O que aconteceu com Daniela na festa da firma
Cheguei atrasadíssimo. O trânsito de uma sexta-feira de dezembro era um pesadelo e o táxi levou uma vida inteira para atravessar o centro. Quando finalmente subi para o terraço, o frio já cortava, mas o clima estava a mil. O open bar já estava fazendo efeito havia um bom tempo e as risadas ricocheteavam nas luzes da cidade.
Fui direto pegar uma bebida para me atualizar e, do bar, procurei meu grupo de sempre. Os do chat de confiança, os das cervejas de sexta, os da troca de memes no meio da tarde. Não demorei a localizá-los perto de um dos aquecedores de área externa.
Mas meu olhar travou antes de chegar. Travou em Daniela.
Vê-la no escritório era pura rotina: calça social preta, camisas sempre abotoadas até o pescoço e aquele suéter enorme porque o ar-condicionado a matava de frio. Hoje era outra história. Ela estava de perfil, com uma taça na mão e um vestido cor de vinho, colado ao corpo. Foi aí que meu cérebro entrou em curto.
Eu sabia que Daniela tinha curvas — é impossível não notar quando ela se estica para alcançar alguma coisa no arquivo —, mas o vestido daquela noite não deixava nada para a imaginação. Por ser tão baixinha, mal chegava ao meu peito; suas formas saltavam o dobro. O decote marcava aquele contraste que de segunda a sexta jamais nos deixava ver, e o corte desenhava uns quadris que, com o salto, ficavam de outro nível.
Me aproximei com aquela mistura de confiança de amigo e curiosidade de homem que acabou de descobrir algo novo.
— E aí, pessoal? — cumprimentei o grupo em geral, mas me plantei ao lado dela.
Daniela se virou. Estava com seus óculos de armação preta de sempre, mas o batom vermelho e o cabelo solto lhe davam um ar que acelerou meu pulso.
— Até que enfim você aparece! — disse, sorrindo e erguendo a taça para brindar com a minha — Já estávamos te dando por perdido.
— O trânsito estava impossível — me desculpei, e depois baixei a voz, me inclinando para ela com a intimidade que tínhamos —. Mas valeu a pena a espera. Você está incrível, Dani. Sério. Guardou o melhor para o fim do ano, hein?
Não consegui evitar. Meus olhos desceram por um segundo ao decote e voltaram a subir. Ela percebeu. No escritório eu teria levado uma cara feia, mas ali, com uma taça de vinho dentro do corpo e em confiança, ela só soltou um risinho e me deu um tapinha no braço.
— Lá vem você, bobo — disse, mas não parou de sorrir.
***
Às dez e meia, o open bar começou a cobrar a conta. O grupo foi se desfazendo aos poucos e, sem planejar, ficaram só Daniela e eu, em pé ao lado de uma mesa alta cheia de copos vazios. O ar estava cada vez mais frio, mas as bebidas nos mantinham quentes.
Ela já tinha virado várias; eu sabia porque estava com as bochechas vermelhas e ria de qualquer bobagem que eu dizia. O melhor era que, com a confiança do álcool, ela tinha largado a postura rígida de escritório. Apoiada com um cotovelo na mesa de um jeito que me deixou hipnotizado.
— Olha o que mandaram no grupo — disse, tirando o celular da bolsinha.
Para ver a tela tive que me inclinar. Ela era tão baixa que quase encostei minha cabeça na dela. Ali me atingiu o perfume: nada a ver com o café do escritório, e sim algo cítrico e doce, floral. Rimos de um meme qualquer, aquela risada cúmplice que só existe com alguém de muita confiança, e, ao rir, ela virou o rosto para mim. Estávamos a centímetros.
Nesse momento um garçom passou apressado com uma bandeja cheia, quase nos empurrando. Por instinto, passei o braço por trás dela para protegê-la e minha mão pousou na lombar. O tecido era finíssimo. Senti o calor da pele dela e a curva exata onde as costas terminavam. Minha mão ficou ali. Não tirei.
Ela também não tirou. Pelo contrário, se deixou levar pelo empurrão e ficou colada ao meu lado.
— Quase me banharam de vinho — disse, erguendo os olhos para mim.
— Fica tranquila, aqui não vai acontecer nada com você — respondi, baixando a voz.
Minha mão desceu um centímetro, roçando de leve o começo da curva do quadril dela. Um movimento sutil, testando o terreno. Ela sentiu a mudança e ficou quieta por um segundo, processando. Depois virou um pouco o rosto para me olhar nos olhos. Não se afastou, nem fez nenhuma piada para quebrar o momento.
— Obrigada — murmurou, sustentando meu olhar por trás dos óculos.
— Para isso servimos — respondi, apertando de leve a cintura dela.
Ela sorriu, um sorriso pequeno e relaxado, e se apoiou de vez na minha mão. A linha de «amigos» tinha sido apagada em silêncio.
***
O responsável pela música soube ler o momento e soltou um clássico do rock pop dos anos 2000. O terraço explodiu. Metade do grupo correu para a pista improvisada e Daniela me puxou pelo braço, rindo, com a vergonha já dissolvida pelo álcool.
No começo era só pular e cantar a plenos pulmões. Ela estava espetacular, desgrenhada e com os olhos brilhando atrás dos óculos. Mas depois a música mudou para um ritmo lento e pesado, daqueles que convidam a se mexer colado. A pista encheu e um grupo nos empurrou até nos deixar prensados um contra o outro.
Aí a diferença de altura jogou a meu favor. O rosto dela ficava na altura do meu peito. Para não perder o equilíbrio, ela se agarrou aos meus ombros e os braços subiram para enlaçar meu pescoço, ficando na ponta dos pés. Eu baixei as mãos para a cintura dela por reflexo. Já não era o toque sutil da mesa: agora minhas mãos abrangiam toda a curva do quadril dela sob o tecido, e desceram alguns centímetros mais até apertarem sua bunda por cima do vestido. Estava duríssima, redonda, mal contida pelo tecido colado. Ela soltou um suspiro baixinho contra minha camisa.
— Está lotadíssimo — me disse ao ouvido, quase gritando por cima da música.
— Cola mais para não te pisarem — respondi, usando a desculpa perfeita.
Ela obedeceu. Senti a pressão do peito dela contra meu abdômen, uma sensação elétrica. Em um momento, ela se virou de costas para ver algo atrás, ficando com as costas para mim, mas sem soltar meus braços. Começou a se mover no ritmo lento, apoiando todo o peso em mim, esfregando a bunda em mim com um movimento circular descarado. O atrito me pegou de surpresa e senti minha ereção começar a endurecer. Meu pau cresceu contra o tecido da calça, marcado, e ela sentiu na hora. Em vez de se afastar, jogou o quadril para trás e me procurou, esmagando minha ereção com o traseiro, moendo-a contra mim no compasso da música. Tentei puxar o quadril um pouco para trás para disfarçar, mas ela me seguiu, anulando qualquer espaço.
Baixei a cabeça até o pescoço dela e passei a língua atrás da orelha. Ela tremeu inteira.
— Dani… assim você vai me deixar impossível — sussurrei, com a voz já rouca —. Estou duríssimo, está sentindo?
— Estou — respondeu baixinho, sem parar de se mexer —. E adoro.
Ela virou a cabeça para me olhar por cima do ombro. Os olhos por trás dos óculos estavam escuros, dilatados. Mordeu o lábio e, em vez de se afastar, se apoiou mais forte, apertando a bunda contra meu volume. Depois se virou para ficar de frente, enlaçou meu pescoço com os braços e aproximou o rosto do meu.
— Tomás… — murmurou.
A tensão era insuportável. Tinha que acontecer. Daniela ficou na ponta dos pés, esticando-se o quanto seu corpo miúdo permitia, e eu abaixei a cabeça. Foi só um roçar, um beijo seco e rápido, daqueles que servem para perguntar sem palavras «a gente vai fazer isso?». Nos separamos alguns centímetros. Ela abriu os olhos, um pouco assustada com a própria ousadia, e depois sorriu.
— Opa — disse, mas não se afastou.
— Opa? Para mim não pareceu um erro.
— Para mim também não — confessou contra minha camisa —. Acho que quero outro.
Eu dei. Esse durou um segundo a mais. Seus lábios tinham gosto de vinho e estavam quentes. As luzes do terraço baixaram de intensidade e começaram a piscar em azul, deixando a pista em uma penumbra intermitente. Era o disfarce perfeito.
Enfiei os dedos no cabelo solto dela e a beijei de verdade. Abri a boca e ela fez o mesmo, recebendo-me com ansiedade. Foi um beijo desesperado, carregado de meses de olhares no escritório. Nossas línguas se procuraram, se enroscaram, e eu mordi o lábio inferior dela até que gemeu. Senti o gemido vibrar contra minha boca, um som que se perdeu na música. Ela se pendurou no meu pescoço com força, quase subindo em mim, porque o salto já não dava conta. Aproveitei para meter uma mão por baixo da bunda dela e erguê-la um pouco, colando a virilha dela no meu volume. Ela soltou um gemido abafado e cravou as unhas na minha nuca.
— Vamos daqui — me disse ao ouvido, ofegante —. Tem gente demais. Você está me deixando molhada, Tomás.
***
Eu a peguei pela mão e saímos da pista. Achei o que procurava: um canto no corredor que levava aos banheiros, onde uma luminária estava apagada e a penumbra era quase total. Assim que ficamos na sombra, a pressionei contra a parede.
— Você me provocou — disse ela, mordendo meu lábio inferior.
Minha mão direita desceu com decisão. Deslizei a palma pela coxa dela, levantando a barra do vestido, e toquei pele nua. Ela soltou um suspiro entrecortado. Subi mais, até onde a coxa vira quadril, e acariciei o renda da calcinha. O tecido estava encharcado, quentíssimo, e notei como pulsava por baixo. Afastei a renda para o lado e passei o dedo médio por toda a fenda do sexo dela, deslizando na umidade. Ela encostou a cabeça na parede e abafou um gemido.
— Olha como você está, Dani — sussurrei ao ouvido dela, afundando o dedo até o fundo —. Encharcada. Tudo isso é por minha causa?
— É… tudo por você — ofegou, abrindo as pernas para me dar mais espaço.
Enfiei um segundo dedo e comecei a bombeá-los devagar, sentindo o sexo dela me apertar e sugar a cada impulso. O polegar buscou o clitóris inchado e o esfreguei em círculos lentos. Ela se contorcia contra a parede, mordendo meu ombro para não gritar.
— Tomás… assim… assim você vai me fazer gozar aqui mesmo — gemeu baixinho, abrindo mais um pouco as pernas, apoiando a cabeça na parede.
De repente se ouviu a porta do banheiro abrindo. Congelamos. Tirei os dedos de súbito e me aproximei dela para cobri-la com meu corpo, desci a mão e alisei o vestido, fingindo que estávamos apenas conversando. O cara passou direto, bêbado demais para notar alguma coisa. Quando o perigo passou, Daniela soltou o ar que segurava, ajeitou os óculos tortos e me olhou com uma expressão de desejo absoluto. Eu ergui os dedos brilhando com o fluido dela entre nós e os levei à boca sem tirar os olhos dela. Ela mordeu o lábio.
— Você tem gosto de delícia — eu disse.
— Não quero ir para casa ainda — disse, com a voz quebrada —. E também não quero que você vá para a sua. Pede um quarto, Tomás. Aqui. Agora. Eu preciso que você me foda direito.
Senti uma descarga de adrenalina no estômago. Uma coisa é um beijo bêbado num corredor; outra bem diferente é oficializar a coisa na recepção. Mas vê-la ali, desgrenhada e me desafiando com o olhar, fez meu cérebro parar de pensar em consequências.
— Vamos — disse.
***
Descemos ao lobby do hotel, que era um contraste brutal com a festa: silêncio, mármore frio e música ambiente. Na recepção, pedi um quarto tentando soar sóbrio, embora tivesse o nó da gravata todo desfeito. O recepcionista nos olhou, não fez perguntas e nos entregou uma chave do quinto andar.
No elevador, assim que as portas se fecharam, acabamos colados contra o espelho, comendo a boca um do outro. Enfiei a mão por baixo do vestido outra vez e a encontrei igualmente molhada, ou mais. Ela apalpou meu volume por cima da calça e apertou, medindo o pau duro que a esperava.
— Está enorme — sussurrou contra meus lábios —. Quero ele já.
O quarto cheirava a limpo, com uma janela enorme e uma cama larga no centro. Daniela tirou os saltos de um chute e se sentou na beirada. Por ser tão baixa, seus pés mal roçavam o carpete, o que a fazia parecer ainda menor no meio do quarto.
Fiquei em pé na frente dela, entre as pernas, e repeti o gesto que se tornara o ritual da noite: tirei os óculos dela com cuidado e os deixei na mesinha.
— Continuamos a festa, né? — sussurrei.
Ela não respondeu. Se lançou em minha direção, enlaçando meu pescoço e colando a boca na minha com uma urgência que quase me fez perder o equilíbrio. Minhas mãos subiram pelas coxas dela, amassando o tecido do vestido. Ela puxava minha camisa para fora da calça, enfiando as mãos frias por baixo do tecido.
Caímos para trás na cama. Daniela montou em mim de pernas abertas, me beijando o pescoço enquanto os quadris se moviam contra os meus buscando atrito. Já não era a colega tímida do monitor. Por cima da calça eu sentia como ela esfregava o sexo encharcado no meu pau, marcando a umidade no tecido.
Baixei o decote do vestido de uma puxada e o peito esquerdo dela ficou exposto. Fiquei um segundo sem ar. Eram seios espetaculares, brancos e pesados, com o mamilo rosado já endurecido, apontado. Levantei a cabeça e prendi o mamilo dela com a boca, sugando com vontade enquanto minha mão apertava o outro seio, amassando-o, beliscando o mamilo entre os dedos. Ela jogou a cabeça para trás e enterrou os dedos no meu cabelo, empurrando-me mais contra ela.
— Chupa com força… assim… — ofegava.
Eu mordisquei o mamilo e puxei um pouco com os dentes. Ela soltou um grito e cravou as unhas na minha nuca.
— Espera… — disse, puxando o ar —. O vestido está me atrapalhando.
Ela se levantou, abriu o zíper e o tirou pela cabeça, jogando-o em algum canto. Ficou só de lingerie de renda. Vê-la assim, miúda mas com aquelas curvas finalmente livres, foi a melhor visão da noite. O sutiã mal continha os seios dela e o fio-dental preto tinha uma mancha escura entre as pernas onde o fluxo o atravessara.
— Agora você — ordenou.
As mãos dela foram direto para o meu cinto. Ela brigou um pouco com a fivela, mas assim que ouvi o metal abrir soube que ia ser sério. Me baixou a calça e a cueca de uma vez, e meu pau saltou, duro e ereto, quase batendo no rosto dela. Ela soltou um risinho de surpresa.
— Ah, olha só o que você escondia…
Ela o agarrou com as duas mãos, medindo, apertando a base. Voltou a engatinhar sobre mim e me deixou de cueca. Desabotoou minha camisa um botão por um, sem tirá-la, só abrindo-a.
— Gosto assim — murmurou, passando as palmas pelo meu peito.
Começou a deixar um caminho de beijos úmidos para baixo. A mão direita dela deslizou pelo meu abdômen e fechou em torno do meu pau. Ela me acariciava num ritmo lento, puxando o prepúcio para trás e para a frente, medindo, saboreando o poder que tinha. Com o polegar, espalhou a gota de líquido pré-ejaculatório por toda a glande.
— Tão sério que você parece nas reuniões de segunda-feira — sussurrou, arrastando as palavras —. E olha só como você fica. Todo esse pau escondido debaixo da calça enquanto eu te passava os relatórios.
***
Acabamos tirando o que restava. Arranquei o sutiã e o fio-dental encharcado foi parar no chão. Pele contra pele, o choque do corpo pequeno e curvilíneo dela contra o meu foi elétrico. Mas ela tinha outra ideia. Deslizou para baixo, deixando um rastro de beijos pelo meu abdômen, e parou entre minhas pernas. Me olhou de baixo, com o cabelo caindo sobre o rosto, e abaixou a cabeça.
Senti a boca quente dela me envolver e arqueei as costas, enterrando os dedos nos lençóis. Ela colocou o pau até o fundo, tanto que senti a garganta fechando ao redor da glande. Ela me chupava com fome, sem timidez, subindo e descendo, lambuzando tudo, com um ruído úmido obsceno que enchia o quarto. Um fio de saliva escorria da comissura até meus testículos. Com uma mão ela masturbava a base no ritmo da boca; com a outra me acariciava e apertava os testículos.
— Porra, Dani… assim, chupa assim… — rosnei, agarrando o cabelo dela e guiando-a.
Ela acelerou, movendo a cabeça rápido, sugando forte, com as bochechas afundadas. Mostrando que a Daniela calada do escritório era outra pessoa na cama. Em um momento esticou o braço, pegou o copo da mesinha e deu um gole, mantendo o líquido na boca. Quando voltou a descer, o contraste do frio e do álcool com o calor dela mandou uma descarga por toda minha coluna. A ponta da língua dela desenhava círculos ao redor da glande, se enfiava no freio e depois voltava a me engolir inteiro.
Ela tirou o pau da boca com um pop úmido e o esfregou pelas bochechas, pelos lábios, lambuzando a saliva e o líquido pré-ejaculatório por todo o rosto. Depois lambeu meus testículos um por um, chupando-os, enquanto me masturbava me olhando de baixo. A imagem era brutal: a colega tímida com meu pau no rosto, brincando comigo.
E então, sem me soltar, ergueu os olhos e sustentou meu olhar com uma intensidade descarada, vendo exatamente como me fazia perder o controle. Parou, lambeu os lábios e soltou um risinho.
— Tem gosto de gostoso — sussurrou —. Eu podia chupar você a noite toda.
Com um suspiro de satisfação, ela se deixou cair de costas sobre os travesseiros, abrindo braços e pernas, completamente desinibida. Eu me sentei entre suas pernas, mas não fiz nada. Só fiquei olhando para ela. Ali estava a colega do suéter enorme, a que se escondia atrás do monitor, agora nua, com a pele pálida marcada de vermelho no pescoço pelos meus beijos, com os seios subindo e descendo no ritmo da respiração e o sexo aberto, brilhando de umidade, com os lábios inchados e o clitóris duro à mostra.
— Tanto me olhando por quê? — perguntou, erguendo a cabeça, corada mas orgulhosa.
— Porque você é perfeita, Dani — eu disse, e não era papo de bêbado —. Você tem o sexo mais gostoso que eu já vi.
Me inclinei, mas desta vez não fui à boca dela. Desci devagar, deixando beijos no ventre, até chegar entre as pernas. Afastei os lábios dela com os polegares, deixando o clitóris exposto, e passei a língua numa carícia longa e lenta da entrada até em cima. Ela deu um solavanco na cama.
— Ah! — gritou.
Foi seu primeiro gemido forte, real. Ela esqueceu que estávamos em um hotel, esqueceu a discrição do escritório. As mãos desceram à minha cabeça, puxando meu cabelo, empurrando-me mais contra ela. Prendi o clitóris entre os lábios e o chupei, sugando em ritmo, enquanto enfiava dois dedos no sexo dela e os curvava procurando o ponto lá dentro. Ela começou a mover os quadris contra meu rosto, montando na minha língua.
— Aí… aí, não para, não para — suplicava —. Vou gozar, Tomás, vou gozar na sua boca.
Acelerei, chupando o clitóris com mais força, bombeando os dedos rápido. Senti o sexo dela começar a apertar meus dedos em espasmos e as pernas dela começaram a tremer dos lados da minha cabeça. Ela soltou um grito longo, arqueando toda a coluna, e uma onda de fluido quente banhou minha língua. Ela se contorceu por segundos, com o ventre saltando, até colapsar contra o colchão, ofegante. Ouvi-la assim, sabendo que era eu quem provocava aquilo, me acendeu por inteiro.
***
Não aguentei mais. Subi, me arrastando por cima do corpo suado dela até ficar frente a frente. Ela ergueu as pernas e as prendeu ao redor da minha cintura, se abrindo por completo. Alinhei a ponta do pau com a entrada do sexo dela e esfreguei um pouco pelos lábios, encharcando-me no fluido dela.
— Já… por favor — suplicou em sussurro —. Mete tudo.
Empurrei os quadris e me afundei nela de uma só vez, até os ovos.
— Ah! — gritou, jogando a cabeça para trás e cravando as unhas nos meus ombros —. Porra, que grande…
Ela estava apertadíssima. Por ser tão miúda, eu a sentia em todo lugar. O sexo dela me sugava, quente, pulsando ao redor do pau. Tive que parar por um segundo, cerrando os dentes para não terminar ali mesmo. Ela me puxou pelo pescoço para me beijar e eu comecei a me mover, saindo quase por completo e voltando a me afundar até o fundo. O som da nossa pele se chocando, misturado ao barulho úmido do seu fluxo, encheu o quarto. Entrei com força e ela pedia isso aos gritos, gemendo meu nome entre os dentes.
— Isso… assim… me fode duro, Tomás… mais rápido — ofegava, com os seios batendo a cada golpe —. Mete tudo, não se contenha.
Segurei um seio com uma mão e apertei, chupando o mamilo enquanto continuava a investir. Levantei uma das pernas dela e a coloquei sobre meu ombro, abrindo-a mais, entrando mais fundo. Ela gemia sem parar, falando coisas desconexas.
— Me vira — ordenou com a voz quebrada —. Me põe de bruços, Tomás. Quero que você meta por trás.
Ela não precisou dizer duas vezes. Tirei-me com um som úmido e ela se pôs de joelhos, apoiando os cotovelos na cama, arqueando as costas e me oferecendo a bunda. Por ser tão pequena, parecia minúscula naquela cama enorme, uma figura compacta e perigosamente bem proporcionada. Dei uma palmada que ecoou no quarto e deixou a marca vermelha da minha mão. Ela se estremeceu e gemeu.
— Outra — pediu —. Bate na minha bunda enquanto me come.
Dei outra, mais forte, e aproveitei para esfregar o pau por toda a fenda, do sexo ao ânus e de volta. Me posicionei atrás, segurei os quadris dela e entrei de novo, afundando de um só golpe. Nessa posição, cheguei muito mais fundo, senti o fundo do sexo dela com a glande.
— Aí, aí! — ela gritava, com a voz abafada no travesseiro —. Mais… mais forte, me arrebenta, Tomás.
Entrei sem trégua, vendo meu corpo chocar-se contra as nádegas dela a cada investida, o som das pancadas de pele enchendo o quarto. Agarrei o cabelo dela pela nuca, puxando um pouco, obrigando-a a arquear mais. Com a outra mão, continuava a dar palmadas, marcando a pele branca dela de vermelho. Ela se sacudia inteira, frágil e ao mesmo tempo resistente, recebendo-me por completo. Passei o polegar, molhado no próprio fluido dela, pelo ânus, pressionando só de leve, e ela soltou um grito fino de prazer e arqueou ainda mais as costas.
— Tudo, Tomás… toca em tudo… sou sua esta noite — gemia.
Depois de um tempo, ela se virou com uma agilidade surpreendente e me empurrou o peito para que eu me deitasse. Montou em mim de imediato, agarrou o pau com uma mão, posicionou a ponta na entrada e se deixou cair de uma vez, empalando-se até a base. Nós dois gememos em uníssono.
Ela começou a cavalgar em um ritmo frenético. Por ser tão leve, movia-se com uma energia inesgotável, subindo e descendo rápido, com os seios pulando na minha cara. Eu segurei os quadris dela, ajudando a marcar o ritmo, chocando meu corpo contra o dela. Ela se inclinou para trás, apoiando as mãos nas minhas coxas, oferecendo a vista completa: como o pau inteiro desaparecia dentro do sexo dela repetidamente, brilhando de umidade, e seu clitóris inchado logo acima. Coloquei o polegar ali e o esfreguei no ritmo das investidas dela. Ela começou a gemer mais agudo.
— Você vai me fazer gozar de novo… — ofegava —. De novo, Tomás, de novo.
Senti o sexo dela começar a me apertar ritmicamente, sugando meu pau em ondas. Ela desabou sobre meu peito, tremendo, e continuou movendo os quadris convulsivamente enquanto gozava pela segunda vez, gemendo contra meu pescoço. Senti a pressão subir até ficar insuportável.
— Dani… já vou — avisei, me preparando para tirá-la.
Ela parou por um segundo, cravando as unhas no meu peito, e negou com a cabeça.
— Fica — ofegou —. Não sai. Goza dentro, goza tudo no meu sexo.
Essa frase foi o gatilho final. Segurei-a pela cintura com toda a força e empurrei de baixo uma, duas, três vezes, até o fundo.
— Tomás! — gritou ao sentir meus espasmos.
Terminei dentro dela com um rugido, sentindo o pau pulsar e despejar jato após jato de sêmen contra o fundo do sexo dela. Ela se contraía ao mesmo tempo, ordenhando-me, tremendo, espremendo cada gota. Quando finalmente desabou por completo, senti a mistura quente começar a escorrer entre nós. Tirei-me devagar e um fio espesso de sêmen escorreu do sexo dela até a coxa.
Ficamos assim, ela desabada sobre meu peito, os dois ofegantes, com o zumbido do ar-condicionado como único som.
Acariciei as costas dela, encharcadas de suor. Ela soltou um risinho cansado contra minha pele.
— Como eu vou te encarar na segunda depois disso? — murmurou.
Ri e beijei sua testa.
— Com a mesma cara de sempre, Dani. Mas você e eu, não mais.
Puxamos o lençol para nos cobrir do frio. Ela se aninhou contra meu peito e, em questão de minutos, sua respiração ficou pesada, vencida pelo cansaço. Fiquei olhando para o teto, sentindo o corpo nu dela contra o meu, sabendo que o escritório nunca mais seria o mesmo. Cada vez que eu a visse no corredor com seu terno e seus óculos, eu ia me lembrar de como ela fica gemendo meu nome com meu pau até o fundo.





