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Relatos Ardientes

Confissão de um submisso em uma jaula durante o jantar da esposa

Meu nome é Sebastián e tenho trinta e seis anos. Sou magro, tenho cabelo castanho curto e olhos azuis que, segundo minha mulher, sempre revelam o que estou sentindo. Conto isso porque é necessário para entender o que vem depois: nunca soube mentir com o rosto, e naquela noite precisei mantê-lo imóvel durante horas.

Mariana, minha esposa, tem trinta e três anos. Seus cachos castanhos caem sobre os ombros, e ela pinta os lábios de um vermelho que parece escolhido para me deixar desconfortável. Quando quer alguma coisa, sorri de lado e estreita os olhos verdes, e eu já sei que vou obedecer antes mesmo que ela peça.

Moramos em uma casa ampla nos arredores, com janelas altas e pisos de madeira que naquela noite brilhavam como se tivessem sido encerados para uma cerimônia. De certo modo, era exatamente isso.

Sob a camisa abotoada e a calça social, eu usava, como vinha usando havia exatamente três semanas, uma jaula de castidade de aço. O metal cravava-se na minha pele a cada passo, uma pressão surda e constante que ia e voltava com cada batida do coração. Sempre que eu me curvava para pegar uma taça, a jaula mordia um pouco mais, e o anel de aço que apertava a base dos meus ovos me lembrava que meu pau já não era meu.

Por que isso me excita até quando dói?, eu pensava enquanto servia champanhe às convidadas.

O vestido de Mariana era de um verde-esmeralda profundo e colava-se ao corpo como se tivesse sido costurado sobre ela. Cintura estreita, quadris largos, seios empinados sob o decote. E entre os seios, pendurada em uma correntinha de prata, estava a chave da minha jaula. Cada vez que ela respirava, a chave subia e descia com seu peito. Cada vez que eu a via, sentia um nó no estômago.

Naquela noite, ela havia convidado suas três amigas mais íntimas. Renata, alta e de pernas longas, usava um vestido vermelho e um sorriso que parecia guardado para cortar alguém. Clarita, baixinha e sempre risonha, viera com uma saia curta e uma blusa de seda branca. Daniela, a mais voluptuosa das três, trazia um vestido preto que marcava seus quadris e um perfume doce que permanecia em cada cômodo por onde ela passava.

Para que a noite parecesse mais elegante, Mariana havia contratado um serviço de garçons. Dois jovens com uniformes pretos impecáveis: um alto e loiro, com um sorriso permanente que me arrepiava a nuca; o outro mais baixo, moreno, com olhos atentos que pareciam registrar tudo. E uma cozinheira de expressão severa, jaleco branco e cabelos presos, que comandava a ilha da cozinha como se fosse uma sala de cirurgia.

O jantar foi longo. Ensopado de peixe, filé-mignon com molho de trufas, vinhos que se sucediam sem que eu me atrevesse a beber demais. Eu me ocupava de reabastecer as taças e de não olhar ninguém nos olhos.

— Sente-se um pouco, querido — Mariana me disse em certo momento, batendo a mão no sofá modular azul-escuro. — Você mereceu.

Sentei-me na beirada, o mais ereto que pude, com a jaula apertando-me sempre que eu mudava de posição.

***

Depois da sobremesa, as quatro se acomodaram no sofá com suas taças. A conversa, como sempre, acabou se voltando para a intimidade. Mariana fez seu anel tilintar contra a taça e soltou a frase que eu vinha temendo a noite inteira.

— Meninas, estou falando sério: sou completamente mimada. Sebastián é o marido mais dócil que se possa imaginar. Digo que faça qualquer coisa, o que quer que seja, e ele obedece na mesma hora. Sem discutir.

As palavras caíram sobre mim como cera quente. Ela está me oferecendo de novo. Não sei o que vem, mas sei como ela pensa.

Renata arqueou uma sobrancelha perfeitamente depilada.

— Qualquer coisa? Essa é uma afirmação ousada.

— Prove — disparou Clarita, com os olhos brilhando. — Faça-o fazer algo escandaloso.

Daniela inclinou-se para a frente, deixando suas ondas escuras caírem sobre o ombro.

— Algo deliciosamente humilhante. Que ele fique nu para nós. Aqui. Agora.

— Sim! — riu Clarita, dando tapinhas no sofá. — Preciso ver se ele é mesmo tão obediente quanto você diz.

— Vamos, Mariana, ponha-o à prova — insistiu Renata.

A risada baixa da minha mulher encheu a sala. Ela brincava com a chave entre os dedos, deixando a corrente bater contra sua pele. Procurou meu olhar do outro lado do sofá, onde eu permanecera de pé junto à lareira, como se pudesse me fundir à parede.

— O que acha, querido? Quer que eu peça para você ficar nu para minhas amigas?

Minha garganta se fechou.

— Mariana, por favor. Não com todo mundo aqui. Os garçons estão na cozinha.

Renata soltou uma gargalhada curta.

— Já está reclamando, Sebastián? O que importa quem está aqui?

— Vamos — cantarolou Clarita. — Sua mulher disse que você faria qualquer coisa. Prove.

A voz de Mariana tornou-se firme, veludo sobre aço.

— Sebastián. Venha aqui.

Atravessei a sala devagar, com o pulso martelando nos ouvidos. Os garçons haviam ficado imóveis atrás do balcão. A cozinheira, com os braços cruzados sobre o jaleco, observava sem disfarçar. O tilintar dos pratos cessara por completo.

— Minhas amigas querem uma prova da sua obediência — disse Mariana, olhando para as três como se eu não estivesse ali. — Então você vai ficar nu. Camisa, calça, roupa íntima. Dobre cada peça com cuidado e deixe-a sobre a mesa de centro.

Senti o rosto queimar.

— Mariana, por favor. Na frente delas, não. É demais.

E enquanto eu dizia isso, percebia: a jaula apertando mais, o anel cravando-se na base, meu pau tentando inchar dentro do aço e batendo contra cada barra. A ponta esmagava-se contra a frente da jaula e uma gota de líquido pré-seminal abria caminho entre o metal, escorrendo por baixo dos meus ovos.

Por que a ordem dela me faz doer desse jeito? Estou aterrorizado e, ainda assim, uma parte de mim quer obedecer.

Mariana estreitou os olhos.

— Você fica nu agora ou acrescento mais um mês ao seu confinamento. Talvez dois. Imagine mais quatro ou cinco semanas assim, com o pau apertado, sem poder gozar. Você decide.

A sala ficou em silêncio, exceto pelo crepitar da lareira. Engoli em seco e, com as mãos trêmulas, levei os dedos ao primeiro botão.

Um por um, os botões cederam. Tirei a camisa, dobrei-a com a precisão que se dedica à única coisa que ainda se pode controlar, e a deixei sobre a mesa de vidro. A fivela do meu cinto soou alto demais. Baixei a calça, dobrei-a e a empilhei sobre a camisa.

— As meias você deixa — disse Mariana, com aquele meio sorriso. — Você sabe como fica ridiculamente adorável assim.

Respirei fundo, sem que isso adiantasse nada, e baixei a cueca. O aço ficou exposto, com meu pau estrangulado dentro dele e os ovos pendendo roxos sob o anel. As meias sociais pretas, ainda calçadas, arrancaram de Clarita uma risadinha aguda e de Daniela um assobio lento que me pregou no chão.

***

De pé no centro da minha própria sala, completamente nu exceto por aquelas meias, sentia o ar frio sobre cada centímetro da pele. Meus mamilos haviam endurecido. A jaula, já tensionada, encheu-se por completo e começou a marcar cada barra contra a carne inchada. Outra gota de líquido pré-seminal juntou-se na ponta da jaula e ficou pendurada, tremendo com a minha respiração.

Clarita foi a primeira a perceber e apontou para mim com a taça.

— Olhem a jaula. Está completamente cheia. Há uma gota pendurada na ponta. Está pingando como uma cadela no cio.

Renata inclinou-se um pouco mais para perto, sem pudor. Estendeu um dedo, recolheu a gota da ponta do aço e levou-a à boca com toda a calma do mundo.

— Implorou para não ficar nu e, mesmo assim, está adorando. E tem o gosto de um homem que não goza há semanas.

— O corpo dele grita o que a boca não ousa dizer — completou Daniela, rindo. Aproximou-se, segurou meus ovos por baixo do anel e apertou-os o bastante para que meus joelhos cedessem. — Vejam como ficam. Duros como pedras. Esse pobre desgraçado está com as bolas prestes a explodir.

Mariana levantou-se e começou a me rodear devagar, os saltos marcando o ritmo sobre a madeira. Seu perfume me envolvia como um braço a mais. Ela parou atrás de mim, colou-se às minhas costas e passou uma unha pela minha rachadura, muito devagar, até que o corpo inteiro se arrepiasse.

— Exatamente. Tantos protestos, e uma única ordem o deixa desesperado dentro de sua pequena prisão. Patético. E absolutamente perfeito. Olhem para ele: nem sequer consegue ficar completamente duro. Está louco para transar e não pode nem ficar ereto. É a coisa mais engraçada que já se viu nesta sala.

Durante os vinte minutos seguintes, continuei ali, de pé, enquanto a noite prosseguia como se eu fosse apenas mais um móvel.

Os garçons recolheram os pratos com uma eficiência que me doía. Reabasteciam as taças e deixavam o olhar deter-se em mim sem o menor constrangimento. O sorriso do garçom loiro ficava mais largo cada vez que passava ao meu lado; em certo momento, ele parou a menos de um palmo de distância, segurou o volume da calça por cima do tecido e piscou para mim. A cozinheira observava tudo da ilha, com uma expressão que havia suavizado bastante desde que servira o jantar.

Mariana começou a me dar tarefas. Traga guardanapos. Fique parado. Vire-se para que elas vejam bem sua bunda. Quando eu me virava, sentia as unhas de Renata desenharem um círculo lento sobre meu quadril, descendo até apertar uma nádega com a mão inteira. Daniela deu um tapinha brincalhão nas minhas bolas enjauladas, provocando uma pontada aguda que me fez arfar, e aproveitou para enfiar um dedo entre minhas nádegas, roçando de leve meu cu antes de se afastar rindo.

— Ainda está mais apertado ali do que a jaula dele — anunciou às outras. — Teremos de resolver isso em uma dessas noites.

As quatro conversavam sobre viagens, um restaurante novo, o último casal que havia se separado, soltando de vez em quando algum comentário humilhante: “os mamilos dele ainda estão duros”, “essa jaula parece ainda mais apertada que antes”, “olhem como a gotinha dele treme”. Eu escutava como um cachorro escuta conversas humanas: registrando os tons, esperando uma ordem direta.

***

Em certo momento, a conversa mudou de rumo. Clarita suspirou, olhando para o teto.

— Mariana, você tem muita sorte. Uma esposa gostosa, livre para fazer o que bem entender enquanto ele fica trancado e obediente.

— Deve ser incrivelmente libertador — murmurou Renata. — Sem ciúmes, só prazer. E todos os paus que você quiser enfiar nele.

— Então, quem é o próximo da sua lista? — perguntou Daniela, lambendo o lábio. — Porque, daqui, já tenho alguns candidatos em mente.

Mariana virou a cabeça para o garçom loiro, que empilhava copos perto de nós. Os ombros tensionavam o uniforme, e alguma outra coisa também tensionava a calça.

— Na verdade, já estou de olho em um agora mesmo — disse ela, chamando-o com um movimento do dedo. — Você. O loiro. Venha aqui.

Ele se aproximou sem perder o sorriso.

— Sim, senhora?

Mariana passou um dedo pelo peito dele até o primeiro botão. Baixou a mão, agarrou o volume sem pedir permissão e apertou devagar, avaliando o que havia ali dentro.

— Bem-dotado. Perfeito. Que tal um pouco de diversão de verdade depois do jantar? — e olhou por cima do ombro para o moreno e para a cozinheira, cujo jaleco branco já estava meio desabotoado. — Os três. E tudo mais que quiserem experimentar.

O loiro levou a mão ao zíper e o baixou ali mesmo. Seu pau saltou para fora da calça, grosso, já meio duro, com a glande grande e avermelhada. Mariana olhou para ele com fome pura e lançou-me um olhar de soslaio, para garantir que eu também estava olhando.

— Está vendo, querido? Isso sim é um pau. O seu você não vai ver nem tocar até eu mandar.

A sala mudou em um segundo. Zíperes descendo, tecidos esticados, algumas risadas que se transformaram em gemidos antes de chegarem ao chão. Clarita arrancou a blusa por cima da cabeça, deixando os seios pequenos à mostra, com os mamilos já duros como pontas. Renata puxou os seios para fora do decote sem baixar o vestido, apertando-os com as duas mãos.

O loiro empurrou Mariana de costas contra o sofá. Levantou o vestido até a cintura, afastou sua roupa íntima com um puxão que rasgou a renda e abriu suas pernas com as duas mãos. Primeiro passou a língua nela, uma lambida longa e imunda da boceta até o clitóris, e, quando ela arqueou as costas, enfiou dois dedos até os nós dos dedos e os retirou brilhantes.

— Ela está encharcada, senhora — disse ele, rindo contra sua coxa. — Toda molhada de olhar o marido enjaulado.

— Enfia logo — gemeu Mariana, agarrando-o pelos cabelos. — Chega de brincadeira e fode-me.

Ele se endireitou, segurou o pau pela base e enterrou-o nela de uma só investida, arrancando-lhe um grito. Mariana cravou as unhas nas costas dele, arqueou a cintura e pediu mais forte.

— Fode-me mais forte — gemeu, olhando para mim por baixo dele. — Enfia até o fundo. Dê um bom espetáculo ao meu marido. Que ele veja como um homem de verdade fode a própria mulher.

Seus seios haviam escapado do vestido rasgado. O loiro os amassava sem cerimônia, mamando seus mamilos com bocadas famintas enquanto a golpeava num ritmo que fazia o couro do sofá ranger e as bolas baterem contra sua bunda. Eu via o pau dele entrar e sair, brilhante, da boceta da minha mulher, com a carne rosada agarrada ao eixo sempre que ele se retirava. O cheiro de sexo começou a encher a sala: boceta molhada, suor, sêmen prestes a jorrar.

Mariana chegou primeiro ao orgasmo, com as pernas fechadas em torno da cintura do loiro e um grito rouco que queimou meus ouvidos. Ele não parou. Virou-a, colocou-a de quatro sobre o sofá, segurou seus cachos como rédeas e voltou a enfiá-la por trás. As pancadas secas, pele contra pele, marcavam o pulso do cômodo.

Clarita montou o garçom moreno sobre o tapete. Havia baixado a calça dele de um puxão, e o pau do moreno, mais curto porém muito grosso, esperava duro contra a barriga. Clarita segurou-o, guiou-se e desceu de uma vez, enterrando-o inteiro. Cavalgou-o de olhos fechados, agarrada ao encosto, quicando sobre ele, com os seios pequenos balançando diante do rosto dele. O moreno lambeu seus mamilos um por um, mordiscou-os e apertou sua bunda com as duas mãos para marcar o ritmo, até virá-la e colocá-la de quatro. A pequena Clarita gritou com o rosto afundado no tapete enquanto o moreno a segurava pelos quadris e entrava por trás, uma pancada seca após a outra, cuspindo na rachadura de sua bunda e usando a saliva para enfiar um polegar em seu cu ao mesmo tempo. Clarita gritou e gozou quase imediatamente, molhando as coxas dele.

Renata e Daniela se enrolaram com a cozinheira. Ela tirou o jaleco branco, revelando braços firmes, seios grandes de mamilos escuros e um arnês preto afivelado à cintura, com um dildo grosso e venoso montado nele, pronto para ser usado. De onde saiu isso?, cheguei a pensar, antes que a pergunta me parecesse ridícula. A cozinheira cuspiu na mão, lubrificou o arnês com a própria saliva, dobrou Renata sobre o braço do sofá, arrancou-lhe a calcinha e enterrou-se nela por trás, com uma mão em sua nuca e a outra puxando seus cabelos. Renata soltou um gemido gutural, empurrou a bunda contra o arnês e pediu mais.

— Mais fundo, mais fundo, porra — gemia. — Arrebenta-me.

Daniela ajoelhou-se diante de Renata, levantou o vestido preto até a cintura, abriu as pernas e aproximou a boceta da boca dela. Renata agarrou suas coxas, enfiou a língua entre os grandes lábios e começou a lamber o clitóris com lambidas longas e gulosas, enquanto a cozinheira continuava a fodê-la por trás. Cada investida do arnês empurrava seu rosto contra a boceta de Daniela, e Daniela pressionava sua nuca para que ela não parasse. As três começaram a tremer ao mesmo tempo, numa cadeia que terminou com Daniela gozando sobre a boca de Renata, Renata gozando sobre o arnês e a cozinheira mordendo o lábio com um longo espasmo enquanto a base do arnês pressionava seu clitóris.

***

Eu, recém-encarcerado de novo — Mariana havia usado a chave por alguns segundos para me limpar antes de me devolver à minha prisão, passando uma toalha úmida com desprezo, sem me permitir nem um puxão —, fui mandado ajoelhar no canto.

— Ali, mascote — ofegou Mariana sem se afastar do loiro, que agora voltava a fodê-la deitada de lado sobre o sofá. — Olhe e aprenda. E toque nessa jaula se quiser, para ver se isso serve para alguma coisa.

A humilhação queimou como brasas. E, ao mesmo tempo, não consegui desviar o olhar. O rosto da minha mulher se desmanchando de prazer; o suor em sua testa e entre os seios; o garçom loiro investindo contra ela sem descanso, com o pau brilhante entrando e saindo de sua boceta aberta; os gemidos de Clarita gozando outra vez sobre o moreno, que agora a mantinha sentada de costas no colo, com as pernas abertas e os seios balançando enquanto ele lhe abria a boceta com dois dedos para que todos vissem como seu pau a rasgava; os gritos de Renata misturando-se aos de Daniela enquanto a cozinheira passava de uma para outra como quem organiza uma mesa. Eu apertava o aço com a palma aberta, sentindo meu pau tentar inchar contra as barras, cada tentativa provocando uma fisgada, enquanto o líquido pré-seminal continuava a cair, agora num fio constante, sobre os ladrilhos.

O loiro afastou-se de Mariana com o pau brilhando, ensopado da boceta da minha mulher, e aproximou-se do sofá ao lado. Enfiou-o na boca de Renata até o fundo, segurando-a pela nuca, e Renata mamou obedientemente, com ranho e saliva escorrendo pelo queixo, enquanto o moreno soltava Clarita e ocupava o lugar do loiro entre as pernas da minha mulher. Mariana recebeu-o com um gemido longo e envolveu seus quadris com as pernas.

— Ah, sim, continue, continue — gemia. — Os dois, um depois do outro, quero provar vocês dois em sequência.

Depois, trocaram novamente. A cozinheira tirou o arnês e passou-o a Daniela, que o afivelou com dedos ágeis, colocou Clarita de costas no tapete, levantou suas pernas até apoiá-las nos ombros e enfiou o dildo nela até o cabo. Clarita gritou, agarrando os próprios seios, e gozou outra vez poucos minutos depois. Enquanto isso, a cozinheira havia se sentado sobre o rosto do garçom moreno e movia-se devagar sobre a boca dele, dando-lhe ordens curtas.

Cada um terminou onde quis. O loiro gozou dentro de Renata, com um longo grunhido, enchendo-a completamente antes de retirá-lo e deixar cair um último jato sobre seus seios. O moreno gozou dentro da minha mulher, com as mãos cravadas em seus quadris, e permaneceu dentro dela por um longo tempo para que nenhuma gota escapasse. A cozinheira, sem pressa, fez com que as duas companheiras de sofá gozassem em turnos, primeiro com os dedos, depois com a língua e, mais uma vez, com o arnês quando Daniela o devolveu.

Quando tudo começou a relaxar, quando o ar já pesava com um cheiro denso de suor, sêmen e boceta, Mariana me procurou com os olhos nublados.

— Venha aqui, querido. Hora de limpar.

Arrastei-me para a frente com os joelhos doloridos. Mariana guiou-me primeiro até Clarita, esparramada no tapete, ainda respirando entrecortadamente, com a boceta aberta e o sêmen do moreno escorrendo misturado ao dela pela parte interna das coxas.

— Ofereça sua língua à minha amiga. Seja uma boa ferramenta de limpeza. Não deixe escapar uma gota sequer.

— Sim, sim! — riu Clarita, abrindo-se mais com os dedos, expondo-me o interior rosado e cheio. — Cada gota, Sebastián. E use bem a língua aí dentro.

Afundei o rosto entre suas coxas. O sabor era avassalador, salgado, espesso, misturado à própria umidade dela e ao sêmen quente do garçom. Passei a língua inteira por sua rachadura, de baixo para cima, e engoli a primeira golfada. Clarita gemeu, agarrou-me pelos cabelos e apertou meu rosto contra ela, obrigando-me a enfiar a língua mais fundo, chupar seu clitóris inchado e sorver cada resto. Engoli obedientemente enquanto as quatro torciam por mim como se estivéssemos numa festa de aniversário.

Este é o fundo do poço. E, mesmo assim, estou fazendo isso.

Quando terminei com Clarita, Mariana levou-me até Renata, que abriu as pernas sobre o braço do sofá e me apresentou a boceta, com o sêmen do loiro ainda escorrendo. Limpei cada dobra, lambi seus lábios um por um e enfiei a língua na entrada para retirar tudo o que ele havia deixado dentro dela. Renata gozou mais uma vez contra minha boca, apertando minha cabeça com as coxas até que eu quase não conseguisse respirar.

— Bom garoto — murmurou, dando um tapinha em minha bochecha ao me soltar. — Você é melhor nisso do que em quase qualquer outra coisa.

Depois, Mariana afastou-me e levou-me até ela mesma. Seu cheiro era mais forte, mais conhecido. Sentou-se na beirada do sofá, abriu bem as pernas e apontou o chão com o dedo.

— Agora eu. Limpe sua esposa como Deus manda. Os dois gozaram dentro de mim. Quero os dois fora, na sua boca, e você vai engolir tudo.

Afundei a língua onde ela indicou. Retirei dali o que o loiro e o moreno haviam deixado, espesso e quente, sentindo aquilo escorrer por minha língua e garganta enquanto ela acariciava meus cabelos com dedos possessivos. Lambi seus grandes lábios, abri os pequenos com a ponta da língua e suguei sua entrada até sentir o interior se contrair e me liberar outra onda morna. Passei a língua inteira sobre o clitóris inchado, e ela gemeu, arqueou os quadris e empurrou meu rosto contra si.

— Bom garoto. Engula tudo. Este é o seu lugar. Embaixo. De joelhos. Com a boca na minha boceta enquanto outros homens me enchem.

Ela gozou mais uma vez sobre minha língua, apertando minha cabeça entre as coxas, mordendo o lábio e olhando para as amigas como se também estivesse me exibindo a elas. A jaula, entre minhas pernas, golpeava-me com uma dor pura cada vez que meu corpo tentava reagir.

***

A festa continuou até altas horas da madrugada. Mais posições, mais turnos, mais tarefas para minha língua. O loiro se recuperou e também fodeu a cozinheira, que lhe pediu que gozasse em sua boca e tirasse uma foto para mostrar ao marido no dia seguinte. Daniela acabou de quatro no tapete, com o moreno atrás dela e Clarita por baixo, sentada sob seu corpo, chupando seu clitóris enquanto o moreno a penetrava pelo cu com uma lentidão brutal. Renata voltou a colocar o arnês e revezou-se com Mariana para foder Daniela até que Daniela pedisse uma pausa.

E eu, no meio de tudo, ia e vinha. Lamba aqui. Limpe isso. Fique de joelhos. Abra a boca. Engula. Em certo momento, obrigaram-me a beijar os pés do garçom loiro, ainda manchados de suor e de todo o resto, enquanto ele ria e me dizia coisas ao ouvido que prefiro não repetir. Em outro, fizeram-me deitar de costas e usaram minha língua como assento, primeiro Daniela, depois a cozinheira, deixando-me respirar apenas o mínimo entre uma e outra, tapando meu nariz com a própria boceta enquanto exigiam que eu trabalhasse a língua mais depressa.

Quando finalmente se afastaram, exaustas, a chave continuava pendurada entre os seios de Mariana, balançando a cada respiração. Eu continuava ajoelhado no tapete, trancado, com os joelhos marcados, a mandíbula dolorida, o rosto pegajoso e um gosto de sêmen e boceta alheia que levaria dias para desaparecer.

Mariana olhou para mim do sofá, despenteada, satisfeita, com o sorriso cansado de quem teve a noite que queria. Passou dois dedos pela boceta, ainda brilhante, e ofereceu-os a mim. Chupei-os sem que ela precisasse pedir.

— Você está bem, querido?

Assenti, porque era a única coisa que eu sabia fazer. E enquanto assentia, enquanto o corpo doía e a jaula continuava apertada, percebi que sim, eu estava bem. Essa é a parte que custa confessar.

Como fui parar aqui? E por que não quero que isso pare nunca?

É isso que nunca contei a ninguém. Esta é a minha vida e, até agora, não encontrei uma maneira de mudá-la. Tampouco tenho certeza de que quero fazê-lo.

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