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Relatos Ardientes

Minha amiga me convenceu a experimentar algo pela primeira vez

4.5(2)

Olá de novo a quem continua me lendo. Sou Marina, tenho vinte e seis anos e, se vocês chegaram até aqui, é porque algo do que eu conto ressoa em vocês. Esta é a segunda confissão que escrevo, e tenho que admitir que me custa mais do que a primeira, porque desta vez não foi uma casualidade: fui eu que procurei, embora no começo não quisesse reconhecer isso.

Algumas semanas antes, eu tinha vivido minha primeira experiência de verdade com um homem. Foi com Damián, um amigo de uma vida inteira, e, embora eu tenha gostado, ainda não conseguia entender direito por que aquilo tinha me excitado tanto, por que eu tinha pedido justamente a ele que me ensinasse a transar. Toda vez que nos cruzávamos eu ficava vermelha e baixava os olhos, como se ele pudesse ler na minha cara tudo o que tinha me feito, como tinha me aberto as pernas, como tinha me enchido a buceta até me fazer tremer.

Com o tempo conseguimos voltar a nos tratar com normalidade. Uma tarde eu pedi que deixássemos as coisas como antes, que aquilo do sexo tinha sido uma vez só e pronto, e ele levou numa boa. Se despediu com um abraço longo e foi embora. Pensei que esse capítulo estivesse encerrado.

Mas não estava. Porque alguns dias depois, tomando um café com Carolina, uma das minhas melhores amigas, acabei contando tudo para ela em minúcia. Ela me ouvia com os olhos bem abertos, sorrindo, me fazendo perguntas que eu respondia cada vez mais vermelha.

— E você não chupou ele? — soltou de repente, como se fosse a coisa mais natural do mundo.

— Não — respondi—. Damián disse que isso ele ia me ensinar depois. E depois já não houve.

— Então não foi uma primeira vez completa — disse ela, muito séria—. Ficou pendente a melhor parte. Você não sabe o que é ter um pau duro na boca, Marina. Sentir ele pulsar contra a língua, como fica mais grosso quando você chupa direito.

— Também não é para tanto — murmurei, embora por dentro algo se remexesse e eu sentisse a calcinha úmida sob o jeans.

— Você gostaria de experimentar? — perguntou, baixando a voz.

Fiquei em silêncio por um momento. Eu tinha curiosidade, sim, mas também um pouco de apreensão.

— Não sei — disse por fim—. Me dá um certo impacto, sinceramente. Meio nojinho.

— Isso é no começo — ela riu—. Depois você adora. Eu não consigo transar sem antes engolir o pau do Sebastián até a garganta. Se quiser, você pode se animar com meu irmão.

Com o irmão dela? Ela estava falando sério?

— Você enlouqueceu — eu disse—. Como é que eu vou ficar com o seu irmão?

— Ele me comentou uma vez que adoraria enfiar o pau na sua boca. E você está com vontade de aprender a chupar. Seria perfeito: a primeira vez que você chupa alguém, com um cara de confiança, sem compromisso. Só isso e pronto.

— E o que ele vai achar de mim? Vai pensar que eu sou qualquer uma.

— De jeito nenhum. Eu explico a ele que é para você saber como é ter um pau na boca. Se depois você não quiser mais nada, não tem problema. Só isso.

Não soube o que responder. A única coisa que consegui dizer foi que ia pensar, que se eu conseguisse convencê-lo primeiro, talvez eu me animasse. Falei quase certa de que aquilo morreria ali.

***

Eu estava enganada. Alguns dias depois, quando eu já quase tinha esquecido o assunto, Carolina me ligou no telefone, empolgadíssima. Tomás — assim se chama o irmão dela — tinha aceitado. Ela me perguntou quando eu queria que combinássemos.

Fiquei muda. Uma parte de mim queria voltar atrás; outra, mais forte, sentia uma mistura de nervosismo e excitação que não me deixava pensar com clareza. Acabei aceitando. Só faltava escolher o dia.

As semanas seguintes foram uma tortura deliciosa. Pela minha cabeça passava mil vezes a mesma cena: como seria ter o pau dele na boca, se teria gosto ruim, se eu ia engasgar, se caberia inteiro até a garganta, se ele gozaria dentro de mim. Eu me pegava pensando nisso a qualquer hora, enfiando dois dedos na buceta no banho, imaginando que era o pau dele que entrava em mim, e depois me repreendia por estar tão obcecada.

O plano foi de Carolina, que para essas coisas era uma especialista. Passaríamos a tarde na casa do namorado dela, Sebastián. Ela ficaria transando com ele num quarto, e Tomás e eu em outro. Antes de entrar, fiz ele prometer que ninguém saberia disso, nem mesmo Lucía, nossa outra amiga inseparável. Carolina jurou com a mão no peito, segurando o riso.

Quando chegamos, os nervos me deixavam com as mãos geladas. Tomás acabou sendo bem mais simpático do que eu lembrava das poucas vezes em que o tinha visto. Tinha um sorriso tranquilo, sem nada de arrogância, e isso me relaxou um pouco. Carolina e Sebastián desapareceram pelo corredor entre risos, e, poucos minutos depois, começamos a ouvir ela gemendo do outro lado da parede, pedindo para Sebastián meter com mais força. O sangue me subiu ao rosto. Tomás sorriu e me pegou pela mão.

Entramos no quarto. Fechei a porta atrás de mim e, quando me virei, ele estava na minha frente, me olhando com calma.

— Está pronta? — perguntou.

— Acho que sim — respondi, com a voz mais fina do que eu gostaria—. Nunca fiz isso. Nunca chupei um.

— Calma — disse—. Eu vou te guiando. Não tem pressa. Você vai aprender a me chupar do jeito que gostar.

— Tá bom.

Ele começou a me beijar de um jeito tão suave e paciente que, para minha surpresa, os nervos foram se dissolvendo. Eu devolvi o beijo com a mesma vontade, enfiando a língua sem vergonha. As mãos dele percorriam minhas costas, minha cintura, minha nuca, e eu sentia o corpo ir amolecendo, a buceta ficando cada vez mais úmida. Ele tirou minha blusa devagar, sem brusquidão, e depois o sutiã, me deixando com os seios à mostra e só com meu jeans preto. Não senti vergonha. Pelo contrário, gostei de como ele me olhava, de como os olhos dele se cravavam nos mamilos que tinham ficado duros como pedra. Ele se abaixou e chupou um, depois o outro, mordiscando de leve, e eu senti uma corrente descer direto entre as pernas. Escapou de mim um gemido bobo que eu nem soube disfarçar.

— Ajoelha — ele me disse baixinho, quando já me tinha ofegante.

Eu fiz. Ele desabotoou a calça, baixou o zíper e a escorregou junto com a cueca. O pau saltou para fora, já meio duro, maior do que eu tinha imaginado, com a cabeça vermelha e brilhante. Ele estava ali, na frente do meu rosto, a um palmo da minha boca, e, embora no começo isso tenha me intimidado um pouco, também senti uma curiosidade enorme, uma necessidade de tocar, de cheirar, de provar. Era diferente do que eu esperava, mais grosso, com veias marcadas ao longo do tronco, e alguma coisa em mim, alguma coisa que eu não sabia que tinha, queria encher a boca com aquilo.

— Pega com a mão — ele indicou—. De leve.

Eu o envolvi com os dedos e comecei a acariciá-lo devagar, exatamente como eu tinha visto em algum vídeo que assisti na noite anterior justamente para não ficar tão perdida. Senti ele endurecer mais entre os meus dedos, crescer de comprimento e de largura até apontar para o meu rosto. Abri a boca, mas ele me deteve com doçura.

— Espera. Primeiro me dá beijinhos aqui, sem pressa. Na cabeça, nos ovos, por ele inteiro.

Fechei os olhos e dei pequenos beijos, quase tímidos, que não tinham gosto de nada. Depois coloquei a língua para fora e passei devagar por toda a ponta, provando pela primeira vez aquele gosto. Não era desagradável, nem de longe o que eu tinha imaginado. Era apenas salgado, morno, com um gosto de pele limpa, e isso me deu confiança para continuar. Lambi da base até a ponta, num movimento longo, como se fosse um sorvete, e ele soltou um suspiro que me fez sentir poderosa. Chupei os ovos dele, um por um, colocando-os na boca com cuidado, e depois subi de novo pelo tronco com a língua bem achatada.

— Isso, muito bem — ele murmurou, acariciando meu cabelo—. Agora enfia ele na boca, até onde conseguir.

Abri mais a boca e coloquei. Primeiro só a cabeça, sentindo como ela me preenchia, como esticava meus lábios. Chupei com força, envolvendo-a com a língua, e ele soltou um rosnado baixo que me arrepiou a pele. Fui descendo aos poucos, engolindo um pouco mais a cada vez, até sentir o limite. Então foi ele quem assumiu o comando. Agarrou minha nuca e empurrou com cuidado, e, ao chegar no fundo, me provocou uma ânsia e um pouco de tosse. Ele recuou imediatamente, com um fio de saliva pendendo do meu lábio até a ponta do pau.

— Respira — disse, com calma—. Você não precisa ter pressa. Quando não aguentar mais, me avisa e eu paro.

Assenti, com a boca ainda aberta e o queixo molhado. Puxei ar e tentamos de novo. Ele fez tudo devagar, me dando tempo, deixando eu deslizar a boca pelo pau no meu ritmo, recuando assim que percebia que eu tinha dificuldade. Tentamos várias vezes e eu nunca conseguia avançar além de certo ponto sem ficar tonta. Comecei a me frustrar. A saliva escorria pelo meu queixo, caía nos seios, e eu a usava para fazer o pau deslizar melhor entre os lábios.

Mas tem uma coisa que preciso confessar sobre mim: nunca gostei de desistir. Quanto mais difícil parecia, mais esforço eu colocava. Pedi que tentássemos mais uma vez. Quando cheguei ao meu limite, em vez de pedir que ele recuasse, agarrei os quadris dele e o puxei para mim com força. Meus olhos se encheram de lágrimas, mas não de dor: era o corpo reagindo sozinho. Por alguns segundos senti que tinha conseguido, que tinha ele inteiro na garganta, com ele segurando minha nuca e eu puxando contra meu rosto, o nariz colado no púbis, os ovos roçando meu queixo.

Veio a ânsia e ele se afastou. Eu tossi, respirei fundo, com a cara toda molhada de saliva e lágrimas, e ri sem conseguir evitar.

— Calma — disse ele, sorrindo, enquanto me limpava o rosto com o polegar—. Você foi incrível. Você conseguiu ele todo lá dentro. Não precisa de mais nada.

***

A partir daí eu me soltei. Já não fazia aquilo para provar nada, e sim porque estava gostando de verdade, porque a buceta estava ensopada até os joelhos e eu sentia que, se me tocasse, gozaria em dois segundos. Eu o beijava, lambia, pegava com a mão e marcava meu próprio ritmo. Enfiava até a metade e puxava de volta com um estalo, chupava de novo pelos lados, passava a língua por baixo, por aquela veia grossa que corria por ele. Em alguns momentos ele me guiava, me segurando pelo cabelo e marcando o vai e vem; em outros, era eu quem decidia, quem apertava mais os lábios, quem brincava com a ponta contra o meu palato.

— Agora chupa meus ovos enquanto me segura com a mão — ele pediu, com a voz rouca. E eu fiz sem pensar, colocando um de cada vez na boca, fazendo uma punheta lenta ao mesmo tempo. O pau ficou ainda mais duro, mais grosso, e uma gota transparente se inchou na ponta, que eu lambi com vontade.

Ver ele respirar ofegante, ouvi-lo gemer sem disfarce, sentir que estava completamente entregue ao que eu lhe fazia com a boca me excitou mais do que eu esperava. Aquela sensação de poder, de ter um cara tão grande tremendo por causa do que minha língua fazia, era nova para mim e eu adorei. Sem perceber, comecei a apertar as coxas, esfregando uma na outra, procurando alívio para a buceta que pulsava. Ele notou e sorriu.

— Você é uma puta linda, Marina — ele me disse, e eu, em vez de me ofender, fiquei ainda mais molhada.

Eu o enfiei até o fundo com mais vontade, subindo e descendo a cabeça, deixando que batesse na minha garganta. Já não me importava com a ânsia, já não me importava com a saliva escorrendo. Escutava os sons que minha boca fazia ao chupá-lo, os gemidos dele, e ao longe os de Carolina, que continuava transando do outro lado da parede, e tudo isso me deixava louca.

Depois de um tempo senti o corpo dele começar a enrijecer, a respiração ficar entrecortada, o pau ficar ainda mais duro, quase de pedra, dentro da minha boca. Ele me disse que estava prestes a gozar e perguntou se podia gozar na minha boca. Eu disse que não, isso ainda me dava impacto. Então ele o tirou de repente, agarrou o pau com a mão e o sacudiu por apenas alguns segundos na minha frente. Senti os jatos quentes caindo sobre meus seios, um atrás do outro, grossos, mornos, escorrendo até a barriga. Foram muitos, mais do que eu esperava. Fiquei um momento imóvel, olhando para ele, surpresa com o quão calma eu estava depois de tanto nervosismo, com o rosto e o peito cobertos de porra.

A curiosidade venceu o pudor. Passei os dedos devagar pela pele, recolhendo o sêmen morno e espesso, e, quase sem pensar, levei um deles à boca. Provei primeiro com a ponta da língua, depois chupei o dedo inteiro. Tinha gosto forte, um pouco amargo, um pouco salgado, mas não me deu nojo. Levei um segundo dedo à boca, depois um terceiro, até limpar quase tudo o que tinha caído entre os meus seios. Não sei bem por que fiz isso. Acho que queria fechar a experiência por completo, sem deixar nada pela metade, como tinha feito com todo o resto naquela tarde. Tomás me olhava de boca aberta, o pau ainda meio mole, sem acreditar no que via.

Tomás riu baixinho e me ajudou a levantar. Me emprestou uma toalha, foi doce até o fim. Nos vestimos, conversamos um pouco sobre qualquer coisa como se fôssemos velhos amigos, e quando saímos do quarto me senti diferente. Não envergonhada, como eu tinha temido. Mais bem curiosa comigo mesma, com até onde eu era capaz de ir quando me deixava levar.

Carolina me esperava com um sorriso cúmplice e, assim que Tomás se distraiu, apertou meu braço e me perguntou com o olhar. Eu só assenti, mordendo o lábio para não rir.

— Eu te disse — ela sussurrou—. O melhor ainda estava pendente.

No caminho de volta, não parei de pensar em como tinha sido fácil cruzar essa linha que eu achava tão complicada. Uma conversa, uma promessa, uma tarde, e de repente eu era outra pessoa, uma mulher que se ajoelhava para chupar um pau e lambia a porra dos dedos. Ou talvez eu sempre tivesse sido essa e só agora estivesse me conhecendo.

Ainda não sei se vou vê-lo dessa maneira de novo. Também não sei se isso que estou descobrindo aos poucos é algo que eu deveria frear ou continuar explorando. O que eu sei é que a curiosidade, aquela que quando eu era menina me diziam ser perigosa, se tornou meu melhor guia.

Se tiverem perguntas, já sabem onde me encontrar. Prometo que a próxima confissão não vai demorar tanto. Um beijo enorme a todos que me leem até o fim.

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Comentários(3)

Fe_Curitiba

que história boa!! adorei demais

BorboletasNoEstomago

o título já me fisgou e o texto confirmou tudo. muito bom mesmo

RomanticoIncuravel

Por favor tem uma segunda parte?? fiquei querendo saber o que aconteceu depois...

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