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Relatos Ardientes

A confissão de Margarita na oficina da estrada

Conheci Mariela numa cidadezinha serrana onde tudo se fica sabendo depressa e ninguém consegue fingir por muito tempo. Ela devia ter uma idade parecida com a minha, chegando aos quarenta, e à primeira vista parecia uma mulher comum: discreta, gentil, dessas que baixam os olhos quando alguém conta algo cru demais. Ficamos amigas quase sem querer, à força de tardes longas, café requentado e conversas cada vez mais íntimas.

A primeira vez que entrei na casa dela foi porque o irmão, Bruno, tinha me convidado. Ele e eu estávamos nos encontrando às escondidas havia meses, e nunca eram encontros suaves. Naquela tarde, ele me mantinha inclinada sobre a mesa da sala de jantar, com o vestido arregaçado e a bunda aberta para ele, metendo a pica em mim com aquela brutalidade que sempre me deixava mais excitada do que devia, quando ouvimos uma chave na porta.

Bruno não parou. Agarrou minha cintura, enterrou-se até o fundo mais algumas vezes e gozou dentro da minha bunda com um gemido seco, cerrando os dentes. Mal tive tempo de ajeitar a roupa antes de Mariela aparecer na cozinha e me encontrar vermelha, despenteada e com o leite do irmão escorrendo entre minhas nádegas.

Eu a cumprimentei como se nada tivesse acontecido. Ela fez o mesmo, embora tenha me olhado de um jeito estranho. Muito tempo depois, ela me diria que, naquele instante, entendeu que eu era uma mulher capaz de lhe contar coisas que ninguém mais ousava sequer nomear.

Desde então, nós duas começamos a nos ver com frequência. Eu falava demais e quase nada me envergonhava. Contava a ela sobre meus amantes, meu ex-marido, as vezes em que tinha entrado em camas alheias por puro vício, o prazer que me dava chupar uma pica dura até ter ânsia, ou sentir um homem abrir bem minhas pernas e me usar sem delicadeza.

Mariela escutava em silêncio. Às vezes ficava corada, às vezes soltava uma risada nervosa, e outras permanecia imóvel, apertando a xícara com os dedos. Havia algo em seu rosto quando eu falava de sexo que me chamava a atenção: não era rejeição, nem exatamente pudor. Era fome misturada com medo.

Num entardecer, sentadas no quintal dela enquanto escurecia, decidi perguntar sem rodeios.

—Me diz uma coisa, Mari, quando foi a última vez que te comeram de verdade?

Ela engoliu em seco e baixou os olhos.

—Nunca.

Eu ri, convencida de que ela estava brincando.

—Ah, para, não tira uma com a minha cara.

—Não estou mentindo —disse ela, bem baixinho—. Nunca fiquei com um homem. Nunca vi uma pica de perto.

Fiquei olhando para ela por vários segundos, tentando decidir se estava me zoando. Mas não. Dava para perceber na voz, na vergonha, naquele jeito de apertar as coxas como se o simples fato de dizer aquilo já acendesse alguma coisa entre suas pernas.

—Nunca enfiaram nada em você? —insisti.

—Não.

—Nem chuparam você, nem você chupou, nada?

Ela negou com a cabeça. Fiquei muda por um instante e depois senti um calor brutal subindo pelo corpo. Não por ternura. Por tesão. Porque, de repente, imaginei-a diante de um homem de verdade, vendo-o abaixar a calça, descobrindo uma pica dura pela primeira vez, sem saber o que fazer, com a boceta molhando sozinha de nervoso.

Mariela sustentou meu olhar por apenas um segundo e percebeu que eu estava pensando alguma coisa suja.

—Não olha para mim assim —murmurou.

—Assim como?

—Como se você já tivesse me despido inteira na sua cabeça.

Sorri.

—Pior. Já imaginei você de pernas abertas.

Ela corou tanto que precisei conter o riso. Quis provocá-la mais um pouco.

—Me diz a verdade. Você nunca ficou curiosa?

—Sim.

—E nunca quis experimentar?

—Também.

—Então que porra você está esperando?

Mariela levou vários segundos para responder. Quando falou, foi com uma sinceridade que me deixou ainda mais excitada.

—Eu esperava não fazer isso sozinha. Esperava que alguém me levasse pela mão.

Fiquei calada. Sua voz não tinha malícia, mas tinha desejo. Ela estava assustada, claro, embora esse medo se misturasse a uma excitação tão evidente que quase dava para sentir o cheiro da boceta molhada dela de onde eu estava sentada.

—Amanhã à noite você vem comigo —eu disse.

Ela ergueu a cabeça de repente.

—Aonde?

—A uma oficina que fica na estrada velha. Conheço o dono. Às sextas, ele se reúne com uns amigos para beber vinho e jogar cartas.

—Não.

—Sim.

—Você é louca.

—Pode ser —eu disse—, mas você está com vontade.

Ela ficou imóvel. Sua mão desceu devagar até o colo e apertou o vestido por cima, num gesto mínimo e involuntário. Eu a vi fazer isso. Ela percebeu que eu tinha visto e retirou a mão imediatamente.

—Não sei fazer essas coisas.

—Você não precisa saber. Só precisa querer.

—E se eu me arrepender?

—A gente vai embora.

—E se eu não gostar?

—Então pelo menos você vai parar de imaginar.

A resposta não veio em palavras. Veio em sua respiração cada vez mais rápida, no leve tremor dos lábios, naquele silêncio denso que valia mais do que qualquer sim. Antes de ir embora, aproximei-me e falei em seu ouvido.

—Vai tomar banho. E não use calcinha apertada.

Ela me olhou com um espanto delicioso.

—Não faz isso comigo.

—Você já está excitada, Mari. Não mente para mim.

Ela ficou sozinha no quintal e eu fui embora sorrindo.

***

Na noite seguinte, passei para buscá-la perto das onze. Quem abriu a porta foi o irmão dela. Bruno examinou meu rosto e depois olhou para o corredor, onde se ouvia Mariela se movimentando no quarto.

—Aonde você vai levar ela?

—Dar uma volta.

—Não me enrola —disse ele—. Eu conheço você.

Dei de ombros. Ele sorriu com aquele meio sorriso torto que sempre me deixava molhada.

—Cuida dela —disse—. E, se ela voltar diferente, melhor.

Não respondi. Mariela apareceu naquele momento e cortou qualquer réplica. Vestia um vestido escuro muito simples e uma jaqueta leve. Parecia uma mulher comum a caminho de um jantar qualquer e, no entanto, trazia no rosto aquele nervosismo brilhante de quem sabe que está prestes a atravessar uma porta da qual não se volta igual.

Na caminhonete, ficou calada durante quase todo o trajeto. A cidade ficou para trás e a estrada começou a esvaziar. Só se viam algumas luzes isoladas, postos fechados e o reflexo dos faróis no asfalto.

—Ainda podemos voltar —ela disse de repente.

—Sim.

—Você quer voltar?

—Não.

Ela me observou por alguns segundos. Depois perguntou, com uma voz pequena que não escondia a excitação:

—Vai doer?

—Na primeira vez, provavelmente.

—Muito?

—Depende de quão molhada você estiver. E de quanto abrir.

Ela engoliu em seco.

—Estou nervosa.

—Você também está excitada.

Ela não negou. Na verdade, acabou confessando com uma franqueza desajeitada que me enterneceu e me deixou ainda mais excitada.

—Desde ontem não paro de pensar nisso. Em como vai ser. Em como vai se sentir na boca. Em se vou conseguir aguentar dentro de mim.

Virei um pouco a cabeça para olhá-la.

—Você vai conseguir.

—E se eu fizer alguma coisa errada?

—Vão ensinar você.

A oficina estava meio fechada, com a cortina levantada pela metade e uma luz amarela escapando do fundo. Ouviam-se vozes de homens, um rádio velho e o som seco de copos batendo sobre uma mesa. Buzinei uma vez e logo Elías saiu, limpando as mãos num pano imundo.

Era um sujeito de costas largas, barba escura e braços fortes, desses homens que sempre cheiram a graxa, tabaco e trabalho. Quando me viu, sorriu. Quando viu Mariela atrás de mim, sorriu ainda mais.

—Que surpresa —disse—. E ainda por cima veio acompanhada.

—Trouxe uma amiga.

Os olhos dele desceram devagar pelo corpo de Mariela, sem disfarçar.

—Entrem.

Entramos nos fundos. Havia pneus empilhados, ferramentas penduradas, uma mesa com garrafas abertas e mais quatro homens: um caminhoneiro grandalhão de cabelos grisalhos, dois mecânicos jovens já bem crescidos e um peão robusto que parecia não falar muito e comer como uma besta. Todos nos olharam do mesmo jeito. Como se olha para a carne quando já se decidiu comê-la.

Serviram vinho. Aceitei apenas um pouco. Mariela bebeu mais do que devia, ou talvez precisasse daquilo para não sair correndo. No começo, as brincadeiras foram leves, mas eu conhecia aquele ambiente. Sabia como a temperatura ia subindo. Uma frase, um olhar, um toque falso de casualidade, uma mão que demora demais para se afastar.

Elías fez com que eu me sentasse em seu colo. Acomodei-me sem bancar a santa, esfregando a bunda de leve contra o volume que já se marcava sob a calça. Os outros riram. Mariela os observava como se não soubesse se devia ficar assustada ou se molhar ainda mais.

—E a sua amiga? —perguntou o caminhoneiro—. É tímida ou só está se fazendo de difícil?

Mariela abriu a boca, mas não respondeu.

—Ela é nova —eu disse.

A mesa inteira ficou em silêncio por um segundo.

—Nova como? —perguntou um dos mecânicos.

—Como parece. Nunca chupou uma pica. Nunca enfiaram uma pica nela. Nunca viu uma de perto.

A mudança no ar foi instantânea. Todos olharam para ela de outro jeito. Com mais fome. Com uma atenção densa e concentrada. Mariela sentiu aquele peso e cruzou as pernas, apertando-as com força.

—É verdade? —perguntou Elías, olhando fixamente para ela.

Ela demorou a responder, mas finalmente assentiu.

—Sim.

—Então hoje você vai aprender —disse o caminhoneiro.

A frase arrancou dela um tremor visível.

Elías segurou meu queixo e me beijou sem aviso, enfiando a língua até me fazer gemer. Sua mão desceu para minha coxa e abriu minhas pernas. Por baixo do vestido, começou a esfregar minha boceta por cima do tecido fino, e eu reagi como sempre: entregando-me. Sabia que aquele era o sinal para tudo começar.

Um dos mecânicos levantou-se e fechou a porta dos fundos. O outro desligou o rádio. O peão aproximou-se de Mariela por trás e afastou o cabelo de seu pescoço. Ela deu um sobressalto, mas não se moveu quando ele encostou a boca em sua nuca.

—Relaxa —murmurei—. Se você não quiser, diga agora.

Mariela respirou fundo. Depois disse algo tão baixo que quase não se ouviu.

—Não quero ir embora.

Isso foi suficiente.

Elías me pôs de pé e me virou. Levantou meu vestido até a cintura e bateu com força na minha bunda, uma, duas, três vezes, até deixar minhas nádegas ardendo. Gemi sem pudor. Diante de todos, ele baixou minha calcinha e a deixou pendurada num tornozelo. O caminhoneiro soltou uma gargalhada e abriu o zíper, tirando uma pica grossa e pesada, já meio dura.

Vi como Mariela olhava para ela. Seus olhos se arregalaram de verdade, não fingindo, mas por puro impacto. Era a primeira. A primeira pica de sua vida. Ficou pregada, olhando para ela e engolindo em seco.

—Chegue mais perto —ordenou o caminhoneiro.

Ela olhou para mim antes de obedecer. Assenti devagar. Mariela deu dois passos desajeitados e ficou diante dele, hipnotizada por aquela carne rígida que o homem segurava com a mão como se pesasse.

—Toque —disse ele.

Mariela estendeu a mão com uma lentidão quase reverente. Roçou a ponta com a polpa dos dedos e soltou um pequeno suspiro, como se queimasse. Depois envolveu-a inteira. Não conseguia fechar todos os dedos. A pica deu um tranco em sua mão.

—Mais forte —indicou.

Ela obedeceu. Começou a punhetá-lo sem técnica, subindo e descendo a mão timidamente. O caminhoneiro afastou o cabelo do rosto dela.

—Agora a boca.

Mariela abriu os lábios, mas hesitou.

—Lambe a ponta primeiro —eu disse, enquanto Elías enfiava dois dedos entre os lábios da minha boceta e os remexia com maldade—. Devagar.

Ela pôs a língua para fora. Mal tocou a cabeça úmida e já estremeceu. Experimentou outra vez, passando a língua por mais tempo, olhando para ele como se não acreditasse no que estava fazendo. Depois o beijou. O caminhoneiro rosnou de prazer.

—Isso. Agora enfia na boca.

Mariela tentou. A ponta mal abriu seus lábios e sua falta de jeito já ficou evidente. Chupou com cuidado, sugando como se quisesse aprender cada sensação. Aos poucos, foi colocando mais para dentro, ajudando com a mão. Quando o homem segurou sua cabeça, pensei que ela se afastaria. Não se afastou. Ficou quieta e deixou que ele a guiasse até ter metade da pica dentro da boca.

Eu não conseguia parar de olhá-la. Era obsceno e bonito ao mesmo tempo ver a vergonha derretendo nela. O peão se pôs atrás dela e agarrou seus peitos por cima do vestido, apertando-os com força. Mariela soltou um gemido em torno da pica que chupava, e aquele som foi suficiente para deixar todos loucos.

Elías me inclinou sobre um pneu deitado e separou bem minhas nádegas. Senti sua língua de repente na minha bunda, úmida, larga e grosseira. Lambeu-me sem delicadeza, enfiando a ponta para dentro, chupando meu cuzinho enquanto, com a outra mão, abria minha boceta e esfregava meu clitóris. Gemi alto, mais por exibicionismo do que por surpresa.

—Você continua tão puta —disse ele no meu ouvido.

—E você continua sabendo usar a boca.

Ele riu e enfiou três dedos na minha boceta de uma vez. Arqueei as costas. Notei o mecânico jovem se posicionar diante de mim e me oferecer a pica. Não precisei pensar. Segurei-a e comecei a chupá-la, profundamente, molhando-a com saliva, enquanto Elías me abria com os dedos e me preparava para me comer.

Do outro lado, o vestido de Mariela já estava levantado. O peão tinha baixado sua roupa íntima até os joelhos e enfiava a mão entre suas pernas enquanto ela continuava mamando. Eu a vi se afastar por um segundo da pica do caminhoneiro, vermelha, babada e respirando mal.

—Estou muito molhada —disse, como se aquilo a surpreendesse.

Os homens riram. O caminhoneiro acariciou sua bochecha com uma obscenidade quase terna.

—Melhor para você.

Fizeram-na sentar na beirada de uma mesa de trabalho. Suas pernas tremiam. O peão abriu suas coxas e ficou olhando entre elas.

—Está escorrendo —disse.

Mariela cobriu o rosto com uma mão, humilhada. Eu não a ajudei. Queria que ela vivesse aquilo por inteiro.

—Não se esconda —eu disse—. Abra mais.

Ela me obedeceu. Separou as pernas até deixar a boceta completamente exposta. Brilhava de tão molhada. O caminhoneiro se colocou entre suas coxas e passou a ponta da pica em seus lábios. Mariela deu um pequeno salto e soltou um suspiro.

—Olhe para mim —ordenou ele.

Mariela olhou.

—Se quiser que eu pare, diga.

Ela assentiu, respirando depressa.

Ele encostou a cabeça na entrada e empurrou apenas um pouco. Vi a expressão de dor instantânea em seu rosto, a tensão no ventre, o modo como seus dedos se cravaram na borda da mesa. Mas também vi como ela abriu mais as pernas em vez de fechá-las.

—Devagar —sussurrou.

O homem obedeceu, avançando alguns centímetros. Depois foi penetrando-a pouco a pouco, deixando-a sentir cada trecho da pica abrindo sua boceta pela primeira vez. Mariela gemia de boca aberta, ainda não de prazer puro, mas daquela mistura brutal de ardência, pressão e excitação que faz você não saber se quer se afastar ou pedir mais.

—Está quase —disse ele.

—É grande...

—É.

Ele enfiou um pouco mais. Ela soltou um gemido comprido e levantou a pélvis sem querer, como se tentasse escapar. Mas, quando finalmente ele entrou inteiro, até o fundo, Mariela ficou imóvel por vários segundos, com lágrimas nos olhos e o peito subindo e descendo em alta velocidade.

—Meu Deus... —murmurou—. Sinto dentro de mim... inteiro...

—Agora você sabe —eu disse, justo antes de Elías me penetrar por trás e arrancar um grito de mim.

Ele me penetrou de uma só vez, duro e profundo, fazendo o pneu contra o qual eu estava inclinada ranger. A pica entrou pesada pela minha boceta, enchendo-me de repente. Começou a me comer com estocadas secas e sonoras, enquanto eu continuava chupando a do outro, sentindo a saliva escorrer pelo meu queixo.

A oficina se encheu de ruídos obscenos: carne batendo, respirações quebradas, ordens, gemidos, cusparadas. O caminhoneiro começou a se mover dentro de Mariela bem devagar no início, dando-lhe tempo para se adaptar. Cada vez que saía, via-se o brilho da umidade por toda a pica. Cada vez que voltava a entrar, ela reclamava menos e gemia mais.

—Assim... assim... —começou a dizer, surpresa com a própria voz.

O peão se colocou atrás dela e segurou seu queixo.

—Abra.

Mariela obedeceu. Ele enfiou dois dedos em sua boca, molhando-os com sua saliva, e depois os levou para entre suas nádegas. Tocou de leve seu cu. Ela ficou rígida.

—Não —disse imediatamente.

—Não aí —esclareci entre uma estocada e outra—. Hoje não.

O peão assentiu e, em vez de insistir, desceu a mão até o clitóris dela. Começou a esfregá-lo em círculos fortes, sem suavidade. Mariela deu um sobressalto violento. O caminhoneiro continuou enterrando-se nela enquanto o outro amassava um de seus peitos e trabalhava seu clitóris. Não demorou muito para ela gozar. Vi seu rosto perder o controle, seus dentes se apertarem, sua cabeça pender para trás e seu corpo terminar com um gemido rouco, quase incrédulo.

—Vou gozar... vou gozar... —repetia, como se nunca tivesse pensado que aquela frase pudesse sair de sua boca.

Ela gozou tremendo em torno da pica, com as pernas frouxas e os olhos cheios de lágrimas. O orgasmo deixou seu corpo desmontado. O caminhoneiro a segurou pela cintura e sorriu com uma satisfação animal.

—Agora sim você é mulher, gostosa.

Mariela estava aérea demais para responder.

Eu continuava sendo comida por Elías, que me fodia cada vez mais forte. O mecânico que eu chupava agarrou meu cabelo e começou a marcar o ritmo com os quadris. Deixei que fizessem comigo, engolindo o máximo da pica que conseguia, sentindo ânsias molhadas na garganta. Elías me tirou de repente e colocou uma mão nas minhas costas.

—Vire-se.

Eu me virei. Ele me sentou sobre o pneu e abriu bem minhas pernas. Um dos outros se ajoelhou e começou a lamber minha boceta com fome, enquanto Elías cuspia na mão e posicionava a pica contra minha bunda. Olhei para ele e sorri.

—Enfia.

Ele empurrou devagar no começo, apenas a ponta, abrindo meu cuzinho com uma pressão que fez minhas pernas se contraírem. Depois continuou, firme, até entrar inteiro. Gemi de boca aberta, sentindo aquela dor conhecida transformar-se imediatamente em puro vício. Ele começou a comer minha bunda enquanto o outro chupava minha boceta, e gozei quase na hora, suja, barulhenta e sem elegância.

Mariela me olhava da mesa, ainda com as pernas abertas, vendo meu corpo sacudir com o orgasmo. O caminhoneiro acariciou sua coxa.

—Quer mais?

Ela respirou fundo. Sua voz saiu quebrada, mas decidida.

—Sim.

Passaram-na para o peão. Ele tinha uma pica mais curta, mas mais grossa, e, quando a mostrou, Mariela voltou a olhá-la com aquele fascínio obediente que já começava a apreciar o descaramento. Dessa vez, não esperou ordens. Inclinou-se sozinha, segurou-a com a mão e começou a chupá-la melhor que antes, com mais saliva, mais língua e mais vontade. Aprendia rápido.

—Vejam que aluna —um deles zombou.

Eu ri, ainda com a bunda cheia das estocadas de Elías. Mariela ergueu os olhos por um segundo, vermelha e excitada, e continuou mamando até o peão afastá-la para comê-la também.

Ele a pôs de pé, inclinada sobre a mesa, e levantou uma de suas pernas. Entrou com um só empurrão. Mariela gritou, mais pela mudança brusca do que por rejeição. O peão não tinha a paciência do caminhoneiro. Fodia-a com força, arrancando sons cada vez mais baixos e mais quentes. Ela se agarrou às bordas e deixou que ele a comesse com aquela brutalidade nova, recebendo cada golpe na boceta ainda sensível por ter sido estreada poucos minutos antes.

—Assim eu gosto mais —disse entre gemidos—. Assim... forte...

Ouvir aquilo quase me deixou louca. A mulher que um dia antes nunca tinha visto uma pica agora pedia que enfiassem mais fundo e mais forte. E era exatamente o que faziam. O peão bateu em sua bunda, abriu-a mais com as mãos e continuou enterrando-se nela até fazê-la escorrer de umidade pelas coxas.

O caminhoneiro se posicionou diante dela e ofereceu novamente a pica. Mariela, com o outro enterrado dentro dela, abriu a boca e começou a chupá-la enquanto a comiam. Ali já não restava nada da vizinha tímida. Ela babava, gemia, deixava-se usar e aprendia a sentir prazer ao mesmo tempo.

Eu gozei outra vez com a pica de Elías na bunda e a língua do outro na boceta. Quando ele gozou, tirou-a devagar e ordenou que eu me ajoelhasse. Não foi preciso insistir: chupei sua pica suja do meu próprio corpo até senti-la endurecer de novo. O gosto de sexo misturado com graxa e vinho me pareceu glorioso.

O peão não demorou a gozar também. Tirou a pica da boceta de Mariela e começou a punhetá-la sobre seu ventre, despejando vários jatos espessos em cima dela. Ela os observou cair, atônita, arfando. O caminhoneiro segurou seu queixo outra vez.

—Limpe para mim.

Mariela obedeceu. Baixou a língua e recolheu parte do leite de sua própria pele, com uma expressão entre envergonhada e excitadíssima que fez todos nós rosnarmos como animais.

Depois foi ele quem a fez ajoelhar-se. Segurou sua cabeça enquanto empurrava a pica em sua boca. Dessa vez, Mariela não hesitou. Mamou com fome de verdade, subindo e descendo até o homem se contrair e soltar o primeiro jato sobre sua língua. Ela se afastou um pouco, surpresa, mas não cuspiu. Engoliu. Depois recebeu mais. E mais. Quando terminou, tinha os lábios úmidos e os olhos brilhantes, mas continuava ali, aberta, disponível, respirando pelo nariz.

—Muito bem —eu disse, aproximando-me para acariciar seus cabelos.

Ela me olhou como se não conseguisse se reconhecer.

—Eu não sabia que podia fazer isso.

—Nem eu que você faria tão bem.

Deixaram-nos um tempo para nos recompormos. Elías nos trouxe um copo de água. Mariela tremia dos pés à cabeça, com o vestido torto, a boceta avermelhada e o corpo inteiro desperto. Tocou-se entre as pernas com cuidado e soltou um suspiro.

—Ainda sinto —murmurou.

—É claro que ainda sente.

—Quero transar de novo.

Ela não disse aquilo com vergonha. Disse com fome.

E transou de novo. Na última vez, deitaram-na sobre um colchão velho nos fundos, comigo ao seu lado, e o caminhoneiro se deitou entre suas coxas enquanto eu beijava sua boca e chupava seus mamilos. Elías abriu minha boceta com dois dedos e depois me penetrou por trás, devagar no começo, para que nossos corpos ficassem colados. Mariela segurou minha mão enquanto a pica voltava a entrar nela, e nossos gemidos se misturaram.

Eu a vi gozar de novo, dessa vez sem medo, cerrando os dentes e arqueando o corpo. Gozei segundos depois, com Elías me fodendo por trás e sua mão fechada em minha garganta apenas o suficiente para intensificar tudo. Quando o caminhoneiro gozou dentro de Mariela, ela sentiu a ejaculação e soltou um gemido rouco, quase satisfeito.

Ficamos deitadas por alguns minutos, suadas e abertas, com cheiro de sexo por toda a pele.

***

Levei-a de volta quase ao amanhecer. Na caminhonete, mal falávamos. Mariela estava calada, olhando pela janela, com uma expressão ao mesmo tempo perdida e feliz. Mantinha as pernas ligeiramente afastadas, como se ainda sentisse o peso de cada estocada.

—Você está bem? —perguntei.

—Não sou mais a mesma —respondeu.

—Não.

—E não quero voltar a ser.

Sorri sem olhá-la.

Quando chegamos, Bruno abriu a porta meio adormecido. Observou-nos de cima a baixo e entendeu tudo na mesma hora. Mariela nem tentou disfarçar. Entrou devagar, com o vestido amassado, o cabelo desfeito e aquele jeito novo de andar que só certas noites deixam.

Antes de atravessar a soleira, virou-se para mim.

—Obrigada —disse.

—De nada.

—Da próxima vez —acrescentou, com um meio sorriso exausto—, quero escolher de qual deles vou chupar primeiro.

Soltei uma gargalhada. Bruno a ouviu e ergueu as sobrancelhas, surpreso. Ela baixou os olhos, mas já não por timidez. Era outra coisa. Uma consciência recém-descoberta do próprio vício.

Fui embora com o corpo cansado e a boceta latejando, sabendo que tinha acabado de presenciar uma transformação. Não uma inocência perdida, mas um desejo finalmente libertado. E, numa cidade pequena, essas confissões sempre acabam correndo de boca em boca. Mas aquela, a de Mariela na oficina da estrada, ainda hoje continua sendo a mais brutal e deliciosa que tive a oportunidade de ouvir em primeira mão.

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