Don Anselmo não era o vizinho tranquilo que parecia
Conheciam-no como o velho bonachão da esquina, o que cumprimentava todo mundo e nunca levantava a voz. Bastou uma tarde a portas fechadas para descobrir o homem que ele realmente era.
Conheciam-no como o velho bonachão da esquina, o que cumprimentava todo mundo e nunca levantava a voz. Bastou uma tarde a portas fechadas para descobrir o homem que ele realmente era.
No primeiro dia de aula, ela se sentou ao meu lado cheirando a baunilha. Eu não sabia que aquela garota ia mudar por completo a minha forma de entender o desejo.
Acordei ao amanhecer com o barulho vindo do quarto deles. A porta estava entreaberta, e o que vi me deixou paralisado no corredor, nu e sem poder me mover.
Ela chegou de lingerie preta, abriu a mangueira e deixou a água correr pela pele. Na hora eu soube que aquela noite de agosto não ia terminar como amizade.
Nunca imaginei que a amiga do meu marido me ensinaria algo sobre mim mesma no provador de uma loja. Muito menos que, naquela mesma tarde, nós o convidaríamos para participar.
Ela saiu no meio da manhã e o apartamento ficou em silêncio. Ficamos só eu e ele, e o que a noite anterior tinha despertado já não dava para ignorar.
Ela estava tão nervosa que mal sustentava meu olhar. Ele queria me provar pela primeira vez. Eu só precisava cuidar dos dois até o medo passar.
Naquela noite à beira da piscina, achei que me esperava só uma dança. Não imaginei que Marina guardava havia dez anos uma promessa que nos arrastaria aos dois.
Eu tinha passado vinte horas viajando e só pensava em voltar para os braços dela. Não imaginava que esse reencontro me faria cruzar uma linha que eu jurava nunca cruzar.
Subi as escadas ainda com o cheiro do hospital na pele. A porta entreaberta, a luz quente, a camisola de seda. Não precisaram de palavras: eu já sabia como a noite terminaria.
Quando abri a porta enrolada na toalha, ela entrou sem me deixar falar. Não era o cara que minha amiga esperava nem o plano que minha cabeça imaginava.
Publiquei um anúncio procurando dois cavalheiros discretos. Quando abri a porta da suíte e os vi à minha espera, soube que naquela noite não haveria limites.
Há meses nós o chamávamos para nossa casa depois de cada jantar. Desta vez quisemos mais: dois dias trancados com ele, sem relógio, sem vizinhos, sem freio.
Eu tinha vinte anos e achava que conhecia meus desejos, até que minha sogra abriu aquele álbum e me mostrou quem tinha sido. Nessa noite eu apaguei a luz e entendi tudo.
Baixei a tela do celular pensando que só conversaríamos, mas o que vi na cama dela naquela madrugada mudou completamente o que eu achava que queria.
Quando ela saiu do chuveiro e tirou o lenço, descobri que Daniela escondia algo que ia mudar por completo nosso fim de semana na praia.
Tomás saiu do banho nu e disse que pra que ia se vestir se a gente ia despí-lo mesmo. Naquela noite na cabana, nenhum dos quatro pensou em dormir.
Numa noite de tempestade, voltei encharcada e abri sem avisar a porta do quarto: o que vi sobre a nossa cama mudou minha cabeça mais do que qualquer briga poderia.
Quando suspenderam o confinamento, eu já estava tempo demais aguentando. Saí para a rua decidido a encontrar o que precisava, sem imaginar que seriam três ao mesmo tempo.
Acordei com uma única ideia fixa entre as pernas e um nome na boca. Naquela manhã, Pamplona inteira me cheirava a sexo, e eu só queria encontrá-la.