ar provocante. De relance, vi que Mariana continuava explicando algo sobre os procedimentos, mas seu olhar desceu por um instante até meu pé, e ela arqueou uma sobrancelha com um sorriso quase imperceptível.

Me ajeitei de novo, alisando o vestido com calma, sentindo uma mistura de diversão e leve vergonha por ter chamado atenção mais do que planejava. Ainda assim, não fiz nenhum esforço para mudar a postura.

—Ah, e provavelmente você vá conhecer o senhor Vidal em algum momento da manhã. Não fique nervosa, ele é encantador, mas tem uma presença… intensa.

***

Não tive tempo de perguntar mais nada antes que ele aparecesse. Um homem alto, de cabelo grisalho, cruzou o saguão com uma postura impecável. Vestia um terno cinza-escuro perfeitamente cortado, com uma gravata azul que contrastava com o branco da camisa. Caminhava devagar, porém seguro, e quando chegou à recepção me ofereceu um sorriso discreto.

—Bom dia. Você deve ser a Renata —disse com uma voz grave e calorosa.

—Sim, muito prazer, senhor Vidal. —Me esforcei para manter o tom firme, embora o coração batesse um pouco mais rápido do que o normal.

Ele me encarou diretamente, com aquela intensidade que Mariana havia mencionado, embora não fosse intimidante. Tinha algo magnético, como se a atenção dele pudesse captar cada detalhe de uma só vez. Seus olhos desceram por um momento, fixando-se nas meias que envolviam minhas pernas, antes de voltarem ao meu rosto. A pausa foi breve, mas suficiente para o rubor subir às minhas bochechas. E para uma pontada quente apertar meu cu por baixo da saia.

—Espero que você tenha um excelente primeiro dia. Mariana é uma ótima guia —acrescentou antes de seguir o caminho.

Quando ele sumiu pelo corredor, Mariana me lançou um olhar cúmplice.

—Viu? Eu disse, ele não morde. Mas, menina, você tinha que ver sua cara. Estava vermelha como um tomate.

Ri, aliviada pelo tom leve dela. O restante da manhã transcorreu com aparente calma, embora minha mente voltasse uma e outra vez ao breve encontro com ele. Havia algo na forma como ele tinha baixado o olhar que, mesmo sutil, me fez sentir observada de um jeito particular, como se minhas meias e meus saltos fossem mais do que simples acessórios. Cada vez que eu apertava as coxas sob a mesa, sentia a umidade se espalhando pela renda do fio dental. Eu estava molhada. Molhada por causa de um homem que eu tinha visto por trinta segundos.

***

Perto do meio-dia, Mariana se desculpou para atender a uma reunião e me deixou sozinha na recepção. Aproveitei o silêncio para me familiarizar com os sistemas e organizar os documentos pendentes. Mas minha concentração se quebrou quando passos firmes e um leve ranger de couro ecoaram no corredor.

Ergui os olhos e lá estava ele. Sua presença preenchia o espaço com uma facilidade desconcertante. Continuava com o mesmo terno cinza, mas agora com o paletó desabotoado, deixando à mostra a gravata perfeitamente alinhada e a camisa branca. O olhar dele, tão intenso quanto antes, se cravou em mim e me fez endireitar as costas por instinto.

—Renata, certo? —Sua voz grave parecia me envolver.

—Sim, senhor Vidal. Em que posso ajudá-lo? —tentei soar profissional, embora o tom me traísse com um leve tremor.

—Só passei para ver como está indo o seu primeiro dia. Mariana me comentou que você está com tudo sob controle. —O sorriso dele era educado, mas havia algo na forma como me olhava que me fazia sentir avaliada em cada detalhe.

Enquanto falava, ele se apoiou de leve na borda da mesa, encurtando a distância entre nós. Senti o olhar dele descer por um segundo até minhas pernas cruzadas, deter-se no brilho da meia-calça e voltar ao meu rosto. Meu sapato, ainda pendurado pelos dedos, oscilou quase sem querer, e a atenção dele pareceu demorar um instante a mais no movimento. De relance, vi, disfarçado pela tela da calça, um volume crescendo. O pau dele estava ficando duro me olhando o pé. Apertei as coxas sob a mesa e senti uma pulsação quente entre as pernas.

—Obrigada, senhor. Estou me adaptando bem. Mariana tem ajudado bastante. —Quis manter o controle, mas o calor subindo pelo meu pescoço me tornava consciente de cada gesto.

—Isso é bom. —Ele fez uma pausa, o olhar preso ao meu, como se buscasse algo além de uma resposta educada—. Espero que você se sinta confortável aqui. É importante se sentir em casa, mesmo no trabalho.

A forma como ele disse isso, com aquela mistura de autoridade e gentileza, me deixou um pouco desarmada. Num impulso, descruzei as pernas para ajeitar o vestido, e o gesto fez o tecido subir mais do que eu pretendia, revelando um pouco mais da coxa. Vi o olhar dele desviar por um instante antes de voltar aos meus olhos, e algo em sua expressão mudou, como se a profissionalidade cedesse espaço a uma curiosidade mais íntima. Vi a garganta dele engolir em seco. Vi a língua aparecer de leve para umedecer o lábio inferior. Vi o volume engrossar contra a calça. E gostei. Gostei muito.

—Tenho certeza de que será assim —respondi, tentando parecer relaxada, embora minha respiração já estivesse acelerada.

—É o que espero. —O tom dele baixou, quase num sussurro, antes de se erguer devagar. O aroma de sua colônia, amadeirado e um pouco picante, ficou pairando entre nós.

Quando ele se virou para ir embora, percebi que eu estava prendendo a respiração. Me recostei um pouco na cadeira, sentindo as pernas tremerem de leve, não pelos saltos, mas pela intensidade do momento. Levei uma mão para debaixo da mesa e me toquei por cima da saia: eu estava encharcada. A renda do fio dental grudava no meu cu como uma segunda pele molhada.

Antes de atravessar o corredor, ele parou e se voltou para mim.

—Renata, você poderia me levar um café até a minha sala em alguns minutos? Eu gostaria de continuar essa conversa com mais calma. —Não foi uma ordem, mas também não foi uma pergunta.

Assenti, tentando parecer tranquila. Mas, enquanto o via desaparecer pela porta do escritório, meu pulso acelerou, e a leve pressão da meia-calça contra a pele parecia me lembrar, a cada toque, que algo em mim tinha mudado. Eu ia levar um café para ele. E também ia deixar que ele me comesse se tentasse. Eu soube disso com uma clareza que me deixou sem ar.

***

O caminho até a sala dele pareceu mais longo do que eu esperava, como se cada passo carregasse uma tensão impossível de ignorar. Eu levava uma bandeja com uma xícara de café recém-passado, o aroma quente contrastando com a corrente elétrica que me envolvia desde que aceitei o convite dele. Ao chegar à porta entreaberta, bati de leve com os nós dos dedos.

—Pode entrar, Renata —respondeu sua voz, grave e serena.

Ao entrar, o espaço me recebeu com uma mistura de madeiras escuras, couro e o eco quase imperceptível de música clássica. A sala dele era exatamente o que eu imaginava: elegante, sóbria, perfeitamente organizada, com uma parede de janelas que deixava a luz natural cair sobre sua figura atrás da mesa ampla. Ele conferia alguns papéis, mas, ao me ver, deixou a caneta sobre a mesa e me dedicou um sorriso que me fez dar um salto por dentro.

—Obrigado. —Levantou-se para receber a bandeja, e ao fazê-lo seus dedos roçaram os meus. Um contato breve que me fez prender a respiração.

—É um prazer, senhor —disse, tentando manter o tom profissional, embora a voz tremesse.

—Sente-se, por favor. —Indicou uma cadeira em frente à mesa, mas antes que eu pudesse me acomodar me observou com atenção—. Se preferir algo mais confortável, o sofá perto da janela é a melhor opção.

Hesitei por um instante e assenti, agradecida por escapar da rigidez da mesa. O sofá de couro preto era macio e envolvente, e ao me sentar percebi como o vestido voltava a escorregar, deixando mais pele exposta. O brilho da meia-calça sob a luz da janela parecia atrair o olhar dele como um ímã, embora ele disfarçasse voltando ao café.

—Espero que a música não incomode —comentou, inclinando-se para o aparelho de som para ajustar o volume. A melodia ficou mais nítida, enchendo o ar de uma atmosfera tranquila, mas carregada de certa intimidade.

—De forma alguma. É muito agradável. —Minha resposta foi honesta, embora eu não pudesse ignorar como cada movimento dele parecia calculado para tensionar meus nervos.

O silêncio que se seguiu não era incômodo, mas denso. Cruzei as pernas devagar, deixando o salto voltar a pender do meu pé. Eu não conseguia evitar. Esse gesto tinha se tornado quase um reflexo natural para acalmar minha ansiedade, embora no fundo eu soubesse que tinha outro efeito. Senti o olhar dele se prender por alguns segundos a mais no movimento, e algo dentro de mim se acendeu. Uma onda de calor desceu até o ventre e umedeceu o fio dental outra vez. Eu podia me sentir: doce, ácido, safada.

—Você é muito observadora, Renata —disse ele de repente, o tom baixo e pausado—. É algo que eu valorizo muito neste trabalho.

—Obrigada, senhor. Tento dar o melhor de mim —respondi, inclinando-me um pouco em direção a ele, o bastante para que o decote se marcasse sem ficar óbvio. Vi o olhar dele afundar na fenda dos seios e voltar com esforço.

—Isso está evidente. —Deixou a xícara com um gesto contido e se aproximou um pouco mais do sofá. A luz da janela contornava sua figura, e a proximidade tornava o ar mais espesso.

Por um momento nenhum de nós falou. A música preenchia os vazios, e o clique constante do meu salto contra o calcanhar parecia marcar o compasso de algo mais profundo do que palavras. Foi então que notei o olhar dele descer de novo, fixo no meu pé, agora completamente fora do sapato.

***

Respirei fundo, sentindo o calor se acumular no peito e descer até o ventre. Devagar, deslizei o outro sapato e deixei os dois pés descalços sobre o chão. A meia-calça brilhava com um reflexo tentador, e sem pensar muito levantei um pé e o apoiei de leve sobre a coxa dele.

—Isso incomoda o senhor Vidal? —perguntei, a voz quase num sussurro carregado de intenção.

Ele não respondeu de imediato. Em vez de se afastar, levou uma mão ao meu pé e percorreu a borda com a ponta dos dedos, a expressão se endurecendo com um desejo contido.

—Renata… —murmurou, o tom grave agora tingido de algo mais escuro.

Com um sorriso que eu não consegui esconder, deixei meu pé subir lentamente, roçando o tecido da calça dele, percebendo como o corpo dele reagia a cada movimento. A música seguia nos envolvendo, mas tudo o que eu ouvia era a nossa respiração ficando cada vez mais ofegante.

A mão dele pousou com mais firmeza sobre meu pé, sustentando-o por um momento, como se avaliasse se deveria me deter ou me deixar continuar. O toque era quente, decidido, e o prazer contido dele me encorajou a prosseguir. Minha motivação era simples: eu queria sentir o peso do desejo dele, o poder que eu exercia sobre ele com um gesto tão simples quanto deslizar o pé sobre o corpo dele. O risco de sermos descobertos, a adrenalina correndo nas veias e o atrito do tecido contra a minha pele tornavam aquilo tão prazeroso para mim quanto para ele.

—Renata… —A voz dele soou como um aviso, mas ele não tirou a mão.

—Alguma coisa está errada, senhor Vidal? —perguntei num tom que queria parecer inocente, embora o olhar que lancei dissesse qualquer coisa menos isso.

Com um movimento leve, subi o pé e pressionei de leve contra a virilha dele. A resposta foi imediata: um suspiro escapou dos lábios dele e o corpo se retesou. O tecido da calça denunciava o óbvio. O pau dele estava duro como pedra, marcado contra o pano cinza, grosso e comprido sob a sola do meu pé. Senti ele pulsar. Cada batida daquele caralho rígido contra meus dedos me fez apertar as coxas.

Mexi o pé devagar, traçando círculos suaves, sentindo como ele reagia a cada atrito. A borda da meia-calça criava um contraste perfeito entre a maciez do tecido e a firmeza que começava a aparecer sob meus movimentos. Fechei os olhos por um instante e deixei a sensação me dominar: o toque da meia nele, o controle que eu tinha naquele momento e a tensão que enchia o ar. Com a ponta do pé percorri o comprimento inteiro do pau dele por cima da calça, medindo, memorizando a forma. Era grosso. Grosso e comprido. A imagem daquele caralho dentro da minha boca, dentro do meu cu, dentro da minha buceta me atacou de repente e eu precisei morder o lábio para não gemer.

—Você é perigosa, Renata… —murmurou ele, deixando a cabeça cair para trás, as mãos agarradas às bordas do sofá como se tentasse não perder o controle.

—Não é minha intenção, senhor. Só quero que o senhor fique confortável. —Minhas palavras eram um sussurro de dois gumes, enquanto meu pé aumentava o ritmo, pressionando com mais decisão. Esmaguei a sola contra o volume e esfreguei para cima e para baixo com firmeza. O tecido da calça estalava de leve sob a minha meia-calça.

As mãos dele, antes contidas, moveram-se até meu tornozelo e o seguraram com uma mistura de firmeza e adoração. Senti os dedos dele traçarem linhas sobre a meia, subindo devagar pela minha perna, os olhos fechados, perdido no momento. O atrito entre meu pé e a dureza dele, ainda coberta pela calça, parecia levá-lo ao limite. O corpo dele respondia com pequenos espasmos, e o gemido que escapou confirmou que eu o tinha exatamente onde queria.

O risco era tão excitante quanto o ato em si. A porta continuava fechada, mas a possibilidade de alguém entrar, de isso ser descoberto, acelerava meu pulso. Cada pressão, cada movimento medido, se tornava uma dança íntima entre o permitido e o proibido. Imaginei Mariana entrando e nos encontrando assim, com o pau do chefe se esfregando contra meu pé revestido pela meia, e o pensamento me disparou uma pulsação úmida no cu.

—Por favor… —murmurou ele com mais força, o tom oscilando entre súplica e prazer, como à beira de ceder por completo.

—Shh… —sussurrei, levando um dedo aos lábios enquanto continuava no meu ritmo, alternando movimentos firmes com carícias leves que pareciam desmontá-lo. A respiração dele ficava mais densa, os músculos antes tensos relaxavam sob a pressão do meu toque—. Tira pra fora, senhor Vidal —sussurrei, e a minha própria voz soou estranha, mais rouca, mais adulta, mais puta—. Tira pra fora pra mim. Quero ver.

***

Com uma pausa deliberada, ele levou as mãos à cintura da calça e a desabotoou com dedos firmes que, apesar da decisão, tremiam um pouco. Abriu o zíper sem desviar o olhar, afastou o elástico da cueca e libertou sua ereção de forma direta que, ainda assim, não perdeu um pingo da elegância que o caracterizava.

E ali estava. Seu pau nu apontando para o teto, grosso na base, com uma glande inchada e arroxeada que brilhava com uma gota espessa de líquido pré-seminal. As veias se marcavam ao longo do comprimento, pulsando a cada dois ou três segundos. Era maior do que eu havia imaginado por fora. Fiquei olhando com a boca entreaberta.

—Eu não esperava que… —disse num sussurro, mas minha própria voz me traiu, quebrando-se com um traço de curiosidade excitada que eu não consegui esconder—. Caralho. Está enorme.

—Continue… —ele me interrompeu, grave e carregado de desejo. O olhar fixo refletia uma mistura de gratidão e necessidade, como se todo o controle dele tivesse desmoronado e agora dependesse completamente do que eu decidisse.

Sem pensar muito, me recostei no sofá, acomodando-me com as pernas levemente erguidas, deixando o vestido deslizar até ficar preso na cintura. A postura revelava a delicada renda preta da minha lingerie, que se tornava translúcida sob a luz e marcava as curvas dos meus quadris com descaramento. O tecido estava escurecido por uma mancha inconfundível entre minhas pernas. Eu sabia que ele via. Sabia que ele via que eu estava me derramando por causa dele.

Daí, meus pés envoltos pela meia translúcida tinham toda a liberdade para se mover com precisão. Olhei direto nos olhos dele enquanto os dois encontravam o pau nu, acariciando-o primeiro com movimentos suaves, como se calibrasse cada reação. Juntei as plantas em torno do tronco, apertando-o como se fosse uma buceta feita de seda, e comecei a subir e descer.

—Assim, senhor Vidal? —perguntei, o tom coqueto, mas com uma intenção que não deixava margem para dúvidas—. O senhor gosta assim, com as minhas meias apertando o seu pau?

Ele não respondeu de imediato. Os lábios entreabertos e o leve tremor da mandíbula falavam por ele. Com as mãos agarradas às bordas do sofá, comecei a mover os dois pés com um ritmo mais ousado, prendendo a dureza entre as plantas, deixando a textura sedosa da meia multiplicar cada atrito. O calor da pele dele atravessava a fina barreira do tecido, e, a cada movimento, eu o sentia ceder um pouco mais. A glande, úmida pelo líquido que não parava de sair, lambuzava a meia preta, deixando uma mancha brilhante que se espalhava cada vez mais.

—Você é… boa demais nisso —ele conseguiu dizer entre respirações agitadas.

—É questão de prática… —respondi com um sorriso travesso, apertando de leve com o arco dos pés, deslizando a ponta de um até a base enquanto o outro subia num ritmo constante. A tensão no corpo dele era evidente; cada movimento o levava mais perto do limite. Desci uma mão entre minhas pernas, afastei a borda do fio dental e enfiei dois dedos na buceta. Eu estava tão molhada que eles entraram inteiros de uma vez. Um gemido baixo escapou de mim sem querer.

Ele abriu os olhos ao ouvir.

—Deixa eu ver —murmurou com a voz quebrada—. Deixa eu ver você se tocar, porra.

Afastei totalmente a renda úmida para o lado e abri mais um pouco as pernas. Mostrei tudo: os lábios inchados, o clitóris rígido aparecendo entre eles, meus dedos brilhantes do meu próprio gozo entrando e saindo. O pau dele deu um solavanco violento entre meus pés e uma nova gota se esticou até cair sobre a meia.

—Estou muito molhada, senhor —sussurrei, aumentando o ritmo com os pés enquanto me fodia com os dedos—. Muito molhada por sua causa. Está vendo?

—Meu Deus, Renata…

A música seguia tocando, mas o protagonista era o som da respiração cortada dele, o barulho úmido dos meus dedos entrando na buceta e o roçar da minha meia contra o pau dele. O corpo dele começou a arquear, e as mãos, antes firmes no sofá, foram até meus tornozelos, segurando-os como se precisasse se agarrar a alguma coisa para não perder o controle de vez. Ele moveu os quadris, começou a foder meus pés. O pau escorregava entre as meias com um som molhado, apertado, indo e vindo da bainha de seda que eu tinha feito com as plantas.

—Renata… —murmurou, agora mais como súplica do que como aviso—. Não vou aguentar muito mais.

—Shh… —voltei a responder, agora com um ar de domínio que me surpreendeu até a mim—. Goza, senhor Vidal. Goza nas minhas meias. Quero ver.

Tirei os dedos da buceta e levei-os à boca, chupando um por um enquanto o observava. A mandíbula dele se contraiu. Meus pés aceleraram, alternando círculos com pressões firmes que pareciam empurrá-lo para o limite. Sentia o calor dele se intensificar e a evidência do prazer ficar cada vez mais inegável. O pau inchou ainda mais entre minhas plantas, a glande quase violeta, as veias grossas pulsando com violência.

—Isso… isso, porra…

Finalmente, um gemido baixo e grave escapou dos lábios dele enquanto o corpo estremecia. A tensão se liberou num espasmo impossível de conter, e a resposta veio imediata: o primeiro jato de sêmen saltou quente e espesso contra a planta do meu pé direito, encharcando a meia na mesma hora. Um segundo jato, mais longo, escorreu pelo tronco e me sujou os dedos. O terceiro, mais fraco, ficou pendurado na glande antes de descer em um fio grosso sobre meu tornozelo. O pau dele continuou pulsando entre meus pés enquanto terminava de se esvaziar, e eu não parei de apertá-lo, ordenhando-o com as plantas, arrancando até a última gota.

Olhei para baixo e observei como o resultado ficava marcado na fina transparência. A meia, antes de um preto uniforme, agora brilhava leitosa em vários pontos, com a porra quente ainda se espalhando pelo tecido e colando-o à minha pele. O cheiro de sêmen se misturou ao da minha própria buceta molhada e ao da colônia amadeirada, e algo em mim estremeceu ao reconhecer que aquele cheiro era o cheiro de ter feito um homem importante perder o controle.

Ele tentava recuperar a compostura, respirando fundo, o peito subindo e descendo. Inclinei-me para a frente devagar, deslizei um dedo pela minha perna para recolher um pouco do sêmen dele e o levei à boca. Chupei sem tirar os olhos dos dele. Tinha gosto denso, um pouco salgado, um pouco doce. Engoli e sorri.

—Espero que tenha sido… mais do que confortável, senhor Vidal —disse num sussurro travesso, com um sorriso que nem tentei disfarçar.

Ele me olhou, ainda ofegante, e um sorriso curvo apareceu em seus lábios, refletindo uma mistura de satisfação e espanto.

—Renata… você é uma mulher única.

O olhar dele desceu para a minha buceta, que ainda estava aberta e brilhante entre minhas pernas. Ele lambeu os lábios. Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, ele se ajoelhou entre minhas pernas sobre o tapete e segurou meus quadris com as duas mãos.

—Deixa eu te retribuir o favor —murmurou.

Ele não me deu tempo de responder. A boca dele desceu sobre a minha buceta com uma avidez que me arrancou um gemido agudo. Tive que tampar a própria cara com as duas mãos para não gritar. A língua dele se enterrou entre meus lábios, longa, quente, precisa, e começou a me lamber de baixo para cima com lambidas longas que iam do períneo ao clitóris. Sugou, lambeu, mordiscou. Enfiou a língua dentro de mim, tirou, enfiou de novo, fodendo a boca da minha buceta como se fosse um pau pequeno e ágil.

—Ai, meu Deus… senhor Vidal… —suspirei, agarrando-me ao encosto do sofá.

Ele subiu até meu clitóris e o prendeu entre os lábios, sugando de leve, depois com mais força, alternando sucções com círculos da ponta da língua. Ao mesmo tempo, enfiou dois dedos na minha buceta e começou a movê-los para cima, apertando aquele ponto que me fez ver estrelas. Um terceiro dedo se juntou, me esticando, e senti o sofá encharcando sob minha bunda com o meu próprio gozo que não parava de brotar.

—Assim, isso, assim, não para… —implorei num sussurro. Minha voz soava desesperada, obscena, muito longe da recepcionista impecável que tinha entrado naquela manhã.

Ele acelerou. Os dedos me fodiam com um ritmo firme enquanto a boca não largava meu clitóris. O orgasmo foi se acumulando na base das costas, subiu pelo ventre e explodiu de uma vez. Arqueei o corpo, fechei as coxas em torno da cabeça dele e soltei um grito abafado contra a palma da mão. Minha buceta se fechou com violência sobre os dedos dele, pulsando, contraindo-se repetidas vezes enquanto eu gozava. Ele não me soltou. Continuou lambendo, mais suave agora, prolongando o orgasmo até que eu comecei a tremer e a afastar o rosto dele porque não aguentava mais.

Ele se levantou do chão com o queixo e os lábios brilhando de mim. Limpou-os com o dorso da mão e sorriu. Ainda tinha o pau para fora, meio duro, pesado e pendurado na braguilha aberta. E eu, sem pensar, estendi a mão e o agarrei.

—Ainda não estamos quites —murmurei.

Apertei. Mexi devagar. Senti crescer de novo sob a minha palma, engrossar, endurecer. Ele me olhou com as sobrancelhas erguidas, uma surpresa divertida no rosto.

—Você tem vinte e um anos e aguenta mais do que eu, Renata.

—Vinte e dois. E eu não estou aguentando nada, senhor. Só estou começando.

Desci do sofá para o chão, entre as pernas dele, e coloquei o pau na boca sem avisar. Chupei de uma vez, até a metade, e ele agarrou o encosto com as duas mãos e soltou um palavrão entre os dentes. Tinha gosto de mim. De buceta misturada com o resto do próprio sêmen, e aquela combinação salgada e espessa me deixou ainda mais cachonda. Passei a língua por ele do topo até a glande, deslizei por baixo do prepúcio, enfiei inteiro até bater no fundo da garganta e tossi um pouco, mas não soltei.

Olhei para cima, com os olhos lacrimejando, com a boca cheia do pau dele, e ele acariciou minha bochecha com uma ternura que contrastava com o que estava acontecendo.

—Renata, porra…

Saí com um pop úmido, respirando forte, com um fio de saliva pendendo do meu lábio. Sorri para ele.

—Gostou de como a sua recepcionista chupa o senhor Vidal?

—Como ninguém me chupou em anos.

Voltei a colocar o pau na boca. Dessa vez com ritmo, subindo e descendo a cabeça, apertando os lábios contra o tronco, me ajudando com a mão na base. Com a outra mão, toquei de novo o clitóris, ainda sensível do orgasmo anterior. Minha buceta estava aberta, faminta, pulsando. Queria mais. Queria ele dentro.

Levantei sem soltar o pau dele, subi em cima dele no sofá, com os joelhos de cada lado dos quadris. Ergui o vestido até a cintura. Afastei o fio dental para o lado com um dedo. Apoiei a glande na entrada da buceta e desci devagar.

—Ai, porra… —suspirei quando a ponta entrou.

Desci mais. Fui colocando centímetro por centímetro, saboreando como ele abria caminho, como me esticava. Eu estava tão molhada que ele escorregou inteiro na segunda pressão. Enfiei até o fundo, até minha bunda tocar nas coxas dele, e soltei o ar de uma vez.

—Você está muito dentro —sussurrei no ouvido dele—. Muito dentro, senhor Vidal.

Ele me agarrou pelos quadris com as duas mãos. Apertou forte. Eu comecei a me mover. Para cima e para baixo, primeiro devagar, sentindo cada veia do pau dele arranhar por dentro, sentindo a glande empurrar contra o fundo da minha buceta. Depois mais rápido. Depois muito mais rápido. O sofá rangia. Meus seios saltavam dentro do vestido, e ele puxou o decote de uma vez, tirando-os de lá. Colocou um mamilo na boca e sugou com força enquanto eu cavalgava nele. Mordi o ombro dele para não gritar.

—Mais forte, senhor —sussurrei—. Me fode mais forte.

Ele me ergueu pelos quadris e me virou. Me pôs de bruços sobre o braço do sofá, com a bunda empinada e as meias já arruinadas de sêmen ainda brilhando sob a luz. Levantou meu vestido até as costas. Afastou o fio dental de novo e enfiou o pau de uma vez.

—Ah, porra, sim…

Ele começou a me foder por trás num ritmo brutal. O pau entrava e saía da minha buceta com um som obsceno, molhado, chapinhado. Os quadris dele batiam contra minha bunda e o impacto reverberava por toda a sala. Ele agarrou meu cabelo com uma mão, não com violência, mas com autoridade, e com a outra apertou uma nádega até me deixar a marca dos dedos.

—Você é uma puta deliciosa —rosnou perto do meu ouvido—. Minha puta deliciosa. Minha recepcionista.

—Sim, senhor. Sua puta. Me fode.

Ele me fodia tão fundo que cada estocada me fazia subir o ventre. Enfiava o pau até bater no meu colo do útero e o puxava quase todo para fora antes de voltar a afundá-lo. Ele meteu um polegar no meu cu, só a ponta, e esse detalhe inesperado fez minha buceta se contrair ao redor dele num espasmo. Senti ele inchar lá dentro.

—Vou gozar de novo —anunciei entre os dentes—. Ai, meu Deus, vou gozar…

—Goza. Goza comigo. Goza no meu pau, Renata.

Ele acelerou ainda mais. Os dedos dele apertaram meu quadril. Eu joguei a bunda para trás para recebê-lo, para me empalar sozinha contra ele. O segundo orgasmo me atingiu de uma vez, mais violento do que o primeiro. Minha buceta se fechou sobre ele em contrações profundas, apertando-o até o fundo. Gritei contra o braço do sofá, mordi o couro. Um segundo depois ele soltou um rosnado animal e tirou o pau no último instante. Gozei nas minhas costas, sobre a curva da bunda, jatos grossos e quentes que marcaram minha pele e salpicaram a barra do vestido arregaçado.

Ficamos assim por alguns segundos. Eu dobrada sobre o braço do sofá, ofegante. Ele em pé atrás de mim, com o pau ainda na mão, terminando de sacudir as últimas gotas sobre a minha bunda. A sala cheirava a sexo, a sêmen, à minha buceta, a colônia cara. A música clássica continuava tocando como se nada tivesse acontecido.

Ele tirou um lenço do bolso da calça e me limpou as costas com uma delicadeza que me surpreendeu depois da brutalidade de um minuto antes. Arrumou meu fio dental no lugar. Baixou meu vestido com cuidado. Virou-me e subiu de novo o decote sobre os seios. Me beijou na têmpora.

—Agora sim estamos quites —murmurou.

Ri, ainda tremendo. Passei os braços pelo pescoço dele e dei um beijo lento, longo, com língua. Tinha gosto de mim. Dos dois. De tudo o que acabávamos de fazer.

***

O ar continuava carregado, como se o momento ainda flutuasse entre nós. Enquanto calçava os saltos de novo, senti o calor dos olhos dele fixos em mim, observando cada movimento como se quisesse guardar cada detalhe na memória. O tecido úmido na sola dos pés grudava à pele com uma textura diferente, um lembrete palpável do que acabara de acontecer. A porra já tinha esfriado um pouco, mas ainda estava ali, lambuzando as meias, pegajosa, impossível de ignorar. Entre as pernas eu também sentia o sêmen escorrendo pela parte interna da coxa. Eu não tinha tido tempo nem vontade de me limpar por completo.

Ao ficar de pé, o atrito do sapato contra a meia amplificou aquela sensação. Foi como se, a cada passo, o peso do momento ficasse comigo, levando-me a um nível de consciência que eu nunca tinha experimentado antes. Cada vez que o salto tocava o chão, a fricção suave e quase grudenta me lembrava o que havíamos compartilhado. Uma mistura de poder, controle e a ousadia de ter cruzado uma linha que eu jamais imaginei atravessar no meu primeiro dia.

O senhor Vidal se levantou com calma, ajeitou o pau dentro da cueca, subiu o zíper e recompôs a postura com a mesma elegância do começo. Nem uma ruga fora do lugar. Só o rubor nas bochechas e um brilho nos olhos denunciavam o que havia acontecido. Ele me olhou com aquele sorriso que misturava cortesia e algo mais profundo, e deu um passo em minha direção, estendendo a mão para minhas costas.

—Deixa eu te acompanhar até a porta, Renata. É o mínimo que posso fazer depois desse… começo tão promissor. —Sua voz tinha um tom de satisfação que ele não tentou esconder.

Assenti sem dizer nada, consciente de cada gesto, cada olhar, cada toque que fazia o ar vibrar ao nosso redor. Enquanto caminhávamos até a saída, senti a mão dele roçar minha cintura e deslizar os dedos com uma suavidade calculada até a curva da minha bunda. Não foi descarado, mas foi intencional o bastante para me acelerar a respiração. Ele apertou uma nádega com a palma aberta, com a confiança de quem tinha acabado de me comer cinco minutos antes, e voltou a subir a mão para minha cintura como se nada tivesse acontecido.

—Você fez um trabalho excelente hoje, Renata. —O tom era casual, mas a pausa que fez antes de continuar deixou claro que havia algo mais por trás—. Tenho certeza de que você vai se encaixar perfeitamente aqui.

Ao chegar à porta, a mão dele se afastou devagar, como se resistisse a parar de me tocar. Virei-me para ele, ainda sentindo o calor da palma através do vestido. Um sorriso suave apareceu nos meus lábios, e minha resposta foi deliberadamente leve, embora carregada de sentido.

—Obrigada, senhor Vidal. Foi um prazer contribuir para que o seu dia fosse… confortável.

Ele soltou uma risada breve, baixa e contida, antes de assentir.

—Mais do que você imagina, Renata. Mais do que você imagina.

Enquanto saía da sala dele e voltava para a recepção, a sensação sob meus pés continuava ali, cada passo um lembrete do que acabávamos de compartilhar. Havia algo estranhamente satisfatório naquele atrito sutil, no eco dos meus saltos no corredor, em como o tecido úmido se moldava aos meus movimentos. Eu também sentia o sêmen descendo devagar pela parte interna da coxa, um fio quente escorrendo dentro das meias e me fazia apertar as pernas a cada dois passos. Eu me sentia poderosa, como se quem cruzasse comigo fosse incapaz de imaginar o que tinha acontecido atrás daquela porta fechada. Que eu estava indo com as meias encharcadas do sêmen do chefe, com a buceta ainda pulsando, com o gosto do pau dele na boca.

Quando cheguei à mesa, sentei lentamente, alisei o vestido e cruzei as pernas com cuidado. Olhei para os meus pés, ainda envoltos naquela meia-calça que agora parecia carregar uma história própria. Senti um calor no peito, uma mistura de satisfação e orgulho que eu nunca tinha experimentado daquele jeito. Debaixo da mesa, apertei as coxas e senti como a porra dele continuava escorrendo devagar. Sorri sem querer.

É só o primeiro dia.

E, embora eu não soubesse o que viria depois, uma coisa era certa: eu pretendia aproveitar cada passo do caminho.

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