O que o velho da oficina me pediu pelo vídeo
Me chamam Marisol e tenho vinte e um anos. Sou baixinha, de cintura fina, e o que mais gosto no meu corpo são os quadris marcados e uma bunda redonda e empinada que chama atenção mesmo quando eu não quero. Tenho os seios pequenos, mas durinhos, com os mamilos escuros e sempre rijos por baixo da roupa. Conto isso para que entendam por que certos homens me olham de um jeito específico quando caminho sozinha, com aquele olhar que te despe de cima a baixo.
O que vou contar aconteceu há apenas algumas semanas, em pleno verão. Estou de férias da faculdade, e naquela tarde de agosto eu ia atrasada para uma aula de reforço. Moro em um bairro popular, de casas pequenas e malcuidadas, e preciso caminhar várias quadras até o ponto de ônibus. O sol do meio-dia batia como se quisesse derreter o asfalto.
A duas quadras da minha casa fica a oficina mecânica do Seu Genaro, um homem de uns cinquenta e tantos, baixinho, barrigudo, muito moreno e muito grisalho. Tinha fama de tarado com todas as moças da região, então a gente sempre evitava passando para o outro lado da rua.
Naquele dia, por pressa, não me certifiquei de atravessar. No fim, pensei, são só alguns metros. Não ia acontecer nada.
Bem em frente à oficina havia um carro aberto em conserto. Seu Genaro estava sentado numa cadeira de plástico, com uma toalha sobre as pernas e uma camiseta regata. Presumi que por baixo da toalha ele estivesse de short, mas, na verdade, nem parei para pensar nisso. Eu estava com muita pressa.
— Boa tarde, moça — ouvi que ele dizia com aquela voz pastosa.
— Boa tar… — Enquanto me virava para olhá-lo com um sorriso fingido para não parecer mal-educada, ele levantou uma perna e apoiou o pé na borda da cadeira, como quem vai cortar as unhas. Nesse instante vi que não tinha nada por baixo da toalha. Vi cair tudo entre as pernas, escancarado e sem vergonha: um pau grosso, moreno, com a cabeça inchada repousando sobre uns ovos pesados e enrugados, e tudo isso enredado entre pelos grisalhos. Senti que os olhos e a boca se abriam ao mesmo tempo.
Tenho certeza de que ele percebeu pela minha cara de pavor. E tenho certeza também de que fez aquilo de propósito, para eu ver. Perdi o passo por um segundo, mas continuei andando quase correndo.
Velho porco do caralho, por que ele faz isso?
Passei o resto do dia com a mesma pergunta girando na cabeça. O pior é que eu não conseguia parar de pensar na imagem. Não por gosto, mas por raiva e nojo, eu dizia a mim mesma. Só que a imagem não saía: o pau pendurado, grosso, esperando ali como se ele tivesse mostrado de propósito para me marcar na cabeça. E o desgraçado tinha conseguido.
***
Na saída da aula, uma das professoras me pediu que ficasse um momento. Queria me entregar uns papéis para a minha mãe. Eu estava morrendo de vontade de ir ao banheiro: com aquele calor, tinha bebido litros de água. Quando finalmente ela me deu os papéis e eu corri para os banheiros, eles já estavam trancados com cadeado.
Não vou aguentar até chegar em casa.
A algumas quadras dali morava a Daniela, minha melhor amiga. Pensei em ir até a casa dela, mas mal avancei uma quadra e entendi que não ia dar tempo. A situação era humilhante: eu precisava desesperadamente de um banheiro e não havia nenhum.
Passei de novo pela oficina do Seu Genaro e o vi deitado embaixo do carro, na rua. A vontade venceu meu orgulho e minha raiva. Me aproximei.
— Seu Genaro, desculpe incomodar, mas eu preciso muito de um banheiro. O senhor me empresta por uns minutos, por favor?
— Claro, moça. Vem cá, já já eu digo onde fica. — Ele me levou para trás da casa. O banheiro era de tábua, com fossa. Já dá para imaginar o cheiro.
— É o único que o senhor tem?
— Me desculpe, moça, mas é. Ou é aqui, ou atrás daqueles ferros — respondeu em tom de deboche.
— Tá, já já eu saio. — Disse isso para ele ir embora, porque eu já estava prestes a explodir.
— Ai, moça, acontece que a porta não fecha direito. Vou ficar aqui para ela não abrir, mas não se preocupe, eu me asseguro de que ninguém vai ver você.
Velho depravado. É óbvio que ele fica para olhar o que puder.
Sem tempo para discutir, achei que o melhor era fazer rápido e não dar o gostinho de me manter ali. Abri a porta e vi a tábua do assento. O estranho era que, embaixo, faltavam duas tábuas, e por aquela abertura dava para ver tudo por trás.
Vamos seguir o plano: rápido e eu vou embora.
Me inclinei para a frente, da cintura para cima, e baixei a calcinha cuidando para que da frente, onde ele estava, não se visse nada. Então ouvi um ruído na frente da porta.
Não vou te dar esse gostinho, velho. Você não vai me ver pela fresta.
Mas aí vi um clarão vindo da abertura de trás. Depois outro. Eu não entendia o que estava acontecendo. Peguei papel e me limpei às pressas. E, enquanto fazia isso, senti algo roçando minha bunda.
Pulei e gritei de susto. Pensei que fosse uma aranha ou algum bicho saindo da fossa. Quando me virei, foi a coisa mais horrível da minha vida: Seu Genaro estava agachado pela abertura, com o celular gravando em cheio minha bunda nua e meu cu aberto, e com a outra mão tinha me tocado. Continuava gravando e ria, certificando-se de que meu rosto aparecesse nítido no vídeo junto com minhas nádegas.
— O que foi isso, Seu Genaro? O que foi isso, de verdade? Por que o senhor fez isso?
— Ai, moça, você veio sozinha pelo serviço. Eu só estou cobrando o preço — disse, ainda rindo —. Você não tem ideia do que eu vou fazer com esse vídeo e essas fotos. Que rabinho, moça, que rabinho gostoso você tem.
Meu sangue gelou. Eu estava na pior situação possível e, além disso, tinha me metido nisso sozinha. Aquele velho me tinha gravada no pior ângulo imaginável, com o rosto visível, a bunda aberta e o cu à mostra.
Me vesti às pressas e saí correndo dali.
***
Pensei em denunciá-lo. Com um vídeo assim, aquele homem passaria anos na cadeia. Mas isso significava que metade da patrulha do bairro veria o material, e aqui os homens são o que são: aquilo vazaria e acabaria na internet com meu nome e meu rosto, com meu cu e minha bunda de fora para todo o bairro reconhecer.
Fiquei a noite inteira com medo, sem saber como recuperar aquele vídeo. No fim, decidi tentar um acordo. Juntei todas as minhas economias, quinze mil pesos, e no dia seguinte, às nove da manhã, fui até a casa dele.
Tinha que ser muito cuidadosa. Se eu o irritasse, ele não apagaria nada. Cheguei calma e respeitosa. Mas, ao vê-lo, ele estava sentado na cadeira do quintal com a mão enfiada dentro do short, mexendo devagar. Era evidente que estava batendo uma punheta. E eu tinha certeza de que fazia isso vendo meu vídeo.
— Bom dia, Seu Genaro.
— Ah, caramba, que surpresa! A moça mais bonita do bairro veio me visitar — disse com um sorriso debochado, sem tirar a mão do short.
— Precisamos falar sobre ontem.
— O que aconteceu ontem? — respondeu com cara de dúvida fingida, apertando o pau por cima do tecido para eu ver.
— Não se faça de desentendido, por favor. Vamos falar disso.
— Então, moça. Primeiro, como você se chama?
— Marisol.
— Prazer, Marisol. — Ele tirou a mão do short com a maior cara de pau do mundo, com os dedos brilhando de tanto se esfregar, e a estendeu para mim. Se eu não cumprimentá-lo, ele vai notar minha raiva e tudo vai piorar. Mas que nojo tocar nessa mão depois de ver o que ele fazia com ela.
— Seu Genaro, não, por favor.
— Então não vai me cumprimentar?
Quase me vieram lágrimas aos olhos. Como eu tinha claro o meu objetivo, decidi cumprimentá-lo. Levantei a mão e peguei a dele, morna, pegajosa, com todo o cheiro do pau dele por cima. Deu vontade de vomitar.
— Agora sim, me diga, em que posso ajudar? Ou precisa do banheiro de novo? — debochou.
— Não. Vim para o senhor apagar o vídeo e as fotos de ontem. Olhe, eu sei que existem leis e, se eu fosse má, já teria denunciado o senhor — elevei a voz para mantê-lo calmo —, mas não vou fazer isso. Isso fica entre o senhor e eu. Aqui eu trouxe cinco mil pesos. Eu dou para o senhor, mas apague tudo aqui mesmo.
— Não, Marisol. Vale mais a pena ter essa bunda perfeita no meu telefone. Só nesta manhã já tirei proveito dela três vezes. Fiz três punhetas vendo seu rabinho e ainda fico duro só de olhar. Acho que isso vai durar muito tempo.
— Eu te dou dez mil. Sério, vamos fazer esse acordo.
— Não. Já disse que não.
— Quinze mil, eu juro que não tenho mais. — Comecei a chorar —. Por favor, eu não tenho mais nada.
Seu Genaro parou de debochar e pôs a mão no meu ombro.
— Olha, Marisol, vamos fazer uma coisa.
— O quê?
— Não vamos nos fazer de bobos. Você sabe que eu gosto de me mostrar para as moças que passam pela minha oficina. Todas tão gostosas, com esses corpos, com essas bundas, com esses peitos, passando na minha frente. Todo dia eu fico duro olhando para elas.
O desgraçado estava sendo sincero, e por isso mesmo ainda mais nojento.
— Sim, Seu Genaro, já percebi o que o senhor gosta.
— Pois olha, é muito fácil. Vamos entrar e você me vê enquanto eu bato uma punheta na sua frente. Só isso. Você sentadinha, vendo como eu me masturbo até gozar. E apagamos tudo.
— Como o senhor acha? Não, claro que não. Pegue o dinheiro e acabamos com isso.
— É assim ou não tem acordo.
Velho filho da puta. Ele me pôs contra a parede. Eu nem tinha chegado ao preço, e a proposta me parecia repugnante. Pensei por vários minutos, sem parar de chorar.
— Você topa, Marisol, ou vai embora daqui?
— Mas eu não vou me despir nem tocar em nada, certo?
Um sorriso perverso atravessou seu rosto.
— Não. Você não faz mais nada além de me ver me masturbar. Mas você me vê desde o começo até eu gozar. Essa é a regra. Até eu acabar de gozar.
— E o senhor me dá o telefone para eu apagar tudo, certo? Eu, não o senhor.
— É isso mesmo. Você só sentadinha, olhando como o leite sai de mim.
A situação era de um nojo indescritível, mas eu pensei que era algo suportável. Valiam mais alguns minutos daquilo do que uma vida inteira de medo de que minha família ou meus amigos vissem aquele vídeo.
— Tudo bem. Mas eu quero a sua palavra de que o senhor vai cumprir.
— Você tem, Marisol. — O sorriso daquele homem não podia ser maior. Ele estava prestes a cumprir uma de suas fantasias: ser visto em detalhes por uma moça enquanto batia uma punheta.
***
Ele se levantou e me levou para dentro da casa dele, de madeira com telhado de papelão. Vivia na miséria total: uma cama velha e estreita, uma mesa com duas cadeiras, nada mais. Tão pequena que cabia no tamanho do meu quarto.
— Entra, Marisol. Senta aqui. — Ele colocou uma cadeira ao pé da cama. Sentei nervosa com o que vinha pela frente.
Ele subiu na cama, tirou a camiseta e baixou o short. Ficou de cueca, com um volume grosso e torto pressionado contra o tecido sujo.
— Gostou do que está vendo? — Não respondi. Não disse nada e tentei não fazer nenhuma expressão.
Ele se deitou de barriga para cima diante de mim e começou a tirar o pouco que ainda restava. Quando saiu, o pau bateu pesado contra a barriga, duro, moreno, com a cabeça inchada e arroxeada aparecendo entre o prepúcio recolhido. Os ovos dele pendiam dos lados, enrugados e grandes. Um cheiro de homem suado e sem banho me chegou ao nariz e foi impossível não fazer cara de nojo.
— Olha como você me deixou, aqui te dando esse show. Olha como ele sobe só de te ver, Marisol. Tudo isso é por você.
As palavras dele me fizeram chorar de novo. Tentei me conter, mas as lágrimas saíam sozinhas. Ele ajeitou um travesseiro nas costas e ficou meio recostado, com as pernas abertas, a uns dois metros de mim. Bem ali eu via tudo: o pau duro, apontando para o teto, pulsando sozinho, e os ovos pesados por baixo.
— Você gosta? Fala ou a gente para por aqui.
Eu já tinha chegado até ali. Se parássemos, ele ganhava do mesmo jeito por ter me mantido assim. Então só assenti com a cabeça.
— Me fala.
— Sim, Seu Genaro — respondi com o maior nojo do mundo.
— Sim, o quê? Fala direito, com as palavras certas.
— Sim… sim, eu gosto do seu pau, Seu Genaro — disse com a voz quebrada.
— Isso, assim eu gosto.
Ele me dava instruções: para eu olhá-lo direto, para eu ver como ele se acariciava. Ele lambeu a palma da mão e agarrou o pau pela base, com força, e começou a puxá-lo devagar, subindo e descendo o prepúcio para deixar a cabeça completamente exposta, arroxeada, brilhante. Com a outra mão, segurava os ovos, apertava-os, esticava-os enquanto me encarava fixamente.
— Olha bem, Marisol. Repara direitinho como se bate uma punheta. Olha a ponta aqui, olha como já está saindo o líquido.
E era verdade. Pela fenda da cabeça começava a sair uma gota espessa e transparente que se alongava para baixo. Ele esfregou isso com o polegar por toda a cabeça para lubrificar, e o pau começou a brilhar inteiro. Ele se pôs de quatro sobre a cama e me mostrou tudo, se lambuzando no prazer: o pau pendendo entre as pernas, os ovos apertados, a bunda peluda e as nádegas escuras. Ele segurava uma nádega com a mão esquerda e com a direita continuava puxando o pau para trás, entre as pernas, para que eu o visse de outro ângulo. A imagem era crua, rude, desagradável.
Meu plano: deixá-lo excitado para que termine logo e eu possa ir embora.
— Ai, Seu Genaro, daqui dá para ver tão bem. Que pau grosso o senhor tem — disse com voz fingida, na esperança de que ele acreditasse. E acreditou: ficou com uma cara de incredulidade sem acreditar no próprio queixo.
— Então você gosta mesmo?
— Na verdade, gosto sim. Gosto muito do que estou vendo. Gosto de como o senhor bate punheta, Seu Genaro. Por que o senhor não continua se tocando para mim? Quero ver o senhor gozar. Vai, faça esse favor para mim.
O bobo acreditou. Voltou para a posição inicial, cuspiu na mão e começou a se masturbar mais rápido, com o punho fechado e apertado. A pele subia e descia sobre a cabeça, cada vez mais depressa. Eu via o rosto de prazer, a cabeça jogada para trás, a boca aberta, os olhos semicerrados. Os ovos pulavam a cada puxão, grudavam na barriga e voltavam a cair.
— Isso, olha, olha como ele fica, Marisol. Está duríssimo por sua causa, sua safada. Olha só como você me deixou.
***
Juro que não sei o que aconteceu. Não sei se foi medo, nojo ou a tara que me provocava a cabeça dele, mas comecei a sentir umidade entre as pernas. Senti meu cu se apertar sozinho, senti a calcinha ir encharcando aos poucos. Os mamilos endureceram sob a blusa e arranhavam o sutiã. O velho não tinha me atacado de forma direta, e meu próprio corpo estava me traindo. Ele continuava dizendo palavrões, e pouco a pouco eu ia perdendo a repulsa de ouvi-los.
— Olha como está saindo o líquido, olha só que transparente. Quer provar? Vai, vem chupar um pouquinho, Marisol.
— Não. Combinamos uma coisa. Continue com o que está fazendo, eu gosto mais assim.
— Como quiser. — Continuei dizendo a ele o que ele queria ouvir até que me fez outra proposta —. Mostra os seios e eu não demoro nem um minuto. Só os peitinhos, Marisol, vai.
O momento já não me parecia tão repugnante e, na verdade, eu só queria que aquilo acabasse. Sem pensar muito, levantei a blusa e abaixei o sutiã, deixando à mostra meus seios pequenos e empinados, com os mamilos morenos e eriçados como pedras. O rosto dele se transformou. O pau deu um puxão e começou a vazar mais rápido.
— Ai, sua safada, que peitinhos. Olha como você os tem, todos em pé. Cuspinha no meu pau, Marisol. Quero sentir sua cusparada na ponta.
A proposta, estranhamente, não me incomodou. Eu não precisava tocar em nada e talvez acelerasse o fim. Fiquei de pé com os seios à mostra e me aproximei, cuidando da distância. A cena começava a deixar de me dar nojo, e foi aí que confirmei que estava molhada. Não aos jatos, mas mais do que o normal em mim. Meu cu se apertava sozinho toda vez que eu via o pau saltar no punho dele.
Juntei saliva na boca e cuspi o máximo que pude direto sobre a cabeça arroxeada do pau. Caiu em cheio e escorreu pelos lados. Ele esfregou imediatamente por todo o pau, misturando com o líquido que já tinha, e continuou se masturbando com mais força. A cama rangia no ritmo. Ele começou a gemer com os olhos fechados, o rosto torto para o teto. Eu seguia de pé na beirada da cama, com os seios de fora, vendo como seu punho peludo subia e descia, como as veias do pau se marcavam, como os ovos começavam a subir contra o corpo. Um impulso me fez me abaixar um pouco para ver de perto. Eu só queria ver mais um pouco. Talvez, no meu inconsciente, eu buscasse o cheiro de que tanto tinha reclamado no começo, porque já não me parecia desagradável. Aquele cheiro de homem, de pau suado, de ovos, estava entrando na minha cabeça de um jeito que eu não entendia.
— Você quer provar, não quer? — comentou ao notar como eu estava perto sem que ele tivesse pedido.
— Não… não, Seu Genaro, como o senhor acha? Combinamos uma coisa.
— Não se faça de sonsa, Marisol. Sei que você está a fim e está olhando com tanta vontade que seria pecado não deixar você pegar um pouquinho. Vamos fazer uma coisa: chega mais perto, pega nele só um pouquinho, vai. Só um puxãozinho e eu gozo na hora.
O acordo, a forma de me dominar e os quase quinze minutos de espetáculo tinham mexido com algo dentro de mim. Eu sentia o cu pulsando, molhado, apertando de tara. Talvez, se eu tocar um pouco, não seja tão ruim. Talvez acabe mais rápido e eu vá embora. A ideia, depois de tantos minutos, já não me parecia tão absurda.
— Não, Seu Genaro — disse, mas não tão firme como antes.
— Vai, você vai ver que eu gozo rápido. Só um pouquinho. Pega nele só um pouquinho, Marisol.
— Mas bem pouquinho. Jure para mim.
— Juro, Marisol.
***
Num movimento lento e contínuo, fui me aproximando. Fechei a mão direita ao redor do pau, com medo. Estava quente, mais quente do que eu esperava, grosso, tão grosso que eu mal conseguia envolver com os dedos. Senti-o pulsar contra a minha palma, duro como ferro, mas coberto por uma pele macia. Seu Genaro soltou um gemido longo e se deixou cair de costas sobre o travesseiro, com os olhos virados para cima.
— Assim, assim, Marisol. Mexe, mexe devagar. Continua.
Comecei a puxá-lo devagar, subindo e descendo o prepúcio como eu o tinha visto fazer. A cabeça arroxeada aparecia e desaparecia entre meus dedos, escorrendo o líquido transparente que me lambuzava a mão. Por que o desgraçado não termina? Mas, sinceramente, já não estou sofrendo tanto. Me surpreendi acelerando o ritmo por curiosidade, para vê-lo brilhar mais, para vê-lo parecer mais grosso.
— Assim você gosta?
— Assim eu gosto, sua safada. Mais rápido, Marisol, bate mais rápido. Ai, que mãozinha gostosa você tem.
Quis fazer algo que talvez lhe agradasse mais. Com a outra mão comecei a acariciar os ovos dele devagar, com calma, sabendo que era uma área sensível. Senti-os pesados na palma, quentes, carregados. Eu os apertava com cuidado e ele se contorcia na cama. Depois me atrevi a descer mais e passei um dedo por baixo, pelo espaço entre os ovos e a bunda. O corpo inteiro dele se tensionou.
— Não exagera, Marisol, que delícia! Que mãozinha, sua safada, que mãozinha!
E ali eu aceitei, sem negar na cabeça: eu estava agradando um velho depravado, puxando o pau dele com as duas mãos e, por pior que aquilo fosse, eu estava gostando. Aproximei o rosto e respirei o cheiro do pau suado, já quase sem reservas. Aquele cheiro macho, forte, estava entrando em mim até o fundo. Eu não parava de me umedecer. Senti o líquido descer pela parte interna das coxas, encharcando a calcinha, o shortinho jeans. Fechei os olhos, perdida em algo que não reconhecia em mim. Sem perceber, comecei a apertar as coxas para pressionar meu cu, buscando alívio.
Seu Genaro se sobressaltou ao me sentir tão perto, virou para me olhar, mas eu já estava entregue ao meu negócio, puxando mais rápido, olhando a cabeça arroxeada tão de perto que respirava o vapor que ela soltava. Decidi continuar. Tirei a língua sem pensar e dei uma lambida rápida na ponta, só para provar. O sabor era salgado, forte, indescritível. Em vez de me dar nojo, me deu vontade de mais.
— Aaaah, que gostoso, que gostoso, safada, chupa um pouquinho, Marisol — repetia ele com os olhos em branco.
E, sem saber por quê, abri a boca e meti a cabeça inchada entre os lábios. Senti o peso quente contra a língua, o sabor do líquido espalhado por toda a boca. Comecei a chupá-lo devagar, com a mão puxando a base ao mesmo tempo. Seu Genaro soltou um uivo e se agarrou na cama.
— Marisol, sua safada, assim, mama ele assim! Olha só, olha só como você está comendo ele!
Minha língua se movia sozinha ao redor da ponta, sugando o líquido que não parava de sair. O pau era tão grosso que quase não cabia na minha boca, e me batia na garganta quando eu descia demais. Comecei a fazer barulhos com a boca, barulhos sujos de saliva e pau, e percebi que estava gostando de cada som. Com a mão livre eu continuava acariciando os ovos, sentindo-os se tensionarem cada vez mais contra o corpo. Eu mesma não me reconhecia: a moça decente que tinha chegado implorando por um vídeo tinha desaparecido, e no lugar dela havia uma safada chupando pau com os seios de fora, gemendo baixinho por estar tão molhada.
Continuei por alguns minutos mais, chupando e puxando ao mesmo tempo, até sentir o pau ficar ainda mais duro e os ovos se apertarem de vez contra o corpo. Seu Genaro começou a tremer.
— Já, Marisol, já vou gozar, já vou… ai, sua safada!
Senti a descarga no fundo da boca. Morna, espessa, com um sabor salgado difícil de descrever, intenso. Um jato grosso bateu na minha língua e desceu pela garganta antes que eu pudesse reagir. Me afastei de repente.
— Ai, Seu Genaro! — gritei com a boca cheia de leite.
Saíram outros jatos que me alcançaram o rosto. Era muito. O primeiro acertou minha bochecha, outro a testa, outro mais nos lábios. Sem pensar, agarrei o pau com a mão e continuei puxando diante do meu rosto, para espremer a última gota. Os jatos continuavam saindo, lambuzando meus olhos, meu nariz, minhas bochechas, os seios empinados que eu tinha descobertos. Eu mesma espalhava o leite que caía com a mão, sem querer parar. A língua saiu sozinha para lamber os restos que ficaram nos meus lábios, e eu engoli o que estava na boca quase sem perceber. Eu não sabia quando parar, então continuei no mesmo ritmo, apertando a ponta para tirar as últimas gotas espessas, até o velho, tremendo das pernas e ofegante, não aguentar mais e afastar minha mão.
— Já, já, sua safada, já não aguento. Já tirou tudo de mim.
Segundo a cara dele, ele tinha tido o melhor orgasmo da vida. Deixou-se cair sobre o travesseiro, com o pau ainda duro e pingando sobre a barriga, ofegando como se tivesse corrido uma maratona. Eu fiquei ajoelhada na beira da cama, com o rosto cheio de sêmen, os seios à mostra manchados, e sentindo o cu encharcado pulsar sob o short. O coração me batia nos ouvidos.
— Seu Genaro, combinamos uma coisa.
— Sim, Marisol, combinamos uma coisa. Toma o telefone, apague o que quiser.
***
Ao revisar, percebi que ele tinha fotos de outras moças do bairro, tiradas escondido quando passavam diante da casa dele. Comecei apagando as minhas e depois todas as que consegui, com o rosto ainda lambuzado do leite dele.
— Não apaga tudo, não enche o saco. Combinamos só as suas.
— O senhor é um filho da puta, Seu Genaro. Agora que não tem mais como me ferrar, eu digo. O senhor é um idiota.
— Sim, Marisol, eu já sei. Mas você tem o que é deste velho dentro de você, na barriga, e isso você aguenta. Você engoliu meu leite, sua safada. Nunca vai esquecer isso.
O comentário dele me irritou, talvez porque tivesse um fundo de verdade. Eu sentia o leite descendo pela garganta, o gosto ainda na boca, o cu encharcado sob a roupa. Limpei o rosto como pude com a mão e com o que encontrei, ajeitei os seios dentro do sutiã e saí de lá sentindo o sêmen ainda pegajoso na pele.
Desde esse dia, faço um caminho mais longo para chegar ao ponto. Falta pouco para eu terminar o semestre e deixar para trás a lembrança daquele velho.
Espero que essa confissão tenha agradado vocês. É algo que realmente me aconteceu e que eu nunca contei para ninguém. Às vezes, à noite, eu volto a pensar naquela tarde, no gosto daquele pau na minha boca, no leite quente descendo pela minha garganta, e, sem querer, acabo com a mão entre as pernas, me tocando até gozar pensando naquele velho nojento. A consciência sempre vence depois, mas enquanto dura, meu cu fica molhado como naquela tarde. Deixem seus comentários e me digam se querem ler mais das minhas experiências, porque tenho várias para contar.



