A viúva perfeita que seduziu o inspetor
A ligação chegou pouco antes das dez da noite. Rodrigo Navarro ainda não tinha terminado o primeiro copo de uísque quando o telefone vibrou sobre o balcão da cozinha.
— Detetive, duplo homicídio no número 47 da Estrada dos Cedros. Os agentes já estão no local.
Rodrigo chegou à mansão vinte minutos depois. Era o tipo de bairro onde as sebes são aparadas em ângulos perfeitos e os vizinhos se cumprimentam pelo nome, o último lugar onde alguém esperaria encontrar dois corpos nus sobre uma cama de casal.
No quarto principal, encontrou aquilo que sempre lhe era impossível antecipar por completo: o homem com uma faca ainda agarrada à mão, cravada no peito da mulher. Ele apresentava vários ferimentos nas costas. Um cheiro intenso de álcool impregnava o cômodo.
— O que você tem para mim, Espinoza?
Dana Espinoza era a subinspetora da polícia científica mais meticulosa do departamento. Como muitas mulheres trans em sua posição, aperfeiçoara a arte de ocupar um espaço com eficiência e discrição, sem que ninguém pudesse questioná-la. Rodrigo a respeitava mais do que à maioria de seus superiores.
— Duas horas de morte diferentes — respondeu, sem tirar os olhos do bloco de notas. — Ela morreu por volta das nove. Ele, entre quarenta e setenta minutos depois. Os ferimentos nas costas não perfuraram nenhum órgão vital de imediato: ele poderia ter agido antes de sangrar até morrer. Isto é uma armação, chefe.
Rodrigo apontou com o dedo para alguns traços escuros no chão.
— As iniciais V e F — antecipou Dana. — Eu já verifiquei.
— Eu só queria confirmar.
— A senhora Ferrer tem uma contusão na têmpora. Alguém bateu nela por trás. Ela precisa levar pontos antes do interrogatório.
A senhora Ferrer, Valentina, aguardava na sala com um cigarro aceso e uma calma que Rodrigo arquivou mentalmente como suspeita ou muito bem treinada. Quarenta e tantos anos bem vividos, o cabelo preto ainda molhado, uma faixa improvisada na têmpora direita. Ela o examinou de cima a baixo antes de responder a qualquer coisa, com uma sobrancelha levemente erguida, como se duvidasse que um homem tão jovem e bonito pudesse também ser um bom detetive.
— Convidei uma colega do meu marido para jantar, para comemorar um caso importante. Quando terminei de recolher a mesa, eles tinham desaparecido. Encontrei os dois no quarto. Marco estava inconsciente. A faca já estava cravada nela.
— A senhora sabia que seu marido tinha um caso?
A senhora Ferrer ergueu a sobrancelha esquerda com a expressão de quem estava entediada com a pergunta.
— Faz tempo. Sexo deixou de me interessar há anos. — Fez uma pausa calculada. — Pelo menos com ele.
Rodrigo tomou nota e avisou que ela não deveria sair da cidade.
***
Ao atravessar a rua, encontrou três vizinhas sob o poste, sendo entrevistadas pela agente de plantão. Isabel Medrano falou sem que ninguém lhe pedisse, com a energia de quem precisava ser a protagonista. Sofía Burgos declarou que guardava uma chave reserva dos Ferrer “para o caso de esquecerem uma dentro de casa”. Claudia Vidal era a mais calada do grupo: uma loira de olhos claros e pernas longas que cruzava e descruzava os joelhos enquanto respondia.
Rodrigo sabia ler as pessoas. Isabel queria ser o centro das atenções. Sofía escondia alguma coisa. Claudia queria outra coisa que ainda não tinha nome.
No dia seguinte, voltou a tocar a campainha de Claudia, usando como pretexto algumas perguntas adicionais. Ela o fez entrar, serviu-lhe um café que ele não pedira e começou a falar dos Ferrer de um modo que não levava a lugar algum. Rodrigo deixou que ela falasse até que ela mesma percebeu que falar não era o que queria fazer.
Ele se levantou da poltrona e se aproximou devagar, com a determinação tranquila de quem esperava havia meses por uma oportunidade. Ela apoiou as mãos no peito dele, sobre a camisa, e o encarou. Rodrigo não recuou.
— Estou pensando no seu pau há semanas, detetive — disse ela em voz baixa, sem desviar os olhos. — Desde que vi você sair da viatura na primeira noite.
— E no que exatamente você pensava?
— Em tê-lo na boca.
Ela se ajoelhou diante dele com uma lentidão que não tinha nada de hesitante. Abriu o cinto, baixou o zíper e tirou o pau dele da calça com cuidado, quase com reverência. Já estava meio duro. Claudia sorriu ao vê-lo, lambeu os lábios e o envolveu com a mão, apertando-o da base à ponta até que ficasse completamente rígido entre seus dedos.
— Porra, que pau gostoso — murmurou, e o colocou na boca de uma só vez, até o fundo.
Rodrigo xingou entre os dentes e pousou a mão nos cabelos dela sem forçar, apenas segurando-a. Claudia chupava com concentração e entusiasmo, com uma mão entre as próprias coxas, por baixo da saia, e os olhos semicerrados. Tirava o pau da boca com um ploc molhado, passava a língua por todo o comprimento, parava no freio, desenhando círculos, e voltava a engoli-lo inteiro até os olhos se encherem de lágrimas. Cuspia na glande e usava a saliva para bombeá-lo com a mão enquanto lambia as bolas dele, chupando-as uma a uma com os lábios apertados.
— Assim, muito bem — arfou Rodrigo. — Continue chupando assim.
Claudia gemeu com o pau na boca, e a vibração percorreu toda a coluna dele. Subia e descia num ritmo constante, aumentando a pressão justamente quando ele relaxava a tensão, apertando as bochechas para dentro a fim de criar mais sucção. Cravava as unhas nas coxas dele, por cima da calça, e fodia a garganta com a cabeça, sem parar de se tocar sob a saia com a outra mão. Era possível ouvir seus dedos ficando molhados, ouvi-los entrando e saindo da própria boceta enquanto ela continuava chupando-o.
— Eu vou gozar — avisou Rodrigo, agarrando o encosto da poltrona. — Na boca. Engula.
Claudia assentiu sem tirá-lo da boca, acelerou o ritmo, e ele gozou com um gemido rouco que não conseguiu conter. Ela engoliu tudo, jorro após jorro, com o pau enterrado até a garganta e o nariz esmagado contra o púbis. Quando finalmente o tirou da boca, um fio de saliva e sêmen ficou pendurado no lábio inferior. Ela o limpou com as costas da mão e sorriu.
— Eu sabia que você tinha um gosto bom.
Rodrigo abotoou a calça, deixou seu cartão com ela e saiu para a rua.
***
O caso foi encerrado em duas semanas. Natalia Burgos, dezoito anos, era amante do senhor Ferrer havia meses. Quando chegou à mansão naquela noite com a chave que sua mãe guardava e os encontrou juntos, algo se partiu dentro dela. Ela os esfaqueou e saiu pelo mesmo lugar por onde entrara. Sofía escondeu a arma no galpão do jardim. Isabel sabia onde estava e não disse nada.
Três condenações. Vinte anos para Natalia, penas menores por cumplicidade para as duas mães.
Rodrigo arquivou o processo e passou a outra coisa.
***
Três meses depois, uma mensagem de Valentina Ferrer chegou às nove da noite. Apenas um endereço e um horário, sem explicações.
Rodrigo chegou às dez e quinze. A porta se abriu antes que ele tocasse a campainha.
Valentina usava uma camisola preta curta que não deixava muito espaço para interpretações, além de saltos que não eram feitos para ficar em casa. Seus olhos o mediram com a mesma calma da primeira noite, mas agora havia algo diferente na maneira como ela se afastou para deixá-lo entrar.
— Eu não achava que você demoraria tanto — disse ela.
— Tive que resolver algumas pontas soltas.
— Claro. — Caminhou à frente dele em direção à sala, perfeitamente consciente do que ele via por trás. — Trouxe vinho?
— Se você tiver.
— O segundo mais caro da loja — disse, com um sorriso seco. — Comprado especialmente para esta noite.
Ela encheu duas taças e se sentou no sofá com as pernas cruzadas. As velas estavam acesas. Sobre a mesa havia uma tábua de queijos e frutas secas que ninguém ainda tocara. Ela planejara tudo com cuidado.
— Há quanto tempo você pensa nisso? — perguntou Rodrigo.
— Desde a primeira noite, quando você me perguntou se eu sabia que meu marido tinha um caso. — Bebeu um gole sem tirar os olhos dele. — Ninguém faz essa pergunta com essa cara sem já ter sua própria teoria.
Rodrigo deixou a taça de lado e se sentou ao lado dela. Valentina não se moveu, não se aproximou; deixou que ele chegasse. Ele pôs a mão na mandíbula dela e virou seu rosto para si. Ela o encarou diretamente, sem qualquer timidez.
— Gosto do seu cheiro — murmurou ele contra o pescoço dela.
— É o que me dizem.
No começo, beijaram-se com calma, com a lentidão de quem quer que aquilo durasse, e então nada mais foi lento em nenhum dos dois. As mãos de Rodrigo percorreram a cintura, os quadris e a curva das costas dela. Ele baixou as alças da camisola até a cintura e descobriu seus seios: firmes para a idade, com os mamilos já duros. Abaixou-se e capturou um deles com a boca, chupando-o com força enquanto beliscava o outro entre os dedos. Valentina jogou a cabeça para trás e cravou as unhas na nuca dele.
— O dia foi difícil, inspetor? — perguntou, com a boca perto do ouvido dele, procurando seu cinto.
— Ainda não.
Ela riu. Uma risada baixa e autêntica que Rodrigo não esperava. Desabotoou o cinto dele, enfiou a mão por dentro da calça e agarrou seu pau por cima da cueca, apertando-o sem timidez.
— Que belo pau o detetive tem. Vamos para o quarto; não quero foder no sofá como uma garotinha.
No quarto, ele a deitou na cama e ergueu a camisola até o pescoço. Tirou a calcinha preta de renda, deslizando-a devagar pelas coxas, e a levou ao nariz sem o menor disfarce antes de jogá-la no chão. Valentina riu com a garganta.
— Safado.
— Você está encharcada.
— Estou encharcada desde que você atravessou o jardim.
Ele abriu as pernas dela, se posicionou entre suas coxas e desceu até a boceta. Começou com uma lambida longa e plana, de baixo para cima, e Valentina gemeu de boca aberta. Abriu os lábios dela com dois dedos e passou a língua por dentro, saboreando-a, aprendendo seu ritmo, lendo em cada reação o que funcionava e o que funcionava ainda melhor. Chupou o clitóris dela com os lábios apertados, puxando-o suavemente, alternando com lambidas planas por toda a vulva. Introduziu um dedo, depois dois, procurando seu ponto interior enquanto continuava comendo sua boceta sem lhe dar trégua.
— Porra, porra, não pare — arfou Valentina, agarrando a cabeça dele com as duas mãos e esmagando o rosto dele contra o sexo dela. — Aí, exatamente aí, me coma assim.
Quando ela começou a arfar de modo mais rápido e menos controlado, Rodrigo apoiou os antebraços nas coxas dela para mantê-la quieta e se concentrou no clitóris com a ponta da língua, movendo-a em círculos rápidos sem mudar o ritmo, enquanto curvava os dedos dentro dela. Valentina pronunciou o nome dele duas vezes seguidas, com a voz quebrada, arqueou as costas inteiras e se curvou para a frente com um longo estremecimento que percorreu todo o seu corpo. Ela gozou, molhando o queixo dele, com as coxas tremendo ao redor de suas orelhas.
Levou um momento para recuperar o fôlego.
— Venha aqui — disse finalmente.
Valentina tirou a camisa dele com uma eficiência que o divertiu e depois desceu pelo torso sem pressa, beijando cada tatuagem que encontrava, até chegar ao que procurava. Tirou o pau dele da calça, segurou-o com as duas mãos e começou a movimentá-las, olhando para ele de baixo com a expressão de quem tinha todo o tempo do mundo.
— Se me chamar de senhora, eu engulo inteiro.
— Não vou chamar.
Valentina abriu a boca e o tomou devagar, com a língua ativa desde o começo. Lambeu a glande em círculos, colocou-o até a garganta sem engasgar e o manteve ali por alguns segundos antes de tirá-lo. Cuspindo sobre ele, bombeou-o com a mão, espalhando a saliva por todo o tronco. Rodrigo pousou a mão nos cabelos dela e não empurrou; deixou que ela fizesse. Ela subia e descia num ritmo que aumentava gradualmente, saindo para lamber as bolas dele e voltando a colocá-lo na boca até o fundo, salivando sem disfarçar, com um som deliberado de garganta e saliva que tirou de Rodrigo o pouco de compostura que ainda lhe restava.
— Olhe como ele fica duro — murmurou ela, tirando-o da boca e batendo com a glande na própria bochecha. — Tão duro para mim.
— Pare — disse ele. — Ainda não.
Valentina se afastou, foi até a gaveta da mesinha de cabeceira e tirou um frasco de gel. Colocou-o na mão de Rodrigo, com um olhar direto e sem uma palavra a mais.
— Devagar — disse.
— Sempre.
Ela se posicionou de joelhos, apoiando o torso na cabeceira, e arqueou as costas com uma naturalidade que deixava muito claro que sabia exatamente o que estava pedindo. Rodrigo acariciou suas nádegas com calma, apreciando-a, separando-as com as duas mãos e contemplando-a sem qualquer pudor, antes de aplicar o gel com os dedos e começar a prepará-la. Abaixou-se e passou a língua pelo cu dela antes de introduzir o primeiro dedo, e Valentina soltou um gemido gutural contra a cabeceira.
— Filho da puta, avise.
— Você gostou.
— Adorei. Faça de novo.
Ele começou com um dedo, lambendo-a ao redor enquanto a ia abrindo. Deixou que ela marcasse o ritmo, esperou que sua respiração se estabilizasse antes de continuar. Depois, dois, movendo-os devagar e em círculos amplos, curvando-os para relaxá-la por dentro. Valentina apoiou a testa na cabeceira e soltou um som longo e grave. Com a outra mão, Rodrigo procurou o clitóris dela por baixo e começou a esfregá-lo em círculos suaves enquanto continuava a prepará-la por trás.
— Mais — disse ela com a voz rouca. — Mete logo, porra.
Rodrigo colocou mais gel no pau, posicionou-se atrás dela e apoiou a glande contra o cu aberto. Foi entrando pouco a pouco, parando cada vez que ela contraía os músculos, esperando que cedessem antes de avançar. Valentina prendeu a respiração uma vez, duas vezes, gemendo contra a madeira da cabeceira, e então soltou um som longo, uma mistura de tensão e alívio, quando ele ficou completamente encaixado, com as bolas apoiadas contra ela.
— Porra, você me deixou tão cheia — arfou. — Não pare.
Não era um pedido. Era uma instrução.
Rodrigo encontrou o ritmo que ela pedia. No começo, lento e constante, saindo quase por inteiro antes de voltar a entrar até o fundo, estudando as reações dela. Valentina começou a se mover para trás, encontrando cada investida, apertando os lábios no início e deixando de fazê-lo muito em breve. O quarto se encheu de sons sem filtro: o choque de pele contra pele, os gemidos quebrados dela, a respiração pesada dele.
— Mais forte — exigiu. — Foda-me mais forte, eu não vou quebrar.
Rodrigo segurou-a pela cintura com as duas mãos e investiu com mais força, com estocadas profundas e espaçadas no início, depois mais rápidas, mais brutais. Valentina gritou sem se conter. Pediu que ele não parasse, que fosse assim, exatamente assim, com a voz entrecortada por cada investida que sacudia seu corpo inteiro. Ela ardia por dentro de uma maneira que não era apenas dor nem apenas prazer, mas as duas coisas ao mesmo tempo, gerando algo que não tinha nome, mas que ela passara a noite inteira procurando. Enfiou dois dedos na boceta e os tirou escorrendo, encharcados, para levá-los ao clitóris e esfregá-lo enquanto ele continuava fodendo-a por trás.
— Sim, assim! Não pare! — clamou, com a voz quebrada de quem já não controlava nada. — Arrebenta meu cu, não pare, porra!
Rodrigo segurou-a pelos cabelos com uma mão, sem puxar demais, apenas com firmeza suficiente, e continuou golpeando-se contra ela. Passou a outra mão por baixo, apertou um seio e beliscou o mamilo entre os dedos. Valentina se convulsionava a cada estocada, movendo-se para trás para que ele entrasse ainda mais fundo.
A ardência foi se acumulando devagar e depois de repente. Valentina chegou primeiro, com os nós dos dedos brancos agarrados à cabeceira e o nome dele na boca, incapaz de se calar, sacudindo-se num orgasmo longo que a deixou sem forças, gritando contra a madeira enquanto tudo se contraía ao redor do pau dele. Rodrigo a seguiu segundos depois, sufocado pela pressão, enterrando-se até o fundo e segurando-a com força enquanto terminava. Gozou dentro dela com longos espasmos, esvaziando-se por inteiro, sentindo cada pulsação descarregar nela.
Quando finalmente saiu, um fio branco escorreu pela parte interna da coxa dela. Valentina baixou a mão, recolheu-o com dois dedos e levou-os à boca sem tirar os olhos dele.
— Sua porca — murmurou Rodrigo.
— Aprendo rápido.
Depois disso, Valentina desabou sobre o colchão e ele se deitou ao lado dela. Abraçou-a por trás sem dizer nada. Ela tremia levemente, aquele tremor posterior que não é frio, mas algo mais difícil de nomear.
— Você está bem? — perguntou.
— Melhor que bem. — Uma pausa. — Estou esperando por isso há um ano.
Rodrigo sentiu o calor do corpo dela contra o seu e o cheiro das velas que iam se apagando na sala. Não pensou no processo arquivado. Não pensou nas iniciais de sangue no chão do quarto dos Ferrer. Não pensou no que Valentina lhe confessara semanas antes, entre a segunda e a terceira taça de vinho, sobre como colocara a faca na mão do marido antes de descer para chamar a polícia.
Algumas confissões chegam tarde demais para mudar alguma coisa. Outras chegam exatamente a tempo.
***
Na manhã seguinte, Dana Espinoza apareceu no jardim enquanto Valentina ainda tomava café de roupão. Olhou para Rodrigo surgir à porta com a xícara na mão e piscou para ele com a discrição de sempre.
— Como vocês estão?
— Bem — disse Valentina. — Graças a você.
Era verdade. Sem a colaboração silenciosa de Dana, sem certos relatórios que chegaram com certos detalhes omitidos, a situação de Valentina teria sido muito diferente. Não diretamente, é claro. Mas de outras maneiras que era melhor não colocar em palavras, pelo menos por enquanto.
O jardim cheirava a terra molhada e jasmim. Rodrigo terminou o café e pensou que aquele lugar, algum dia, poderia parecer seu.
Algumas confissões são feitas com o tempo. Esta era uma delas.