O que minha melhor amiga me fez no provador
Nunca imaginei que a amiga do meu marido me ensinaria algo sobre mim mesma no provador de uma loja. Muito menos que naquela mesma tarde a chamaríamos para perto.
Nunca imaginei que a amiga do meu marido me ensinaria algo sobre mim mesma no provador de uma loja. Muito menos que naquela mesma tarde a chamaríamos para perto.
Ela saiu no meio da manhã e o apartamento ficou em silêncio. Só restamos eu e ele, e aquilo que a noite anterior tinha despertado já não podia mais ser ignorado.
Era julho e nós dois suávamos. Eu estava nessa havia pouco tempo e ainda tinha muito a aprender, mas naquela noite a mulher me observava da cadeira como se eu fosse o prato principal.
Foi ela quem propôs, entre sussurros, numa madrugada qualquer: queria que eu segurasse a câmera enquanto outro a possuía. Eu disse sim sem saber no que me tornava.
Ela estava tão nervosa que mal sustentava meu olhar. Ele queria me provar pela primeira vez. Eu só precisava cuidar dos dois até o medo passar.
Achavam que tinham tudo sob controle até que algo quebrava. Eu estava lá, olhando e participando, aprendendo onde ficava a linha que eu não queria cruzar.
Naquela noite à beira da piscina, pensei que me esperava só uma dança. Não imaginei que Marina guardava há dez anos uma promessa que nos arrastaria aos dois.
Sempre dormíamos na mesma cama e nos contávamos tudo. Nessa noite, com uma taça a mais, Renata segurou meu rosto e me beijou como nunca antes.
Eu tinha vinte anos e achava que conhecia meus desejos, até que minha sogra abriu aquele álbum e me mostrou quem tinha sido. Nessa noite eu apaguei a luz e entendi tudo.
Cinco minutos presa entre a parede e um homem do trono que cheirava a alecrim e madeira. Eu não sabia o nome dele, mas sabia que naquela noite ia procurá-lo de novo.
Nadie me había enseñado a desearme. Esa mañana, con la casa vacía y la luz entrando por la ventana, decidí enseñarme yo misma.
Ela se levantou irritada porque ele assistia ao futebol e nem a notava. Não sabia que a batida na mesa ia incendiar a tarde inteira.
O táxi se afastou na poeira e, na varanda, os avós esperavam de braços abertos. Ninguém imaginava que aquele abraço de boas-vindas mudaria tudo.
As malas ainda por desfazer e, sob uma das camas, um monte de revistas velhas que nenhum dos três irmãos conseguiu parar de olhar naquela tarde de calor.
Quando o ar fresco bateu na minha pele nua, entendi que não estávamos no quarto: ele me tinha levado para o jardim, amarrada e no escuro, e qualquer um podia me ver.
Ela levava oito anos de um casamento confortável e vazio quando um desconhecido sorriu para ela no supermercado. Não imaginava que aquele sorriso a deixaria sem marido, sem amante e, enfim, diante de si mesma.
Cada marca que as cordas deixam na minha pele me aproxima um pouco mais do abismo. Mas é a única coisa que silencia a voz dele... do homem que eu deixei morrer.
Quando vi a caminhonete se afastando pela estrada, meu corpo começou a pulsar diferente. Eu sabia exatamente o que ia acontecer assim que ele e eu ficássemos sozinhos naquela casa.
Entreguei a nota dobrada e um preservativo sem dizer uma palavra. Ele leu, me olhou de cima a baixo e só disse: vem comigo. Não pensei com clareza por horas.
Estamos juntos há anos e ainda há algo que não ouso pedir. Cada vez que ela se ajoelha diante de mim, a fantasia volta e eu mal consigo me calar.