Eu o obriguei a escolher no estacionamento
Eu sabia que, mais cedo ou mais tarde, ele viria me procurar. Só precisava esperar sob o poste e deixar que a culpa dele fizesse o resto do trabalho por mim.
Eu sabia que, mais cedo ou mais tarde, ele viria me procurar. Só precisava esperar sob o poste e deixar que a culpa dele fizesse o resto do trabalho por mim.
Chovia, a casa estava vazia e eu tinha uma surpresa guardada. Nunca tinha feito aquilo, mas naquela tarde decidi descobrir a que gosto o desejo tem.
Acordei com uma única ideia fixa entre as pernas e um nome na boca. Naquela manhã, Pamplona inteira me cheirava a sexo, e eu só queria encontrá-la.
O parquímetro tinha vencido e ele já se ajoelhava com o bloqueador. Eu tinha poucos segundos para convencê-lo de outro jeito.
Há confissões que ficam entaladas na garganta. Esta é uma delas, e eu te conto exatamente como aconteceu: sem vergonha, sem filtros e com um sorriso enorme.
Quando abriu a pasta oculta do celular e virou a tela para mim, entendi que a tímida de sempre tinha se atrevido, enfim, a contar tudo.
Tinha quinze anos, uma aula livre e a casa do meu namorado vazia. O que aconteceu naquela tarde eu lembro até hoje, em cada detalhe.
Ela tinha vinte anos, um encontro em três dias e um segredo: nunca havia tocado em um homem. Pediu minha ajuda, e eu conhecia alguém disposto a ser sua primeira lição.
Nunca achei que me ajoelhar diante dele, em silêncio e escondida, acabaria sendo o meu prazer favorito. Mas aquela hora livre mudou tudo.
Quando o último colega fechou a porta, soube que naquela noite eu não voltaria para casa sendo a mesma mulher. Ele me olhou e eu já estava tremendo.
Sempre achei que fosse coisa de garota fácil. Então me ajoelhei diante dele, me olhei no espelho antigo e entendi que passei anos errada.
Não procuro amor nem promessas. Naquela tarde eu o vi atravessar a praça e soube exatamente o que queria pedir, embora nunca tivesse ousado tanto.
Caiu para ela o mecânico que ela vinha observando na fila. Quando ele lhe passou o telefone “caso o carro desse problema”, os dois sabiam que o carro era o de menos.
Se nunca te fizeram um boquete de verdade, você não sabe do que estou falando. E não, não me refiro a gozar na boca dela. Vou te contar o segredo que descobri por acaso.
Abri a porta da cabana esperando encontrar um beliche livre e me deparei com cinco desconhecidas seminuas. Naquela mesma noite entendi por que viajo sozinho.
Às sete em ponto, o consultório estava vazio e o doutor trancou a porta. Mercedes não sabia que a queimadura seria o que menos arderia naquela manhã.
Pedi ajuda para chegar ao banheiro com aquela fantasia impossível. O que ela fez quando fechou a porta atrás de nós não estava no meu contrato.
Sabia que ele andava sem sutiã pela casa. O que eu não sabia era que ele contava cada vez e guardava uma prova molhada debaixo do travesseiro.
Quando o Audi cinza-perolado parou diante da guarita e vi aquelas pernas entreabertas no banco do passageiro, soube que meu turno ia mudar para sempre.
Tem manhãs em que acordo molhada, com os mamilos duros e um único pensamento fixo. Começou mais uma das minhas semanas de cio e ninguém em casa imagina o que escondo.